"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 21 de agosto de 2016

O pecado enganando o pecado.


Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente ímpio; quem o poderá conhecer? (Jr 17:9)

Sem dúvida, é possível perceber que estamos fazendo profunda alterações na verdade que o Senhor nos deixou. O termo “estamos” expressa minha convicção que nenhum de nós se encontra fora dessas influências, e que de certa forma, muitos de entre nós, se desviam do combate às “novas verdades”.  

Enganamo-nos em não perceber que a consolidação dessa nova era, passa obrigatoriamente pela revisão de conceitos das verdades bíblicas. A perda e desvio das verdades, levam à construção de novas cosmovisões que conduzem o mundo... e a Igreja do Senhor.

Uma das grandes mudanças impostas à verdade revelada relaciona-se ao pecado. A sabedoria secular estabeleceu-se em meio ao arraial do Senhor. As advertências feitas ao povo de Israel (Os 4.1-6) servem para cada um de nós. Substituímos as verdades do Senhor pelas verdades de plantão.

Tomemos o que as Escrituras afirmam sobre o pecado. Em linhas gerais, o pecado é uma disposição interior e inalienável à nossa natureza. Ou seja, o humano que conhecemos – e somos – tem em sua natureza infundido o pecado – por isso, interior, por isso, inalienável. Tal realidade nos faz adversários e excluídos da realidade divina. Assim, nossa natureza-pecado fez-nos opositores e incapazes de Deus – Seu ser, sua verdade, seu poder, sua justiça.

A negligência no ensino dessa cruel realidade impossibilita o homem a compreender e conhecer a si próprio, suas reais possibilidades, sua incapacidade e, por outro lado, alheio a Deus, desconhece sua real necessidade e dependência dELE.

Mas, temos percebido que o desvio tem oferecido o pecado travestido por facetas brandas e exteriores não fornecendo ao homem a gravidade de seu estado.

Precisamos advertir:
O pecado não pode ser confundido com uma condição religiosa resolvida por mantras sacramentais, por aspersão ou imersão ou qualquer outra solução litúrgica. Muito menos pela dedicação ou guarda religiosa dos sábados, votos, cerimônias. Mesmo que empreendam os mais rigorosos ritos, o pecado continuará, lá no profundo do coração humano, mantendo-o longe do Senhor.

O pecado não é a restrição de desenvolvimento social ou científico. O sábio passará sua vida inteira a pensar e considerar seu conhecimento ou sua bondade, mas lá estará o pecado à sua espreita. E nada que faça o conduzirá ao Senhor.

Comete-se um grande erro em conduzir o pecado em uma outra direção, diminuí-lo em sua profundidade e perversidade.

Deus para livrar o homem de seu pecado não propôs rituais, sábados, conhecimento ou tecnologia, Deus ofereceu-nos a esperança de uma nova natureza.

Na morte de Seu Filho puniu o pecado; em Sua ressurreição trouxe outra natureza, e esta, livre do pecado. O fim do pecado se dá pela destruição da natureza humana que herdamos.

A morte do criador e senhor de todas as coisas, em sua dimensão pedagógica, se apresenta como contraste para aprendermos a gravidade do pecado.

A quem falarei e testemunharei, para que ouça? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa, e não gostam dela. (Jr 6:10)

Grande é o Senhor. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Abraão era amilenista


Ao ouvir que estamos em pleno milênio somos forçados a enfrentar algumas questões a respeito do plano de Deus para a humanidade, sei que não é simples enfrentar ou questionar pressupostos doutrinários.

Quando o assunto é Escatologia, deve-se considerar que há muita dificuldade espreitando-nos. Contudo, mesmo escondidos, existem os esquisitos junto ao burburinho acadêmico. E entre esses, sem dúvidas, está o método aplicado para obtenção da verdade divina - a Hermenêutica.

E parece que foi criada UM especialmente para garantir os pressupostos amilenistas.

Tal método funciona da seguinte forma: Tomemos o texto “Não ficará pedra sobre pedra”.

Em busca do significado da passagem, e de acordo com o uso da hermenêutica amilenista, deve-se saber se tal afirmação – profecia -  já aconteceu (cumpriu-se na história) ou não. Caso tenha ocorrido, a leitura do texto deve ser feita de forma literal. E somente se não fizer sentido, deve-se buscar dentro das Escrituras seu “outro” significado, portanto, pedra significaria pedra mesmo. 

Porém, se o texto ainda não foi cumprido, a abordagem muda completamente, ou seja, o significado das palavras não pode ser literal. Pelo contrário, pode ser qualquer coisa, menos o significado literal do texto. Ou seja, pedra jamais poderia ser pedra. Estranho, esquisito, mas é o que está posto.

É o caso do termo milênio (Ap. 20,2,3,4,5,6,7). Não pode ser milênio (1.000 anos literalmente). Por que? Porque ainda não se cumpriu na história - ou está se cumprindo? 

É incrível, mas é isso o que garante a escatologia amilenista. Dizem: "é preciso tratar os textos escatológicos de maneira particular – mas, isso se aplica apenas aos textos que ainda não se cumpriram".

Isso nos - obriga - arremete a uma experiência muito rica: Pensemos com Abrão – como se lá estivéssemos.

Ao olhar para o céu cheio de estrelas, ouve: Tua descendência será como estas estrelas. (Gn 15.4-5). 

Sendo Abraão um bom amilenista, podemos imaginar, quanta aflição o acometeu até se cumprir o nascimento de seu filho Isaque. Porque ele, como bom amilenista, SABIA que descendente da promessa, não poderia ser um descendente (literal) – pois, ainda não havia se cumprida a profecia. E como não poderia ser um filho, o que seria comparado às estrelas do céu? O que Abrão pensou significar descendente na promessa de Deus? E já que não havia nascido seu filho, sua hermenêutica amilenista garantia-lhe que poderia ser qualquer coisa, menos um filho.

Porém, após o nascimento de seu filho, ele, como bom amilenista, PERCEBEU que, após a profecia haver sido cumprida, descendência era descendência mesmo, e que seria numerosa como as estrelas do céu. Apesar de tudo AGORA fazer sentido, um misto de Ffustração e alegria lhe tomou, claro. Frustração, pois seu método lhe levara ao erro quanto ao significado da profecia; e alegria por entender que descendência significava LITERALMENTE descendência. 

Assim, somente após o cumprimento da profecia, Abrão, como bom amilenista, viu que estava errado! Que não deveria ter "interpretado" a palavra do Senhor, bastava-lhe haver aceito as palavras em seu significado comum - literal, como em todas as outras vezes que ouviu o Senhor.

Da mesma forma o método amilenista afirma estarmos no milênio e com satanás em prisão – eufemizam, e dizem "com poderes limitados". (Prisão significar poderes limitados??!!). De onde saiu isto?

Se verdade - satanás está preso - parte das Escrituras precisa ser "revista" para tenha sentido. Senão, vejamos:

Quanto engano há em Pedro ao afirmar que satanás enchera o coração de Ananias (At 5.3);

Engano, maior ainda, em At 26.18, Jesus afirma que satanás tem autoridade para manter pessoas cativas  - mesmo preso? E nisso, errou também Paulo (2 Tm 2.26);

E Paulo, novamente e equivocadamente, em 1 Co 7.5, instrui casais para não serem tentado por satanás (que está preso!).

Em 2 Co 11.14, inutilmente, Paulo afirma que satanás se transforma em anjo de luz. Claro que inutilmente, já que está preso, nenhum efeito isso terá.  

Sem contar com as advertências contra o diabo (Ef 4.27) e a necessidade da armadura de Deus para se prevenir contra ele (Ef 6.11). Acredito que se a abordagem amilenista estiver correta, tais exortações são meramente retóricas. 

E, por fim, em 1 Ts 2.18, Paulo precisa nos explicar que caminho tomava para ir até Tessalônica, pois satanás - que está preso - o impediu.

Mas, Abrão pode nos ensinar muito mais. Após o pedido para imolar seu filho - ainda não cumprido - ele ABANDONOU sua “interpretação particular” daquilo que Deus lhe falava. Como sei? Ao empunhar um cutelo (literalmente) sobre seu filho, ele nos ensina que cumprida ou não a palavra do Senhor deve ser vista em sua literalidade. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sim, Rev. Nicodemus, é preciso de cautela e honestidade.



Tenho assistido, graças a Deus, várias ensinos - pregações, palestras, mesa redonda etc. Grandes homens expondo seus conhecimentos a serviço dos santos. Entre os temas apresentados, a Escatologia, com correntes teológicas distintas, é abundante.

Acredito que tais posições, assim como outros pontos doutrinários, encontrem dificuldades em incluir em seu sistema alguns versos das Escrituras, a despeito de serem identificadas como doutrinas históricas dentro de seu grupo.

Acho saudável as discussões, sempre em busca da exaltação das Escrituras edificação dos santos e glória ao Senhor de toda sabedoria:

Em Quem [em o Cristo] estão, todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, escondidos. (Cl 2:3)

Contudo, assisti (https://www.youtube.com/watch?v=AKcBinEb-3Y) o Rev. Nicodemos afirmar que não há nenhum arrebentamento sigiloso previsto nas Escrituras para Igreja do Senhor. O que não é problema por acreditar que as promessas de Deus para a nação de Israel foram revogadas em benefício da Igreja.

Utilizando-se do texto “Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo” (Mc 13:23), falou que não o [Arrebatamento Invisível] encontrava ali em Marcos 13 ( capítulo inteiro). 

Tomando por base o termo: “vos tenho dito tudo”, acrescentou – parafraseio: “Se até aqui Ele [Jesus] nos disse tudo, e o arrebatamento não está aqui...” Concluiu: “Não haverá arrebatamento - invisível”.

Isso não faz parte de uma boa Teologia, e está em desacordo com a Doutrina da Progressividade da Revelação. Não há precedente na história das doutrinas cristãs que alguém atribua ou defenda que a partir desse ponto (Marcos cap. 13) as Escrituras são meramente deuteronômicas. E que todo o conteúdo subsequente do texto santo não oferece um novo ensino. 

O texto citado (Mc 13) descreve um cenário de juízo em terras judaicas e sinais desse tempo: o templo e sua destruição, muitos virão tentando ser o Cristo - quem está a espera de Cristo, senão judeus? sinagogas, a profecia de Daniel sobre o templo, Judeia. No verso 18, fala sobre o inverno dando um caráter local para os acontecimentos.

Decerto o texto não fala sobre arrebatamento (invisível), como também não fala sobre Igreja, não fala o destino de satanás, a vinda do Espírito Santo, sobre os dons, o selo dos santos, a pregação aos gentios e outras coisas mais. Mas isso não faz de tais pontos inverdades.

Há um sério risco quando, para defender nossas teses e credos, levantamo-nos acima das Escrituras. 

E ao encerrar ele afirma que é preciso ter cautela sobre o que o assunto encerra.

Sim, Rev. Nicodemus, é preciso de cautela e respeito para com as Escrituras. 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A novidade e a morte da esperança





A grande dificuldade para redução das incertezas garantindo o “melhor” nas escolhas advém da falta de um modelo.  Um modelo - solução – que, comprovadamente aferido e confiável, transcenda o tempo. Um modelo absoluto.

E essa geração, ávida pela novidade, submeteu-se a profusão dos modelos. Abandonando-se este, e adotando-se aquele, sempre prontos a serem substituídos. E, por princípio, rejeita-se a ideia do modelo atemporal.

Esta ditadura do “novo” determina que a cada momento surja um novo modelo, substituindo aquele que até então havia - considerado verdadeiro, agora não mais. Evidencia que o existente - a verdade atual - está moribundo, apenas à espera de substituição pelo “novo”.

E essa dinâmica - hoje verdade, amanhã mentira - é que constrói os valores mentais e fundamentam as escolhas da vida humana - parece-lhes vantajoso, entretanto lhes nega a paz.

Claro fica que a vida que vivem é premida pela incerteza, pois o frenesi de "verdade hoje e mentira amanhã" não permite perceber o definitivo, o permanente. A vida que vivem, não lhes é permitida a esperança. Pois, a espera do amanhã, do próximo modelo rouba-lhes a vida real. E a verdade permanente não lhes é possível.

O ciclo da novidade exige o fim do modelo e com ele o fim daquela verdade, e assim, todo que era possível naquele modelo se esvai. E sem esperança destruiu o futuro, legitimando o prazer como meio e fim da existência – acreditam buscar a felicidade. 

Nada é permanente, nada é satisfatório. 

Nessa geração a estupidez distribuiu sabedoria e a verdade foi substituída pelo experimento... e tudo se fez novo! Passou a ser imperativo recriar a verdade, o amor, a moral, os conceitos. Tudo é novo, a espera do novo.

Em busca de dar sentido a vida - morte - o absurdo passou a ser aceitável e necessário, romperam-se os limites da coerência. Temos meninos vitalícios, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Criou-se a moral gay e a ética meliante.  Os modelos do engano romperam com o razoável, e todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa. 

Contudo, o novo está morto, pelo novo que virá. É a morte foi introduzida na substância da “nova vida”, e a  esperança foi enganda pela ilusão.  

Sem esperanças, restou-lhes a prazer e a espera do novo. Divertem-se brindam a “nova vida” - na verdade, a morte - todos os dias. Essa escravidão da novidade garante-lhes a morte como esperança.

E diz o Senhor: Porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)

terça-feira, 8 de março de 2016

Não desperte o amor (Cantares 2.7)


(Mogi das Cruzes - SP)

Quando devemos nós, santos do Senhor, iniciar nossa vida de efetivo romantismo?

Parece-me que tal questionamento perdeu-se dentro dos corredores vazios da vida religiosa e, pior, na mente cristã. Tudo que envolve santidade sobre a vida romântica, escolha de par e, assim, a vida de prazer santo da vida conjugal perdeu significado e interesse.

Cada um, à revelia das Escrituras, define como, quando e com quem deve iniciar sua vida conjugal. Essa liberdade não decorre da insuficiência das Escrituras, pelo contrário, foi obtida na “atualização da fé”: o êxito do cristianismo apóstata em busca da experiência de prazer e poder. Assim, rejeitada a mente de Cristo, perderam-se o conceito e o propósito da vida cristã, e definitivamente adotou-se a moral secular como padrão cristão... sucumbiram à oferta feita por satanás no deserto da Judeia. Devemos concluir que igreja que está diante de nós serve a outro senhor. 

Deixaria o Senhor Deus seus servos sem um guia para nos orientar quanta a esta questão? Admitiria o Altíssimo que a noiva de seu Filho se prostituísse aqui na terra? Tais questões precisam vir a lume.

O que é namorar?

A palavra namorar tem sua origem na LÍNGUA ESPANHOLA. Vem do termo “estar en amor”, e daí o verbo “enamorar”, chegando ao que utilizamos “namoro”. Assim, quando falamos em namorar, sabendo ou não, falamos em "estar em amor", VIVENDO SOB O AMOR.

Descobrir o que os espanhóis tinham em mente quando se referiam ao “em amor”, nos seria inútil e dispendioso.  

Sem dúvidas o termo namoro caducou. Seja pelo crescimento do pecado e opção pela imoralidade, seja pela própria dinâmica da linguagem, contudo devemos voltar nossa atenção, para a ideia presente: "estar em amor". Sim, interessa-nos entender o que Deus nos orienta quanto a isso.

Interessa a todos
Iludimo-nos quando, por sermos casados, dispensamos lições fundamentais sobre o amor. CASADOS OU NÃO devemos avaliar o que expressamos ou pensamos do amor. Sempre haverá um tempo precioso para aprender do Senhor - o Senhor do amor.

As Escrituras e o amor
Devemos sair para ouvir o que o Senhor do amor tem a nos dizer. Pois, apenas o SENHOR DAS ESCRITURAS nos ensinará a “estar em amor”.

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que queira. (2.7; 3.5; 8.4)

Por três vezes o SENHOR nos adverte: “não acordeis nem desperteis o amor, até que queira”. Devemos considerar a importância do tema, ao ponto do Senhor repeti-la.

O amor segundo o Senhor deve aguardar o tempo certo para ser despertado. O que seria esse amor?

Decerto o que o mundo entende, ensina em nome do amor é totalmente contrário ao amor que nosso Deus expressa.
É comum no mundo religioso irmos às palavras gregas para apresentar o que chamamos de amor. Para efeito deste post apenas duas devemos alçar:
ÉROS, refere-se ao amor romântico — o amor físico;
AGÁPE, termo presente no Novo Testamento, tanto utilizado para expressar amor físico, quanto o amor de Deus.

Quanto ao texto de Cantares, é clara a descrição do Senhor que se trata do amor entre homem e mulher.

Por incrível que pareça, muitas pessoas sábias e sérias, contornam este livro, outras não gostam de vê-lo como ele é. E, por ascetismo, forjam uma hermenêutica estranha, afastando-se da verdade e do propósito de Deus.

Deus nos fala abertamente sobre o amor na dimensão física entre homem e mulher. Reconheçamos, o prazer por meio do amor é obra Dele!

Um dos PROPÓSITOS DA CRIAÇÃO DE MACHO E FÊMEA foi permitir e conduzir suas criaturas a expressar seu amor por meio da comunhão física. Mesmo distorcido pelo pecado é criação do Senhor. “Far-lhe-ei uma mulher; e MACHO E FÊMEA, serão os dois uma só carne”. Isto não contraria os mandamentos santos do Senhor, pelo contrário os confirma. São bênçãos de Deus para suas criaturas.


Contudo, precisamos entender que o amor físico necessita de Princípios Divinos para se expressar, e não das emoções, dos enganos e volatilidades da mente humana. Sim, devem emanar de Deus os valores e princípios que conduziram o nosso “estar em amor”. Porém, somos alertados que há um tempo certo para despertar “esse amor”! Resta-nos saber esse tempo. Sim, é a PERGUNTA QUE DEVEMOS FAZER PARA VIVER O AMOR?

CONTINUA NO PRÓXIMO POSTO - Não desperte o amor (Cantares 2.7)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O "estar em amor" sem saber o amor



Não desperte o amor, antes que ele o queira (Ct 8.4)

A palavra namorar tem sua origem na língua espanhola do termo “estar en amor”. Dele formou-se o verbo enamorar e daí o namoro. Assim, quando falamos em namorar a ideia é "estar em amor", vivendo sob o amor.

Independe da idade ou do interesse, o tema envolve a todos que desejam conhecer a realidade ética que subsiste nas relações entre as pesssoas. 

Assim, “Estar em amor” deve ser analisado, antecipando-lhe a considerável diferença existente entre sua concepção na vida secular e sob a ética de Cristo. 

Para esta publicação faço uma abordagem da ideia do termo e sua prática presente no mundo em que vivemos, sempre através das Escrituras.

Devo iniciar tomando o que o próprio mundo entende por estar em amor, sim, ilustram-no com o termo "test-drive". Verdade, "estar em amor", segundo o mundo, é tempo das experimentações, do pouco compromisso e da intensa busca por prazer... maximizar as vantagens e experiências oferecidas pelo "amor". 

Assim, “estar em amor” é viver o prazer e, quanto maior o número de experiências, mais chances há de “acertar”. Essa enganosa compreensão metamorfoseou o "amor", e ele, não por conceito, natureza ou propósito, mas pela degradação moral que se abate sobre a humanidade, perdeu sua ética e passou a expressar o prazer sexual. Suas virtudes constitucionais foram abandonandas completamente. Nada há de compartilhamento, de solidarieade, gratidão, companheirismo ou respeito entre os amantes.  

Nenhuma dignidade há no presente amor, senão o prazer e usufruto!

Essa concepção permitiu e substituiu amor pelo prazer e, consequentemente, a liberdade pela irresponsabilidade. E a dor, as partidas, as consequências são colocadas sob a tapete da busca da felicidade... que nunca vem. 

E o mantra da desilusão e deseperança tem sentido em meio a essa geração que se perdeu na busca apenas de si: "tudo vale a pena, se a alma não é pequena". 

A própria estupidez é legitimada: "amar como se não houvesse amanhã"!

Sendo amor um test drive, a mentira e a indolência anularam a diferença entre sucesso e fracasso. Pois, tudo ou nada vale a pena, e sempre haverá um próximo test drive a ser feito.

Esse "estar em amor", sem moral, é regido por um exíguo prazo de validade, até que o prazer - as vantagens - acabe. 

O amor desse "namorar" é, na verdade, a expressão do egoísmo e da falta de amor, Narciso exagerou, e voltou-se para seu próprio umbigo.

E essa geração de homens e mulheres sem caráter, tem perdido a percepção que seu "amor" tornam a si mesmos e as seus "amados" descartáveis, e com ele a própria vida é descartável. 

Enquanto não conhecerem o verdadeiro Senhor do amor continuarão iludidos vivendo apenas nutrido e orientados por sua deseperança. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Judas é seu pastor e nada lhes faltará.


Um leitor das Escrituras  perceberá a semelhança que há entre os passos dados e a disposição mental que guiou Judas, aquele que traiu o Senhor, e a vida dos líderes apóstatas - os papistas, fabios, malafaias, renês, jabes, santiagos, valnices, brants, macedos, soares, rodovalhos, valadãos e muitos outros.

Recorro a apenas alguns textos das Escrituras para encontrar a descrição, quase sumária, dos caminhos e privilégios experimentados por Judas, aquele que traiu o Senhor, e compará-los aos senhores da apostasia.

Mateus, assim inicia o cap. 10:
"E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal." (v.1)

Percebe-se, da parte do Senhor, dedicada honraria para com os doze, e mais: “seus doze”. Judas, pertence ao Senhor e com benignidade foi chamado para desfrutar da intimidade do Altíssimo.  

Já no v. 4, ao se referir a Judas diz assim: “e Judas Iscariotes, aquele que o traiu”. A marca de seu relacionamento com Cristo, um aposto, a repercutir por toda a eternidade: “Aquele que traiu o Senhor”.

Como poderia em um intervalo tão pequeno nas Escrituras chegar-se a uma posição tão distante que começara pelo Senhor?

A honraria pessoal do Apostolado estava completamente acima da santidade exigida. Estar com o Senhor sem obter vantagens pessoais representava pouco para aquele que traiu o Senhor. Como os apóstatas não há dignidade do ministério da Palavra, desejam apenas os ganhos e a exaltação pessoal. Ignoram a Palavra do Senhor que os adverte: "homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho" (1 Tm 6.5).
Quantas horas e quantas palavras foram dedicadas pelo Senhor para instruir e advertir àqueles homens que o acompanhavam. E Judas, aquele que traiu o Senhor, estava junto a eles e a tudo ouvia.

Ouviu o Senhor explicar-lhes as parábolas: “Falo assim para que os de fora mesmo vendo, não percebam; ouvindo, não entendam e assim não se convertam”.  Não compreender as palavras do Senhor não lhe causava aflição, pois sua soberba e ganância o poupavam da gravidade do fato.

“Os de fora mesmo vendo, não percebem, mesmo ouvindo, não entendam e assim não se convertam”. Não ver, não entender e não se converter não causam nenhum temor ou tremor a esses homens!

Os discursos de amor sobre a Parábola do Semeador, sobre o risco da fascinação das riquezas, a implicação tão clara que por ela viria o abandono ao Senhor. Quão próximo esteve Judas dessas verdades! Mas, como anelava a fascinação das riquezas! As glórias do mundo!

O relato da tentação do Senhor, não fazia com que seu coração tremesse?

Multidões já percorreram o caminho de Judas e muitos sorriem e confortáveis com as vantagens oferecidas no deserto da Judeia. 

Presenciar a multiplicação dos peixes, a maravilha da multidão faminta fartar-se, e ainda sobejar. Na visão de Judas tais coisas desvaneciam, não lhe traziam vantagens permanentes. Poderia contemplar a multiplicação de peixes sob a ótica do sermão do monte e compreender a verdadeira sede de justiça. Quanta incapacidade, quanta desesperança havia em Judas, quão perto esteve!


Quanta sede de fartura pessoal, busca por honrarias de homens, são os Judas de nossos dias! Aqueles mesmos sentimentos desfilam diante de nós em outras faces, mas nos mesmos corações e mentes.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;" (Mt 5:6). Quanta ansiedade pelos prazeres transitórios do pecado, para abrir mão das promessas de Deus!
O Senhor o ensinou: "Judas, se fores rejeitado por falares a verdade, adverte-os sobre o juízo, diz-lhes que haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra". Esta frase ainda hoje ecoa na mente, agora perturbada e desesperada do traidor do Senhor.

Quais as palavras que perturbarão por toda a eternidade esses homens da apostasia?
Judas, aquele que traiu o Senhor, era responsável pelas economias do dono de todo universo; comprava as provisões, assistia aos pobres em nome de Jesus. Em sua mente doentia, não havia nisto glória alguma. Compartilhar com o Senhor a riqueza que a Ele pertence, não atendia aos interesses de Judas, nem desses homens. Assim, como Judas, a ambição desses não tem limites. De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? É preciso rasgar a Palavra... e aí vão eles.

Quando Maria de Betânia lançou-se aos pés de Jesus, Judas, por não suportar o testemunho de santidade e submissão aos desígnios de Deus, empreende seu golpe final.  A incapacidade de compreender os valores espirituais da vida com Cristo é determinante para sua decisão. A frase do Senhor, reprovando-o: "Deixai-a, não a molesteis. Ela fez boa obra, e isso lhe será creditado a ela por toda eternidade". Confirmou em seu coração a impossibilidade de viver sob a palavra de Cristo. Mal sabia Judas que outra eternidade estava-lhe reservada.

O conflito da vida dúbia, o conflito entre a verdade própria e a Palavra do Senhor estava resolvido. Naquele momento Judas, o traidor, afastou-se, seguiu seu caminho apóstata. Atendeu seu coração, saiu para fazer comércio, para vender o Senhor, alegrar-se com ímpios (Mc 14.10-11). A leveza de seu coração revelou toda a impiedade e determinação de fazer sua própria história. Assim começou a vida desses homens da apostasia: incapacidade de aceitar as boas obras, e não se submeterem às exortações da palavra de Nosso Deus. Cristo transformou-se apenas no meio para se chegar a trinta moedas de prata.

Iniciou-se um novo momento, uma nova liberdade, novo propósito. Livre das palavras do Senhor, mas usando-O, suas ambições, seus projetos de reconhecimento, de honrarias seculares, isso sim, fazia-lhe sentido.

Deixou para trás a honraria da santidade, os ensinos, a esperança Cristo. Definitivamente rompeu com a Palavra de Cristo, seguiu seus ideais, seu coração. 

E, finalmente, João relata (cap. 13):
“E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa”.
O Senhor o deixou sob o desígnio do próprio coração, sob o espírito que atua nos filhos da desobediência. No verso 30, Judas, ainda se aproveita dos seus últimos momentos junto com o Senhor para satisfazer sua carne, "assim que comeu seu bocado e saiu". E encerra o texto dizendo: Era noite.

Olho em minha volta e vejo aquele que traiu nosso Deus em canais de Tv, nos escândalos, nas propinas e orações, nas vergonhas.

Mateus descreve o prólogo da morte: Judas reconhece seu erro, chora, mas era tarde demais. Lemos no Livro de Atos que aquele que traiu o Senhor foi para seu próprio lugar.

Pergunto: Haverá tempo para arrependimento? Clamar ao Senhor e reconhecer o mal que fazem? Pedir perdão pela multidão de miseráveis que mandam para trevas?

Que aposto esses homens terão por toda eternidade?  Os fiéis de Judas? Aquele que traiu o Senhor.

Que Deus tenha misericórdia dessas almas.

Só tu és Deus. A tua bondade e misericórdia duram para sempre, e por causa delas não somos consumidos, Senhor.


A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A astúcia de satanás em Lucas 16 - Lázaro e o rico



Após a visita a alguns sites, percebi que o conteúdo do texto (Lc 16.19-31) estava sendo apresentado de forma a negar ou fatiar o ensino ali presente. Utiliza-se de um sofisma perigoso na “oferta” das palavras que o Senhor tinha em mente quando as citou.

Há uma discussão sobre se parábola ou não, e colocam isso acima do conteúdo presente no texto.

Alguns utilizando do conceito perícope garantem ser uma parábola. Dando ao “delimitador da perícope” a autoridade divina de estabelecer que o texto é. Se o ‘delimitador” colocou o texto em meio ao grupo das parábolas, parábola é. Com isso, acreditam, “garantem a exclusividade” a respeito do conteúdo e propósito das palavras do Senhor. Retirando de lá o que lhes interessa e o restante passa a ser desnecessário ou fora de propósito - antibíblico.

Há um grande esforço para não aceitarem o que é dito no texto. A tentativa é de afirmar que não há consciência após a morte ou garantir que não há punição eterna. Deixam de lado a literalidade do texto, para evitar incômodos doutrinários. Ou seja, forjam as Escrituras para encontrar aquilo que a mente e o coração “anelam”. Buscam um “princípio” que subjaz ao texto para dar sentido ao texto. Reconheço que tais abordagens são lícitas, mas para usá-las devemos descartar qualquer possibilidade de literalidade do texto.

Parábola ou não, a proposta é negar a existência de vida - e sofrimento - consciente após a morte. Alguns defensores acreditam que atribuindo ao texto o caráter de  parábola, equivocadamente, excluem do texto QUALQUER possibilidade de ensino sobre o tema.

A seguir alguns argumentos apresentados por pessoas que visam garantir a impossibilidade do texto ensinar sobre vida consciente após a morte.

O Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (versos 23-31).
O texto não fala sobre céu e inferno. E sim, sobre um local para onde vão os mortos. Quanto a distancia, nada se pode afirmar em contrário. Pois, não temos outras informações que contradigam essa interpretação.

É preciso acreditar também na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, continua existindo de forma consciente uma espécie de alma espiritual que possui “olhos”, “dedo” e “língua”, e que inclusive sentir sede (vv 23 e 24).
Sim, devemos acreditar que há vida consciente entre a morte e a ressurreição – estado intermediário. Moisés e Elias estiveram com o Senhor. E é muito provável que Samuel tenha estado com Saul. O apóstolo Paulo em Fp 1:22-23 diz: “Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”. Percebem que o “viver na carne” é um paralelo de estar com Cristo... que é ainda melhor”. Não faz sentido estar com Cristo “dormindo, inconsciente” ser melhor. E ainda em 2 Co 5.8 sobre a confiança de deixar o corpo e “habitar” com o Senhor.
         
O Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). 
Esse é um pressuposto infantil e, novamente os defensores “colocam” o céu no texto sem que ele esteja lá. Ademais, desdenham de Deus (Lc 18.27). Na ressurreição, quando no céu estivermos, vendo ou não nossos amados que partiram sem Cristo, lembraremos deles. E Deus É QUEM GARANTE que lá não haverá choro, nem morte, estando perto ou não das pessoas que amamos e rejeitaram nosso Salvador.

Os fatos descritos na passagem são deixados de lado: vida, escolhas, morte, sepultamento, juízo, dor, chamas, verdade. E oferecem a exclusividade de uma mensagem para judeus ricos, pois, esses depositavam sua confiança no dinheiro - que está de acordo com outras passagens das Escrituras. Não nego tal possibilidade, rejeito, entretanto, sua exclusividade. E, principalmente, por recorrer a argumentos tão pobres para refutar os demais ensinos da passagem.

Se o Senhor desejasse apenas ensinar a respeito do perigo das riquezas, poderia ter encerrado sua mensagem no v. 23 com o seguinte texto: "mas no hades estava em tormentos".  

Outra questão é que há no texto um fato a ser considerado: Se o “Abraão” é o personagem bíblico, conforme tudo indica (v. 24). Há uma historicidade inegável. Quando falo da historicidade, falo de espaço e tempo reais. E Jesus afirma que Abraão manteve o diálogo com o home sem nome - o rico. Se concluirmos que isso não ocorreu, isso não é uma estória - parábola, MAS SIM UMA MENTIRA PROFERIDA PELO SENHOR.

Isto sim está completamente em desacordo com as Escrituras.

Quem de entre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, porque não credes? (Jo 8:46. comp. HB 4.15)

O que podemos aprender é que pessoas, em suas ilusões espirituais - conduzidas por sua própria carne, buscam nas Escrituras legitimar suas “orientações” de forma a satisfazer seus anseios e aflições religiosos.

Apenas Deus poderá, em sua infinita misericórdia e bondade, livrar essas das garras de satanás. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Onde encontrar o amor?


Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente. (1 Co 12:31)

Este texto antecede a maior exposição a respeito do amor produzida entre os homens: “um caminho sobremodo excelente”. Sim, o Apóstolo Paulo conduz ao leitor a percorrer um caminho em direção ao amor. 

Pois, ao percorrer meu próprio entendimento não encontrarei as respostas: O amor, como sabê-lo?  Como vivê-lo?

O cuidado com tais respostas separam os sábios dos tolos. O próprio coração ou o intelecto humano não tem permitido conclusões. E partiu sem orientação à procura de algo que expresse ou acalme suas aflições. E precisamos reconhecer sendo o amor a questão fundamental da vida é preciso encontrá-lo.

A razão tem decretado que as "coisas estabelecidas" até então são destituídas de utilidade. O anseio do “novo” impele a todos desconectarem-se da história, do pensamento. 

O amor está associado a essa disposição: abolir ao "pensar antigo", e essa dinâmica perdeu-se a oportunidade do amor – como se o amor contemporâneo fosse! 

Mesmo que perigoso - e falacioso, apoiando-se apenas na “tendência”, na pena dos poetas e nas reflexões dos inquiridores do presente século o homem quer "reinventar o amor".

Devemos esquadrinhar o amor, esculpi-lo em sua verdadeira dimensão e natureza. E pelo fato dele não estar em nós, precisamos buscá-lo fora de nossos corações, de nossa sabedoria. É necessário percebê-lo em sua correta dimensão. Chegarmos ao seu princípio, sua origem.

As profundezas do Velho Testamento, o Senhor e registrou:

"Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí". (Jr 31. 3).

Lemos que a manifestação do amor foi feita pelo próprio Deus... e o diz eterno. 

Afirma-se, assim, que o amor é anterior à existência do tempo, do homem, da própria morte, de tudo quanto conhecemos. Simples em concluir o amor não tem origem no coração humano. Sim! De fato o amor não é produto das experiências naturais do coração do humano. [E isso está de acordo com a reflexão e experiências humanas]. 

Se evolucionistas, devemos reconhecer que “estrutura” que nos criou está fora da dimensão conhecida. E cada um como equipamento biológico - “produto ‘evolutivo” de milhares de anos - depara-se com um mistério para achar lugar para o pensamento, tampouco para o amor. Triste a conclusão: não há o amor no mundo real... sem esperança e sem amor segue "o primata de nossos dias" - rumando nem sei para onde!

Caso o homem seja uma criação de Deus, e de fato o é, seus pensamentos e sentimentos foram criados originalmente pelo Criador. Logo, é imperativo resgatar os detalhes fundamentais do amor a partir dEle, não de nós mesmos. Abandonemos os poetas e inquiridores com suas divagações e aflições. 

Voltemo-nos para as Escrituras e nela - e somente nela - aprendamos o amor. Pois, lá, e somente lá conheceremos a Deus e saberemos o que é o amor. Sem Quem jamais saberemos o amor, muito menos sentido para vida. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A (única) liberdade possivel



A liberdade humana no ambiente religioso tem sido o princípio e garantia de todas as heresias. Em algumas dimensões que se acredite e use deste conceito, opera-se em grande erro. 

Mesmo que seja inebriante, tal possibilidade decorre de influências estritamente humanas, estando em completo desacordo com a verdade revelada. Não são orientações vindas da revelação de Deus para seu povo, antes são terrenas e diabólicas (Tg 3.15), e por isso é o grande filão do negócio religioso explorado pela apostasia. 

Tendo a certeza que é inócua para as pessoas em geral, tentei este sumaríssimo texto sobre a "liberdade", reconhecendo que muito há a ser feito.

Iniciou meu interesse pelo questionamento um membro de uma igreja coirmã a respeito de Mateus 24.13, onde se lê: 
“aquele que perseverar até o fim será salvo”. 

Sua intenção estava voltada para afirmar liberdade do homem - obra - como garantia para salvação (e não sobre a responsabilidade ou o poder de Deus). 

Em que nível há liberdade humana? Há limites na liberdade? O que revelam as Escrituras sobre este tema?

A ideia de liberdade surge pelo fato da Escritura afirmar que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “racional” criou a liberdade humana - sem nenhuma consulta ao Senhor. 

Criou-se um torneio onde há muita energia dispensada e os defensores da liberdade humana participam dele sem consulta a Palavra do Senhor, oferecendo suas mentes como instância final da verdade.  

E muito se tem falado a respeito da liberdade humana. 

Afirmam que tal liberdade garante ao homem direito de escolhas, preferências e determinação de sua eternidade. Sem a qual ele nõo poderia ser considerado culpado diante de Deus. 

Em que nível está tal liberdade, qual sua extensão?

Devemos afirmar que o homem é um agente moral livre, tornando-se responsável por seus atos, por suas escolhas, mas há necessidade de qualificarmos a liberdade prescrita pelas Escrituras: 
"A liberdade é circunscrita dentro da privação da compreensão das verdades divinas - da realidade espiritual". Eis a questão.

A leitura de 1 Co 2:14: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente"; dirime toda a questão. Assim, é como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes - tomo emprestada ilustração de Lutero.  

Porém, a mente humana à revelia de Deus faz o pano de fundo das afirmações que constroem o conceito de “liberdade”. Sem refletir, mas de acordo com a psicologia secular, apontam para uma liberdade plena, a ponto de fazer com que o homem seja coautor da salvação. Negligenciam a gravidade e extensão do pecado. 

Tudo que conhecemos é limitado por sua natureza, ou seja, há restrições dos limites físicos, intelectuais, morais ou legais para sua real existência.

Sem este reconhecimento a liberdade seria sem limites, fora do que conhecemos. Não há realidade possível que hospede a liberdade pretendida.

Nem O CRIADOR, O TODO-PODEROSO, NOSSO DEUS é livre nessa extensão. Tal liberdade exige extinção dos atributos mínimos da existência racional: vontade, intelecto e sentimentos. 

Caso possível tal liberdade, extinguir-se-ia a realidade aferível, tudo passaria a ser possível e, ao mesmo tempo, nada seria crível. Seria o fim da razão, e extintas todas as coisas.

Incoerentemente, proclama-se o caos como fundamento da ordem - liberdade. 

Precisamos afirmar que a liberdade é limitada pelos atributos do ser. A realidade exige restrição de liberdade, pois só assim existem as diferenças.
Mesmo Deus em sua liberdade é restrito pela sua própria natureza. 
Pois, não está livre de sua santidade, portanto NÃO PODE pecar; 
Não está livre de sua autoexistência, portanto NÃO PODE aniquilar-se; 
Não está livre de sua verdade, portanto NÃO PODE mentir.

Deus não está livre de ser DEUS.

Da mesma sorte o homem não está livre de ser homem. 
Se escravo da morte, logo sem liberdade;
Se não compreende a Deus, escravo de sua ignorância, logo não está livre;
Se incapaz de prolongar indefinidamente sua vida, logo não está livre; 
Se escravo do tempo, do futuro, logo não está livre.

A liberdade humana está circunscrita ao texto a seguir: 

"Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; ... eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei". (Is 46.8-11)

Quanto ao que propalam essa tortuosa liberdade humana, a tais humanistas:

"Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo". (Jd 1:4)


É melhor compreender... "conhecerei a verdade e ela libertará", diz o Senhor.