"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 2 de março de 2012

O Livro de Deus e os nomes lá inscritos



A ideia de um livro de Deus onde o nome de pessoas está escrito não é uma invenção humana, pelo contrário, vem dos lábios do próprio Deus.

Sim, há um livro onde o nome de todas as pessoas que estarão eternamente com Ele está inscrito!. (Aceito a acusação de literalismo extremado!)
Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu livro. (Ex 32:33)

“Meu livro” diz o Senhor Deus. Sofismas podem envolver-nos para “afirmar” que o termo livro não quer dizer mesmo livro, criam algum artifício, e acrescentam: Que necessidade Deus teria de livro? Faz sentido. Assim, tentam reformular o texto.

Mas literal ou não, a ideia que subjaz é de registro, de anotações, de memória. Não vejo  outra ideia além dessa que Deus queira dar: ter um livro. Assim, abandoná-la é negligência, parecendo uma fuga das consequências desse fato: Deus tem um livro com o nome das pessoas que não pecaram contra Ele.

Percebemos que essa exigência, “Não pecar contra Deus”, exclui todas as pessoas da terra, ninguém terá seu nome escrito no Livro de Deus.

Contudo, chegando ao Novo Testamento (Lc 10.20), o Senhor afirma a algumas  pessoas que seus nomes gravados estão nos céus.

Seria no livro de Deus?

O nome de pessoas está escrito nos céus, garante o texto sagrado. 


Os romanistas, em sua heresia de juízo final - julgamento das boas obras - podem, para criar dificuldades, dizer que se trata apenas dos apóstolos (e santos?) e ninguém mais.

O contexto, opondo-se a tal conclusão, diz que foram setenta... e não sabemos o nome de nenhum deles, anônimos, apenas anônimos. Mas,  tiveram a certeza que seus nomes estavam  (e continuam lá!) escritos nos céus.

Sim, há pessoas cujos nomes estão escritos nos céus. 
Quem seriam tais pessoas?


Lemos para refrigério de nossas almas: 

Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida(Jo 5:24)

 Os salvos em Cristo Jesus.

Onde está escrito teu nome?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Creio, por isso conheço



É muito comum entre cristãos (novos convertidos ou não) apresentarem dificuldades para  encontrar o local adequado onde possam acomodar a fé dentro das estruturas e processos do conhecimento em geral. Mais dificuldades ainda, ao tentarem expressar a relação entre a fé e o conhecimento.

A imaturidade - de novos e velhos crentes - sempre contribui para a insegurança, e por ela a dificuldade de atribuir significado ao novo. Somos inexatos na abordagem do novo. 

E isso se agrava pelo atual momento cristão contemporâneo onde doutrinas, argumentações, princípios e até a hermenêutica foram substituídos pela experiência. Observamos  um cristianismo fundamentando-se exclusivamente em experiências, vivendo de uma fé sem  substância, sem vigor, apesar de pomposo e exuberante, é frívolo e incapaz de colaborar para obtenção do verdadeiro conhecimento que o mundo sem rumo  tateia na busca de uma verdade libertadora – apesar dele rejeitar tal proposição.  

A orientação secular garante que conhecemos para poder crer. Ou seja, o que não é conhecido – avaliado pelos sentidos naturais – não pode ser crido, não faz parte do mundo real. Mesmo inverdade, tal prática impõe à vida a mais profunda mediocridade. 


Não é sem sentido que bem e o mal andam unidos como siameses; a ética, a moral, o amor são meras contingências, apenas meios para satisfação momentânea. 

Para vergonha nossa, nossos arraiais tem aproveitado-se das mesmos conceitos e práticas para obtenção de suas metas. Isso transformou-se em doutrina, cauterizando a mente dos homens deste presente século.

Através das Escrituras entramos em um universo contrário à proposição secular e ao que presenciamos em nosso meio:  

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus. (Jo 6:68-69)


Cremos, por isso conhecemos é a suma do texto.

Nessa dimensão de percepção a vida é ampliada até os confins da eternidade; o amor perpassa as demandas exclusivas dos desejos da carne, fornecendo um senso de proteção e amparo à pessoa amada. A percepção do mal, do bem, da ética, da moral traz sentido e  às nossas mentes, oferece um padrão de avaliação - juízo - a todos.

Há no registro sagrado a fé como pré-requisito do conhecimento. E isso, não apenas é antagônico à tese secular, como também coloca limites à experiência religiosa, não autenticando experiências desvinculadas das sagradas letras - conhecimento.

O conhecimento da verdade exige a fé, e por sua vez, a fé conduz e se limita à verdade, construindo um ciclo interdependente e ininterrupto. 


Se tal argumento é verdadeiro, e o é, o resultado prático da fé está circunscrito à verdade estabelecida. A fé estabelece uma dimensão plena para conhecermos o que é verdadeiro. Lembremos que a fé é dom de Deus (Ef. 2.8-9), não um atributo de nascimento - natural -do homem. 

Creio, por isso conheço.
E valido minhas ações, preferências e o mundo por meio da fé objetivada pela verdade cristã.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O sucesso pretendido ou Homossexualismo do senhor Malafaia



Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. (Mt 4:8-9)

Não restam dúvidas, sucumbimos aos encantos das propostas feitas no deserto da Judeia. As palavras proferidas pelo diabo, a despeito do fracasso com o Senhor, encontrou solo fértil no coração e nas mentes evangélicas. As  glórias do mundo são o objetivo e missão desse cristianismo dos últimos dias.

Sob diversos pretextos e falsos propósitos, o evangelicalismo – cuja pretensão é ser cristão – oferece em borbotões suas mensagens, sua contemporaneidade, sempre na busca de projeção pessoal, sim, fluem dos púlpitos, dos eirados e principalmente dos estúdios em busca do reconhecimento e conquista do mundo. As meras palavras, aforismos  em nome do Senhor, mas produto de mentes ávidas pelo reconhecimento que atentas identificam quais nichos são oportunos para garantir audiência.

Sutil e enganosamente urgem-se como defensores da moral cristã, mas a vocação pelo picadeiro se interpõe e o oportunismo adicionando a si mesmo  escarnece verdade, temos portanto, a maquiagem do mal.

É difícil sustentar que a Igreja do Senhor tenha como propósito legislar além de seus muros, ultrapassar suas fronteiras espirituais.

Tomemos Israel como exemplo: em nenhum momento de sua história as regras do povo de Deus tornaram-se padrão de conduta religiosa ou moral para as demais  nações.  Alertava-se àquele povo para não fazer alianças ou importar os hábitos dos gentios.

Da mesma forma, quão difícil é para um leitor – despido de sua cosmovisão denominacional – não encontrar do verso abaixo o mesmo paralelismo que autentica a seletividade de Deus em relação ao mundo.
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (Jo 3:36)

Portanto, a Igreja do Senhor não legisla para além do seu povo, a despeito de apresentar o bem moral e ético ao mundo. Quem crê... quem não crê...

Li um texto (http://andandonagraca.blogspot.com/2012/02/silas-malafaia-esta-na-lista-dos.html) a respeito da posição adotado pelo Pr. Silas Malafaia para combater a prática homossexual.  O autor do artigo, sabiamente, não defende a prática homossexual, simplesmente refuta a estratégia - agressividade e autopromoção - do Pastor na defesa da moralidade cristã.


Hei de concordar que o método utilizado pelo Pastor é estranho e contrário às Escrituras.


O erro do método obscurece e escamoteia a verdade, e isso não vem de Deus.

Algumas questões devem ser avaliadas:
1.   O Pastor Silas Malafaia tem estatura moral para tal campanha? Vide sua história e alianças;
2. O homossexualismo deve ser combatido,  - sem nenhuma dúvida. Mas os homossexuais não fazem parte da Igreja do Senhor, portanto seriam objeto de disciplina eclesiástica?
3.    Os homossexuais e como qualquer outra criatura deve ser objeto de ofensas pessoais ou qualquer tipo de agressividade por cristãos?
4.  Devemos alertá-los sobre a penalidade eterna  - é dever de todo crente. Não deveríamos agir assim para corruptos,  mentirosos, adúlteros, ladrões, apóstatas etc.? E lhes falar do amor de Deus em Cristo?

O que é possível depreender dessa questão é que a oferta do diabo achou lugar no coração de muitos homens, tais como o Pastor Silas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O pecado herdado e o Catolicismo Romano



Para melhor percepção da ideia do título, precisamos entender o que revelam as Escrituras sobre o pecado. Através das Escrituras compreendemos que nele há duas dimensões: natureza e manifestação. 


Todo ato percebido tem por plano de fundo uma natureza específica. O voar encantador das aves é possível por uma natureza adequada ao voo, da mesma forma, os anfíbios são capazes de sobreviverem a meios tão diferentes, todos coerentes à sua natureza. Nenhuma aspiração há nos peixes para saírem da água e alçarem voos abandonando as águas, de mesma sorte, nenhum mamífero prescindirá do aleitamento... são heranças que impõem ordenamento e lógica à vida.


Essa relação de dependência que os comportamentos tem da natureza é regra indelével, característica do que conhecemos e também do que nos submetemos - naturalmente. 

Semelhantemente, herdamos a humanidade que carregamos de nossos ancestrais, de nossos pais. Somos humanos como eles o são ou o foram... e mortais como eles o são. Mesma natureza, mesmos atos provindos de uma mesma lei. 

Se beneficiados por sermos humanos, somos responsabilizados duplamente: pela natureza herdada e por sua manifestação - nossa vontade, intelecto e sentimentos são reféns de uma vida que é finita. Nada em nós é capaz de transformar essa realidade, não podemos nos libertar da natureza herdada. 

Nada que desejemos, façamos, pensemos, ou sintamos dissocia-nos da natureza herdada, que é nossa  identidade humana. Por sua vez, essa é o lacre genético que, diferenciando-nos de toda cadeia dos seres vivos, garante a perpetuidade da senda humana sobre esta terra. 


E o mal que em nós habita - exemplificado pela morte encravada em nosso história, invisivelmente está aninhado em nossa mente, em nosso coração, trazendo a inquietude própria do conflito entre a eternidade desejada e morte garantida.

Sem alternativas conhecidas, a fuga disponível recorre-se a mais uma mazela herdada: a religião dos nossos pais. Assim, além dos pecados que o pecado impõe, a religiosidade da mentira adaptou-se perfeitamente ao humano que herdamos. Aflitos em nosso íntimo, mas impávidos,  convivemos com a religião natural como se verdade fosse. 

Antes  de apresentarmos qualquer raio de discernimento, sob o gosto e preferência dos pais, herda-se uma religião. E, em grande escala, legado de ignorância e descaso para com as Escrituras. Da mesma forma, nos arraiais "evangélicos", multiplicam os que herdam a Cristo apenas na carne, esses acostumam-se ao engano "em nome de Jesus". 

Em grande maioria, em nosso país, nasce-se católico. Quando menos esperamos somos crismados, sequência de um batismo imemorial, então atravessamos uma série de absurdos racionais e religiosos: as múltiplas Marias, os múltiplos sacramentos, as confissões auriculares,  os inconclusivos estágios de uma falsa redenção passando por um purgatório - que valor teria a obra redentora de Cristo?; a promessa enganosa da oração dos santos a purificar-me a cada sete dias, as ladainhas e incensários – aparência de poder e sabedoria; os incontáveis e repetidos sacrifícios de Jesus nas profanas missas; da antropofagia religiosa cometida na hóstia consagrada (a quem?). 


Tais arranjos, com artimanhas e sutilezas,  garantem a prisão da alma e a liberdade moral para  o corpo. A migalha litúrgica oferece o suporte para o pecado contumaz. E o pecado convive candidamente com a falsidade católica, sem contudo, diluir as aflições da alma.

Heranças malditas do pecado acasaladas com as herança religiosa da tradição.

Nasci humano, e humano serei eternamente; trouxe a natureza do pecado e com ela permaneço, mesmo com a mente renovada pelo Senhor; nasci miserável, mas a soberana graça de Deus remiu-me eternamente... e um dia livre estarei das heranças humanas, para receber dAquele tudo que tem prometido. 

Graças eternas ao soberano Deus, que me amou, mesmo que em mim nada suscitasse tal favor.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Essa estranha esperança evangélica



Quando raciocinamos levando em conta a linha do tempo é impossível desconsiderar-se a relação que há entre a esperança e o futuro. Assim, obrigados estamos de associar esperança ao futuro.

Muitos desprezam a tese com argumentos infantis, outros fazem uso de sofismas bem elaborados na tentativa de romper os grilhões que unem a esperança e o amanhã. Não se apercebem que tentam lançar a fé no espaço vazio, subtraindo-lhe a espiritualidade exigida por ela (esperança).

Esses, estranhamente, rejeitam o imbricado que há na Salvação e na Escatologia, aproximam-se dos defensores da fé católica romana, um conjunto de palavras sem sentido, esperança sem esperança, apenas fraseologia... e vazio interior.

Tenho o privilégio de conhecer crentes, servos do Senhor, com evidência de salvação sem  possuírem, ou não terem clareza quanto ao plano de Deus para humanidade. Desconversam garantindo que é coisa de somenos, fincam a esperança apenas para o momento presente. 

Acho que assim negligenciam a verdadeira esperança da salvação, pois não permitem o que Deus tem reservado para aqueles a quem ama.

Ao defenderem essa posição, esquecem-se da impossibilidade de dissecar o tempo ao ponto de sabermos quando começou o futuro, e em que ponto estamos dentro da história divina. Colocam no presente todo o esforço e esperança (que é espiritual) do cristianismo. Roubam do cristianismo o tempo futuro. Almejam isolarem-se mentalmente do porvir. Desvinculam-se da história ainda a ser cumprida pela Igreja, pelas nações do mundo; de certa forma, mesmo crendo na soberania de Deus, não perscrutam os planos do Senhor, excluem a esperança do domínio de Deus... e  isso é muito estranho.

Ao olharmos o cenário evangélico, quase nada se lê a respeito da vinda do Senhor, quase não se ouve, de púlpitos inflamados, o anunciar do tempo que vivemos, da iminência de sua vinda (muitos chamam até de "volta"). Vive-se como se o Senhor não estivesse às portas, convive-se com uma esperança desvinculada dos planos de Deus.  

Uma pergunta urge: O que é essa esperança?
Já que ela não alcança o futuro, não se relaciona com a eternidade, seria ela uma “força especial” para conquistas sociais, econômicas, acadêmicas ou políticas para o presente século em que vivemos e nada mais?

Se assim for, essa disposição mental não tem seus frutos provindo das Escrituras, pelo contrário dela saem mensagens que servem de guia para nossa esperança.

Orienta-nos sobre a necessidade de confiança e discernimento em Sua vinda
E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. (1 Jo 2:28)

Sobre o caráter cristão a ser evidenciado até sua vinda.
Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor.  (Tg 5:7)
Sobre as recompensas que haverá em Sua vinda
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.( 2Tm 4:8)
Sobre sua vinda ser para vivos e mortos
Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. (1Ts 4:15)

E por fim, esclarece-nos sobre a natureza de nossa (cristã) esperança.
Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3:20)

Com é estranha e externa às Escrituras o que temos visto sobre a esperança evangélica!!!!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cristianismo minimalista




Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. (Mt 23:27)


Como é característica desses últimos dias, novos jargões precisam surgir para manter vivo o ideal humano de renovação e relatividade. Sempre surgem novas palavras, ouve-se pela mídia, na informalidade e, muitas vezes, no desejo de projeção intelectual. 


Há um termo que tem surgido com a empáfia devida: Minimalismo ou minimalista, essa palavra tem sido tomado conta de lábios e chegado aos ouvidos de todos. 

Sem nos atermos a ambiência filosófica, artística ou arquitetônica, minimalismo – que vem de mínimo – encerra a ideia do "mínimo ser o adequado ou melhor". Afirmam que assim, garantem a “sensatez” do abandono ao desnecessário, ao excedente. Excedente ou desnecessário é tudo aquilo que poderia quebrar a harmonia ou a naturalidade do todo envolvido  na questão. Em síntese, quanto mais natural melhor, mais livre de pesos e de ruídos. Logicamente, haverá defensores do que é natural em oposição entre si, cada um de acordo com suas preferências e visões.

Para visualizarmos o que pretendo, tomemos por exemplo a tecnologia que há na retaguarda mundo dos tênis para corrida. Nesse mundo chegaram os tênis minimalistas; segundo seus fabricantes, proporcionam aos pés, mesmos que calçados, a “sensação” de estarem descalços. Encontraram, segundo eles, a forma de excluir o apetrecho desnecessário dos calçados para que atletas possam mesmo calçados, sentirem-se descalços. É isso que o minimalismo propõe.


O risco que há, não no conceito, mas sim em sua aplicação, pois pressupõe que tudo que existe é passível ceder aos seus princípios. Fica-se às claras: em nada há harmonia plena, nada está pronto, acabado, tudo precisa ser revisto. A ênfase relativista subjaz nas demandas minimalistas.

Essa proposta de aparência mínima com sensação máxima – minimalista – é o que tem caracterizado o cristianismo de nosso tempo.

Assim, a tese minimalista, consciente ou não, chegou aos nossos rincões.

Teria o cristianismo “os desnecessários” a serem retirados? 
O que observamos como cristianismo, prova que sim!

O que acontece ao nosso derredor, senão que os senhores possuidores das almas evangélicas agem como se fossem o Senhor. Retiraram do cristianismo histórico aquilo que definiram – ou desejaram – como desnecessário para oferecerem o maior sentimento de liberdade possível. O mínimo de cristianismo, com o máximo de liberdade.


A sensação de liberdade desejada pela multidão ímpia foi atendida pelo cristianismo minimalista que  observamos, e muitos que já experimentaram gostaram, e criaram seus guetos.  

Os valores morais que caracterizavam a vida cristã foram “enxugados”, postos de lado. A honestidade, a sobriedade, a verdade foram excluídas da vida pessoal e congregacional. 

Para “garantir” o máximo de liberdade exclui-se o pecado: adulterar, esconder dinheiro em Bíblias,  vincular-se a corruptos (política partidária), fornicar, envolver-se escândalos financeiros. O minimalismo trouxe isso que observamos e que encontramos nos lupanares espirituais ou templos evangélicos. 

As doutrinas centrais do Cristianismo, também desnecessárias, foram lançadas para longe dos púlpitos e seminários. É pecado ensinar e crer na eleição, na soberania de Deus, na separação eclesiástica, na santificação, no arrependimento, no perdão.

Os púlpitos, comandados por minimalistas (caios, malafaias, soares, macedos, hernadez, valdomiros, valadões e outros tantos) servem de cenário para difundir a autoajuda, arrecadar fortunas, curar fraudulosamente e comunicar sua teologia de botequins... e muita música.

Tudo é definido e executado para oferecer aos ouvintes a liberdade de crer em um jesus cristo mínimo. Sim, era demasiado e inoportuno um Jesus Senhor; Jesus justo, enviando para terror eterno os impenitentes; Justificador, morrendo e ressuscitando para salvar eternamente o pecador.

O cristianismo minimalista modernizou a Jesus, o proclama como uma vítima dependente das orações dos "fieis" para, dessa forma, realizar sua vontade. Um necessitado da boa vontade do coração ímpio para convertê-lo, e o pior, um Cristo  que garante a sensação de liberdade para que todos permanecem em seus pecados de outrora. Um Jesus copartícipe dos pecados desta geração.

Mas, bem sei que o meu Senhor virá com seus santos anjos e resgatará seu nome, o verdadeiro cristianismo, sem mercadores, sem fraudes, sem falácias, sem caios, malafaias, soares, macedos, hernadez, valdomiros, valadões e outros tantos. 

Que o Senhor seja bondoso conosco... e com eles também.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Duro é este discurso, quem pode ouvir? - Parte I



É de grande proveito e aprendizado, quando frente às Escrituras, buscarmos retirar dos textos os detalhes sobre as relações, as pessoas, as circunstâncias, os ambientes.

Isso nos permite o benefício de alinhar nossa mente aos contextos, assim adentrar por cenários que jamais vimos, que jamais veremos, mas que de uma forma especial, o Espírito de Deus nos permite. E, além evitarmos erros grosseiros ainda experimentamos, mesmo que minimamente, limitarmos nossa imaginação ao que foi eternizado pelas Escrituras... o que é bom e agradável ao Senhor.


Percorremos sendas que desvendam nossa pequenez, assim, reconhecemos quão pouco podemos tributar ao Altíssimo.

Graças ao Senhor que não se realiza por meio de nosso tributo de louvor e adoração!

Vamos pois, aos versículos anteriores ao texto lido (Jo 6.58-71) e observarmos o que nos é dito: 
“Murmuravam dele os Judeus” (41); “Disputavam entre eles os judeus” (52) e no verso 59, lemos "quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum". 
Temos, pois, as pessoas, o local, o propósito do Senhor... semelhante ao temos hoje em milhões de locais pelo mundo.

E mais, no v. 67, é incluído o termo “aos doze”. 

O ensino que é proposto vem da insatisfação dos ouvinte do Senhor: 
Duro é este discurso, quem pode ouvir? 
São dois grupos distintos, exige que empreguemos esforço para tirarmos proveito nesta noite.

Que o Senhor seja bondoso com todos nós, dando-nos a medida certa de sabedoria e humildade, para que não pensemos saber e ser mais que o necessário.

Quem é o primeiro grupo que rejeitava os ensinamentos do Senhor? Os judeus.

Homens religiosos que propalavam seu relacionamento com Deus como exclusivo; recebido de seus pais, de seus mestres, aprendido a cada esquina, ouvido nas sinagogas, nos corredores do Templo, nas refeições. Essa convicção fazia parte de seu dia, nada era questionado, tudo que seus olhos viam, que seus ouvidos ouviam dava-lhes a convicção da verdade. Acostumaram-se com as tradições e regras, percebiam-se exclusivos, “próximos de Deus”. 

Impossível pois, que essa conduta diária, esse ambiente nacional e disposição mental não os conduzisse à soberba. 


Usufruíam de uma vida prática e devocional que não precisavam da palavra do próprio Deus.

Mesmo se sentindo interiormente inseguros, desafiavam qualquer um que apresentasse argumentos contrários aos seus conhecimentos tradicionais. O desejo de defender sua prática pessoal estava acima da busca pela verdade.

A despeito de seu vazio interior, mobilizavam-se por fazer discípulos, ainda que apresentassem suas regras religiosas sem esperança, sem sustentação, rejeitando tudo que confrontasse sua verdade baseada na prática. Não aceitavam substituir o status, a projeção, as conquistas pela esperança. A análise fria das circunstâncias envolvidas não lhes levava a nenhum outro resultado senão prejuízo social e financeiro. 


Esse cenário se multiplica diante de nossos olhos, conforme está escrito: 
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos ,e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2Tm 4:4)
Podemos perguntar novamente: 
Quem ouvirá este discurso? 
Ouvirão os escolhidos, até os falsos discípulos e ninguém mais.

Advirto-os: Há muito a perder por seguir a Cristo.

Que fiquem com sua religião, que fiquem com sua posição social, que fiquem com sua infelicidade. 

A eternidade lhes sobrevirá como paga.  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A proposta gay: o terceiro gênero


Mogi das Cruzes


Era sábado à noite, após a exposição da doutrina da Humanidade de Cristo, perguntas fluíam dando mostras do interesse e regozijo de todos. Caminhávamos por veredas que nos levava a cenários novos. Não conseguíamos encerrar em nossas mentes a sabedoria do Senhor, e quanto mais expunha as verdades eternas, mais dávamos graças pela Sua infinita misericórdia, pois o Eterno achou próprio assumir a natureza humana.

No retorno para casa sintonizei a CBN, algumas pessoas falavam ao vivo, e logo verifiquei que estava sendo abordada a questão dos homossexuais. Sem dúvida era a extensão do assunto que fora tratado minutos atrás: a natureza humana.

De pronto, ficou clara a aversão aos “evangélicos”; palavras como “ignorantes”, “atrasados”, “preconceituosos” eram empregadas com certa rancor, certa raiva.  Depois, foi possível perceber que tal estratégia estava adequada à fuga do confronto com as Escrituras, negavam a caráter moral de Deus.

O ponto central ocorreu quando um deles, como se queixando, afirmava que sua condição não fora resultado de escolha pessoal, uma questão moral, mas sim de sua natureza, sua constituição biológica, garantindo assim, que sua preferência afetiva homossexual era compatível às suas características orgânicas. Para tanto, sem qualquer restrição, utilizando-se de palavras obscenas, defendeu sua tese, afirmando que não teria escolhido “passar a vida sendo humilhado, sofrendo preconceitos”, conclui que sua preferência sexual estava "naturalmente" relacionada ao seu gênero, nem masculino, nem feminino, um novo gênero (???).

O que fora exposto era tese comum entre os participantes, assim aqueles defensores das práticas homossexuais, haviam estabelecido mais um gênero na raça humana, híbrido consequentemente, incapaz de reproduzir-se. 


Trafegavam do grotesco ao impensável sem qualquer restrição racional. Entorpecidos pela disposição de incluírem a prática homossexual como natural, nenhum deles abria mão do estandarte da insensatez. Projetavam-se acima do próprio Deus, pois o Senhor achou lugar no gênero humano, em sua criação para vir ao mundo. 

o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Fp 2:6-8)

Contrários ao que eles mesmo podem conhecer do Senhor, em busca da satisfação, do prazer, defendem o extermínio da própria coletividade humana. 


Para satisfazerem-se, em sua natureza de pecado, avançavam com voracidade contra tudo que se chama Deus, a moral, a ciência, a ética, a família. 

Fiquei por alguns minutos considerando o que ouvira, o que motivaria o absurdo proposto: o terceiro gênero? Sim, o pecado penetrou e progride em suas manifestações na natureza humana.

Repudiam a obra do Salvador que se revestiu do gênero masculino para experimentar as nossas dores. Como bem disse Isaías:
Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. (Is 53:3)

Enquanto os ouvia mais e mais caminhava nas veredas do Senhor:
Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (1 Co 1:20)

Não haverá limites para o pecado, mais virá.


Dele não fazem caso algum, mas que o Senhor lhes seja misericordioso.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nossa Babel ou Escândalo do cumprimento das profecias!


E, por causa disso, Deus lhes enviará a energizada- operação do enganar, para eles crerem na mentira, Para que sejam condenados todos aqueles não havendo crido na verdade, mas havendo tomado- prazer na injustiça. (2Ts 2:11-12)

O texto retrata um fato profético que chamamos de Operação do erro, ou  do Enganar conforme tradução. Percebe-se com clareza que Deus é o agente ativo dela, é Ele quem a envia. 
É uma ação de Deus à rejeição humana à verdade – O Evangelho da Salvação. O texto específico fala de seu agravamento. 

É importante observar a responsabilidade  humana ganha realce no contexto. Não defendo, em qualquer hipótese a autonomia da alma na questão, apenas entendo que o Apóstolo nos ensina a respeito das implicações decorrentes da vontade humana para o desenho do futuro de toda raça. 

Como o texto inicia indicando uma causalidade, antes de mais nada, é prudente  identificá-la. Portanto, é-nos dito que ela vem de encontro aos cuja vontade é expressa pelo: “os que não receberam o amor da verdade para serem salvos, antes tiveram prazer na injustiça(v. 10,12).

Assim lemos que a Operação do Erro, é a resposta de Deus à rebeldia humana. Mais uma vez somos alertados sobre a implicação da natureza humana sobre o desdobramento dos eventos futuros.  

Pego-me na necessidade de considerar algumas questões sobre o momento atual. Não por acaso, tema de muitos posts “evangélicos”, em que brotam sentimentos de rejeição ao que presenciamos: A Apostasia.

O desvirtuamento do Evangelho – Apostasia – observada no texto acima teve início no Éden com o nosso pai Adão. E até nossos dias padecemos com a “inventividade” dele e da serpente.  Mas a isso não podemos e não devemos chamar de Operação do Erro, o pecado de Adão garantiu a natureza herdada, inaptidão e aversão à realidade espiritual.

Dentro desse contexto apóstata falar de Escatologia é ofensivo até aos santos - regenerados mesmo, e muitos rejeitam considerar a esperança escatológica, por achá-la algo de somenos. 

A operação do erro é a resposta de Deus à Apostasia - produto natural da natureza humana. Podemos afirmar que é a saturação de Deus em relação à disposição mental dos pecadores. 
Reflete em certa medida nos santos, na verdadeira Igreja do Senhor.

O aumento da “sabedoria humana” presenciado por todos nós é o lado visível da Operação do  Erro. Os ideais de autonomia, de autorrealização, a profusão de novidades em desrespeito às Escrituras são, na verdade, uma torre de Babel de nossos dias. 

Não nos enganemos, a vontade de Deus vem construindo a História, e não o contrário, como muitos assim o querem.

Os eventos da Escatologia Bíblica cumprir-se-ão, chegarão ao seu clímax com a Vinda – e não Volta, por favor! – do Senhor. Antes disso é imperativo que vivamos rodeados pela apostasia. 

É o cumprimento da profecia, como não ocorrer?! Como se escandalizar porque Deus está cumprindo com sua palavra?!

As muitas vozes que denunciam a “realidade dessas coisas”; as  mais diversas heresias; a união de evangélicos e às mais questionáveis instituições, corretamente o fazem. 

Mas, questiono:  

  • Se tudo é previsto, as denúncias tem o objetivo de deter o cumprimento profético?
  • Será que existe outra profecia mais clara nas Escrituras que o presente momento que vivemos? 
  • Ou será que muitos – muitos mesmo! – apenas estão em busca de oportunizar para si aquilo que lançam pedras?
  • Ou de certa forma, também não estariam rejeitando as profecias das Escrituras?

Em um ambiente que vivemos - de total corrupção - escandalizar-se com o quadro atual é lutar contra Deus.

É o tempo em “que muitos se reunirão com comichão no ouvido em busca de novidades e mestres, rejeitarão a verdade e aceitarão fábulas”. E isso de todos os lados.

Se – premilenaristas – somos acusados de defensores de fábulas por rejeitarmos o crescimento da igreja, pelo contrário, garantimos o progressivo crescimento da apostasia. E rejeitamos a ideia do "mundo melhor” construído pelo crescimento do evangelho.

São muitas vozes humanas e pouca palavra de Deus, estamos em plena Babel!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Maldito homem que sou...


 Mogi das Cruzes

  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24)

Lembro-me, quando ímpio, como era desgastante perscrutar algumas áreas da vida, e, por outro lado, o ambiente no qual estava imerso exigia respostas impossíveis de serem obtidas. Apenas a falácia e loquacidade entorpeciam, e por pouco tempo, os questionamentos da minha alma.

Mesmo a construção dos questionamentos era por demasia complexa, o raciocínio cogitava e enredava argumentos que chegavam a um ponto de fragmentação e fragilidade em que urgia abandoná-los. Assim, estava inserido em um ciclo de questionamentos, considerações e frustrações ininterrupto, e ao mesmo tempo desafiador. Mesmo sem respostas seguia vida – ou morte? – afora.

As especulações dos sábios, mesmo com mais rebusque, caminham pelas mesmas veredas da inconclusão que eu caminhava. Nelas não estava a verdade buscada.

Os poetas, circunavegam com suas muitas palavras, apenas enganam corações adolescentes e mentes pueris. Não havia na realidade conhecida respostas para acalmar a alma de um questionador em busca da verdade.

Como poderia eu romper com a própria natureza, que me escravizava, e encontrar a verdade? Nem este argumento era capaz de construir. 

Como poderia saber que a verdade não estava disponível ou alcance, mesmo não pertencia ao meu mundo?  

Como poderia a razão humana – meu único instrumento para pesquisa - ser neutra, se escrava? Incapaz?

Como elaborar um questionamento de tamanha estranheza e magnitude?

  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)

Nenhum sábio, poeta ou sonhador atingiria tamanha envergadura intelectual para tal questionamento. As dimensões experimentadas pela razão negam sua própria incapacidade estrutural, negam a possibilidade de reconstruí-la – negam o novo nascimento. 


Importa-vos nascer de novo, diz o Senhor! (Jo 3.7)

Como a razão poderia abrir mão de si mesma para se tornar plena? Impossível para razão humana cogitar tal possibilidade. 
Como poderia reinventar-se? Pois, autônoma se pensa? Como poderia libertar-se de tão grande peso? Se obstruída está da verdade cristã?

Que aflição é essa que nada sacia? A cada manhã a própria mente, que se mostra incapaz, revolta-se e se acusa.

O Homem – ah, o homem - no silêncio de seu desespero, vocifera: “A realização pessoal movimenta-me”. Para onde? Questiono. 

  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”. (Rm 7.24)

O relato de Deus admoesta a todos: a razão humana é agente e, ao mesmo tempo, obstáculo para compreensão e solução da questão.  

Vítimas de si mesmos, banqueteiam-se na fugacidade e no engano. Jamais por si mesmos questionarão:

  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)

Hoje sei que  só há esperança quando se encontra a verdade. 

Render-se é a palavra de ordem.


"Vinde todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei". (Mt 11.28)

sábado, 31 de dezembro de 2011

A liberdade fugidia e enganosa



Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que façamos chegar os nossos corações à sabedoria. (Sl 90:12)

Há uma imensa dificuldade, quase um padrão, nos nossos dias, reconhecermos nossa ignorância, nossa insuficiência. As limitações próprias da humanidade foram banidas pela verborragia da autoestima, um decreto psicológico. Semelhante a uma paranoia chegou-se à  "descoberta do poder por  meio das palavras". Num escambo fraudulento trocaram as fraquezas e inseguranças pela loquacidade. 


Os mantras passaram a ser alavancas de poder e sabedoria. Fala-se em conquistar tudo, em experimentar tudo, em chegar onde nunca se chegou. Os ideais humanos voltaram-se para dentro de cada indivíduo. Um poder vindo de cada interior foi posto em ação na busca de aniquilar a história, o passado... o mundo real.

Com a presunção como se fôssemos imortais, afirmamos ser senhores de nosso destino, nossa “independência” ganhou proporções universais, mesmo que trafeguem no limiar da loucura, da insensatez.


As ações humanas, desde que rumem em direção ao inusitado tem valor, tem significado. Necessário, portanto, é que nelas vislumbrem-se os escaninhos da utopia, da liberdade conquistada, da autonomia presumida. 


Sente-se "paz e liberdade" nos mais bisonhos atos:  Pular de pontes, saltar de rampas, colidir com furacões, com tempestades, voar, roubar. Atribuem a essa aflição o significado de viver! É o homem  aflito construindo a partir exclusivamente de sua emoção o que ele chama de liberdade.

Entende-se como saber viver a vida aprofundar-se na fuga da vida - drogas,bebidas, licenciosidade. 
Epitáfios: "Viveu muito, viveu com liberdade e grandeza". Sumário de um conceito absurdo  de sabedoria e liberdade.
Exéquias para moral e a ética, estamos diante das últimas descobertas.

Os ídolos  mundiais, Michael Jackson, Cazuza, Russo, Xuxa (modelos dessa geração), em regra, estão envolvidos em escândalos, em adultério, pedofilia, drogas, suicídios, prostituição. 
Abriram mão da humanidade, vivem e morrem como se fossem animais, apenas pela satisfação de seus instintos. Nenhuma sabedoria há nesse mundo "livre e feliz".

A versão religiosa dessa autonomia foi assumida pelos “evangélicos (um catolicismo romano sem imagens pendentes, sem esquecerem da bruxaria). Esses são categóricos e sábios quanto à adoção de princípios de autonomia, rejeitam a sabedoria histórica das Escrituras. Construíram sua própria fraseologia, adequada aos ventos e sussurros do mundo ímpio. Assim é inconfundível: Você pode; faça sua parte e outros chavões mais.

Os estertores desse mundo, dessa vida ecoam em idiotia global.  

O salmista afirma que precisamos aprender com o Senhor sobre a fugacidade e natureza da vida.  

Ouçam o que diz o Senhor!

Aprendamos a contar os dias, os nossos dias. 
Há menos um ano para encontrarmos com o Senhor, sim, um ano a menos. 

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