Ao
discorrer-se a respeito da extensão da morte de Cristo – quem foi objeto do sacrifício da cruz – sempre
surgem vozes que tentam engrandecer o “amor de Deus” adequando-o ao seu próprio
meditar.
Confesso
que essas vozes, por regra, surgem de mentes que adotam uma hermenêutica compromissada
com valores sociais, humanizando as Escrituras, e dentre outras
particularidades, notadamente, objetivam agradar aos ouvintes. Obrigatoriamente
desprezam um número significativo versículos bíblicos além de contrariar a
ideia geral dos escritos sagrados.
A
partir daí, surgem questionamentos estranhos na busca de garantir “um quê de
humanidade” a Deus, que, alegam, foi subtraída por aqueles que radicalizam a
mensagem do Evangelho: Cristo salva com base em seu amor? Em sua graça ou sua
misericórdia? Essas interpelações surgem com euforia e nem sempre movidas pelo
Espírito de Deus. Subjaz a essa argumentação a espúrio princípio de os atributos
podem separar-se do ser, assim coexistem independentes um Deus amoroso ao lado
de um Deus misericordioso sem que esses deuses expressem uma única pessoa. um
espécie de Triunidade multiplicada por -1 (menos 1).
Gostaria
de pensar sobre o amor de Deus.
As
pessoas afirmam que Deus é amor, e isso é verdadeiro (1 Jo 4.8,16 e em muitos
outros textos). Mas, investigar os bastidores dessa verdade encontraremos muito
do coração humano e pouco da verdade de Deus.
Precisamos
primeiramente reconhecer que o amor É DE DEUS e não nosso. Operamos em grande
erro tentar definir o amor de Deus projetando a partir de nós mesmos o amor de
Deus, que é dEle. O império da
religiosidade que atua na interpretação das Escrituras tornou comum e arbitrário
definirmos quem é Deus, sem oferecer-Lhe uma chance dEle próprio dizer quem é. Esse
mesmo “roteador” oferece o caminho para que definamos o amor de Deus.
Tento
nas Escrituras identificar o amor de Deus, para que não obtenha o “meu amor em
Deus”.
O que podemos, ou
melhor, o que as Escrituras dizem do amor
de Deus?
Antes
devemos saber o que Deus define por amor, mas em nós: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda,
esse é o que me ama”. (Jo 14:21). Assim uma
expressão do nosso amor é obedecer ao Senhor, então obediência é uma face do
amor. O amor está imbricado com a Palavra do próprio Deus, e não é um sentimento
de egoísmo e possessão da carne.
Não podemos tomar o que entendemos por amor e
substituir pelo conceito de amor de Deus presente nas Escrituras.
É completamente
refutável a ideia de projetarmos o que entendemos e vivenciamos por amor de
Deus. Pois, o amor de Deus tem base nEle e NÃO na liberdade das introspecções
corrompidas do nosso coração.
As Escrituras
desautorizam ao homem projetar o amor de Deus a partir de si mesmo.
O
amor de Deus tem como desejo nossa obediência. Da aparte de Deus flui o amor
que é retribuída pela conduta. O amor de Deus NÃO é regido pela liberdade das
conjecturas humanas. É o que diz: “Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos”; (1
Jo 5:3).
O amor de Deus não é NATURAL em nós, não o temos por nascimento, não nos veio por herança de
nossos pais, mas concedido pelo Espírito do Senhor, um dom de Deus. Um motivo a
mais para irmos às Escrituras para “aprendermos o amor de Deus”.
e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado
em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5:5)
Se
nós recebemos esse amor, ele não é universal. Dentro de outra dimensão do amor
de Deus, Jesus afirma para alguns religiosos “que não tendes em vós o amor de Deus”. (Jo 5:42).
Mais um argumento que não podemos definir o
amor de Deus a partir da experiência pessoal, pelo contrário apenas aqueles que
receberam o dom do Espírito, por meio das Escrituras podem conhecer o amor de
Deus.








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1. Seus comentários são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, nenhum valor terão.
3. Não há moderadores, seu temor ao Senhor é um.
Tomo as ofensas pessoais como incapacidade de refutação.
Em Cristo.