"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 1 de abril de 2017

O sinal de Jonas - Continuamos em busca de sinais (Mt 16)



E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se. (Mt 16:1-4)

Há vários termos no texto que devem ter seus significados revistos para que sejam aproveitados pelo Senhor para nosso crescimento.

Fariseus e saduceus.

Comumente associamos os termos a aspectos negativos da fé. O que, de certa forma, é correto, contudo, esses homens foram usados por Deus para manter vivo seu testemunho.

Sabemos que antes do surgimento de João Batista, esses homens contribuíram para proclamação das grandezas de Deus, a despeito de seus corações.  (Mt 23.1-8)

O sinal do céu

E são esses que pediram um sinal do céu. Nenhuma sinceridade havia em seus corações. Pois, há uma rastro de sinais ao longo do cap. 15 que intecionalmente são rejeitados.

E o Senhor, sabendo o intento daqueles corações (Jo 2.25) observa que eles eram pessoas que reconheciam a importância de sinais como antecipação daquilo que estava por vir. Vemos isso pela resposta que o Senhor lhes dá: “Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro...”.

Mas, a busca de preservação de privilégios obscureciam-lhes o entendimento a ponto de desqualificarem os sinais evidentes de que o Senhor era seu Messias tão esperado. Nada mais coerente ouvir: Hipócritas!

Para aqueles ouvintes qual o significado do sinal de Jonas?

A história mostrou-nos que a reconciliação dos gentios (ninivitas) com o Senhor fora confirmada, e poderia ser aquilo que Cristo lhes estava antecipando. 

Outro discurso do Senhor a respeito do sinal de Jonas diz: 
“Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites: no seio da terra. Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas. (Mt 12:41-40)

Um apelo ao arrependimento!
Tanto o sinal pedido pelos fariseus e saduceus levariam ao arrependimento, quanto o sinal de Jonas. Qual seria pois a diferença entre eles?

As evidências das obras realizadas everiam conduzir ao arrependimento, na rejeição daquelas evidências viriam com juízo. 

O efeito da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor para os judeus deixaria para trás a oportunidade de verem cumpridos diante deles os ofícios de sacerdote, profeta e rei. Mas, a partir de então, seriam revelados em outra dimensão da história da redenção.

A negligência quanto à palavra do Senhor fez com que aqueles homens não percebessem o tempo em que viviam.

A partir de então, Deus, saiu a chamar um povo que não era povo para manter vivo o seu testemunho sobre a terra: nós que não éramos povo, mas que agora somos povo de Deus. Fomos chamados - novos fariseus e saduceus - para discernir o tempo e mundo em que vivemos.

Hoje, 
a apostasia como sinal, não tem sido suficiente para olharmos o mundo por meio da verdade de nosso Deus, e, como fariseus e saduceus, rejeitamos os sinais evidentes de sua vinda, banqueteamo-nos por meio de uma liturgia melancólica ou por meio do sucesso oferecido por satanás. 

Não sabemos o que se deu com aqueles homens, nem o que se dará conosco, mas lemos:
E o Senhor deles se retirou.  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os fundamentos da impiedade



Em Efésios 4.17-19 nos adverte o Senhor: “para que não mais andemos como os ímpios”. A descrição é suficientemente rica do funcionamento da personalidade ímpia. Deus, ao autorizar sua inclusão aos textos sagrados, permitiu-nos, ao meu entendimento, duas possibilidades: conhecer os fundamentos da impiedade e, ao mesmo tempo, consultar nossos corações. 

Lemos (v. 17) “testifico no Senhor”, a ideia do Apóstolo é nos informar que nossa leitura é autenticada e compartilhada por Deus. Portanto, sua verdade e presença estão aqui de uma forma mais intensa, como se ao lado do Senhor estivéssemos.  

Em seguida lemos: “para que não andeis mais como andam também os outros gentios”. Dois ensinos úteis e preparatórios para o texto: 
1).  "Não andeis mais”. Serve para nos lembrar que um dia praticamos os mesmos pecados que os demais ainda os praticam.   
2). Os “outros gentios”. Iguala-nos aos gentios, lembrando-nos de nossa natureza comum, em nada diferimos - carne - dos “outros gentios”.  
Nossa natureza reticente e nosso passado fazem que a advertência produza em nós maior senso de humildade. Para não supormos que estamos “além” das advertências do Senhor. 

Agora, ajustados passemos a avaliar o que o Senhor nos diz sobre os fundamentos da caminhada dos ímpios. 

“Na vaidade de sua mente”.
O termo “mente” é usado também em Rm 11.34. Lá identifica a mente de Deus em seus planos, expressando seu caráter por meio da retidão, justiça, sabedoria, santidade, bondade. Depreendemos que “Mente é a expressão do caráter da pessoa, de seu conteúdo”. E o texto ensina que o que constrói o caráter (valores e crenças) dos ímpios é absolutamente inútil. Nada que constrói a mente ímpia, segundo Deus, tem utilidade, tem valor. É o que diz Jó:
Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-poderoso. Jó 35:13

Em sua mente os ímpios são vaidosos, inúteis, pois rejeitando as verdades de Deus, construíram sua própria verdade e por ela conduzem seus passos. Não é sem sentido que o arrependimento, é uma ação poderosa de Deus transformando essa mente vaidosa, fazendo-a, que inútil é, chegar ao conhecimento de Deus e de sua justiça.
Somos ensinados que não devemos andar guiando-nos pelos valores e crenças criados pela vaidade de mentes que não conhecem o Senhor.

Entenebrecidos no entendimento”
Para entendermos o real sentido da palavra entenebrecidos consultamos o relato sobre a vinda do Senhor em que são descritas as catástrofes naturais que sobrevirão ao mundo (Mt 24.29). Jesus ao falar sobre elas diz que “o sol escurecerá”. Esse escurecimento é termo semelhante a entenebrecidos. E, voltou a utilizá-lo como metáfora, ao contrapor a luz do mundo com as trevas. Lá novamente está o termo que qualifica entenebrecidos, “trevas”.
Já “entendimento” é usado por Paulo (1 Co 14-14-15,19). Diz: “se orar em língua desconhecida, meu espírito ora bem, mas meu entendimento fica sem fruto”. Depois relata a necessidade de entendimento na oração, no louvor, e conclui: (19) “quero falar 5 palavras com meu próprio entendimento para instruir, que 10.000 palavras sem entendimento – outras línguas”. Entendimento é o uso consciente da razão. Deus diz: “os ímpios têm seu raciocínio em trevas". Logo, o uso consciente da razão dos ímpios encontra-se em trevas, sendo-lhes impossível de, por meio da razão, chegar ao pleno conhecimento do Senhor.
Nenhum conhecimento que provém da impiedade que conflita com a verdade revelada pelo Senhor deve ter significado para qualquer um de nós. Não podemos substituir o que é claro e vindo do alto, por aquilo que escurecido e vindo da terra. E lemos: “Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. (Rm 10:2)

O texto até aqui nos ensinou a respeito de fundamentos – a constituição da natureza humana, o que se ajusta a que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Mas, há a introdução da condição do ímpio em relação a Deus como consequência de características da impiedade, e não mais em relação a si próprio:
“Separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, e pela dureza do seu coração”. 
Sim, a partir deste ponto os ensinos mostram as causas – duas - da separação entre Deus e o homem. Não se tratam de características constitucionais descritas anteriormente, mas, das incapacidades decorrentes dessa constituição.
Devemos reafirmar que tal condição - a separação entre os ímpios e o Senhor - não representa em nenhuma hipótese a situação daqueles que foram vivificados pela cruz - sangue - do Senhor (Ef 2.16).  

“Pela ignorância que há neles”
Como exposto anteriormente, nenhum de nós incorrerá nessa ignorância, que deve ser vista como a incapacidade de atribuir ou relacionar adequadamente os significados da vida em sua totalidade. Significar eternidade, justiça, santidade, Deus, Jesus, perdão, punição, inferno, morte e tantos outros em sua devida dimensão e como revelados pelo Senhor.
A ignorância está detalhada 1 Co 2.14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; nem pode entendê-las, pois se discernem espiritualmente”. Existe um abismo intransponível ao homem, separando-o das verdades eternas do nosso Deus. A essa característica do ímpio ou homem natural Deus chama de ignorância.

“Pela dureza do seu coração”
O significado obtemos na passagem (Rm 11.34) em que Paulo explica a condição dos Israelitas que os levou a não perceberam em Jesus seu Messias tão esperado, a esperança milenar de redenção, e o Apóstolo usa o termo “Insensibilidade”. É, ainda, utilizado em Mc 3.5. Lá Jesus utiliza semelhante termo para qualificar o sentimento dos fariseus: Insensibilidade. Pelo descaso quanto à necessidade de cura um homem cuja a mão era ressecada.
Paulo afirma que a separação que há entre Deus e os ímpios decorre da incapacidade de compreensão e da insensibilidade espiritual destes.
Assim, somos ensinados pelo Senhor a respeito dos fundamentos dos ímpios e de sua situação diante de Deus. Ambas nos advertem para que saibamos dos ímpios. 


O final descrito (v. 19) garante que tais características agem progressivamente, fazendo com que os ímpios se autorizem e, abandonando toda moral prevista, tenham mais prazer e se aprofundem em seus pecados.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Como perdoar?



https://osegredo.com.br/2016/09/leia-isto-se-existe-alguem-que-voce-nao-consegue-perdoar/
No link acima o autor faz uma série de considerações a respeito de perdão. E após sua leitura fiz este texto.

O conceito ou a experiência de perdão é algo completamente estranho à natureza humana, e para entendê-lo ou praticá-lo é necessário que o conheçamos fora dessa natureza, nesses termos jamais será um clichê.

É comum lermos pessoas, mesmo desconhecendo o que vem a ser perdão, oferecerem seus conhecimentos e experiências pessoais para lhe formular o conceito. Muitos de boa-fé, pretendem-se verdadeiros, consoladores, e o que é mais perigoso, universais, entendendo haver resolvida a questão. Entretanto, o perdão, seja conceito, seja prática, encontra-se fora da categoria das reflexões ou experiências meramente humanas.

Sendo o perdão é um evento interpessoal, não será objeto da introspecção ou contemplação, muito menos definido nos protocolos da “sabedoria humana”, logo não será aprendido pelo uso de tais recursos.

O perdão precisa ser uma experiência determinada por “Alguém” fora do contexto de nossos pressupostos. Devemos conhecer e adotar o conceito DAQUELE que sabe todas as coisas, inclusive as profundezas de nosso coração.
Acho prudente trazer um conceito de perdão para orientar nosso entendimento: 
“Ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo”.

Com esse conceito em mente seguiremos para verificar o que Deus afirma sobre a questão. Toda ofensa deve ser punida. A rigor, nos moldes que o concebemos, o perdão é um ato de injustiça por liberar o ofensor do pagamento - ou cobrança – que lhe é devido. Não se pode fazer desaparecer a existência da ofensa – nem é justo, muito menos natural.

Como perdoar? Ou melhor, como Deus perdoa? Sim, devemos partir de Deus para compreensão e prática o perdão.

As nossas ofensas contra Deus: idolatria, mentira, insensibilidade, ira, bebedices, blasfêmias nos tornam réus – devedores - diante do Criador e Mantenedor da vida. A consciência de quem nós somos, do que praticamos e de que O ofendemos garante essa condição. A mínima negligência nesta área nos manterá reclusos à escuridão dos “próprios conceitos”, definindo e vivendo “um perdão pessoal sem qualquer eficácia para nossas vidas... apenas palavras soltas.

Sendo Deus justo e misericordioso, não poderia deixar de praticar sua justiça, ou seja, punir a ofensa. Contudo, Ele, por misericórdia, nos perdoa. E é importante sabermos que, estritamente, o perdão é um ato de justiça e não de amor.

Deus em sua justiça, puniu em seu Filho – com sua morte -  todas as minhas ofensas. Em sua misericórdia, me perdoou.  Foi necessário que alguém pagasse por minhas ofensas, alguém que JAMAIS O ofendera.

Como Cristo pagou cabalmente nossas ofensas, Ele JAMAIS nos cobrará pelas ofensas que cometemos contra Deus.

Nessa dimensão JAMAIS perdoaremos. Mas, compreendemos e experimentamos o REAL significado do perdão, e nos sentimos gratos pela justiça e misericórdia de Deus. Esse sentimento de gratidão a Deus é nossa iniciativa em perdoar os outros. Deixando aos cuidados do Senhor para tratar as ofensas que sofremos... e ainda as que cometemos contra outras pessoas.  

Só saberemos o perdão, bem como o praticaremos em favor daqueles que nos ofenderam, quando nos sentirmos perdoados por Deus. Sabermos que o ofendemos e fomos por Ele perdoado. E que nenhuma ofensa que seja feita contra nós é maior que as ofensas que contra Ele praticamos.

Essa disposição interior de quem foi ofendido em benefício do ofensor é percorrida pelo caminho da gratidão e obediência ao Senhor, jamais pela ira ou senso de justiça pessoal.  


Sem tais conhecimentos e experiências, os conceitos e verdades sobre perdão são apenas tentativas frustradas em dar significado àquilo que está fora de nossa compreensão. Esses sim, são apenas clichês. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Há liberdade na escolha, o que Deus diz?


Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão. (Gl 5:1)

Sem dúvidas fomos chamados para Liberdade e retirados da escravidão. Se fomos libertados, quanto éramos livres? Quanto éramos escravos? Qual a natureza de cada uma das questões envolvidas?
Onde avaliar a liberdade humana
Quando falamos a respeito de liberdade humana, devemos primariamente tentar seu conceito – colocá-la em um campo de conhecimento específico onde possamos avaliá-la objetivamente, assim nos afastamos de falsos conceitos e das conjecturas que emanam de nosso próprio coração. Para tanto, precisamos ouvir o que o Senhor nos reserva, o que dizem as Escrituras, apenas Ele pode nos oferecer entendimento sobre esta questão. E, a partir daí, percorrermos – tanto quanto possível - sua extensão, sua efetiva capacidade de ação, por fim, os limites da liberdade pretendida – ou real. 
Liberdade é capacidade, e sempre sob llimites
De sorte, que somos obrigados a relacionar liberdade à capacidade. Sim, a liberdade é a autonomia de realizar. Onde não há liberdade, não há capacidade para realização. Nenhuma pessoa enclausurada pode agir além de sua clausura. Contudo, é suficientemente livre para agir em toda extensão de seu confinamento. Logo, a liberdade está submetida a limites, sem os quais e além desses ela não existe.
Surgiu ou ressurgiu?
Não há como negar sobre a culpabilidade humana presente nas Escrituras, afirmando-a responsável diante de Deus. O conceito de responsabilidade diante de Deus, de acordo com o humanismo – cristão ou não –   o levou ao equívoco da contrapartida: se responsável, logo capaz. Assim, a liberdade sugerida é produto de erro de entendimento e não da palavra do Senhor. Porém, como resultado, adotou-se esse engano como se viesse do próprio Deus.  A despeito da força de conceitos, metodologias consagradas e a própria história cristã, e mais, o caráter revelado de Deus, seus atributos e sua soberania... assim, sem nenhuma consulta ao Senhor, lançou-se "o homem livre" – cooperador de Deus. Pois, alegam sem tal liberdade não haveria culpa diante de Deus. Contrária aos ensinos do Senhor, a razão humana legisla vorazmente em defesa de seus pressupostos.
Na verdade, se trata da versão atualizada e universal da medianeira que o Catolicismo Romano atribuiu apenas à Maria, mas que agora o Humanismo, remodelou o conceito, consagrando-o a toda humanidade, onde todos são cooperadores de Deus na salvação. 
Essa é a discussão, essa liberdade que esquadrinharemos, e sei, este texto não encerrará o conflito!
A questão central
Quão livres somos para satisfazer a justiça de Deus? Apenas nossa natureza nos capacita para escolhermos o “bem” segundo o Senhor?
Tais perguntas devem ser respondidas excluindo qualquer ação PRÉVIA de Deus. Ou seja, identificar toda a extensão da liberdade humana - atos como resultados da disposição natural. Aquilo que o homem escolhe sem “ajuda” de Deus.
As respostas afirmativas a essas questões apoiam-se exclusivamente nas disciplinas sociais e no próprio coração. Em busca de legitimidade cunham um punhado de textos bíblicos e os entortam de forma a atender aos anseios de liberdade. Na verdade, são conceitos vindos da sociologia, psicologia e demais disciplinas, que se tornaram necessários para expressão do “novo homem”.  - Um cristianismo psicológico que garante a capacidade e a liberdade humana em relação a Deus.
A liberdade humana e a palavra de Deus
"Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2:14)
Aqui – outras partes também - as Escrituras qualificam a liberdade humana. Ele pode ser livre, mas sua liberdade age apenas na dimensão do mundo natural no qual está inserido. Quanto às verdades ou realidade divina o homem é completamente incapaz que percebê-las, logo não há como compreendê-las, e por sua vez, escolhê-las ou experimentá-las. Não tem qualquer liberdade em si para escolher ou satisfazer à justiça de Deus. É como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes, não lhe permitissem alçar voos - tomo emprestada a ilustração de Lutero.
A liberdade natural
pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal. (Jr 13:23)

O paralelo estabelecido entre a natureza e a vontade mostram quanto nossa vontade é refém de nossa de nossa natureza. Nossas decisões seguem o fluxo natural de nossa inimizade contra Deus.
Tudo que conhecemos é limitado por nossa natureza, ou seja, nossa natureza impõe restrições, limites físicos, intelectuais, morais ou legais. A liberdade sugerida pelo humanismo cristão sugere a supressão dos limites. Não há realidade possível na liberdade pretendida.
Em sua liberdade, o homem executa seu direito de escolhas, preferências e determinação dentro da realidade do mundo físico e perceptível, a Escritura garante-nos isto. Da mesma forma, garante-nos que nenhuma capacidade ou liberdade humana há fora deste mundo físico, ou seja, na dimensão do mundo espiritual, com suas verdades, seus valores, princípios e seu Senhor.  
A verdadeira liberdade
Não há como negar que a liberdade pretendida e anunciada pelo “homem livre” não se ajusta ao que Deus fala em sua palavra. A única liberdade "possível" decorre da vontade livre, graciosa e soberana de nosso Deus ao anunciar aos nossos corações:
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Jo 8:36)

sábado, 26 de novembro de 2016

A parábola das dez virgens




Como interpretar uma parábola
Critérios gerais
Devemos adotar como critério de análise de parábolas os mesmos adotados pelo Senhor quando da Parábola do Semeador. 
1.   Buscar seu ensino geral;
2. Identificar, quanto possível, personagens pela participação desses na construção desse ensino geral.

Em muitos casos, tal padrão exige o conhecimento de particularidades culturais da época, o que torna o “explicar” parábolas um exercício complexo e difícil. Isso decorre do fato que Jesus é judeu e falou - as parábolas - com judeus sobre "coisas" judaicas dentro do tempo e do espaço.
Um alerta
Sabendo que a parábola é um recurso de linguagem cuja finalidade é ilustrar e fundamentar o ensino, e não o reproduzir integralmente, devemos evitar a pormenorização, isso pode levar à sua “personalização” - dar a parábola o que ela não tem. Ou apenas "aplicarmos suas verdades”, que na realidade estamos "rezando um catecismo religioso das nossas convicções" e não falando das grandezas do Senhor.

Para entendermos esta parábola devemos saber que ela faz parte e completa um discurso do Senhor sobre os acontecimentos futuros.

Então leiamos a partir do contexto em que se encontra a parábola (Mt 24.1ss):
...chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. (Mt 24:1-3)

Toda argumentação a partir deste ponto, chegando à Parábola das dez virgens, está relacionada ao questionamento dos discípulos: 
Quando serão essas coisas – destruição do templo; 
O sinal da vinda do Senhor; 
E os sinais do fim do mundo.

Tomando o questionamento dos discípulos, é possível que tais eventos venham a ocorrer em momentos diferentes. Pois, não faz sentido que eventos simultâneos - ou o mesmo evento - apresentem sinais diferentes antecipando sua consumação.

E seguem as respostas dadas pelo Senhor:
Advertências para que eles não fossem enganados, (Mt 24:4) alertando-os para o surgimento de falsos Messias (Mt 24:5). Tal argumento tem sentido apenas para quem agurda o Messias, Israel- e isso não se aplica à Igreja, que jamais esperou ou espera por um Messias!
E continua: 
Os que estiverem na Judeia fujam para os montes; e sobre O inverno e 
sábado,  deixando claro uma região específica na terra; um dia especial 
para um povo (Mt 24:16,20)  

Os detalhes aqui apresentados permitem identificar um povo em particular e geograficamente localizado. Tomando o clima, locais e religião próprio é possível relacioná-los aos judeus: 
Somente o uso de uma hermenêutica equivocada poderia, neste contexto, desconsiderar que tais descrições relacionam-se com os judeus. Não podemos tirar Israel - nascidos de Isaque, descendentes na carne de Abraão, para os quais Deus tem promessas irrevogáveis - do centro dos acontecimentos aqui descritos.  

O contexto anterior imediato
A partir do v. 37, utilizando o dilúvio do tempo de Noé, é introduzido o conceito de juízo da parte de Deus (Mt 24:37-39).  
"Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem". 
O JUÍZO explicado relaciona-se à observância da vinda do Senhor:  
"vigiai pois não sabeis a hora da vinda do Senhor" (Mt 24:42,44), com recompensa (Mt 24.46) e juízo (Mt 24.51)

O contexto posterior imediato
O cap. 25 é composto, além da Parábola das dez virgens, por outras duas parábolas. Apesar de tratarem do mesmo tema - a vinda do Senhor, a recompensa pela fidelidade - há diferenças entre elas que são determinantes para o nosso entendimento.

Poderiam estas parábolas, para seu cumprimento, obedecerem ao programa de Deus obedecendo um critério cronológico presente em Mt 24? Primeiro a Parábolas das dez virgens e por fim o Julgamentos das Nações?


A Parábola dos talentos usa o termo homem e o coloca se ausentando depois voltando ao um país - um local definido aqui na terra (14). Já a parábola do julgamento das nações, usa o termo Filho do Homem – chamado de Rei (40) e coloca sua realização aqui sobre a terra (31).

No entanto, a Parábola das dez virgens, há o termo noivo sem definir um local aqui na terra onde ocorrerá, apenas diz que ele abriu e fechou a porta para as virgens entrarem.    

Isto garante que o teor da parábola das dez virgens preserva e se submete ao tema desenvolvido anteriormente: JUÍZO associado à observância da vinda do Senhor - mas não podemos garantir que sua consumação se dará aqui na terra.

A parábola das 10 virgens, desta forma, está inserida neste contexto de advertências associadas à imprevisibilidade da hora da vinda do Senhor – o segundo questionamento feito pelos discípulos. E temos tal confirmação em seu último verso em que reafirma a necessidade de vigiar ante a imprevisibilidade da hora da vinda do Senhor  (Mt 25.13).

A Parábola
Antecipando-nos à análise, encontramos seus personagens (Mt 25-2-4): dez virgens, noivo, anunciante – o que grita (v. 26), ainda azeite, lâmpadas e vasilhas e eventos. Como anteriomente dito, nem todos os termos citados pelo Senhor exigem siginificados que não sejam literais. 


Devemos iniciar a leitura sob a perspectiva: é uma parábola sobre premiaçaão e juízo associados à vinda do Senhor.

Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. (Mt 25:1)

O Reino dos Céus
A parábola ensina sobre o reino dos céus utilizando-se de dez virgens. Logo, devemos conhecer o que o Senhor ensinou a esse respeito. 
1.   É um termo exclusivo de Mateus,
2.   A ideia é de uma ação soberana dos céus;
3.  Uma promessa relacionada a o Messias – anunciado por João (3.2) e confirmado pelo Senhor (4.17);
4.   Acessá-lo exigia mudanças interiores - arrependimento, obediência, justiça. (3.2; 4.17; 5.19; 7.21). Garantindo-lhe seu caráter transcendente;
5.   Sua consumação envolverá a celebração contará com os patriarcas judeus - Abraão, Isaque e Jacó. (8.11);
6.   Seus mistérios (13.11) fez com que muitas parábolas fossem utilizadas em seu ensino;
7.   Sua última citação ocorre aqui.
Associado a chegada do Messias para Israel. Anunciado por João, o batista, Confirmado pelo Senhor, conforme lemos em Mt 4.17. e que na parábola anuncia o seu cumprimento no futuro – o tempo do verbo será. Ou seja, ainda a ser consumado. 
Israel, a Igreja e o Noivo
Em nenhuma local das Escrituras há promessas em que a nacão Israel está a espera de um noivo. O grande anseio de Israel é a chegada do seu Rei.  Mas, as virgens saem ao encontro do noivo – notem que o texto NÃO diz que o noivo pertence às virgens. Tampouco, é utilizado o termo NOIVA. A Igreja não é convidada para bodas, pois a Igreja é a noiva!! Sem ela não há bodas!!! Logo, não há citação direta sobre a Igreja na parábola. 

Os dois grupos
As virgens – e não noivas, nem amigas da noiva- são identificadas como insensatas e prudentes (25.2). O único critério que identifica os grupos, as insensatas não levaram azeite (25.3); já as prudentes, junto com suas lâmpadas, levaram azeite em vasilhas. (25.4).

A espera (Mt 25:5-9)  
O comportamento dos grupos - para espera e encontro com o noivo é o mesmo, ambos dormiram, diante da “demora” do noivo (25.5). Sem que sejam condenadas por isso. 
Quando repentinamente – meia-noite – é anunciada a presença do noivo, surge a necessidade do azeite. O azeite para as lâmpadas é uma exigência para chegarem ao noivo. A despeito da mesma aparência, são virgens, do mesmo comportamento - esperaram e dormiram, surge a distinção: a provisão necessária para chegar ao noivo. 

Saí-lhe ao encontro (Mt 25.6)
Ao ser anunciado o Noivo é dito para as virgens sairem ao seu encontro. Sugere que as virgens estão em um local diferente do noivo, e elas que irão ao Noivo e não ele a elas.  

A importância do azeite
A recusa em compartilhá-lo, longe de parecer egoísmo das virgens prudentes, exibe o seu caráter de prontidão - vigiai! - em oposição às insensatas, pois, estas sabiam da sua existência - juntas preparam-se, juntas esperaram e juntas dormiram. O erro se deu por negligência, descaso - um erro de princípio ou preparo para consumar a jornada. (25.29).

O lapso de tempo entre a chegada das virgens prudentes e das insensatas deixa claro a importância da prontidão, pois, ao final ambas tinham o azeite!!! ambas chegaram ao noivo!!! Entretanto, em momentos diferentes.

O significado do azeite
Devemos evitar dar um "significado" para o azeite que não o seu significado literal - azeite. Ele está no texto como um combustível, nada mais que isso. 
Ao tentarmos "traduzi-lo" como Espírito Santo ou algum dom, esbarramos em dificuldades. Ele foi vendido, e após ser "comprado", mostrou-se genuíno, pois permitiu o acesso ao noivo, contudo, foi desconsiderado pelo Senhor. Portanto, não faz sentido o azeite ser o Espírito de Deus. 
Entendo que o azeite é determinante para ensinar a diferença entre os grupos, mas não devemos "vê-lo" como o Espírito de Deus. Além do ensino não exigir tal interpretação, leva a erros doutrinários.
O ensino é sobre a necessidade de vigiar, e o azeite é o meio de manter a luz acesa - em um único e determinado perídodo - garantindo a chegada até o noivo. 

As prudentes
As virgens – como escrito anteriormente, não são a noiva, nem é dito que são suas amigas. No caso, parece-me que elas são esperadas, pois é o próprio noivo quem as recebe e fecha a porta após elas (25.10), dando-nos entender que elas eram necessárias ou esperadas nas bodas, mesmo que chegando já adiantada a festa.

As insensatas 
Após a providência do azeite, as insensatas conseguem chegar ao Senhor, fazem exigências para que a porta lhes seja aberta. E chamam o noivo de Senhor, em obediência tardia (25.11). É singular a receptividade a elas dispensada: não eram conhecidas pelo noivo (25.12), assim, não eram esperadas portanto, "permaneceram" fora das bodas.
O noivo e Senhor
Deve ser identificado com Jesus – pois, assim se chamou (Mt 9.15).

Quando ocorrerá e quem representam as virgens
O anuncio da hora que o noivo se apresenta para as virgens – meia-noite – dá entender que já estava adiantada a celebração das bodas.

Como vimos, não há indícios que os fatos descritos na parábola ocorrerão na terra, e em acordo com o pressuposto Pré-tribulacional e Pré-milernar, as bodas ocorrerão nos céus, após o arrebatamento e aantes da vinda do Rei.

Sabemos que o período anterior e posterior à saída da Igreja - o Arrebatamento - é um tempo de apostasia, em que uma multidão de crentes nominais - virgens insensatas - serão o "cristianismo". 
As virgens prudentes, são judeus saídos desse cristianismo apóstata, sabem das bodas do Noivo e para Ele vão. 
Portanto, as virgens da parábola não representam a Igreja, tampouco, Israel. Pois, A Igreja já está nos céus e Israel ainda aguarda a vinda de seu Rei aqui na terra. 

Há outras possibilidades?
Claro que há, mas essa perspectiva deve ser considerada. E devemos fazê-lo agora, pois além de nos santificar, devemos saber que no céu não se permitirão profecias.

Que o Santo seja bondoso conosco.

A Ele toda a honra.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A Esperança


... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós; (1 Pe 3:15)

É perceptível a pouca importância dada ao sentido das palavras. A própria linguagem, tão poderosa, está sendo reduzida, tornando-se incapaz de oferecer o real sentido aos objetos, aos sentimentos, ao mundo. E isso afeta profundamente a vida e tudo que ela representa, pois, a falência dos significados é a falência da própria vida. 

As pessoas cada vez menos desejam entender o que cada palavra propõe, e equivocadas em seus desejos, dão seu próprio significado a vida. O caos as espreita. 

Essa autonomia permitiu a perda do significado de verdades fundamentais da vida... o que faz com que ela, banalizada, lentamente, perca seu sentido. Vive-se sob uma realidade líquida e sem forma onde cabem todas as “verdades” - um "tempo de coisa nenhuma em direção ao nada". (1 Co 1.20, 27)

O pensar passou a ser determinado pelo lazer de um lado e a aversão do outro, nada além disso. O agradável é aceito como verdadeiro, aquilo que questiona o prazer é rejeitado, tornando-se mentira. Nenhuma reflexão fora desta dinâmica orienta ou faz sentido. 

Os pensadores falam a respeito dela apenas por meio de divagações vazias e superficiais – apenas pão e circo. Com isso, perdem-se os significados: da beleza, do amor e, principalmente, da esperança – deixando-a longe da Esperança de "outrora". (Gl 5.8)

A ideia de que não vale a pena pensar, não vale a pena rever os fundamentos da vida, destruiu a possibilidade de saber da Esperança. (1 Tm 6.17)

É oportuno resgatar seu significado, seus valores e propósitos pela importância da Esperança na vida. Desafiando àqueles que, em seu estado de prazer, precisam acolher a verdade da Esperança. (Rm 5.5)

O que é Esperança? 

A Esperança e sua importância prática  
Pode-se afirmar que a esperança é o guia da vida. Tudo que pensamos, fazemos, falamos e somos expressam-na, e por ela são determinados. Ela permeia todo nosso ser, queiramos ou não. 
A cosmovisão de cada um depende e reflete sua esperança. Quanto mais sólida a esperança, mais pacífica e ordeira a vida passa a ser. Toda a crise experimentada - crimes, adultério, corrupção, desordem, drogas, infelicidade - decorre, em grande parte, da relação do indivíduo com sua esperança - ou com a falta dela. Assim, ela determina o presente. (Rm 12.12)

A Esperança e sua relação com o futuro 
Ela, obrigatoriamente, está localizada em um ponto futuro e a ele nos une. A certeza de seu cumprimento é indiscutível, influencia o pensamento e garante a conduta. Ela é a certeza do futuro, logo não dependerá daquele que espera. Caso dependesse, não seria Esperança, mas, apenas espera - ocorrendo no tempo daquele que espera. A esperança depende de alguém fora e acima daquele que espera. Aquele que tem poder sobre todas as variáveis e até sobre o tempo, de forma que seja capaz de consumá-la. (Cl 1.15)

A Esperança e sua natureza
Aqui temos uma luta conceitual afim de diferenciar o que é Esperança e o que é conquista. 
A conquista depende do mérito, e a este premia – a dívida que o mérito exige. Não se pode relacionar esperança ao mérito pessoal, definitivamente isso não é esperança, isso é conquista. Nem tudo aquilo que esperamos é esperança. Se há mérito envolvido não é esperança, mas a justa espera da retribuição. 
Já, a Esperança não depende do mérito daquele que espera, ela decorre da bondade dAquele que a consumará. Não está premida pela dívida, mas sim pelo amor. (Gl 5.5)

A Esperança e o seu objeto
Este ponto contribui para esclarecer o anterior: a Esperança, obrigatoriamente, une-nos ao que é impossível a ser obtido pelo mérito. A Esperança sempre estará fora da capacidade de conquista do homem. Tudo aquilo que podemos fazer, obter ou construir não pertence à Esperança. O objeto da esperança é o impossível de ser conquistado (Cl 1.5,27). 
A Esperança deve ser concebida, primariamente, pela compreensão dAquele que prometeu (Rm 5.5) e de seu objeto “não esperável”. Assim, estamos falando do relacionamento com o “não esperável” - fora do universo de conquistas humanas (Tt 1.2).

A Esperança e seus valores
Resta-nos reconhecer que é necessário trazer “o não esperável” para dentro de nosso mundo, para nossa realidade. É necessário definir o arranjo conceitual e nele inseri-la.
Como conceito, é percebida pela fé, molda a conduta e exige o conhecimento de seu objeto e de seu autor. Contudo, depende apenas, para sua consumação, de seu Autor. (1 Tm 4.10; 6.17)


Sim, é preciso acreditar em tudo que se encontra nos “arredores da esperança”. Mas, a fé deve ser entendida dentro de sua real eficácia: um sinal interior que nutrirá o que espera com a certeza de sua consumação. Contudo, devemos afirmar que a fé não é a Esperança, nem a garantia de sua realização.

CONDUTA.
É um sinal exterior que a esperança exige. A disposição interior que é capaz de orientar as escolhas, que evidencia a certeza que a Esperança se consumará - “aquele glorioso dia”. Mas, o comportamento identifica a Esperança, mas não é a esperança, nem a garantia de sua consumação.

AUTOR.
Sim, é preciso que aquele que prometeu seja suficientemente poderoso para GARANTIR que todas as coisas relacionadas à esperança se consumarão. 
É necessário um real relacionamento entre aquele que espera e o autor da Esperança.
Saber de seu poder, seu amor e cuidado, pois só assim saberá de sua capacidade em cumprir todas as promessas – Esperança.
Como resultado haverá paz naquele que espera, pois, sabedor que nenhum mérito ou poder seu será exigido, mas apenas o poder dAquele que, em amor, prometeu, pois é fiel e não negará a Si. (Rm 15.3)

Sim, há uma única Esperança (Ef 4.4)- a eternidade com o Senhor, um único fundamento - Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 
Bendito seja o Senhor Deus, Pai de nosso Deus e Salvador e seu Espírito que mantém viva nossa esperança. 
A Ele toda a honra e glória pelos séculos. 

Amém.