"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O evangelho dos 12




No evangelho de Lucas, capítulo 9, lemos que Jesus convocou os doze. E lhes mandou pregar o reino de Deus. E assim foi feito, percorreram as aldeias anunciando o evangelho e curando.

O que de fato foi pregado e por que está dito que era evangelho, se Jesus ainda não havia morrido e ressuscitado?

No verso 2, está definida que a missão era pregar o reino de Deus. Assim, percebemos que a mensagem anunciada pelos doze, foi chamada por Jesus de “pregação do reino de Deus”, é também chamada de evangelho.

Em Lucas 8:1, há um paralelo que contribui para entendimento de nossa questão. Lá o termo Evangelho pregado por Jesus e os doze é chamado de "Evangelho reino de Deus". Portanto, os doze anunciaram o evangelho do reino de Deus.

Herodes, por sua vez, percebeu que a mensagem dos doze era a mesma mensagem pregada por João, o Batista.

Assim, podemos entender que o teor da pregação dos doze era o mesmo anunciado por Jesus e João Batista. Ainda sobre o conteúdo da pregação, João Batista, no Evangelho de João, é identificado como aquele de quem Isaias havia falado. Seria ele, João Batista, quem anteciparia e anunciaria a chegada do Messias. (conforme João 1:31,34). Seria ele o precursor das boas novas, ou seja do evangelho.

Logo, podemos concluir que o teor da mensagem dos doze consistiu em anunciar a chegada do Messias, o rei de Israel.

Quanto a atribuir o termo evangelho para a pregação dos doze, devemos considerar que o significado do termo evangelho é bastante abrangente. Pois, literalmente quer dizer boa mensagem, não obrigatoriamente uma reserva exclusiva para anunciar o sacrifício do Senhor em nosso benefício. Assim, qualquer notícia boa poderia ser registrada pelos os escritores bíblicos como evangelho. Por exemplo, Gabriel, um ser angelical, anuncia como evangelho, ou seja boas novas, para o nascimento de João Batista (Lucas 1:19). Um anjo anuncia aos pastores o nascimento de Jesus, também descrito como evangelho, ou seja boas novas (Lucas 2.10). E finalmente, anjos anunciarão um evangelho eterno em Apocalipse 14.6.

Podemos concluir que os apóstolos anunciaram a chegada do Messias para Israel, e que essa mensagem eram boas novas para aquele povo, ou seja um evangelho. 

terça-feira, 30 de julho de 2019

O falso amor, a verdadeira falência




Vivemos com grande apelo à unidade, à solidariedade e tantos outros temas que permitam a felicidade e a realização dos homens. Qualquer que seja a direção perseguida, o amor, sem dúvida, é seu fundamento.

Exige-se, orienta-se e se garante que o amor pavimenta a felicidade coletiva. E muito tem sido feito... porém, os resultados não são animadores – crimes, adultérios, suicídios, corrupção etc. O que sugere que há algo de errado com o "amor" aplicado às metas pretendidas, pois contrário ao discurso, a realidade evidencia uma espiral descendente.

Apenas as Escrituras permitem a compreensão adequada a respeito do amor que tem levado a falência experimentada pela humanidade. Jesus afirmou que o homem não tem em si o amor de Deus (Jo 2.15). Assim, o que homens atribuem ao “sentimento” chamado de amor não é capaz de promover o bem desejado pela humanidade.

Há outra quantidade de ensinos nas Escrituras garantindo que o conceito e a prática do amor entre os homens é incapaz de solucionar os problemas e, diverge completamente do que Deus afirma ser o amor. Ou seja,  o mundo não conhece nem Deus, nem seu amor (1 Jo 3.1); o amor de Deus e o amor do mundo são excludentes entre si (1 Jo 2.15). E mais, as Escrituras afirmam que o amor é ação pessoal de Deus sobre suas criaturas, sem esta ação, o amor não é possível (Gl 5.22).

Podemos afirmar que o “amor” preconizado pelo homem para construir um futuro melhor, não sendo o verdadeiro amor, é apenas um sofisma que mantem a todos na escuridão.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Soberba da vida? O que é isto?





Tive a necessidade de pesquisar a respeito do que a Palavra do Senhor quer dizer com os termos concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Minha busca visava inicialmente apenas o termo “soberba da vida”. Contrariamente ao que pensava, não encontrei bons textos, algo claro e resumido. Esta foi a motivação para escrever este.

Como as “concupiscências” uniram-se inseparavelmente à soberba da vida. Vamos primeiro às “concupiscências”. A ideia do termo é de desejo ardente, algo arrebatador.

Os termos se encontram em Primeira João 2.15-17. Diz assim: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

Claramente, João se utilizou do termo para qualificar os desejos que se opõem a Deus. Fala que sua origem é terrena, que não procede de Deus, afirmando serem estas disposições que fazem sentido neste mundo. As atrações promovidas e em benefício ao que nossos olhos capturam, e ainda, aquilo que nossa carne deseja. Lembremos que tais inclinações promovem e levam em direção ao pecado.

Entretanto, estas mesmas concupiscências, estes mesmos desejos estão no texto de Paulo. Em Filipenses 1.23, que diz: Mas de ambos [os lados] estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. A concupiscência de Paulo é seu desejo de partir para estar com Cristo. Desejos que operam em direção à vontade de Deus. Assim, somos tomados por desejos, que em sua finalidade determina-se sua licitude. Portanto, desejar ardentemente é parte da vida humana, as disposições da alma definirão se pecados, ou não.

Mas, agora chegamos à soberba da vida. João a empregou, e o contexto garante, como uma disposição terrena, contrária a Deus. Considerá-la apenas como soberba, sem dar importância ao termo “da vida”, que lhe completa e dá sentido, nega a intenção do autor.

Portanto, João ao usar o termo "soberba da vida", aponta para a necessidade de reconhecimento, de fama, não obrigatoriamente ou unicamente a soberba em oposição à humildade. João antecipou-se, qualificando aos muitos que anelam o reconhecimento e fama. Os que se utilizam das redes sociais, dos canais em busca de autopromoção, e reconhecimento como meio de vida. A busca por laike, e seguidores é a expressão mais legitima da soberba da vida.

Os pretensos humildes podem estar caindo na proposta de satanás aceitando os reinos do mundo. Não percebem, mas são lados de uma mesma moeda, onde um lado está a soberba da vida, e, do outro, a adoração ao diabo.


E chamando [a si] a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se [a si] mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. (Mc 8:34)

Quem tiver ouvido para ouvir ouça.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Pelo que lutas Judas?


No capítulo 18 do evangelho de João, há o registro da prisão de Jesus. Todo o contexto até chegarmos a este ponto, a prisão do Senhor, revela detalhes que devem ser adequadamente avaliados. Pois, descrevem personagens cujas motivações e interesses levaram ao maior escândalo da história humana. A rejeição e morte de Deus.

Já no capítulo 13, lemos que o diabo incitou a Judas a trair o Senhor, e mais, Judas deixou-se em busca de vantagens financeiras. Por outro lado, os fariseus queriam manter seus privilégios. São estas as motivações que permitirão as tramas para morte do Senhor. A mais brutal e profunda ação humana contra Deus. 

De Judas temos os detalhes. Foi contado com os doze –  esteve ao lado do próprio Deus. Anunciou às pessoas a chegada do rei eterno, o rigor do juízo vindouro. Esteve na multiplicação de peixes e pães, quando as multidões foram saciadas. Quanto mais presenciou Judas dos poderes do céu?

E, na última páscoa, junto com os demais, teve seus pés lavados pelo Deus eterno, ouvindo dele, que nem todos vós estais limpos. Tão grave advertência! Não a considerou? Nenhum temor lhe sobreveio? Não, pois, nutrido por suas ambições, as advertências não penetravam em seu coração. Assim, seus interesses levaram-no aos Fariseus – homens de alta posição, cujos privilégios, e poderes eram mantidos por meio dos ritos e das aparências religiosas. 

Uma pergunta é oportuna. Mesmo em defesa de seus interesses, por que não os conciliou com a vida do Senhor? Ao que, Judas e os fariseus, realmente se  opunham? Um texto não nos pode passar desapercebidos, está no Evangelho de Mateus, cap. 26, quando Maria unge Jesus antecipando-lhe a morte. Judas está diante de sua maior decisão: Será aquele de quem falam as Escrituras? ou Será aquele que será lembrado, junto com Maria, no anúncio do Evangelho? A leitura nos responde, Judas uniu-se aos religiosos, pois se aperceberam ameaçados pela esperança oferecida pelo Senhor.

Temeram Suas verdades, temeram Suas promessas. Seus interesses e ambições, não lhes permitiam a esperança. Assim, unidos em busca de seus interesses, mataram a Deus... mataram suas próprias esperanças.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Livro de Jó - Sumaríssimo



Um livro que oferece profundos ensinamentos sobre as aflições humanas, as dores, os mistérios da vida, nossos corações e quem é Deus.

Pelas palavras de Jó, de seus amigos, e finalmente, com a revelação do Senhor foram-nos  concedidos textos jamais escritos sobre a vida e seus mistérios.

Mostram nosso desconhecimento a respeito dos poderes que agem nos bastidores das aflições. Mostram-nos em parte os mistérios insondáveis que estão além de nossa percepção. Revelam quão frágil nossa autonomia é, pois submetidos a poderes, aos quais não podemos nos opor. E a natureza, as adversidades, nosso dia a dia denunciam e reafirmam nossa pequenez, nossos limites.

Seus amigos, ao trazerem seus conselhos, o fazem sem conhecimento adequado de Deus. Apenas expoem suposições a respeito do mal e a respeito de Deus, oferecem a si mesmos como agentes e autores da vida. Tal conhecimento os levou à exaltação, e enganados, mais aprofundaram os sofrimentos de Jó, levando-o, da mesma forma, a exaltar-se, colocando-se acima de Deus.

Deus traz a todos a realidade que subjaz ao que vivemos, permite-nos o verdadeiro conhecimento, pois sem tal conhecimento, agravam-se as aflições, e a soberba e a auto vitimização são trazidas como armas em defesa de nossas incapacidades e limitações. 

Conclui-se, que precisamos reconhecer que os motivos das aflições são-nos desconhecidos.

Devemos entendê-los e vivê-los como oportunidades para glorificar ao Senhor. Reconhecer o seu caráter santo, justo e misericordioso, e que virá em nosso socorro. Sim, Ele é fiel, nos ama, ele é quem nos guarda, quem ouve as aflições do contrito, e provê o livramento.

Nosso Deus não tem prazer em nossas aflições, mas nelas, tem alegria em ver que os aflitos nEle esperam.

Vidas pequenas e passageiras exaltando o Deus de toda consolação, como nos diz sua palavra em Segunda Coríntios capítulo 1.

Que suas palavras estejam em nossos corações para enfrentarmos as aflições desta vida.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O confuso perdão de Ivone Boechat




Em meio à tragédia que se abateu sobre o Jornalista Boechat, veio às minhas mãos um texto cuja autoria era Ivone Boechat, que é Mestre em Educação, Pedagoga, Escritora e Conferencista.
“O melhor que, li, até hoje”.  Foram opiniões de pessoas nominadas evangélicas. Não sei quem atribuiu-lhe a qualidade de melhor texto já lido. Mas, certamente, não usou as Escrituras para sua avaliação.
Diz o texto.
“Perdoe a você, antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Não fique remoendo o passado... Não se importe com o julgamento dos outros”.
Devemos afirmar que o conceito de perdão utilizado no texto não procede das Escrituras. Talvez de reflexões pessoais, de filosofias, ou algum manual de psicologia.

As Escrituras afirmam que perdoar primariamente, apenas Deus, e nenhum outro, o faz (Marcos 2.7). Qualquer conceito ou reflexão sobre pecado, caso não esteja rigorosamente, alinhada ao conceito de Deus, não pode ser aceito pelos santos, e nenhum eficácia há.

O perdão é uma realidade pelo fato de existir o pecado. O texto ao relacionar-se à falha, banaliza a necessidade da moral, e reduz a importância e a necessidade de perdão.

E mais, o perdão exige a humilhação de reconhecer a mal causado, expressa pelo arrepender-se do ato praticado. O simples ato de pedir perdão, não atende às exigências do nosso Santo Deus. Está em Lucas 3.3. O anúncio do arrependimento, para o perdão dos pecados. E ainda. Lucas 17.3. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. Assim, a autora, oferece um perdão sem arrependimento, completamente à revelia do que prescreve o Senhor.

Outra questão oferecida pela autora fala do perdão a si mesmo. Em nenhuma parte das Escrituras Deus tal coisa sugere. E, apenas um sofisma maligno, conferindo ao homem, um tipo particular de perdão, livrando-se de Deus. 

Ainda sob a mesma linha de argumentação, o texto, diz para “não se importar com o julgamento dos outros”.
As Escrituras afirmam o contrário. Dizem elas, sim, devemos considerar o que falamos, ou praticamos, pois, há resultado sobre os que nos ouvem, e nos veem. Portanto, diferente do que propõe o texto, devemos nos importar com o que fazemos, e com o que falam de nós. Em romanos 16:17, está escrito. E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Lemos ainda, em primeira coríntios 10:32. Portai-vos [de modo] que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Além de consideramos os outros, devemos lembrar que Deus cobrará de cada um suas condutas. O texto, em contrário, ensina o descompromisso e a independência com os outros, como forma de viver a vida.

O texto desconsidera a vida como dom de Deus, rejeita o sangue do Senhor, e o poder do Espírito de Deus.

É, embora profético, deprimente verificar a quantas anda o discernimento dos santos, e a importância das Escrituras em meio ao povo de Deus. 

Quando um texto contrário às verdades eternas, é aceito e divulgado,  presenciamos a falência da Igreja de Deus, ainda que comprada com seu próprio sangue.

Que nosso Deus preserve o seu povo, afastando-o do engano.

É minha oração.

sábado, 25 de maio de 2019

A espada da vida e da morte



Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe. E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida a perderá; e quem perder a sua vida, por amor de mim, a achará. Este texto se encontra no Evangelho de Mateus, 10:34-39.

As palavras do Senhor podem ser resumidas: Não trazer paz, mas espada (juízo). Nao construir uma unidade mundial, mas dissenção. E dar o verdadeiro significado  da morte, e da vida. Sim, é o que nos diz o Senhor. Trata-se de um sumário da percepção de Deus sobre o mundo – valores e crenças que rejeitam a existência do Deus das Escrituras.

E muitos rejeitam o conteúdo deste texto, enquanto, outros tantos tiram dele o fundamento para percepção de mundo, para definição de valores, para o sentido da própria existência. Esta divergência, entre rejeitar as palavras do Senhor e viver sob ela, é a dissenção trazida pela espada do Senhor.

Na percepção de Deus, a humanidade com suas escolhas é objeto de seu juízo. Sim, no texto, a espada trazida expressa o caráter de juízo em sua vinda ao mundo. o juízo do Senhor se realiza pelo exercício de suas verdades, por sua divindade, sua vida, morte e ressurreição.

A humanidade tem sobre e contra si o testemunho eterno da presença de Deus entre nós. A necessidade de emergente arrependimento, e retorno à condição de criatura, devedora ao seu Santo Criador.

Em um mundo caído, e que o Senhor permitiu ao homem o acesso a uma nova e arrebatadora dimensão da existência: Conhecê-lo, isto pôs em lados opostos homens, pessoas da mesma família. Dividiu definitivamente a humanidade.

E, em sua ressurreição, e por meio dela, os limites da morte foram rompidos, trazendo vida, a verdadeira vida, que jamais poderíamos nela pensar, dela usufruir, viver a eternidade. Sim, segui-lo é viver. E permanecer em si mesmo é continuar à morte. 
Pois, a vida, a verdadeira vida, está em Jesus Cristo.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Senhor diz.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Liberando perdão!!!




Vivemos dias difíceis. São dias em que as teorias humanas passaram a ser normas divinas. É o desconhecimento das Escrituras, associado à frágil meditação que concedeu ao "homem religioso" tomar o mundo, e a si mesmo, como padrão.

Com as Escrituras postas de lado, cada um cria seu próprio conceito, vivendo uma fantasia espiritual, pois o secular passou a arbitrar os significados da fé cristã.

É neste contexto que surgiu o "liberar perdão". Um perdão novo e revisado, que com aparência de superioridade e espiritualidade, confere a cada um satisfazer seus desejos. Mas, o que diz Deus em suas Escrituras sobre o perdão? É o que Precisamos conhecer.  

Que Ele seja engrandecido!

O mundo afirma ser o perdão uma solução para os litígios. Assim, o perdão exige o litígio, a ofensa. Secularmente, o perdão permite o livramento de obrigações. É a ideia de “deixar ir” sem pagar. Essa é a ideia de perdão segundo o mundo, e cada um segue para o seu lado. Daí procede a ideia de liberar perdão.

Porém, "liberar perdão", a ideia de “deixar ir”, livrar de obrigações, está em desacordo com o que as Escrituras afirmam sobre perdão. Está em desacordo com o caráter e a justiça de Deus. de fato, se trata de outro perdão, e não o perdão de Deus. E sabemos que apenas Deus pode perdoar pecados, está em Marcos 2.7. Sim, Deus é o juiz de toda a terra. (Gênesis 18.25). E não há outro padrão de justiça, senão o do nosso Deus. Liberar perdão faz Deus injusto. E não podemos mudar os marcos que Deus estabeleceu para Sua justiça. 

É preciso esclarecer que, segundo Deus, na ofensa, as pessoas são inocentes, ou culpadas. Deus não atribui “culpa” aquele que é inocente. (Êxodo 34.7). Tampouco, inocenta o culpado. Deus não o deixa “ir”, desobrigando-o de sua dívida. Ou seja, Deus não "libera pecado", “deixando-nos ir”, pelo contrário, Ele perdoa cobrando de Cristo, seu Filho. (Que nos substituiu, pagando em nosso lugar). Está escrito: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (Segunda Carta aos Coríntios 5:21). 

Ainda sobre o perdão, Pedro afirmou: Arrependei-vos, para perdão dos pecados. (Atos 2.38).  Assim, o perdão de Deus exige o arrependimento do pecador. Perdão e arrependimento são verdades que não existem isoladamente. Não há perdão de uma parte, sem que haja arrependimento da outra parte. Pois é o perdão o único meio para reconciliar inimigos. Como nos diz o Senhor em Romanos 5.10. "Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido [já] reconciliados, seremos salvos pela sua vida".

Portanto, avalie, o "liberar perdão"não procede de Deus. São os enganos do próprio coração, são as  vãs filosofias com aparência de sabedoria, que nenhum valor tem para alma. Essas são apenas estratégias para exaltação humana, roubando de Deus sua glória. 

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Reino de Deus: Literal ou Espiritual?





Ao longo da história cristã o reino do Deus tem sido motivo de controvérsia – Milenistas e Amilenistas, em especial. Discute-se sobre o Reino de Deus, se ocorrerá literalmente no futuro, dentro da história humana, com uma sede, súditos, palácio etc. portanto, devemos espera-lo. Ou se o Reino é apenas espiritual e sempre existiu, pois Jesus é o Senhor. E não devemos esperar a segunda vinda do Senhor para instaurar seu reino. Assim, este texto não resolverá a questão, porém como creio que  parte da controvérsia advém do método utilizado para obtenção dos resultados, e pouco, muito pouco, sobre o conteúdo das Escrituras, vários argumentos utilizados devem ser considerados para elucidar alguns pontos.

UM REI EM SIÃO
O Salmo 2.6-9 diz: “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu [te] darei os gentios [por] herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro”. O texto trata de uma promessa feita por Deus: ungiria um rei no Monte Sião, e que reinaria sobre os gentios e por toda a terra. E adverte sobre destruição que será imposta aos gentios – com vara de ferro. A leitura natural do texto deve considerar Sião um lugar literal, e ainda a existência do rei, divino e juiz, nações, gentios etc. alegorizar o texto a ponto de retirar sua literalidade compromete até a divindade do Senhor. E assim, o leitor e não o escritor é quem dá sentido ao texto. 
OS REINOS DO LIVRO DE DANIEL
No capítulo, referindo-se a estátua que o rei sonhara, está escrito: “E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a terra” (Dn 2:39). Assim, Deus antecipou, por meio de Daniel, os reinos que se estabeleceriam ao longo da história humana. A cabeça de ouro, é Babilônia (Dn 2.38). Antecipou ainda,  o reino Medo-Persa (Dn 5.28), e o império Grego (Dn 10.20). Afirma o profeta:  “uma pedra cortada sem auxílio de mãos feriu a estátua”. Falando ainda sobre essa pedra cortada: “mas, nos dias desses reis, O Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído” (Dn 2.44-45) – referindo ao reino de Jesus. Todos os reinos citados ocorreram literalmente dentro de história humana, sabe-se sua extensão, cada rei, o período de seu apogeu e derrocada etc. O último reino – a pedra cortada sem auxílio de mãos que destrói os pés da estátua – obrigatoriamente precisa ser literal. A afirmação contrária, exige uma clara e inquestionável orientação das Escrituras. 
UM REINO QUE SEMPRE EXISTIU
Já no Novo Testamento, João Batista e Jesus Cristo anunciam o reino dos céus (Mt 3:2; 4:17) – reino de Deus (Mc 1.15). Assim, a ideia de um reino sempre existente contradiz a pregação de João e Jesus que anunciavam que “o reino está próximo”. Ainda Lucas registrou: “E, ouvindo eles estas [coisas], ele prosseguiu, e contou uma parábola; porquanto estava perto de Jerusalém, e “cuidavam que logo se havia de manifestar o reino de Deus”. (Lc 19:11). 
O REINO E O PROPÓSITO DA TRANSFIGURAÇÃO
Jesus disse que o reino de Deus seria visto – não disse que chegaria – antes da morte de alguns. O que garante que o reino não estava ali entre eles. “Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns [grifo meu] há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam [grifo meu] ter chegado com poder o reino de Deus [grifo meu]” (Marcos 9:1).  No texto há a promessa para “alguns” dos que ali se encontravam (apenas alguns) que veriam (note bem, veriam)  “chegado com poder” o reino de Deus antes de morrerem. No v. 2, Jesus toma apenas três (alguns dos que se encontravam ali), e os leva em particular, e transfigura-se diante apenas desses [apenas desses], aparecem Elias e Moisés e falam com Jesus transfigurado, de uma nuvem ouve-se uma voz (de Deus) que exalta a Jesus. Subitamente todo este poder e maravilha desaparecem, restando apenas Jesus e seus “alguns”. E ao descer do monte, lhes alerta que não divulgassem o que “viram” até haver ressuscitado de entre os mortos. Esta experiência, permitiu-lhes “ver”, apenas ver, chegado do reino em poder, apenas para três dos que ouviram a promessa. Este foi o propósito da Transfiguração, antecipar para aqueles [e para nós] o reino do Senhor em poder e glória neste mundo.
 O REINO E DISCÍPULOS APÓS A RESSURREIÇÃO DO SENHOR
Os Evangelhos registram, por volta de três anos, o ensino da verdade realizado pelo Senhor.  Chegando ao livro de Atos (1.3) lemos a ênfase sobre o reino de Deus, diz: “ficou quarenta dias falando das coisas concernentes ao reino de Deus”. Aqueles homens, ouviram o Mestre por tantas vezes, mais agora Ressurreto, não poderiam ter uma compreensão inadequada, e nós os corrigirmos. E eles questionam ao Senhor quando Ele virá para restaurar o reino a Israel (Atos 1:6). Ninguém são ousaria afirmar que aqueles homens tinham em mente outra coisa, senão a ABSOLUTA CONVICÇÃO da instauração de um reino literal sobre a terra. Não podemos CORRIGIR ESSES HOMENS, não podemos deles  discordar, foram homens que estiveram com Jesus ressurreto, FORAM ELES OS ESCRITORES DO NOVO TESTAMENTO.  
UM REINO APENAS ESPIRITUAL
Alguns argumentam que Jesus ensinou que seu reino era espiritual e celestial, e de forma alguma um reino literal sobre esta terra que vivemos. Utilizam-se: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:20-21). Não se podemos negar o reino de Deus em sua dimensão espiritual, mas há sólidos fundamentos quanto à sua literalidade. Assim, as Escrituras afirmam ambas dimensões, sem negar uma, para afirmar outra. A leitura no contexto posterior de Lc 17.20-21, ainda falando sobre o reino, o compara aos dias de Noé, aos dias de Ló, diz que virá como um relâmpago. Associa-o ainda, a sofrimentos (literais). Ou seja, associa o reino a fatos da história, personagens literais, sugerindo outra dimensão do Reino.
O REINO E PILATOS
Argumentam, Jesus não negou sua posição de rei, mas apresentou uma visão do reino bem diferente da noção literal: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).  Estranhamente utiliza-se este texto para falar da natureza do reino de Jesus, afirmando estar aí a declaração do aspecto espiritual do reino. Mas, o texto fala de origem e não de natureza. Diz. O reino não é DESTE MUNDO. E afirma, se fosse deste mundo, teriam ministros deste mundo. E conclui: Meu reino não é daqui (origem). O texto precisaria afirmar: Meu reino não é AQUI para corroborar com a tese que Jesus não terá um reino literal sobre esta terra.  Nenhuma alusão à natureza do Reino contém o texto, para invalidar sua literalidade.
 CONCLUSÃO   
A questão não trata se somos ou não submissos ao Rei, isto é apenas um sofisma, desviando-se da questão central. Precisamos responder a seguinte questão: as Escrituras permitem reconhecer que em Jesus, o filho de Davi, Deus cumprirá a promessa feita em 2 Sm 7.12-16?
Sejam os homens submissos ou não, aceitem ou não!



terça-feira, 30 de abril de 2019

Há algo novo debaixo do sol




Vivemos em um mundo complexo, em que as decisões nos levam a percorrer caminhos, com as incontáveis desistências. E sempre é a razão, as percepções que determinam a direção. Assim, vivemos, assim  caminhamos. Construímos relacionamentos, famílias, achamos e perdemos pessoas, e a certeza que nem sempre é possível recomeçar. Essa é nossa história, essa é a vida neste mundo comum. E nada há de novo debaixo do sol.

A reflexão sai em busca de sentido para todas essas coisas, no entanto, sempre voltamos ao mesmo ponto. E a soberba e a ilusão se oferecem como consolo. Um ciclo em que a razão duvida da própria razão. E nada há de novo debaixo do sol.
Mas, supreendentemente, há algo novo debaixo do sol, o Senhor, aquele que sempre esteve aqui, nos encontrou, pois não podíamos encontra-lo. Éramos enganados pela própria razão.

Ainda que permanecendo aqui, fomos levados para um outro lugar. E aquela  razão incapaz, agora iluminada, percebe um outro mundo dentro deste mesmo mundo. Nele o conhecimento está completo, os sentimentos são permanentes, e a esperança não permite a ilusão. Deus, não sei como, abriu nossas mentes, iluminou nossos corações. Sim, e quando, a ilusão nos iludia,  e a esperança era a morte, foi-nos dada a vida.  Agora vejo!. Há algo novo debaixo do sol.

E ainda neste mesmo mundo, com sua complexidade, suas exigências, nossa nova mente nutriu-se de esperança, levando-nos a um mundo novo onde chegamos ao Senhor.

Somos agora o que jamais pensamos ser, sentimos agora o que jamais ousamos crer. Ainda que neste mundo, mas não deste mundo. E o texto de Segunda coríntios 6.9 e 10, expressa o que o Senhor nos fez.

Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.



sábado, 27 de abril de 2019

Coisas difíceis de aceitar




Há muitas coisas difíceis de aceitar. 

Que somos pecadores. Mas pecadores segundo a percepção e o entendimento de Deus. Ou seja, nossa constituição, nossa disposição interior, rejeita as verdades de Deus.

É difícil aceitar também, que somos movidos pela soberba. Sim, é ela que, mesmo incompreensivelmente, nos leva a rejeitar o amor de Deus. 

É difícil aceitar que Deus afirma ser isso submissão a satanás.  

É difícil aceitar que não haverá um juízo final. Onde nossos atos serão avaliados, distribuindo-se de um lado, os que fizeram o bem, e de outro, os que fizeram o mal. 

É difícil aceitar que nossa eternidade será determinada por submeter-se ou não ao plano de Deus. 

É difícil aceitar que não são os nossos planos, conceitos e ações que nos farão agradáveis a Deus, mas reconhecer que ele, em Jesus Cristo, esteve entre nós, morrendo para nossa salvação.  

É ainda muito difícil de aceitar que há céu e inferno. E que estaremos eternamente em algum desses locais, e que na eternidade não haverá tempo. 

É difícil aceitar que a salvação mesmo estando tão próxima, preferimos nossos pecados, preferimos nossa religião. 

Há muitas coisas difíceis de aceitar, contudo, não são questões de intelecto, de entendimento, pois entendemos tais coisas. Mas existe, sim, em nossa vontade, uma incapacidade que nos aprisiona, impedindo-nos em nos mover em direção de Deus, em abrir mão de nós mesmos. 

É difícil aceitar que estamos perdidos.

terça-feira, 23 de abril de 2019

O "cristianismo" das redes





Tornou-se um padrão em nossos dias todos se sentirem à vontade para opinar. Opina-se sobre tudo com igual intensidade e frequência. Opina-se sobre diagnóstico médico, opina-se sobre a temperatura do mar, até sobre um furacão do outro lado do mundo. Opinar passou assim, a ser uma política inclusivista. Sem qualquer preocupação de conteúdo, é a forma de associar-se a grupos ou pessoas. Deve-se reconhecer que tal comportamento caracteriza esta geração pois, sempre a opinião esteve em torno e em busca da verdade

Vários são os fatores formadores desse hábito, dois porém, se destacam. De um lado,  temos as redes sociais, que facilitam o opinar. Do outro, a cultura do privilégio, esta permitiu a todos acreditarem-se pessoas especiais, únicas. Isso, como um decreto da natureza, outorgou a essa geração a sabedoria inata. E, por consequência, o conhecimento perdeu seu significado, sua importância. 

A rede, fortalecendo a sabedoria inata, ofereceu obviedades e futilidades como exercício e conteúdo das opiniões, banalizando-se a verdade. Logo, a curiosidade, e não o conhecimento ressignificou os conteúdos, e as inferências pessoais e os interesses passaram a determinar o que é, e o que não é verdadeiro. 

Essa  dinâmica, da facilidade da rede e da sugestão da sabedoria inata, garantiu a todos o direito de opinião, chegou e impôs-se ao Cristianismo. Logo, a opinião curiosa, movida pela banalidade e futilidade,  tomou lugar da verdade de Deus. E, com avidez, acomodou a si mesma. Sim, há um cristianismo para os nossos dias, próprio das redes, e para ela. Nele, abandonaram-se as Escrituras, livrando-se da verdade, livrou-se também da cruz, e sem sangue, aboliu-se o pecado, ungindo o homem da rede como Senhor. 

No livro do Apocalipse, capítulo 6, verso 10, encontramos as vítimas desse cristianismo que dizem. Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?.

Também pergunto. Até quando Senhor?. 

Por duas vezes o Senhor diz. Cedo venho!.