"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Perda de salvação



Precisamos entender a realidade que estamos envolvidos, assim chegaremos a uma conclusão adequada sobre a questão. Divido o tema em três partes.

Primeira. A realidade humana. A segunda, a capacidade humana e, terceira, a ação de Deus na dimensão de nos movemos. 

A primeira, a realidade humana, diz respeito a nós mesmos, ao que somos. Somos maus. As nossas intenções, interesses, egoísmos e escolhas provam isto. Caso questionemos, a morte funciona como um juiz, encerrando a todos, apresentando o pagamento de nossas virtudes. Esclarecendo o engano de quem pensamos ser. Evidencia que não conhecemos verdadeiramente a Deus. Não somos seus amigos, e outra vez a morte e a falta de esperança sobrevém como prova da nossa solidão, nossa separação de Deus. É portento, essa a realidade que estamos inseridos, quem de fato somos, vive-se sem Deus e sem esperança.

A segunda parte, refere-se à nossa capacidade de alterar tal realidade. Ou seja, poder de promover uma nova direção às nossas disposições interiores. Fazermo-nos bons, abrirmos mão do egoísmo, vencermos à morte. Ou seja, dar-nos uma nova natureza, alterar a própria vida em seus fundamentos essenciais.
Assim, como um leopardo não pode trocar suas pintas, tampouco um etíope mudar sua pele, precisamos de ajuda, ou nossa realidade permanecerá inalterada. Continuaremos reféns da morte, escravos de uma fé criada por nós mesmos, sem regras e sem esperança. Logo, somos incapazes de alterar nossa natureza, nosso interior, nossa mente.
Em nossa presunção, enganamo-nos ao adotar uma religião, nossas obras, nosso saber – atos de bondades, como garantia de favores diante de Deus.

A terceira parte, envolve a pessoa de Deus. É Ele quem, evidenciando seu infinito amor, se faz conhecer pelo pecador. A isso chamamos de novo nascimento. O que Jesus ensina no Evangelho de João, capítulo 3. Deus adentra aos negócios humanos, e em seu poder, chega ao pecador mortal, fazendo-se conhecer. Essa concessão de Deus confere ao pecador, antes refém de sua própria natureza, uma nova mente, transformando a distância de antes, em amizade de agora e eternamente.

E essa profunda e completa alteração da natureza humana, realizada por Deus e traz mudanças de caráter e conduta naquele que a experimentou. A salvação iniciada, a vida eterna que emerge e jamais acabará.

Surgem novos conceitos, a esperança tem fundamento, os valores, tais como egoísmo, mentiras, subterfúgios, os ilícitos passam por uma completa revisão. Aquela velha realidade é finda, sentimo-nos amigos de Deus, contamos com Ele em nossa vida diária, a oração tem destino e respostas. Lemos sua palavra, entendemos, ela é a verdade que faz sentido para nossa vida. Uma nova criação de Deus agora está nesse mundo.

Assim, tanto a mudança inicial realizada por Deus, em nosso interior, quanto seus resultados, são a salvação. Sim, essa profunda transformação é algo único, completo, que chamamos de salvação.

E, Deus afirma em sua palavra:

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8.38 e 39)

Logo a salvação não nos pertence, pertence a Deus. 

Temos os questionamentos: 

Quem poderia ou poderá fazer voltar atrás aquilo que Deus realizou? O homem? ou demônios?Como perder aquilo que não nos pertence, que pertence a Deus? 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?



Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?

A questão apesar de pouco (ou nenhum) significado alguns tëm oferecido soluções durante alguns séculos. Não se pode negar que traz implicações que devem (ou podem) ser consideradas. Se (talvez) não traga nenhum benefício, é válida sua abordagem para considerar como se pode em busca da lógica, negligenciar o texto. 

Um cuidado inicial.

É necessário afirmar que em nenhuma parte das Escrituras a relação sexual, em sua natureza, é vinculada ao pecado – apesar do termo comum utilizado no original da árvore do conhecimento do bem e do mal  e relação sexual (2.9 e 4.1). É contrário so texto sagrado, contrário ao caráter de Deus. E apoia simplesmente em uma vocação religiosa deformada a respeito de propósito da vida sexual. Assim, tal conjectura, por ser absurda e estranha ao texto bíblico, não é considerada, e não será ela quem conduzirá o desenvolvimento do tema, tampouco influenciará as conclusões finais. Assim, o texto descarta tal conjectura. 

Possibilidades do relacionamento no Éden

O intervalo de tempo vivido no Éden. Não sabemos qual intervalo de tempo em que nossos pais permaneceram no Éden. Mas, houve tempo suficiente para tornar possível Adão se relacionar com Eva;

O contexto vivido. Adão e Eva eram pessoas perfeitas, adultas, e foram comissionadas para se reproduzirem (Gn 1.26-27). Em tese, nenhum impedimento moral, físico ou de qualquer outra natureza nos foi informado que evitasse que ambos pudessem ter relações no Éden, tornando possível que mantivessem relações sexuais.

Assim, tanto o período em que estiveram vivendo no Éden, tanto o contexto que desfrutaram, permitem a possibilidade de Adão e Eva haverem se relacionado no Éden.

Contudo, as Escrituras não trazem (em seus textos) qualquer alusão, citação direta ou indireta, que de fato, tais possibilidades tenham ocorrido. Fazendo com que tais possibilidades, sejam apenas conjecturas.

As consequências das POSSIBILIDADES haverem ocorrido. 

Ao considerar que as POSSIBILIDADES tenham ocorrido. Como  Adão e Eva não eram estéreis (Gn 5.3), teríamos obrigatoriamente a existência de filhos do Éden. Trazendo graves as implicações. Esses filhos nasceram sem pecado, portanto imortais – OBRIGATORIAMENTE. Contrariando Gênesis 6.5-7 e nem mesmo o dilúvio os teria matado. Portanto, permaneceriam ainda entre nós. E  qualquer um deles poderia poderiam com sua morte nos redimir – contrariando o Sl 49.7-8. Não haveria a necessidade da vinda do Senhor ao mundo para morrer na cruz (mais uma vez contrariando Gn 3.14-15). Este desdobramento, é preciso negá-lo.

Podemos concluir que a existência de relacionamento sexual ainda no Éden é apenas um possibilidade, sem referência bíblica, e ainda com a implicação dos desdobramentos totalmente contrário à verdade revelada.

Vamos aos primeiros registros das relações sexuais. (dois interessam) 

O primeiro em Gn 4.1 diz: “E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim... É a primeira citação de uma relação sexual – entre Adão e Eva. O termo conheceu utilizado pelo escritor tem a ideia de “experiência concreta”.

O segundo em Gn 4.25 que diz: “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho...

O uso do termo “tornou” na segunda citação traz a ideia de continuação ou repetição. O escritor sagrado ao escolher este termo quis dar entender que tal evento já ocorrera anteriormente. E a única vez em que usou o texto “conhecer” foi em Gn 4.1. O que indica que o Primeiro ou Anterior “conhecer” se deu após o Éden.

Caso, quisesse o escritor, indicar a prática de uma relação no Éden, teria usado o termo “tornou” em Gn 4.1. Assim, estaria registrado que na concepção de Caim, Adão “ tornou a conhecer Eva”. Portanto, o uso do termo Conheceu, sem o “tornou” permite afirmar que Adão e Eva não se “conheceram” no Éden, mas sim, quando foram expulsos de lá.


Vejo que as “Possibilidades” identificadas anteriormente, sejam, como já dito, seja contrárias às Escrituras. Adão e Eva não tiveram relações sexuais no Éden – não por se constituírem em pecado – mas pelo fato das Escrituras orientarem no sentido contrário, e os textos citados permitirem tal conclusão.  



segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O mesmo plano para todos os anos

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Sempre que se aproximam os finais de ciclos, costumamos a pensar no que devemos fazer para realizar nossos desejos dentro desse novo ciclo. Melhor salário, menos peso, mais isso, menos aquilo. E, nesse ciclo, que um dia foi novo, raramente, avaliamos onde estamos, o que fizemos ou deixamos de fazer. O tempo perdido, ficou para trás. E o próximo mês, o próximo ano, a próxima semana ganham poder mágico. Pois, esses determinam o reinício, ou mesmo início de algo.

Instintivamente, ou não, fazemos planos. Sabemos aonde temos que chegar, em um determinado tempo. O tempo definirá o esforço. Pois a cada dia que passa, devemos seguir em direção ao que foi estabelecido, aquilo que desejamos.

Como o tempo é um recurso que não se recupera, passou, passou,  precisamos utilizá-lo com sabedoria, entendê-lo como um adversário. Pois, a todos, sem misericórdia, arremessa para frente, nos coloca diante das coisas desconhecidas. Do incontrolável. É ele que nos ensina a saudade, nos envelhece, dá-nos a sabedoria fora de moda. E, principalmente, é ele quem nos projeta poderosamente para eternidade. Lá estaremos, querendo ou não. Este imperativo adverte-nos que dentre todos os planos que fazemos, nosso plano para eternidade é o maior deles. Os demais planos devem, a partir dele, serem feitos.

Se não temos certeza sobre nossas metas eternas, onde estaremos na eternidade, nenhum outro plano faz sentido, pois todos esses são planos enganosos. Pois, são levados pela incerteza da meta final.

A leitura da carta de Tiago, aprendemos que devemos pedir sabedoria a Deus, pois ele a dá liberalmente. E sobre planejar, no capítulo 4, diz que a autonomia, é cega por desconhecer que o amanhã está sob a vontade daquele que é poderoso para permitir os frutos do esforço humano. Dos nossos planos. Planejar, desconsiderando a existência e a vontade de Deus, é soberba. E, alerta que coração que conhece o Senhor, planeja em humildade, desejando que seus planos estejam segundo a vontade daquele que retribuirá segundo sua justiça, tanto aqui, como na eternidade.

Por isso, primeiro pense em sua eternidade, e depois faça seus planos, de forma que agradem a Deus. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Simão, o samaritano de nossos dias

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O livro de Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 8, registra a primeira pregação do Evangelho fora de Jerusalém. Especificamente, em Samaria. Um local que mesmo pertencendo à nação de Israel, há muito tempo sua população abandonou a verdade, imergindo na idolatria. Permitiam que toda sorte de crendice, e engano fosse tolerado e reconhecido como verdade.

Esse espirito samaritano permitiu a Simão, que quer dizer ouvinte, um mágico, enganar às pessoas, se anunciar como mensageiro de Deus. Desde crianças, até adultos assim o viam. Mostrando que o desconhecimento da verdade unido à falácia, constroem um deus qualquer, segundo o coração dos homens. Assim, Simão é um homem de boa reputação em Samaria.

Felipe, vindo de Jerusalém, chega à cidade, anunciando-lhes a Cristo. O único e verdadeiro Deus. E sinais e milagres seguiam a pregação, subjugando espíritos malignos e curando pessoas. E muitas daquelas pessoas se voltaram para Felipe (v. 5-8).

Simão percebeu uma nova oportunidade de manter sua reputação. Para um mágico, Felipe não passava de um impostor. E o Cristianismo um meio de enganar às pessoas. Diz o texto (v. 13) que foi batizado, e ficava continuamente ao lado de Felipe, extasiado, não compreendendo à nova realidade que presenciara.

Neste intervalo de tempo, Pedro e João, vindos de Jerusalém, chegam a Samaria. E com eles, novos sinais são manifestados. Simão prova que o velho mágico permanecia em seu coração. Apenas à espreita de um novo engano, para garantir suas regalias e poder. Não resiste, e oferece dinheiro para adquirir tais poderes (18).

Pedro lhe adverte afirmando que sua mente, seu coração, sua sabedoria e interesses eram evidências de condenação. E insistiu para que ele se arrependesse. Simão, em sua resposta, deixa claro escolhera permanecer em sua vida de engano, de mentiras. Queria apenas continuar em seus pecados e não ser considerado culpado diante de Deus. (24)

Esse espírito samaritano permeia nossas igrejas. A mentira sendo utilizada em benefício de uma falsa fé, um falso arrependimento, um falso batismo e por fim, uma falsa vida... tudo em busca de projeção e honra pessoal. 

O que vemos, é que Simão permanece e se multiplica entre nós.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Mais um natal.




Com a chegada do fim do ano, o mundo fica mais cheio de luzes. As cidades se preparam para evidenciar seu próprio brilho. Pessoas saem pelas ruas, ávidas por árvores, presentes, doces, comidas. Estão dominadas pela energia desse tempo, são conduzidas em fila indiana.  

Os sinos badalam em cada esquina, e um velhinho gordo e simpático ganha um emprego temporário. Vestindo-se de vermelho, com um gorro engraçado, e uma linguagem diminuta - HOHOHO - abençoa às crianças conduzidas por pais radiantes. E pela chaminé, um falso encontro está marcado. 

Uma grande festa está em andamento. As roupas brancas, os passes, giros estonteantes e batuques serão a liturgia para um cordão de promessas, e frustradas esperanças. 

Em poucos dias, a explosão de felicidade atingirá a multidão. Uma falsa irmandade unirá a todos. Os bondosos e os bêbados, adúlteros e castos, valentões e efeminados, corruptos e religiosos.  Premidos pelo tempo lançarão bebidas, sementes, simpatias e pedidos, literalmente, perdidos ao vento. 

Os fogos,  com seus rastros, acenderão o céu, determinam o tempo da esperança vivida. Em poucas horas, o dia trará a luz , e nada mudou. Apenas a ilusão sobreviveu.  
É o paganismo que toma conta da terra. As forças das trevas, em nome de Deus, promovem prazer em nome da bondade e realização.

O engano que se aproveitou, mais uma vez, da desesperança, e tudo se passou,  e nada mudou. Tampouco  encontraram o Senhor. 

Sim. Foi apenas mais um natal... e a deseperança exige a espera de mais um outro natal. 



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O ensino anterior Lázaro e o rico



E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas [coisas], e zombavam dele.
E disse-lhes Jesus. Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. Este texto se encontra no Evangelho de Lucas. 16.14 e 15.
Após serem alertados que, por seus valores e interesses, não poderiam ter um relacionamento real com Deus. O texto descreve a reação dos fariseus. Pessoas religiosas da época de Jesus, Descritas como egoístas e soberbas. Julgavam, que por seus bens e conhecimento, estavam acima do próprio Deus. A ponto de dele zombar.
A resposta dada por Jesus, atravessou milhares de anos, oportuna e esclarecedora, precisa de nossa atenção. 
O Senhor, como lhe é próprio, trata a questão com objetividade. Afirma conhecer o coração deles, portanto, não necessita de explicações ou desculpas adicionais, fala a respeito das intenções e objetivos daqueles homens. 
E ao se referir a aqueles, afirma que nenhum outro propósito havia em seus sentimentos e interesses, senão serem observados e exaltados pelos seus pares. Portanto, toda a percepção que definia suas vidas, os levava unicamente ao reconhecimento. Viviam para apresentar sua aparência e saber como regra ou padrão de conduta. Julgavam-se elevados e mais nobres que os demais.
Entretanto, o Senhor afirma que aquilo que julgavam elevado para eles, era  abominação diante de Deus. Assim, deveriam reconhecer que seus valores e interesses, ou seja suas vidas, para Deus, eram desprezíveis.
A intensão do Senhor era lhes levar a reflexão, levar ao arrependimento, antes que suas escolhas fossem irreversíveis.


Quem tem ouvido para ouvir, ouça o que diz o Senhor. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Vivemos o tempo de Judas



E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite. 
Este relato foi feito por João, no capítulo 13, e verso 30. 
Logo após a celebração da Páscoa judaica. Descreve o comportamento de Judas, aquele que traiu o Senhor, 
Foram seus últimos momentos desfrutando da presença do Senhor, o Deus eterno. Aproveitou-se até o fim, para garantir o benefício do pão. O que lhe parecia uma vantagem, na verdade, foi o sinal de sua decadência. 
E diz o texto: logo saiu, e era noite. 
Sim. Judas seguiu noite adentro. Seguiu nas trevas, na escuridão.  

Este mesmo homem ouvira ser Jesus a luz do mundo, aquele que o impediria de seguir em trevas. 
Em seu saber e oportunismo optou por si mesmo. Sua busca por reconhecimento, e pelas vantagens que o mundo oferece. 
Judas entendeu que as trevas eram mais adequadas a realização pessoal. 
A ilusão do reconhecimento e das vantagens passageiras. 
O nosso derredor revela que vivemos o tempo de Judas. 


Texto do blog. Através das Escrituras.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estamos de luto!




Sim. Estamos de luto.

Pois, presenciamos a morte de algo absolutamente precioso: a autoridade de anunciar as verdades e virtudes de nosso Deus.
E isso decorre por havermos abandonado a nossa condição diante do Senhor. Lembremo-nos, fomos comprados com sangue, e nos foi dado o privilégio de anunciar a santidade, e a glória de Deus, Sua ressurreição, Sua vinda, Seu juízo e o mundo vindouro.

Sim, para isso fomos comprados, para isso fomos chamados e, para isso devemos viver. E o fazemos, anunciando o santo evangelho, por meio de nossas palavras, por meio de nossas vidas. Contudo, em direção contrária aos desígnios do Senhor, confundimo-nos com ímpios, com suas impiedades e enganos, mente e coração anunciam um outro, que não a Cristo. É esse ou aquele candidato, essa ou aquela esperança. Uma esperança sem sangue, e retirada da sarjeta e em busca da falsa glória deste mundo.

Como Esaú, trocam as verdades eternas, as bênçãos celestes por um prato de lentilha, estar e seguir em meio a turba que blasfema de nosso nome de nosso Deus, que é santo eternamente. Amém. 

Assim, perdem a oportunidade e a autoridade de anunciar a Cristo, sua vinda para nos resgatar. Estranho, que com os mesmos lábios acreditam servir ao Senhor, e caminham com as mãos dadas com os filhos de belial.  

Somos advertidos. Aparte-se da iniquidade aquele que professa o nome do Senhor. (Segunda carta a Timóteo 2.11). 
E Deus nos questiona: Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial, [água] doce, e [água] amargosa? (Tiago 3.11)
Sim. Estamos de luto.
Perdemos a autoridade de anunciar nosso Salvador.


sábado, 20 de outubro de 2018

Um pequeno sumário sobre a verdade.



Ao afirmarmos conhecer a verdade, percebe-se completa rejeição. São olhares e censuras em oposição. Para esses não é possível asseverar, tampouco estabelecer a "verdade". Lamentável é, em meio cristão, pouca clareza há sobre o que é verdade. 

Primeiramente, é necessário afirmar que a verdade é singular, garantindo-lhe sua natureza dogmática, independentemente da opinião, atualização, ou adesão do observador. 

Tal garantia decorre de sua natureza, na verdade, da natureza dAquele que a estabeleceu. Portanto, não existem verdades, mas apenas uma, e nela não há relativismos. 

Outra exigência da verdade, é ser eterna. Sim, pois, não se pode conceber a verdade hoje, amanhã, não mais o ser.  Portanto, tal atributo é exclusivo de Deus, assim, fora dEle não há verdade. 
E Deus nos apresentou-a em sua criação, nas Escrituras, e no seu conteúdo, que é  Jesus, o Deus eterno. O próprio Jesus assim afirmou em, João 5.39, que as Escrituras dEle anunciavam. 
Mesmo em suas expressões, a verdade  não é conflituosa entre si. Suas expressões e dimensões correlacionam-se em perfeita harmonia. 

Se a criação, revela Deus, da mesma forma as Escrituras, revelam a Cristo  Jesus. Assim,  cada uma delas, e coordenadamente, contribuem são expressões de sua verdade e de seu amor aos homens. 
E assim diz. 
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.(Provérbio 3.5).
Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, porque isto é dever de todo homem. Porque Deus há de trazer juízo a toda obra, e até tudo que estiver encoberto, quer seja bom, quer seja mau. (Livro de Eclesiastes. captítulo 12. versos 13 e 14).

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O perdão de Deus, o único perdão.



NOSSOS DIAS.
Vivemos dias difíceis, dias em que as teorias humanas se apresentam como norma divina.
A pouca leitura das Escrituras, a frágil meditação têm produzido o ambiente adequado para que o homem religioso, tomando a si mesmo como referência, determine o que é certo, justo e bíblico. Este é o cenário que vivemos ou enfrentamos.
As advertências das Escrituras sobre os dias maus servem para o púlpito apenas, e  deveríamos considera-las para entendimento de nossa realidade, contudo, elas não nos afligem, tampouco nos forjam para o contato adequado com o mundo.
Os conceitos bíblicos estão sendo determinados e orientados pela agenda das redes, pelas tendências do mundo secular, de modo que cada um arbitra sua conveniência às questões fundamentais da fé cristã. Essa dinâmica, pouca leitura, pouca meditação e descaso, fez das Escrituras um ambiente próprio para curiosidades e especulações, e as verdades fundamentais passaram à segunda linha da fé cristã. Nesse contexto encontra-se o perdão ensinado pelo Senhor. Livre e soberano o saber humano estabeleceu seu próprio conceito de perdão,  estabelecendo e, até mesmo, excluindo o que Deus deixou para seu povo.
Este texto, opondo-se a tais tendências, oferece uma perspectiva bíblica a respeito do perdão. Os santos devem avaliar, e as discordâncias serão consideradas.
Que Deus seja engrandecido!

IDEIA & SIGNIFICADO SECULAR
O perdão pressupõe existência de ofensa, ou dívida, sem esta, não existirá a necessidade do perdão. 
Sua ideia é “deixar passar”, “deixar ir”. Significando “a soltura voluntária de uma pessoa, por alguém que detém poder sobre ela”. Em termos jurídicos é “desobrigar de um vínculo legal”. Esses conceitos são obtidos a partir da análise de termos originais e não tinham aplicação ou sentido religioso.

O PERDÃO DE DEUS
Entendendo o conceito secular de “deixar passar”, ou desobrigar de pagamento”, nesse sentido de não cobrar as ofensas, não se ajusta ao que Deus estabeleceu como perdão. Pois, segundo Deus, quanto à ofensa, ou se é inocente ou culpado. Deus não deixa “desobrigado” o culpado, tão pouco “culpa” o inocente. (Ex 34.7; Nm 14.18; Na 1.3). Logo, é necessário entender que o perdão oferecido por Deus tem particularidades que devem ser consideradas afim de entendermos sua justiça. Lembrando que não temos a liberdade para estabelecer o critério da justiça que Deus para perdoar. É Ele o Senhor Justiça nossa. Portanto, a justiça pertence ao Senhor Deus, Ele é o juiz de toda a terra e nenhum outro padrão de justiça pode conflitar com o seu e permanecer justo (Gn 18.25; Sl 9.7-8; 89.14). Mais ainda somos obrigados a entender e a perdoar conforme Ele perdoa, como diz Sua palavra: “Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Mc 2:7, Lc 5.21).

A EXIGÊNCIA DE PAGAMENTO PARA O PERDÃO DE DEUS.
Deus não nos perdoa “deixando-nos ir”, pelo contrário, por haver cobrado de Cristo (que nos substituiu, pagando em nosso lugar). Conforme lemos: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Co 5:21). Assim, não há no perdão de Deus o “deixar ir” sem que Deus haja cobrado de seu Filho nossas ofensas. 

ARREPENDIMENTO & PERDÃO.
O perdão – de DEUS – exige e manifesta o arrependimento – no HOMEM, assim como o arrependimento se realiza no Perdão. Leia o que está escrito: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38). O arrependimento está associado ao perdão. São conceitos interdependentes, não existem isoladamente. Não há eficácia no perdão sem que haja o arrependimento. Por sua vez, o arrependimento sempre será a contrapartida do perdão.

O ARREPENDIMENTO.
As Escrituras (2 Co 7.9-10) nos ensinam que há a tristeza segundo Deus que não traz pesar, e opera para salvação. E alerta quanto à tristeza segundo o mundo que opera a morte. No texto Paulo fala a respeito de duas “tristezas” – cuja origem e propósito são opostos entre si. A tristeza segundo Deus que opera a vida, e a tristeza segundo o mundo que opera a morte. Assim, devemos entender que há dois sentimentos relacionados à ofensa, ao pecado. Deus constrange levando a vida. O mundo, entretanto, leva à morte.
Para melhor entendimento, leiamos Hb 12.16-17. Diz o texto, Esaú querendo “herdar as bênçãos”, não achou lugar para arrependimento. Em sua tristeza – choro – cobiçava resgatar seus direitos perdidos, e não a tristeza pela consciência da ofensa  contra Deus. Logo, o arrependimento é a tristeza pela ofensa cometida, e é promovida do alto, que a ninguém traz pesar (2 Co 7.10 RA).

UMA CONCESSÃO DE DEUS.
Outro aspecto a ser considerado no perdão, é ser ele uma concessão de Deus (Rm 2.4; 3.25). É Deus quem leva o pecador – devedor – ao arrependimento. É Ele quem busca o ofensor para perdoá-lo. Este é o ensino das Escrituras. “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados”. (Mc 4:12). Da mesma sorte o ato de crer (conversão com o arrependimento) é fruto da misericórdia e graça do Senhor:  “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como [já] vo-lo tenho dito”. (Jo 10:26). Lemos ainda, que todos os detalhes desta vida decorrem dos soberanos conselhos de Deus: “Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”. (Jo 19:11). Há evidente incapacidade humana em chegar-se a Deus provendo seu próprio arrependimento. A ação poderosa de Deus permite ao pecador o arrependimento. É o que o Senhor ensina: “Instruindo com mansidão os que resistem, [a ver] se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade” (2 Tm 2:25). O Perdão de Deus não apenas exige, mas capacita o pecador ao arrependimento. 
Todavia estamos envolvidos em mistérios, pois Deus em seu caráter santo e justo deixa de perdoar pecadores. Os textos são evidências: “E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. E eles fizeram assim(Ex 14:4); Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. (Ex 17:14). Deus não perdoou tais homens, poderíamos nós perdoá-los: Faraó? Ou Amaleque? Judas ou, ainda, satanás? Caso o fizéssemos, faríamos Deus injusto, pois estabelecendo outro critério de justiça para perdoar aos  que não foram perdoados por Deus, invalidaríamos Sua justiça.

CRISTO & SUA MISSÃO.
Além de que o Senhor ao vir a este mundo veio para promover arrependimento entre os homens, por ser uma exigência do perdão, que Ele mesmo ofereceria por sua morte. “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. (Mc 2:17).

O PROPÓSITO.
Entendendo que Cristo pagou pelos nossos pecados, Deus nos perdoa em Cristo, logo a morte de Cristo é o único meio pelo qual Deus perdoa o pecador. Assim, todas as expressões presente na morte de Jesus são componentes do propósito do perdão de Deus. Mostrar seu amor (Rm 5.8). A morte de Cristo em nosso favor permitiu nossa reconciliação com Deus (Rm 5:6-10). O perdão (não imputação do pecado) permitiu a reconciliação (2 Co 5:19-21). O fim da inimizade pelo sangue de Cristo (Ef 2:11-16). Assim, podemos concluir que o perdão tem por finalidade nos levar a reconciliação com Deus. Encerrar de vez a inimizade. Ainda temos a ilustração do pagamento de dívida como exigência para reconciliação (Mt 5.24-26).
A ideia que o perdão é para deixar “leve o ofendido” ou “liberar perdão” não procede das Escrituras, antes, é ensino das trevas.

O ENSINO.
Somos obrigados a compreender e praticar o perdão nas mesmas bases praticadas e ensinadas por Deus, não podemos ter nosso próprio padrão de justiça, fazendo de Deus injusto. E Deus determinou que perdoemos mediante arrependimento. Segundo os textos. “[E] percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados”. (Lc 3:3). “Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe”(Lc 17:3-4). E temos novamente Pedro afirmando ser o arrependimento necessário para o perdão. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38).

O APÓSTOLO PAULO.
Paulo ao afirmar que perdoava, o fazia na presença de Cristo, sem oferecer alternativas de fazê-lo fora da justiça de nosso Senhor, pois, caso contrário, satanás seria o vencedor. “... se é que tenho perdoado, por amor de vós o [fiz] na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Co 2:10).

CONCLUSÃO. 
Chegamos até aqui e muitos conceitos foram necessários, o que exige um sumário das verdades apresentadas.
1.  Deus, apenas Ele, perdoa pecados. Estabelecendo um único padrão para obedecermos, perdoarmos. Não podemos estabelecer nossas próprias regras de perdão, pois, diferindo de Deus, O fazemos injusto. 
2. Deus exige arrependimento, sem o que não há perdão. Perdão e arrependimento são capacidades espirituais, e não provém do mundo, mas de Deus. 
3. Devemos perdoar por ser mandamento do Senhor, um ato de amor, para uma efetiva reconciliação, para usufruirmos da comunhão.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cristianismo pos-moderno: a sutileza de satanás



A ressignificação das verdades de Deus conquistou os corações do que é aceito como cristianismo. Caracteriza-se pela presença de conceitos e práticas absolutamente estranhos às Escrituras.

A conversão, por exemplo, que é a resposta humana à poderosa ação regeneradora de Deus, adquiriu significados e resultados absolutamente particulares, que em nada expressam o caráter do próprio Deus. 

Nessa roupagem pós-moderna, a ação de Deus sobre suas criaturas nada mais é que a mera troca de religião. É o homem, e não Deus, quem assume o senhorio da vida, logo cada um vive em completa autonomia intelectual e moral.

Recorrendo às Escrituras apenas em busca dos fundamentos para canonizar suas ideias e perversões. Em busca de promoção, rejeitam a Cristo, e este crucificado, oferecendo a si mesmos. Com todo engano e injustiça constroem e fortalecem mentes seculares para esse cristianismo dos últimos dias.

Paulo escrevendo a  Timóteo, fala sobre este tempo. Afirma que o engano se multiplicaria e os demônios fariam seus batalhões teológicos.

Onde muitos, rejeitando a verdade, se reuniriam em torno de doutores em busca de novidades para satisfação e agrado de seus corações.

E sobre essa geração, ele diz que ela é corrupta de entendimento e privada da verdade.

Finaliza com a advertência:

Homem de Deus, foge destas coisas, segue a justiça, a piedade, a fé o amor a paciência e mansidão.
O tempo  mostrará o bem aventurado e único Rei dos reis, Senhor dos senhores.


Que o Senhor nos proteja do espírito que já atua neste tempo.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Levados e deixados - Mateus 24








Muito foi – e será – escrito a respeito do texto de Mateus 24.40-41. O objetivo desta análise é oferecer um significado ao termo “levado” desta passagem. 


A compreensão do contexto é necessária. Está inserido na resposta do Senhor sobre sua vinda – A segunda. 

Jesus apresenta detalhes que nos permitem identificar o cenário que antecede Sua vinda. Um tempo de instabilidades e crises. A farsa religiosa com o surgimento de falsos Messias (5). A insegurança social com o anúncio de guerras e rumores de guerra, de nações contra nações (6,7). Adicionando-se ainda, doenças e catástrofes naturais (7).

A partir do v. 15 as descrições indicam um cenário mais peculiar. 
  •           O profeta Daniel, refere-se ao Templo de Jerusalém (15)
  •           Perseguição na Judeia (16).
  •           A expectativa pela chegada do Messias (23,24)
  •           O inverno e o sábado (20)

Esse cenário aponta para Israel, seu povo e seus costumes.

Logo depois o texto anuncia a vinda do Senhor (27). Percebe-se um padrão na descrição do Senhor relacionados aos eventos que antecedem sua vinda: 


Perseguição e Insegurança.
Este padrão é repetido até os versos 29 e 30, quando diz:
“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. (Mt 24.29,30).
Mas, ao utilizar o Dilúvio, descreve o tempo imediatamente após. "Até que veio o dilúvio", pondo fim a descrição dos eventos anteriores. É um paralelo para sua vinda - "assim será NA VINDA".  
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será na vinda do Filho do homem (Mt 24:37-39)

É neste contexto que se encontra o termo “levado” - "Até que veio o dilúvio e os levou". Assim, associa Sua vinda à chegada das águas do Dilúvio.

O Dilúvio, portanto, fornece ao termo “levado” o caráter de juízo, ou condenação por meio das águas. O mesmo sentido deve ser dado ao termo “levado” presente em nosso texto - os que se encontram no campo. Ou seja, aquele que for levado, significa que foi morto, ou tomado para juízo.

O termo “levado” não pode ser benefício, ou bondade, pois contraria a ilustração do  paralelo feito pelo Senhor. Portanto, o termo “levado” deve significar condenação - “juízo”