"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Apostasia, Graças a Deus - II

Apostasia, Graças a Deus

Vimos anteriormente que os ares do humanismo foram gradualmente substituindo os princípios bíblicos. Iniciava, assim, a fundação que daria suporte ao novo modelo doutrinário do cristianismo. Verdades, até então, pilares da fé cristã estavam prestes a serem implodidas. As novas bases doutrinárias emergem das disciplinas sociais: A Psicologia, Markenting, Sociologia, Filosofia etc. Um cenário adequado para resgatar erros teológicos do passado, transformando-os em doutrinas desse novo momento da religião cristã. Uma série interminável de mudanças é imposta ao Cristianismo bíblico que jamais voltará ao seu leito original: As Escrituras.

A mudança do método
A Hermenêutica Bíblica, técnica estabelecida para obter o verdadeiro propósito dos escritos sagrados, foi considerada vilã, responsável pelos entraves provocados por Deus, e lançada em completo abandono. De verdade escrita a Palavra de Deus passa a ser pretexto, usada para toda sorte de propósito relligioso. Tornou-se inevitável uma série de outras violações, a corrupção passa a ser a marca desse novo tempo de apostasia.
Nesse ambiente, perderam-se por completo as referências históricas e culturais da verdade bíblica. Os veículos de comunicação de massa passam a ser os promotores e defensores da verdade; a verdade é estabelecida pela quantidade de repetições. "Assim diz o Senhor" é expurgado da mente do cristão moderno. A liberdade apóstata passa a ser o padrão para se chegar à verdade.


"E viu o HOMEM tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”.

A mudança de espírito
O Espírito Santo ganhou preeminência submeteu-se a novos interesses, a novos senhores. Multiplicaram-se os plantões de manifestações espirituais, cada uma delas com autoridade celeste. Sem normas para aferição da verdade, a autoridade das Escrituras é apropriada pelo homem, é saqueada pela dinâmica dos "interesses da igreja". Literalmente, cai dos céus por sobre a terra.
Contrariando aos ensinos de Cristo, a apostasia, com seu espírito, passou a falar por si mesma.



"... O Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará" (João 16 : 13,14)


A profusão doutrinária passa a ser incontrolável: prosperidade, dentes de ouro, línguas estranhas, curas, milagres, sinais, encontros. A santidade sempre evidenciada como marca cristã – que exalta a Deus -, é substituída por popularidade, opulência, corporativismo, atividade política – a exaltação das criaturas. Há um novo espírito orientando a apostasia.


A mudança da natureza humana
A sã doutrina bíblica afirma que o homem é incapaz de compreender verdades espirituais sem ajuda externa. Isto sem dúvida, para a mente apóstata, representava uma barreira a ser transposta. Recordemos a Carta de I Coríntios, em que Paulo afirma:
                          

"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (I Coríntios 2 : 14).
A incapacidade humana em entender e aceitar as verdades divinas é a proclamação que sobressai do texto. Não restam dúvidas que, de fato, havia um grande incômodo a ser superado, e buscar um substituto adequado para atender aos novos propósitos religiosos.

Já introduzido o suporte secular para o desenvolvimento das novas doutrinas e premidos em busca de um novo discurso, a modelagem do novo homem estava pronta. Desconstruíram o homem dando-lhe a liberdade desejada.
A promessa que o batismo católico sempre asseverou, como um passe de mágica foi estendida a todos, resgatando-os, e sem o pecado herdado; capazes de escolher a Deus, livres em suas escolhas espirituais. Apenas com uso da astúcia superou-se a “dificuldade bíblica”, proclamando-a como verdade divina. Estava aberto o caminho para autonomia humana, livrando-a, mesmo que artificialmente, da sua realidade intrínseca.

A mudança da fé
Como efeito dominó, tornou-se imperativo reconceituar as demais doutrinas: o pecado, a encarnação, a soberania, a salvação, a eleição, a adoção, mas sob a ótica dos interesses e adequando-as "à liberdade concedida". 


A fé salvadora, logo, ganhou contornos meramente psicológicos. Deus é apenas seu consumador, a autoria pertence ao homem. Legitimou-se a realidade espiritual das lideranças, das multidões já instaladas no seio da "fé", facilitando,ainda, as "conversões em massa". Pastores, pastoras, apóstolos sem a experiência da Regeneração, passaram a falar de seus próprios interesses e sentimentos. As igejas são transformadas em centrais de negócios e a "vida espiritual" passa a ser regida pelas aberrações dos "desviados", das "reconciliações", da "perda de salvação", a invenção mercadológica da "Igreja com propósito".



"Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." (I Coríntios 3:7)


A salvação é distribuída como propriedade ministerial, sem quotas, sem limites; sem exigências, pode ser descartada e depois tomada de volta. Não importam as advertências, sem qualquer referência bíblica, seguem enganando e sendo enganados.





"E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos." (II Tessalonicenses 3 : 2)


A soberania de Deus não é bem vinda pelo cristianismo apóstata.


Com o novo conceito de fé, todo arsenal de crendices populares, superstições passam a ter correspondente na igreja. A umbanda, espiritismo e o catolicismo romano, todo e qualquer credo têm sua expressão de "fé" dentro do sistema apóstata. A oferta da fé aumentará sua abrangência, atingindo – e divertindo – maior público possível.

A violação do método permitiu ao sistema apóstata alcançar o inimaginável: romper com a história, com os escritos sagrados, mudar o propósito da Igreja e de Israel.


É o que veremos na Parte 3.


A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

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