"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Apostasia, graças a Deus - III

Apostasia, graças a Deus


Nesta parte descrevo como o sistema apóstata abriu os flancos do Cristianismo e perpetrou sua engenhosa desmontagem das verdades bíblicas.
Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; (Cl 2.8,9)

A formação dos mercadores 
Lemos anteriormente que a rejeição do método de interpretação bíblica deu início à formação de todo o sistema apóstata. Com isso, operou-se um grande benefício em favor do segmento acadêmico da apostasia. O tempo para formação de pastores e professores – multiplicadores - passou a ser determinado pelo período de conhecimento dos caminhos, sempre tortuosos, do aumento da receita da igreja – e da sua própria. A astúcia comercial substituiu a espiritualidade e esforço acadêmico.

Luta franca contra o Cristianismo
A meditação necessária na análise dos textos sagrados foi superada pela interpretação secular. Pastores e professores apóstatas debruçaram-se sobre as Escrituras, alimentados pelos rudimentos do mundo – psicologia, sociologia, filosofia etc. – extrairam significados nunca antes “percebidos”. Dos suntuosos púlpitos aos corredores, uníssonos proclamavam a declaração de rompimento com o Cristianismo Bíblico: doutrina é coisa de homem; eleição é heresia; fé não se discute; ninguém pode julgar; apenas o Espírito (?) confere a verdade. Assim, foram apresentadas suas armas para luta. Luta, sim, contra a fé que, de uma vez por todas, foi entregue aos santos. Consumou-se o cenário, que iniciado no seio do cristianismo, apoderou-se dele, para, por fim, substituí-lo completamente. Começava asim a história de outro cristianismo.

Rejeição aos Santos
Novo Testamento
A partir da introdução de novos conceitos de interpretação – ou mesmo pela ausência deles – o sistema apóstata aprofundou seu distanciamento do Cristianismo bíblico. Rejeitou a perspectiva dos escritores neotestamentários, estabeleceu sua nova visão. Apedrejou os eleitos de Deus; homens que viveram e aprenderam do próprio Mestre. Revelação, Inspiração, Preservação, Iluminação, santas doutrinas que ensinam a profundidade e poder de Deus em levar sua vontade até os confins da terra foram lançadas aos cães.

A Palavra que atravessou séculos alimentando milhões de santos perdeu sua suficiência, sendo necessário ser completada por escritos de homens. A verdade revelada pelo Filho passou a receber adições, ora do espírito – da apostasia -, ora da constante atualização das doutrinas humanistas. As crendices e superstições alcançaram lugar de projeção em meio às novas verdades.

O Cordeiro de Deus perdeu sua suficiência, saindo um Cristo transfigurado para atender aos anseios do homem moderno. Com sua túnica – sem costuras –, ensinando os caminhos da saúde, poder e prosperidade.

Reconceituado o Novo Testamento, com as adições necessárias, mais uma vez surgiram antigas sendas do catolicismo romano, e a autoridade das Escrituras passou para mãos dos homens.

"AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (I João 4:1).


Rejeição aos Santos
Velho Testamento
O testemunho dos escritores neotestamentários - em maioria judia – a respeito do Velho Testamento é o maior legado literário para compreensão da história do povo hebreu. Conhecedores e praticantes da Lei, sob a orientação do Espírito Santo, esses escritores entenderem que a sua história se desenrolara dentro do programa de Deus, fora envolvida em grande simbologia.


Todos os fatos descritos pelos santos profetas, na verdade, projetavam para uma realidade consumada em Cristo. O templo, o sacerdócio, os sacrifícios, as festas foram símbolos cujo significado real foi revelado em Cristo. Sob esta visão, os escritores sagrados recorriam às passagens da Antiga Aliança permitindo aos leitores de todas as épocas, a compreensão correta dos eventos ali registrados. Construíram um arcabouço de valores e significados judaicos inquestionáveis para a Igreja Cristã de todas as épocas. De tal sorte, que santos de todas as eras se apropriaram da importância e do uso harmônico de ambos Testamentos. Como um escriba instruído que tira coisas novas e velhas do infinito tesouro. Sabendo estabelecer a distinção entre as duas instituições divinas, Israel e Igreja no programa de Deus.


Não há uma única linha nos escritos do Novo Testamento que sugira que a Igreja será abençoada com as promessas que foram feitas para Israel. Esta verdade comprometia a sustentação apóstata. Santidade sem barganhas financeiras estava em completo desacordo com a proclamação e a mente do sistema. Apenas heréticos e visionários postulavam que a Igreja receberia a terra e as promessas de Israel.  E foi este o caminho adotado.


A voracidade pastoral necessitava de argumentos mais próximos e adequados aos novos propósitos da igreja. A questão é de negócio – pragmática -, não teológica. Assim, foi necessário adotar um sistema de verdades que apoiasse um discurso voltado para enriquecimento, prestígio e poder. Desta feita foi abandonada a visão de Deus registrada pelos seus santos profetas e apóstolos.

Roubando Israel
Dotados de uma nova visão. O próximo passo foi descobrir um modelo bíblico que se ajustasse aos propósitos seculares da igreja. Pouco esforço precisou ser feito para lograrem êxito. As promessas de Deus para as conquistas de Israel deveriam ser usurpadas e colocadas no coração da igreja. Israel com suas promessas não consumadas seria redimido por meio da igreja. A despeito da violência acadêmica envolvida, esta falácia criou corpo e passou a ser a base de todo sucesso alcançado.

A nação de Israel, objeto das promessas de Deus, foi trazida para dentro dos templos. As promessas que lhe pertenciam, passaram a ser da igreja. Repetia-se a velha ladainha católica com a figura do papa como vigário, substituto de Deus neste mundo. A versão apóstata recuperou os elementos católicos e, além de seu enriquecimento, estendeu aos demais. A igreja - com todos seus representantes- era a voz do Senhor para todos os homens. 

Ser Israel com suas promessas passou a ser razão de ser da vida apóstata. Tomar posse da terra movimenta vida da apostasia missionária. Tomar posse da terra alimenta a carnavalesca Marcha para Jesus ou Brasil para Jesus.


"Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus." (João 17:9)

Coerente com seus anseios de enriquecimento e projeção pessoal, a ordem apóstata colocou-se acima de todos esses fatos, e, em êxtase, se apropriou de todas as promessas terrenas de Israel. Repetiram o Concílio de Trento, reabriram o Cânon e se apropriaram do nome de Israel. Sem história, sem escritos, o escriba da aspostasia subscreveu “OUTRA ESCRITURA”, fonte de águas por onde navega a nau da imoralidade dogmática que caracteriza o sistema apóstata.


Nos seus discursos - quase nacionalistas - exaltam a nação de Israel, mas roubaram-lhe as promessas de Deus. Proclamam uma nação que não existe, Israel sem promessas.  Ao usurparem as promessas de Israel, extinguiram-na, violaram a encarnação do Senhor, sua nação, seus irmãos, sua humanidade, por fim sua obra redentora.



Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém. (Rm 9.4,5)
E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. (2 Pe 2.1,2)

Senhor em tua infinita bondade livra-nos dos homens maus e dá-nos discernimento e entrepidez. 

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

Um comentário:

  1. Poucos são os que lutam tanto contra a apostasia e em defesa das sãs doutrinas. Que Deus lhe abencoe grandemente com Sua sabedoria e lhe conserve sempre Fiel.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.