"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A falácia do simbolismo natalino

O Natal expressão religiosa do homem moderno 


(Este texto foi baseado - com algumas alterações - em um pedido de minha mãe. Ela queria que escrevesse algo a respeito do natal, pois eu não estaria com ela naquela data. Segundo informações, foi lido ao final da noite, quando parte de seus convidados já se haviam retirado. Natal de 2009).
Há algum tempo venho tentando entender quais os sentimentos e compreensões que povoam a mente das pessoas em relação ao Natal. Considerando que é a comemoração do nascimento de Cristo, os elementos presentes à celebração passaram a ser objeto de minha observação. Queiramos ou não, a motivação tradicional da festa é religiosa, pois vem a ser a comemoração do nascimento - a encarnação - de Deus.

Observando-o, entendendo-o é possível concluir que tipo religiosidade é praticada pelo homem moderno? Este é um bom exercício e maior, ainda, desafio.

A psicologia da tradição
À parte da grosseria histórica que envolve o fato - a data do nascimento ser dezembro; ter saído da Europa pagã; sem referência em textos bíblicos, e sem nenhuma alusão no registro de autores que trouxeram um intervalo de 1.000 de história aos nossos dias -, faz parte da vida nacional.
Ao fim de cada ano multidões se mobilizam em torno da comemoração - ou celebração - natalina. Sem questionamentos, preparam-se para mais um natal, o mundo se transforma e, magicamente, surgem por toda volta tons de harmonia. É estabelecido um cenário onde há luzes e - incrivelmente - esperança para todos... ano após ano.

A natureza do espírito natalino
O primeiro empreendimento é buscar o cerne desta festa: donde surge essa esperança?. Há duas linhas excludentes, e apenas duas: (1) O natal é apenas um simbolismo – árvores, presentes, guirlandas, cenários, e a esperança vem do próprio homem? Ou (2) as pessoas julgam que, por meio dela, prestam culto ao Deus criador de todas as coisas, e a esperança vem do próprio Deus? Em suma: O Natal é apenas um simbolismo de comemoração das conquistas anuais das pessoas ou uma manifestação devocional?

O poder religioso no simbolismo natalino
Se, pois, é apenas simbolismo, sem relação entre o evento e sua celebração, é mais uma festa. E os símbolos, tais como todos objetos, inanimados, são incapazes de agir sobre a vida dos celebrantes. Assim, cada um se investe da prerrogativa de interpretá-los e tratá-los livremente.

A esta relação com o inanimado - os bonecos, bolas, árvores etc. - em um contexto religioso dá-se o nome de idolatria. Seus celebrantes são os senhores, com completa autonomia, sem nenhuma dependênica ou submissão ao objeto do culto. É um sofisma religioso, onde é possível perceber a auto-veneração, é a "fé" de si para si mesmo. É o humanismo travestindo-se das trevas da religiosidade sem Deus. A resposta psicológica do homem moderno à soberania de Deus.

O propósito natalino
Neste contexto de "adoração" o propósito final é a satisfação humana. Não é sem motivos que o culto exige abundância de comidas e bebidas; e ainda, não raro, seja concluída em condutas ilícitas, sobre leitos maculados. A liturgia é voltada para oferecer o prazer máximo aos celebrantes. A presunção do místico - na realidade do imaginário - e o prazer pessoal são as diretrizes fundamentais da religião natalina, e por elas é estabelecido o culto do prazer. É mais uma manisfestação da religião do homem moderno.

Poder surreal exigido
Um cenário bizarro é apresentado: Jesus, o Deus eterno, é eternizado em um boneco - nada mais que isto - que não cresce, em meio de outros bonecos; é a garantia de um deus anão, refém dos desvarios da simbologia natalina.

Uma estranha comemoração em que um aniversariante ano após ano permanece inerte, enquanto, alheios a ele, realiza-se o culto da desesperança, da falsa alegria. Esse é o natal símbolo, comemorado a cada ano, mantendo todas as mentes reféns da sua fantasia mental. O imaginário do "bom velhinho" oferece esperança imaginárias às pessoas... e a repetição do mesmo hino: muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
A liturgia cruel a todos exige avançar além dos limites da razão, desprezar a história, e por fim, mortificar a lógica.


Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.(2 Tm 4.3,4)

A vida com suas marcas não se submete à futilidade dos símbolos, do ídolos, portanto, não pode transformar as dores da vida mera retórica, meros símbolos. As árvores reluzentes das salas não escondem as dores dos sombrios leitos, não lhes iluminam o desespero dos aflitos; nos corações permanecem os rancores, e a cada presente trocado representa uma esperança sem amanhã.
O tilintar das taças sonoriza a liturgia da repetição, de corações tristes, de palavras ao vento sem siginificado, e ainda clamam a um deus estático, preso ao gesso. O drama do absurdo, que nada pode fazer.
O simbolismo e  realidade inexorável

Com os símbolos nada pode ser alterado, a comemoração não traz qualquer influência no dia a dia dos seus celebrantes, apenas a liberdade de comemorar a si mesmos. É o soprar de uma liberdade perdida, sem relacionamento com a realidade. Estranhamente, cada um presume-se senhor de seu próprio destino, construindo suas vidas sobre um punhado de areia.


"Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses." (Salmos 97:7)

Há o outro natal
Se, de outra feita, pretendemos prestar um culto de gratidão a Deus, entendermos a realidade permanente, deixemos de lado todo esse simbolismo exterior que nada tem mudado nossas vidas. Deixemos de lado os presépios, guirlandas, árvores, bonecos inertes de olhares pedidos, refém da festa pela festa.

Enfrentando a inexoróvel realidade
Passemos a entender a realidade que transforma as vidas. Tiremos nossos olhos do chão, olhemos para o alto onde realmente está Nosso Senhor Jesus, olhemos para a eternidade. Depois, olhemos para nós mesmos, para o mais profundo de nossas almas. Questionemos: O que é a nossa vida? Tiago diz: O orvalho da manhã, que desvanece com os primeiros raios de sol.
O que temos feito de nossas vidas? Qual a nossa esperança? Quanta desesperança, quanta dor e tanto desamor, quanta decepção sofrida e provocada. Quanto rancor.

O verdadeiro poder surreal
Saibamos que Ele esteve aqui entre nós, e como escreveu Lucas: “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Só é possível quebrarmos os laços do simbolismo das nossas vidas, nos libertar verdadeiramente do peso das dúvidas que há sobre cada um ouvindo a voz do Senhor:


“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Mudando a realidade
Caso queiramos deixar para trás o simbolismo que facilita, atrai e engana, ofereçamos a Deus essa festa: nossa vida. Pois somente ELE é capaz de resolver as mais profundas das nossas inquietações, a mais profunda solidão, a solidão de nossas almas.
Hoje é dia do nascimento real, não o nascimento do Deus eterno, mas sim, para quem deseja muito mais que um simbolismo, para aquele que entendeu que o Natal é o dia de nascer em Cristo Jesus, Senhor e Deus.

O último natal
Arrepender-se de vida de símbolos, das fantasias, e entrar na realidade de um relacionamento pessoal com Nosso Senhor e Salvador. Deixar cair sobre Ele todo o peso que carregamos, depositar Nele a esperança da nossa eternidade e conhecer o amor de Deus que excede todo o entendimento.
ou mantermo-nos presos à fantasia da festa desesperança anual.


QUE DEUS SEJA MISERICORDIOSO NESTA NOITE, COMO FOI COMIGO HÁ 15 ANOS, E QUE NOS PRESENTEIE FAZENDO COM QUE PESSOAS CHEGUEM AOS SEUS TERNOS BRAÇOS.

Ao meu irmão Jeferson minha crescente admiração e gratidão a Heloísa e seus filhos;
A Mônica que Deus seja superabundante com ela, seu esposo e família.
Espero em Deus a melhora do seu Nelson, bem estar de sua esposa D. Neusa, seu filho, Carlos Alberto, minha admiração por ele.
E a Deus que me redimiu, colocou em meu coração uma esperança indelével e tem feito grandes coisas na vida da minha família.
A Ele, toda honra, toda glória, poder e gratidão de eternidade a eternidade.

De seus filhos Paulo e Glória Brasil
Um grande beijo à minha Mãe, a formadora e grande modelo da minha vida, por quem tenho orado todos os dias;

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