"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 29 de março de 2010

A apostasia subiu além das nuvens


Em minha época de estudante de Teologia havia algo muito característico entre alguns de nós: as “novidades” teológicas. Na realidade, não eram novidades para os mais experimentados, mas para nós, alunos iniciantes, sim eram novidades.


Estávamos sempre prontos para discutir e defender posições. Participar daquele processo fez desenvolver a capacidade de aceitar a confrontação e formar a mente teológica de muitos.

Era comum naqueles torneios encontrar defensores - muitos eram crentes mesmo – de posições sem se submeterem ao crivo criterioso da Hermenêutica. Raramente o coração estudantil permitia-se ao Espírito de Deus conduzi-lo à verdade. Em regra geral os desvios doutrinários provinham da aplicação de métodos inconsistentes utilizados na abordagem dos textos sagrados.

Refutávamos o humanismo arminiano, a aniquilação pós morte, a descida de Cristo ao inferno e outras modas com a leitura compartilhada de textos. Comparando coisas espirituais com coisas espirituais. O problema nunca esteve no texto, na verdade do Senhor, mas sim, no coração do jovem herege e nas nossas deficiências pessoais em exaltar o Altíssimo na grandeza devida.
Tudo fazíamos em nome da preservação da sã doutrina e dos conselhos eternos do nosso Deus. Vivia-se intensamente as delícias das Escrituras na companhia dos santos: Owen, Puritanos, Ryle, Pentecost, Hoekema, Spurgeon, Pink. L. Jones, Berkof, Tozer e tantos outros.

Hoje, passados alguns anos, minha deficiência em exaltar o Altíssimo na dimensão devida permanece. Como também a questão do método continua, e fornece toda a lenha para movimentação e crescimento da apostasia.



Ferve na veia apóstata o fulgor das conquistas, o encanto desmedido, as paixões malditas. Não há inocência da parte deles, satanicamente desenvolvem suas doutrinas em oposição ao nosso Deus.


Deste coração em trevas apto a exaltação pessoal, movido pela arrogância e ambição, fluem as intenções de aproximação do Senhor, e como satanás, tramam ser semelhantes ao Altíssimo.


A licitude vem da autonomia dos pensamentos, das obscuras intenções à revelia do Santo.
"Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." (Isaías 14:14)



Subiram, e subirão ainda mais, além das nuvens do mundanismo, do secularismo, do pecado...


O Senhor conhece todas as coisas e sua justiça inundará toda a terra.
"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!" (Isaías 14:12)



A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Um comentário:

  1. Sobre negar a descida de Jesus ao Inferno é outra heresia anti bíblica. Infelizmente a Teologia incha. Sim!Transforma a Teologia à feição do Diabo: Suplantar Deus. Acho que é por isso que desconfio tanto destes vocábulos: Teologia, Exegese, Hermenêutica etc. etc. As tais "Hermenêuticas Bíblicas Contemporâneas" é uma prova fatal da falibilidade destas matérias. Eu só engulo o que a Bíblia "vomita", e na medida certa que meu "estômago" tenha capacidade. Então, deixo o resto para o lanche ou jantar... Concordamos! A Teologia acadêmica faz isso. Diríamos que esta tem ao longo dos séculos sido bem mais refinada a favor do Inferno que as Filosofias "humanas" que vieram de lá. Está muito bom o artigo. PARABÉNS.

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2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.