"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 30 de março de 2010

Em meu próprio nome


Sempre que ensino as verdades de Deus, seja onde for, percorre em mim certo frio. Às vezes, acuso-me por não me haver preparado suficientemente. Mas em todas às vezes o que pesa sobre mim é a responsabilidade de despenseiro.

Continuo sem encontrar em mim dignidade e esmero suficientes para tão sublime ofício, a proclamação das verdades do Altíssimo.

À época de Seminário conheci um jovem, bem jovem mesmo, Beto, possuidor de características, para sua pouca idade, surpreendentes. Ia à frente, dirigia cultos, falava diante de todos e orava com muita fluência - com graves desvios doutrinários.
Certa vez, impressionado com aquela desenvoltura, perguntei-lhe, se não ficava tenso ao ler seu nome na escala da direção do culto. Respondeu-me que não. Fazia aquilo com muita naturalidade, e acrescentou ser assim desde pequeno, falava na escola e em outros locais.
Membro de uma igreja batista. Esta, à época, percorria uma trilha ambígua de renovação e fundamentalismo. Este no discurso, aquela nas entranhas. Ele se destacava à frente da Mocidade.

Sua irreverência provinha da falta de temor do Senhor, da pouca compreensão do que representa falar da parte de Deus. Apresentava-se no lugar do Senhor, falava em seu próprio nome. Sentia-se na comodidade de sua escola, ou mesmo na descontraída conversa com seus amigos. Abandonou o seminário no semestre posterior.
Não devo criar relações e suposições além das óbvias. Não associo sua irreverência à conclusão ou não do curso de Teologia. Havia outros mais reverentes que, como ele, abandonaram o curso; e outros semelhantes a ele que chegaram ao fim. Não há problema com pessoas que dominam a arte de falar bem. Louvado seja o Senhor que ao longo da história colocou homens que expressaram com pujança todo o desígnio de Deus engrandecendo o Seu nome.

O que vejo como problema é não saber a respeito dAquele de quem falamos. Isto sim é um grande problema. Desconhecer o Senhor Todo Poderoso, Sua santidade, Justiça, Bondade, Misericórdia e falar a respeito dele é um insuperável problema. E tal conhecimento só é adquirido pela leitura, meditação, oração e comunhão com o Senhor. Não há outra rota.

Aprendi por leitura e observação que o conhecimento leva à intimidade. A ignorância à irreverência. Não há uma única exceção entre os mercadores da fé, os homens de poderosos em feitos, todos padecem de grave ignorância a respeito de quem supostamente falam. Isto os leva a natural irreverência em suas “apresentações”.

Os atletas vociferam palavrões, simulam situações falsas, agridem adversários e logo após em comemoração  levantam os dedos para o céu compartilhando com Deus o feito. A ignorância do Beto.
O Sr. Malafaia com seu psicologismo abundante, percebo o Beto.
O Sr. Santiago com suas intermináveis sessões de cura, lá está o Beto.
O Ap. Renê com suas doutrinas das trevas, nele está o Beto.
Os Valadãos com seus ritmos e letras infamando o nome do Senhor. Lembro-me do Beto.
Assisti uma senhora que se intitulou bispa, Solange Brant, com a sutileza de satanás oferecia a satisfação abundante dos sonhos de cada um.  Esta estava além do Beto.

São amostras desses que falam em seu próprio nome, pensando desfrutar da intimidade do Senhor. Apresentam-se em lugar de Deus - querem ser semelhantes ao Altíssimo. Buscam na aparência religiosa a satisfação de seus deleites carnais.

Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (Jd 1.12:13)
Quanto ao Beto não o vi desde então... seguiu seu próprio caminho.


Só o Senhor é Deus.


A Ele honra, glória de louvor de eternidade a eternidade.

2 comentários:

  1. Paulo,

    O Beto é um daqueles a quem Paulo se referiu: aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.

    Infelizmente, o cristianismo, com raras exceções, está permeado por homens que seguem apenas os próprios passos, ouvem apenas a própria voz, e falam do que o coração está cheio, de si mesmos.

    Sem a mente renovada pelo Espírito Santo, é impossível ao homem conhecer a Deus, o que terá a dizer será a velha história do Éden: o homem tentando ser o seu próprio deus, e fingindo-se de deus.

    Abraços.

    Cristo o abençoe!

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  2. Irmão

    agradeço a visita e o comentário.

    O desconhecimento com intimidade produz irreverência.

    É o que encontramos hoje na apostasia.

    Em Cristo.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.