"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 2 de março de 2010

Os Judas nossos de cada dia

Um leitor atento das Escrituras  perceberá a semelhança que há entre os passos dados por Judas, aquele que traiu o Senhor, e a vida dos líderes apóstatas  - os papistas, fabios, malafaias, renês, jabes, santiagos, valnices, brants, macedos, soares, rodovalhos, valadãos e muitos outros.

Recorro a apenas alguns textos das Escrituras para encontrar a descrição, quase sumária, dos caminhos e privilégios experimentados por Judas, aquele que traiu o Senhor, e compará-los aos senhores da apostasia.

Mateus, assim inicia o cap. 10. Percebe-se que há particularidade e honraria. São doze e são seus. Judas, pertence ao Senhor e com benignidade foi introduzido em um grupo muito seleto. Uma chamada para exercer poder, e ainda, conviver com O SANTO DE DEUS.
"E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal." (Mateus 10:1)

No v.4, do mesmo capítulo, Mateus após relacionar os apóstolos, ao se referir a Judas diz assim: ... e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. A marca de seu relacionamento com Cristo, é um aposto o qual carregará por toda a eternidade: Aquele que traiu o Senhor.

A honraria do Apostolado, do Ministério com santidade representavam pouco para aquele que traiu o Senhor. Como os apóstatas não há dignidade do ministério da Palavra. Ignoram à Palavra do Senhor que adverte-os: "homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho" (I Tm 6.5).

Quantas horas e quantas palavras foram dedicadas pelo Senhor para instruir e advertir àqueles homens que o acompanhavam. E Judas, aquele que traiu o Senhor, estava junto a eles, e a tudo ouvia.

Ouviu o Senhor confidenciar-lhes quanto ao teor das parábolas: Falo assim para que os de fora mesmo vendo, não percebam; ouvindo, não entendam e assim não se convertam.  O não entendimento de Judas deveria poupar-lhe da aflição da gravidade que se avizinhava. Estas mesmas palavras não causam nenhum temor ou tremor nesses homens?

Os discursos de amor sobre a Parábola do Semeador, sobre o risco da fascinação das riquezas, a implicação tão clara que por ela viria o abandono ao Senhor. Quão próximo esteve Judas dessas verdades!. Quanto já percorreram, quão longe já se encontram do Senhor esses homens da apostasia?

Presenciar a multiplicação dos peixes, a maravilha da multidão faminta fartar-se, e ainda sobejar. Na visão de Judas, tais coisas desvaneciam,  não lhe trazia vantagens permanentes. Poderia contemplar a multiplicação de peixes sob a ótica do sermão do monte? Compreender a verdadeira sede de justiça? Quanta incapacidade, quanta desesperança havia em Judas, como esteve perto. Quanta sede de fartura pessoal, busca por reconhecimento público, há nos homens que hoje vemos! Os sentimentos de Judas desfilam diante de nós por outras faces, mas pelos mesmos corações e mentes.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;" (Mateus 5:6).
O Senhor o ensinou: "Judas, se fores rejeitado, adeverte-os sobre o juízo, diz-lhes que haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra". Esta frase ainda hoje ecoa na mente, agora perturbada e desesperada do traidor do Senhor. Quais as palavras que perturbarão por toda a eternidade esses homens da apostasia?

Judas, aquele que traiu o Senhor, guardando as economias, comprava as provisões, assistia ao pobres em nome de Jesus. Não havia nisto qualquer mérito, qualquer honra. Compartilhar com o Senhor a riqueza que a Ele pertence, não atende aos interesses de Judas, nem desses homens. Sua ambição não tem limites. De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? É preciso rasgar a Palavra, e aí vão eles.

Judas lança-se em seu golpe final por não suportar o testemunho de santidade e submissão aos desígnios de Deus dado Maria de Betânia. A santa ao derramar o fino perfume sobre o Senhor, explode sua insatisfação. Nada aprendera.

A incapacidade de compreender os valores espirituais da vida com Cristo é determinante para sua decisão. A frase do Senhor, reprovando-o: "Deixai-a, não a molesteis. Ela fez boa obra, e isso lhe será creditado a ela por toda eternidade". Confirmou em seu coração a impossibilidade de viver sob a palavra de Cristo.

O conflito da vida dúbia, o conflito entre a verdade própria e a Palavra do Senhor estava resolvido. Naquele momento Judas, o traidor, afastou-se, apostatou. Foi em direção do mundo, saiu para fazer comércio, para vender o Senhor, alegrar aos ímpios (Mc 14.10-11). A leveza de coração revelou toda a impiedade e determinação de fazer sua própria história. Assim começou a vida desses homens da apostasia: incapacidade de aceitar as boas obras, e não se submeterem às exortações da palavra de Nosso Deus. Cristo transformou-se no meio de chegar a trinta moedas de prata, apenas.

Iniciava, para ele um novo momento, uma nova liberdade, novo propósito. Livre das palavras do Senhor, suas ambições, seus projetos de reconhecimento, de honrarias seculares, estar com os sacerdotes judeus, isso sim, fazia sentido.

Deixou para trás a honraria da santidade, os ensinos, a esperança Cristo. Definitivamente rompeu com a Palavra de Cristo, seguiu seus ideiais, seu coração. 

E, finalmente, João relata(cap. 13):

E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa.
O Senhor o deixou sob o desígnio de seu coração, sob o espírito que atua nos filhos da desobediência. No verso 30, Judas, ainda se aproveita dos seus últimos momentos junto com o Senhor para satisfazer sua carne, "seu bocado e sai". E encerra o texto dizendo:

Era noite.
Mateus descreve o prólogo da morte: Judas reconhece seu erro, chora, mas era tarde demais. Lemos no Livro de Atos que aquele que traiu o Senhor, foi para seu próprio lugar.

Olho em minha volta vejo aquele que traiu nosso Deus em canais de Tv, nos escândalos, nas propinas e orações, nas vergonhas.

Pergunto: Haverá tempo para arrependimento? Clamar ao Senhor e reconhecer o mal que fizeram? Pedir perdão pela multidão de miseráveis que mandaram para trevas?

Que aposto esses homens terão por toda eternidade?  Os fiéis de Judas?
 
Que Deus tenha misericórida dessas almas.


Só tu és Deus. A tua bondade e misericórdia duram para sempre, e por causa delas não somos consumidos, Senhor.

A Ele honra, louvor e glória. De eternidade a eternidade.

Um comentário:

  1. assim como judas destinado para tal ato teve o seu devido salário pago (Rm 3:23a).Assim tambem,tais mercenários receberão suas devidas recompensas pois "o juízo lavrado não tarda".
    Que Deus o abençoe grandemente com Sua rica sabedoria, pois poucos são os que defende as Escrituras com sobriedade.

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3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.