"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 20 de abril de 2010

A oração que não faço.


Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. (I Co 13.11:12)



Deus é quem nos dá o crescimento, é por Ele que abandonamos as coisas de menino, afirmamos. Mas é muito proveitoso olhar para trás e ver o quanto o Senhor nos conduziu, quanto já abandonamos as coisas de menino. O incentivo do Senhor é para prosseguirmos, é como Lhe agrada. "Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma." (Hebreus 10:39).

Mas por sua vez, pergunto: Tenho aprendido a abandonar as coisas de menino? Tenho enfrentado o meu inimigo ? De quem falo? Assevero, nenhum inimigo é mais assustador e presente que a mente do santo. Reféns do raciocínio deste século mal, fomos forjados pelo momento histórico que vivemos. A forma de pensar dos santos do Senhor tem sido assediada e até consolidada pelas agruras da Queda. Somos miseráveis, mesmo que remidos. Nossa luta interior tem provado isto.



Identifiquei que preciso mortificar minha mente. Adão insiste em querer pensar por mim. Questionei-me, como aprender humildade? Não sei. Caso soubesse, por pretensa humildade, sorveria toda a sua fonte. Gloriar-me-ia em ser o mais humilde dentre todos. Mas ouço a voz do Santo de Deus: "Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no SENHOR." (II Coríntios 10:17). Descubro, então, a fonte da humildade, a palavra do Altíssimo. Preciso sorver dela mais e mais... e, alegro-me, pois sei, suprirá a todos os que sedentos estão. Abandonaremos, sim, as coisas de menino, Adão não mais falará em mim? Temos um grande caminho a percorrer.

E os espelhos de Corinto, famosos por sua superfície polida, projetava a perfeição da imagem. Por ele, permitia-se a realidade mais bela. Nele o belo era maior. Era a Grécia. É a ilustração da nossa – pelo menos da minha – mente. Nela há sedução dos meus sentidos, do meu querer, do meu saber. Nela não está refletido quão pecador sou, assim também é distorcida a grandeza do Santo. Nela reflete o engano proferido: Já não vivo, mas Cristo... !

Deparo-me diante dela, as minhas reflexões são mais profundas, e como abalam o poder das trevas, com todos seus demônios. O espelho da minha mente esconde a volúpia que me impulsiona rumo à exaltação. Lutamos por nós mesmos: a minha doutrina; a pureza da minha fé, a verdade da minha história. Nosso cálice parece transbordado antes mesmo do cálice do Senhor.

Subimos para além da dignidade de nossa vocação. Rejeitamos a servidão para qual o Senhor nos chamou. Precisamos urgente da oração publicana: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

A Igreja do Senhor padece de soberba, estamos doentes, contaminados pelas ribaltas ocultas em nossos corações. Gloriamo-nos em nós mesmos, mas ousamos, dizendo: É no Senhor.

Miserável homem que sou, quem me livrará desta mente que trago?

O Senhor, apenas o Senhor.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.


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