"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quem és tu Senhor?

OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.


Após dias cooperando com um pastor amigo na cidade de Jutaí. Chegou a hora de voltar para casa. De barco, teria a frente três dias descendo o rio – os rios, pois seriam vários. Tempo suficiente para conhecer cidades ribeirinhas, os povos etc. Acomodado em uma rede, o fraco vento, mesmo quente, trazia algum refrigério. No porão, madeiras, tambores, caixas e mais caixas e um fusca. Além de algumas redes armadas. Maior calor ainda, e muito barulho. Soube que ali era mais em conta.


Partimos percorrendo os rios que descem em meio as matas. Depois de muitas horas, ao longe, surgia um porto, e lá parávamos. Logo desciam e subiam pessoas, surgiam  vendedores, de picolé até corda para amarrar as redes. Logo depois, voltávamos a navegar e soava o barulho das águas sendo cortadas pela embarcação. 

Havia turistas estrangeiros, índios, comerciantes, aventureiros e outros. E entre esses, alguns se diferenciavam por trazerem consigo uma Bíblia. Isto, depois de salvo, sempre me despertou atenção. As conversas eram inevitáveis, nem todos falavam, mas sempre ouviam.

À noite, contemplava o céu, estava escrito: ”Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”. Quanta bondade, quanto amor por um miserável. Só o Senhor é Deus.


Um jovem me viu lendo, identificou-se como missionário, aproximou-se para conversar. Contou-me que vinha de uma cidade acima – antes - de Jutaí. E o que havia realizado lá em nome de Deus. Antes de entrar nos detalhes de sua obra, elogiei-lhe o destemor de sair de Manaus para um lugar tão distante. Mais surpreso fiquei ao ouvir que “estava pela fé”. Dediquei-lhe maior atenção ainda. Falou-me de como havia libertado muitas pessoas das garras de satanás; como saía de casa em casa ministrando palavras de poder, tudo em nome do Senhor. Sua estada naquela cidade fora uma bênção, segundo ele.

A cada relato, ele ficava mais forte em suas convicções e de sua importância para o reino. Passou para outros assuntos, ele acreditava em perda de salvação, em desviados, em crentes possessos. Por fim, em seus dons, falou da não necessidade do estudo da Palavra.

Passei-lhe a pedir base bíblica para seu fervor. Retornava com versículos inapropriados, faltava-lhe compreensão básica do cristianismo bíblico. Mesmo assim, mantinha-se firme em sua fé. Ao mencionar a respeito do poder de Deus para salvar quem Ele desejar, ele riu para mim e perguntou: Quer dizer que o homem não pode resistir a Deus? Aquiesci que não. Respondeu-me: Não creio assim. Li o texto de Atos que é utilizado, equivocadamente, na defesa desta posição. Expliquei-lhe, mas não arredou de sua posição.


Como última tentativa, mostrei-lhe II Pedro 2 : 11, onde descreve a superioridade de anjos sobre os humanos. Por fim, aceitou. Prossegui, se o homem sendo menor que satanás pode resistir a Deus, satanás, por sua vez, poderá resisti-Lo muito mais. E concluí: Estaria destruída toda a obra da salvação, todas as promessas, interrompida a vitória da cruz, no sangue do Senhor não há poder algum. Olhou para mim e, um pouco confuso, um pouco irritado, falou: Eu prego o que acredito.

Em sua experiência religiosa, ele expulsando satanás e resistindo a Deus, sobrava-lhe senhorio. Aquele Deus que lhe apresentara não cabia em sua fé, desestabilizava-a, portanto deveria ser rejeitado. Não mais retornou, continuou firme na sua fé.

Quando chegava à noite, sob estrelas, no céu estava escrito: Meu Deus é o Senhor.

Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. (Sl 19.3)
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a aternidade.

 

Um comentário:

  1. Fala, Paulo!

    Obrigado pela visita em meu blog. Passei aqui para parabenizá-lo pelo trabalho e dar-lhe ânimo para seguir em frente!

    Fica uma dica de escritor para escritor: não escreva frases tão curtas. É mais fácil captar o sentido que o texto contém quando as frases não são tão curtas, pois facilita a ordem de entendimento. Quando são curtas demais, acabando "fechando" o pensamento que tem que ser retomado na frase seguinte. Apenas uma dica, não me leve a mal!

    Um abraço! Filipe - 2timoteo316.blogspot.com

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