"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Santificação sem ver o Senhor

Antes de comentar, preciso fornecer algumas informações, pois caso me avaliem, possam faze-lo sob o que creio.

Vivemos dias maus.

Creio na total incapacidade humana quanto às verdades espirituais; na livre escolha de Deus dos salvos, aqueles que estarão por toda eternidade com Ele; na morte de Cristo para um grupo definido de pessoas; na chamada eficaz de Deus – ninguém resistirá ao Seu chamado, e ainda, creio que os salvos não decairão da graça, e em santificação serão preservados;


Creio que Israel e a Igreja são duas instituições distintas no programa de Deus, no milênio literal, na vinda de Cristo para buscar sua Igreja; na separação completa entre Igreja e o Estado;


Creio que vivemos momentos de apostasia, com seus representantes conhecidos em nosso meio: Malafaia, Terranova, Valnice, Rodovalho, Valadão, Jabes, Hernandes, Brant, RR Soares, Macedo e muitos outros. E que estes trazem o evangelho das trevas.

Creio ainda, que a apostasia é profética e que está em todas as organizações religiosas. E que o secularismo tem contaminado a todos. Isto posto, podemos iniciar.

Há um fenômeno religioso muito comum nas grandes organizações eclesiásticas, que para efeito deste texto resolvi chamá-lo de santificação humana. Que nada mais é que o esforço formal de pessoas para estabelecerem seus credos ou confissões. Para tanto, dá-se a estes a observância e relevância além da Palavra de nosso Deus; desqualificando qualquer outro pensamento, mesmo que possível.


A formação dos credos denominacionais – As Confissões - de forma alguma é coisa de somenos. Contudo, representam um pensamento teológico de um grupo trazendo consigo suas influências históricas. Alguns destes são verdadeiramente bíblicos. Assim os vejo, os avalio, e assim, os respeito. Estabelecer que neles se encerra toda a verdade bíblica, excluindo os demais credos é notadamente imaturo, ou pelo menos presunçoso.



Vejo que algumas confissões são Amilenaristas, outras não; algumas o governo da Igreja tem características em um sentido, outras em outro. Na luta em defesa do Credo, muitos têm distorcido regras hermenêuticas, ferido a história, tornando-se defensores de si mesmos. É a santificação humana indo além da revelação objetiva de Deus, prescindindo do Espírito e das Escrituras.

Dentro desta perspectiva, existem pessoas que chegam ao ponto de execrarem irmãos por estes possuírem uma versão das Escrituras diferente da Trinitariana. Apontar erros, desaconselhar a compra é próprio. Deve-se evitar transformar tal defesa em mandamento. "Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra." (Ezequiel 13:6). Esta posição pessoal fundamenta a santificação humana. É trazer como mandamento do Senhor aquilo que o Senhor não ordenou. Falar além das Escrituras.

O Apóstolo Paulo quando para refutar os riscos que a sabedoria humana oferece, falou: "E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro." (I Coríntios 4:6). O Apóstolo temia que irmãos em Cristo pudessem aprender dele outra sabedoria que não às Escrituras.


Não resta dúvida, que, em geral, um dos propósitos das confissões é contribuir para o reino, definindo um perfil doutrinário, e por ele facilitar o conhecimento do caráter de Deus, assim, organiza vida prática e devocional de seus membros.


Há riscos quando revestidos de nós mesmos, definimos os preceitos e princípios sem ver o Senhor.

Vejamos a passagem a seguir que dá a idéia exata da usurpação da Palavra.


"Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas." (Marcos 7 : 8)
A defesa da tradição sem observância da Palavra é o cerne da santificação humana. O esforço pessoal de estabelecer regras sem a observação dos textos sagrados, sem o Espírito, sem temor.


Homens como esses não ficaram presos aos textos dos Evangelhos, espalham-se em nosso meio. Vejam o que ocorreu em uma capital do norte do país.


O pastor objeto das acusações pediu-me o anonimato. Este pastor foi execrado por defender a posição histórica da vinda do Senhor para buscar sua Igreja. Mesma que tenha confidenciado a um irmão, nunca ensinou em sua igreja. Entretanto, isto chegou aos líderes denominacionais daquela cidade.


Um outro pastor, representando a liderança, acusou-o de herege, afirmando assim, a quebra de distintivos denominacionais. Apressou-se em noticiar o fato às igrejas. Justificou-se como medida de santificação humana, para proteger o rebanho.


O acusador prega livremente que apenas que a versão RC deve ser lida. O que também, segundo os mesmos distintivos, representa quebra. Manifestações diversas da santificação humana. Mas, segundo ele, a quebra deste distintivo é diferente da quebra daquele outro.


A igreja do pastor acusado de heresia ao tomar conhecimento do fato, dividiu-se. Mas, sabiamente, o acusado comunicou que se afastará dela. Que Deus seja louvado.


Este fato mostra que na prática da santificação humana surgem sentimentos espúrios, inveja, torpeza, má fé e sombras das práticas da maçonaria. Em momento algum as Escrituras serviram como guia único da verdade.


Por fim, o pastor acusador, ao ser inquirido sobre algumas de suas posições doutrinárias, afirmou ser calvinista de dois pontos - talvez sejam o ponto final e o de exclamação! É a santificação humana em lugar da condução do Espírito Santo. Agora é por força e por violência. Perderam o temor... em nenhum momento fez-se a acusação em defesa da Palavra do Senhor.


Não tento defender este ou aquele pastor, esta ou aquela posição, mas lamento pela pouca importância que as Escrituras têm tido nestes dias finais. Têm sido preteridas por algo melhor... seja o mamon, seja o poder.

"Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Lucas 16:13)

Vivemos dias maus.

Santos sem a Palavra, sem o Espírito, sem temor ao Senhor.


Só o Senhor é Deus.


A Ele honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade.

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As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.