"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 18 de abril de 2010

Santificação. Simples, não?

"... Não julgais vós os que estão dentro?" (I Coríntios 5:12)


Há uma doutrina que ao ser ensinada na igreja, pela sua praticidade, produz interesse imediato, Disciplina Eclesiástica. Dependendo do governo adotado e da disposição em santificar-se, a Igreja submete-a de pronto a testes com os mais diversos exemplos. Muitos deles impensáveis. É desafiador e, ao mesmo tempo, edificante discorrer sobre o que o Senhor autorizou e como fazê-lo para preservar Seu nome e Seu povo. Como as demais, a Disciplina Eclesiástica se fundamenta na revelação objetiva do Triuno Deus.

Aprende-se que é prerrogativa exclusiva da Igreja local. E que deverá ser feita para exaltação do Senhor, como tudo que deveriam fazer os santos. Entendo ser este aspecto um grande facilitador de sua prática. Basta aos envolvidos decisões que engrandeçam ao Altíssimo, por sua vez, isto nos santificará. Simples, não?

Alerta, ainda, que o caminho do amor é obrigatório. Todos os irmãos, em amor, cuidarão do caso. Como o amor não se regozija na injustiça e sim na verdade, a aplicação criteriosa do amor não poderá contrariar a verdade. Simples, não?


Ponto central, a eficácia da Disciplina não pode ser entendida apenas sob a ótica daquilo que será aplicado na correção do irmão – sob disciplina. Ou seja, se o amado retornará ou não ao seio da comunhão. Muito menos temer, pois poderíamos ter cometido a mesma transgressão. Antes, devem todos aplicar a verdade. Plantamos e regamos, mas o crescimento virá do Alto, para o louvor de Sua glória.
Quanto ao rigor da pena, leiamos Hebreus: "Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos”. É a oportunidade, infelizmente pela circunstância, de evidenciarmos o cuidado e o amor de Deus sobre um dos Seus. Simples, não?

Aprendida as verdades, a igreja segue sua vida na esperança que não seja necessária a prática doutrinária. Mas ela virá. Quando exigida, espera-se observar o tributo ao Senhor. Fruto de lábios e mentes cativas ao conhecimento da verdade aprendida. Simples, não?

O que vemos? O caminho iniciado é percorrido com um amor entrecortado de sentimentos e disposições naturais. Um estranho amor. Chegam a soluções, com base nesse amor, onde o pecador não é constrangido a abandonar seus caminhos de torpeza. Contraditoriamente, são rejeitados os conselhos eternos do Juiz de toda a terra. A sua citação suscita descontentamento. Vejo que não é simples.

O culto, que deveria engrandecer a Deus e oferecer ao pecador uma oportunidade de reconciliação com o Senhor, é transformado em sessão de tortura, com acusações e defesas sem a Palavra. Não há sofrimento com pecador (às vezes nem nele há), mas sim defesa (pelo menos minimização) de sua conduta.
É, vejo que não é simples.

Chega-se ao veredicto, defini-se o meio de santificação proposto pelo Senhor(?). Todos saem como se nada houvesse ocorrido. Não se dão conta de que acabaram de executar a sentença de Deus sobre o pecado. Os sentimentos, intenções e propósitos da igreja, todos estão dissociados de Deus. Há um alívio administrativo pairando entre sorrisos e abraços. O temor dos santos foi saiu do carimbo da secretaria.

E somos o mesmo corpo. Tenho convicção, não é nada simples.

Como poderá a Igreja do Senhor se santificar? Se não é capaz de julgar os de dentro? Como?

Só o Senhor em Sua infinita sabedoria e bondade nos capacitará.



A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.


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