"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Uma oração rumo às trevas

ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hb 11.1).

(Sermão na I.B.R. Renascer - Manaus - 18.04.2010)


Todos argumentam e defendem sua própria fé. Digo, nenhuma certeza terão sobre tal validade, antes que o Senhor a prove e garanta sua autenticidade. E não será por meio de supostas aflições, pois a resposta ousada sobressai como aptidão espiritual. A fé, amados, primeiramente não vive para os sobressaltos da vida, mas sim para engrandecimento do nosso Deus, sendo Ele a fonte única de sua força.


Assim, passemos ao que diz o Senhor. Encontramos nas Escrituras "Amados, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." (Judas 1:3). A atenção necessária nos leva a verificar que a Escritura emprega a palavra fé com a idéia de arranjos teóricos ou doutrinas. Neste caso, fé é a própria Palavra de Deus. Dizemos então que a fé, neste aspecto, é objetiva. Pois é possível pegá-la, verificá-la, compreendê-la e mesmo obedecê-la.
De outra feita, quando lemos em Ef 2.8, que a salvação é pela fé, estamos frente a uma fé que não é palpável, perceptível. A fé que olhos não vêem, ouvidos não ouvem. Nenhum dos sentidos naturais do homem pode percebê-la. Assim, neste aspecto, a fé é subjetiva. Sem instrumentos humanos capazes de aferi-la. Você poderá proclamá-la a pleno pulmões.
Contudo, esta que se afirma possuir não vive separada daquela, a objetiva, a Palavra de nosso Deus. Como gravura em baixo relevo, a visível – A Palavra - imprime a marca da invisível – a fé do crente. Podemos avaliar a fé invisível conhecendo o que Deus fala de Si e de suas promessas. Não suponha haver outro meio. Qualquer outra tentativa de prová-la estará corrompida pelo secularismo evangélico e o preço será caríssimo. Foge dela.
Esta verdade divina, obriga a todos submeterem sua fé, ou o que se entende por fé, ao escrutínio da Palavra e apenas Dela. Não podemos fazê-lo junto aos púlpitos dos encantadores evangélicos, não podemos fazê-lo pela artimanha sonora desse louvor das trevas, pelo balanço contábil das conquistas pessoais; muito menos pelas últimas revelações recebidas por corações ávidos pelos reinos da terra.


É urgente tal avaliação, não podemos adicionar um segundo sequer ao tempo que nos resta, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Mesmo que seu coração e sua fé zombem daquilo que agora ouve, não se deixe demover, é necessário avaliá-la, não deixe para depois. Veja a multidão de pessoas simples, de poucas letras, que hoje sabem em quem têm crido e estão certas onde será sua morada eterna.

Não há questões difíceis, complexas, são propostas para nosso entendimento. O Altíssimo, que nos dá a fé, dar-nos-á também a compreensão. Traga sua mente para próximo do Senhor, não a deixe vagar pelos parques da indiferença.

A palavra do Senhor afirma que a fé dá certeza para esperança completa. Digo completa, pois em Deus a esperança é completa, para todo o sempre, eterna. Deus não daria sua palavra para manter suas criaturas rastejando no pó deste mundo vil, não! Deus, em suas promessas, segurou-nos o rosto, elevou-nos os olhos, fazendo-nos contemplar toda imensidão de sua bondade. Conduziu-nos em Cristo para lugares celestiais.


Em sua fé estão abertos os braços do Senhor? Seu coração já entoa louvores celestiais? Sabe-se peregrino? Em terra estranha? Já experimentou a paz de Deus?

A fé que vem do Senhor não abre um espaço menor que este: a imensidão da eternidade junto a Triunidade e os santos de todas as eras.


Logo, a fé, nos une às promessas eternas e nos faz servos da vontade santa de Deus.


A fé que transpassou o coração do crente sabe que o Altíssimo enviou Seu Filho, único Filho, ao mundo. Sabe que naquela cruz foram, são e serão salvos incontáveis pecadores.

Esta é a bendita obrigação da fé: crer em Jesus Cristo, o autor da vida e destruidor da morte. Celebremos nosso resgate, pois Ele está mais próximo que no princípio quando cremos.

Se na sua fé não o faz olhar para os céus e sorrir sabendo que de lá virá o Salvador, ela de nada aproveita.

Se na sua fé não há qualquer obrigação para com o Senhor, há dolo em seu coração, e sua fé não vem do alto, e para lá não lhe levará. O Espírito do Senhor ainda não o consumiu com o fogo regenerador; e seus pés falseiam rumo ao terrível destino.


Clame ao Todo-Poderoso - Senhor dos céus, terra e mar - para que o livre de tão infame fé.

A fé, amados, são cidadelas em torno do palácio do nosso coração e da nossa mente. É a primeira e última ala a nos proteger contra toda maldade do homem anterior - que permanece vivo. Pois, com ela que abatemos os mais vis pensamentos e por meio dela não consumamos aquilo que nos horroriza.

A sabedoria, os recursos, a saúde, a família, os bens, as obras, tudo não resistirá à determinação do tempo. Apenas a fé definirá onde passaremos nossa eternidade. Se foi construída sobre a Rocha eterna - que é Cristo - as portas eternas da bem-aventurança se abrirão, para unidade definitiva com o Senhor. Mas, comprovada sua falsidade, as chamas eternas, sem direito a qualquer argumentação, serão o prêmio por tão grande rebeldia.

Sua fé permite que os grilhões da morte perfurem dia e noite o seu coração? Ela nunca o avisou sobre o temor ao Justo? E você prefere caminhar com ela, mesmo assim. Não há celebração a ser feita.

Pelo contrário, ao sair daqui, no fundo de sua alma, uma oração soará: Minha fé é o caminho para as trevas.


Ao Senhor honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade.

4 comentários:

  1. Paulo,

    o seu texto é muito bom e revela que apenas um tipo de fé é capaz de levar o homem à salvação: a fé que vem de Deus, e por Ele nos é doada.

    Agora, duas considerações:
    1)Quando você se refere à fé em Ef. 2.8, dizendo que ela não é palpável, é subjetiva; considero que em parte você tem razão. Porém, essa fé subjetiva é a que leva o Espírito a regenerar, transformar-nos. Ou seja, ela é objetiva ao nos fazer reconhecer a nossa pecaminosidade, a santidade divina, a necessidade de salvação, e nos dar a mente de Cristo. E essas mudanças são também visíveis: deixamos de usar nossos membros para a iniquidade (isso não quer dizer que não caímos vez ou outra) e o usamos para a glória de Deus. Portanto, ainda que considere a fé de Ef 2.8 algo subjetiva (mas há de se entender que a operação do Espírito Santo é sempre objetiva, real, factível) ela produz e dá frutos objetivamente em nosso caráter, pensamentos, atos, e no testemunho diário.

    2)Um trecho que não me ficou claro, e do qual gostaria que comentasse foi:"Se na sua fé o faz olhar para os céus e sorrir sabendo que de lá virá o seu salvador, ela para nada se aproveita"; pois, em vários aspectos, a Bíblia se refere a Cristo como Aquele que é do alto, enquanto nós, miseráveis pecadores, somos reportados como aqueles que são de baixo. De certa forma, a idéia de que Deus habita nos céus nos dá a compreensão da distância que há entre Ele e nós, e que foi encurtada pelo sacríficio do Senhor Jesus na cruz. Dizer que Deus habita nos céus e de lá vem a nossa esperança e salvação não me parece um pensamento infundado.

    Ao meu ver, houve um equívoco, ou não entendi muito bem o conceito que você aplicou.

    Cristo o abençoe!

    Grande abraço!

    Jorge

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  2. Amado Irmão, muito obrigado pelo comentário. No texto está suprimido o termo "NÃO". Se sua fé ao olhar para o céu NÃO o faz esperar o Salvador. Corrigirei.

    Quanto à subjetividade da fé, de Efésios, o Irmão está olhando para os resultados e não para ela. A fé objetiva é a Palavra.

    Minha admiração.

    Em Cristo

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  3. Paulo,

    bem vi que havia um equívoco, e essas coisas acontecem mesmo nas mentes mais brilhantes, quanto mais nas nossas (rsrs).

    Ainda não consigo vislumbrar a fé como um dom de Deus subjetiva. Creio que não só a Palavra mas também a fé têm o seu caráter objetivo. Mas isso pode ser uma divergência apenas por não definirmos corretamente alguns termos como fé e subjetividade.

    Quanto ao seu texto, feita a correção ortográfica, gostaria de publicá-lo em um dos meus blogs. Autoriza-me?

    Grande abraço!

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  4. Irmão,

    POde postar , é uma honra participar do seu blog.

    Que o Senhor seja engrandecido.

    Em Cristo

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.