"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Nunca vos conheci.


Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mt 7:21.23

Notadamente esta passagem envolve pessoas religiosas com práticas pentecostais. Tais pessoas afirmam ter caminhado com o Senhor. Mas, a rejeição proferida cita a prática de iniqüidade, sem aludir ao serviço prestado em nome do Senhor.

O termo iniqüidade, no contexto,  deve ser entendido como “sem obedecer às leis”; "sem regras", rebeldia. Fica ainda mais evidenciado pelo contraste entre os termos “que herdarão”, com os “que ficarão fora”, pois estes praticam iniqüidade, aqueles fazem a vontade do Pai. Portanto, iniqüidade aqui é desobediência, não fazer a vontade do Pai.
Traduzido por rebeldia em 1 Jo 3:4: “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia”.

Isto é significativo para entender a religiosidade de nossos dias. O pecado permeando a vida religiosa, liberdade devocional sem submissão à Palavra do Senhor.

A rejeição daquelas pessoas não advém das manifestações de poder alegadas – profecias, expulsar demônios, milagres, disto podemos inferir a conduta religiosa. Nosso Senhor as rejeita por algo que a caracterizava sua religiosidade: rebeldia, insubmissão à vontade do Pai. Foram rejeitados pela devoção à revelia das santas leis do Senhor, devoção pessoal sem atentar para Escritura. 

Lendo, observando, convivendo com pessoas que se intitulam crentes percebe-se grande diversidade nos critérios adotados para orientar suas condutas e valores. Há pessoas notadamente seculares que proclamam dos eirados – seus blogs, reuniões, conversas e encontros – hábitos inadequados aos santos. Contudo, consideram-se nos mais altos ideais de maturidade cristã. Ao definiram para si o padrão a ser adotado, violam a liberdade que há em Cristo, tornam-se rebeldes.

São enfáticos no consumo de vinho, no descaso com regras, no desprezo ao outro, na comunhão com as trevas, na irreverência, na audição inadequada, na leitura indigna, na comunhão e no partir o pão, na profanação do santo.

Certa vez recebi a ligação de uma senhora que gostaria de “conhecer mais do Senhor”. Estava à frente de um grupo de outras pessoas em condição idêntica a dela. Perguntei-lhe que igreja freqüentava, e ela, educadamente falou que era mais uma questão a ser resolvida, ou seja, não pertencia a nenhuma. Já antecipei que receberia uma pessoa que se sente acima da igreja. Pessoas assim tendem a criar um cristianismo próprio, a igreja dos santos não é capaz de regulamentar os valores cristãos, está aquém de suas necessidades e propósitos.

Geralmente são pessoas que têm boa formação secular e insistem em colocar as verdades de Deus circunscritas ao seu sistema mental e aos seus interesses. Suas verdades estão fundamentadas em postulados filosóficos com pouco uso das Escrituras. São teólogos de seus fragmentos, não têm profundidade doutrinária, conseqüentemente nenhum pastor, nenhuma pregação edifica suas vidas.

Aspectos mais objetivos e simples das Escrituras, como esperança, salvação, arrependimento, santificação, fundamentos bíblicos são evitados como coisas de somenos. Estão mais inclinadas a temas associados ao pensamento livre, metafísica, sociologia etc. São sem igreja, sem teologia, sem doutrina, sem leis, sentem-se acima das questões fundamentais da fé, são os rebeldes.
Tudo e todos precisam estar condicionados aos seus conceitos e às suas verdades. Não evidenciam mudanças de comportamento, equivocadamente, supõem que o cristianismo é um berço para discursos sem suporte comportamental. Trazem de sua vida “antes de conhecer o Senhor” hábitos e crenças que os mantêm, mesmo que não se ajustem ao padrão do Altíssimo.

Devemos considerar que a passagem registra um evento profético e não apenas um fato possível. A surpresa da sentença prolatada pelo Juiz tem como réplica o orgulho exibido pela ficha de serviços prestados. Mas o desfecho final é significativo: Nunca vos conheci.

Apesar da tragédia do texto, há esperança. O Senhor utiliza um tom de advertência. O tempo verbal utilizado é futuro, portanto ainda a ocorrer. Urge uma avaliação criteriosa da vida que cada um leva, consultar as profundezas de nossos corações para sabermos se de fato o Senhor nos conhece. Servir ao Senhor não traz qualquer garantia de amizade com Ele. 

Ele diz: sois meus amigos se fizerdes o que mando. 

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

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