"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ventos do Neguebe


(Sumário de estudo sobre Família, com ênfase na missão dos pais, em 30.05.2010. Foram considerados: Panorama dos valores atuais adotados, caráter e fidelidade de Deus, responsabilidade e extensão da ação paterna e valores a serem praticados na casa do santo. Temo que espaço reduzido não produzir a clareza necessária. Que o Senhor seja bondoso conosco.)

E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado. Gn 18:17.19

Em meio aos mais diversos recursos que dispõem o “moderno” cristianismo  para obter suas verdades, o que tem influenciado e conduzido nossas igrejas, pergunto-lhes: Haveria ensino de tão recôndito alguma influência sobre a nossa vida pessoal e familiar?
Não raro percebe-se que pais cristãos foram contaminados pelo “moderno”, adotaram os mais infundados princípios para conduzir sua casa. As mensagens vindas dos céus foram substituídas pelos insights psicológicos, pela astúcia paterna, pela vantagem a qualquer modo, pela ânsia de ter os seus à frente.
Há alguns valores básicos no cristianismo bíblico – “não moderno” - que têm sido desconsiderados ou mesmo desconhecidos. Um deles é que a prática cristã implica em perdas atuais para obter ganhos eternos – falo da vida prática, não apenas da retórica mecânica que é apenas um modelo litúrgico para convivência religiosa. Portanto, reconheçamos a origem satânica do “moderno” cristianismo, e sejamos desafiados pelas lições do Neguebe, pelos seus ventos, sopros celestes, que devem instruir nossas vidas e  arejar nossas casas, para glória do Senhor.

Iniciamos próximos a surpresa e inundados pela ternura humilde do Senhor, ouçamos sua voz : Ocultaria o que faço a Abraão? O contexto lança luz em meu coração e percebo a grandeza e o caráter de nosso Deus; sua pureza e sincero interesse desconsideram a possibilidade de esconder de Abraão seu intento, pelo fato de considerá-lo seu amigo. Este ensino denuncia-me, e reconheço a necessidade de arrepender-me setenta vezes sete, utilizarei toda a cota celeste, pois meu coração e a minha mente marcham determinados em outra direção.

Quanta honraria o Senhor confere a um homem que Lhe foi infiel ao deixar para trás as terras do sul, Neguebe, terras que "EU TE MOSTRAREI"; um homem que mentiu e induziu sua esposa a mentir, por medo. Mas o testemunho das Escrituras garante: "Abraão, amigo de Deus!"
Como medir o cuidado e honra dispensada pelo Senhor de toda terra? Daquele que se diz: “E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4:35).
Quão distantes nos encontramos da mente de Cristo. E proclamo ao meu próprio peito: O Senhor nos confere honra a despeito do que somos e não pelo que somos. Refresco minha alma ao ouvir o sussurro das palavras do Santo: se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar-Se, e mais, descanso na fidelidade do Senhor que jurou por Si mesmo. Nossa suficiência vem do alto, vem do Senhor.

A missão do pai cristão
As Escrituras me fazem voltar e verificar que o Senhor escolheu Abraão para o ensinar-lhe o zelo que deveria ter por sua casa. Fornecer a Abraão a extensão de sua responsabilidade, para depois alertá-lo como conduzi-la: Segundo os caminhos do Senhor com retidão e justiça.
Recai sobre Abraão, o pai, a responsabilidade de perpetuar o nome do Senhor por meio de sua casa. Soprado pelos ventos dos carvalhais do Neguebe temos na missão de Abraão, a missão do varão da casa: perpetuar por meio da sua casa o nome do Altíssimo.

Os fundamentos e valores da casa cristã
É imperativo trazer às nossas mentes a história, mesmo em suma, de Abrão. Lemos que foi criado em Ur, cidade muito importante dos caldeus, centro de comércio da época, com seus hábitos e valores à parte do Deus de Israel; de lá foi retirado pelo Senhor. Logo, implícito está que os valores de Ur e Harã, sua segunda moradia, não eram próprios para a casa que o Senhor exigiria do pai da fé.
Toda a experiência e cultura vivida até então não prevaleceriam em sua casa, deveriam ser substituídas por: “para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça”
A formação dos valores da casa de Abraão fluiriam dos lábios santos do Senhor, e somente deles. A suficiência da palavra de Deus seria a garantia para construção da sua futura casa.

Mais uma vez os ventos do Neguebe dão-nos a compreensão correta que o amor bíblico resolveria todos os dilemas de Abraão e de cada pai aqui na honrosa missão a cumprir. 

Fora estariam o feitiço, a idolatria, a sabedoria pessoal provindas de Ur. Isto exigiria de Abraão a seletividade entre suas "próprias verdades" e as verdades do Senhor.
A casa do santo é construída sobre as verdades e valores do Espírito e jamais pela sábia loucura e intuições da carne, estes são os ventos que sopram de Ur, que sopram das nossas mentes, da secularidade que embotam nossa visão.

Formar os valores antes da vinda dos filhos
Lembremos que tais palavras proferidas pelo Senhor antecedem ao nascimento de Isaque, o Senhor imprime em Abraão que a missão de conduzir sua casa iniciaria antes da chegada do filho da promessa. A convicção pessoal da fidelidade do Senhor seria firmada na mente e no coração de Abraão, antes do rebento, só assim, poderia inculcar em seus filhos o que o Senhor fizera em sua vida.

Construir valores em todos da casa
Poderia à noite, aos ventos do Neguebe, sob os carvalhais contemplar as estrelas do céu e lembrar das promessas e fidelidade do Senhor; mostrar para o pequeno Isac e Sara quem é o Senhor e quais são os seus santos caminhos. Oraria ao Altíssimo para que as suas palavras ficassem para sempre no coração do pequeno filho, para que, quando homem, falasse para seus filhos e para os filhos de seus filhos, firmando para sempre o nome do Senhor em toda a terra. O Senhor escolheu Abraão para que assim fizesse em sua casa, não podemos, sem culpa, nos isentarmos de igual propósito.

Os riscos e consequencias
Somos  assediados pelos valores “modernos”, e pela aceitação geral e facilidade, e ainda pelos nossos corações, propensos para adotá-los e os adotamos. Pecamos contra a pureza e humildade do Santo, colocando nossa segurança sobre a areia. Permitimos casas conduzidas pela psicologia secular, apostasia, o sincretismo católico-espírita, são ventos vindo das trevas, afirmo-lhes que tais casas não subsistirão. Virão os ventos da adolescência dos filhos, os ventos da ambição pessoal, os ventos da discórdia e infidelidade, os ventos da irreverência e qualquer vento vindo contra ela que ruirá. Para o Senhor já se encontra no chão, mesmo supondo-se erguida.


Outros que negligenciam as verdades eternas, desreispeitam o Supremo Deus, ouvem os ventos do Neguebe, mas o som de suas mentes não lhes permite a paz necessária para contruir uma casa para o Senhor. Constroem casas para si mesmos, cujo alicerce está exposto, neles vemos a palha, o feno, a madeira; ventos virão serão provadas e não resistirão. São devedoras e pagarão por isso, diz o Senhor.

A paz e esperança
Bem-aventurado e santo aquele reconhece os ventos soprados pelo Senhor, ventos do Neguebe, edifica sua casa sobre a rocha, Cristo Jesus, o Senhor, nela há ouro, prata e pedras preciosas do Senhor. Virão todos os ventos, e sólida, resistirá a todos, por que em seu interior o Senhor reina.

A Ele honra, louvor e glória eternamente.

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