"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

domingo, 13 de junho de 2010

A fidelidade eterna do Senhor


A abertura dos Evangelhos oferece-nos um cenário com uma nação dividida entre a acomodação política e a esperança religiosa, donde emanam mistos de sentimentos e expectativas, que se fundiam na vinda do Messias, o Cristo de Deus, para o povo de Israel.
Ora, estas coisas vos tenho dito para que, quando a hora chegar, vos recordeis de que eu vo-las disse. Não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco. (Jo 16.4)

O texto que lemos antecipa a mais profunda mudança jamais realizada. Na pequena Judéia Deus mostrará sua sabedoria e poder, seus efeitos se estenderão até aos confins do universo, e todas Suas criaturas contemplarão. O Senhor definirá o ponto central da história humana, de onde os demais eventos, cativos a ele, emergirão.

Parte do plano de Deus que estivera oculto será deslindado, cabendo a um grupo insignificante, de apenas 12 pessoas, iniciar e conduzir essa nova textura, transformando o mundo, as vidas, a cultura, os valores.

Rogo ao Senhor, que os fundamentos assentados permitam uma nova compreensão da vida que temos em Cristo Jesus, conheçamos mais de Deus, do seu plano, sua a graça, do nosso enganoso coração e o propósito de nossas vidas.

Perceber  o Senhor conduzindo todos os fatos, o privilégio da intimidade bendita, vê-Lo como Ele é, o Senhor da história. É nEle que depositamos nossas vidas, a Ele honra e louvor por todos os séculos.
Reafirmamos que toda a nação vivia a esperança e a inquietude da vinda de seu Messias prometido que traria a libertação e o consolo desejados.
Assim, pois, lancemos luz, acendamos nossas lâmpadas, há azeite suficiente para caminharmos em direção ao conhecimento do alto. Disponhamos nossos corações, clamemos ao Senhor para que a colheita seja farta.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

O lamento de Esaú


Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou. (Hb 12.17)

Hoje sei, existem cadeias, prisões, locais onde me falta o ar, não há a liberdade que meu corpo ou alma clamam, nem sei de onde provém tanta dor. Não há relativismo na questão, não há partes na liberdade, tudo é definido pela inquietação que age como uma síndrome. Onde o choro profundo e contido são meus amigos fiéis, o grito é meu sonho suspeito, e bem sei, nada me levará de volta ao abandonado, sofro baixinho.
Deixo-me às inquietudes, aos grilhões, às masmorras, que malditas aprisionam minha mente e oprimem o pensar. As paredes de mim mesmo corrompem os sonhos que não mais os tenho, nem sei se reconheço o blefe da morte sugerindo a esperança que nunca virá.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A verdade e nada mais



o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade. Jo 16:13




Muitos são capazes de pronto afirmar a obra do Espírito: Convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo, decerto são bíblicas tais afirmações. Há outros que atribuem ao Espírito de Deus um repertório de ações tão circense - exorcizar condicionador de ar, passando pela ajuda a ocultar contrabando até o não embranquecer dos cabelos - que não é proposta minha considerá-lo. Mas acredito dentre esses dois grupos há distintiva ignorância quanto ao ministério do Espírito Santo.


Folgo em saber que muitos outros têm convicção que o Espírito veio para nos preparar para toda boa obra, para engrandecer o nome do Senhor por meio de  vidas. Assim, volto minha atenção para o ministério do Espírito de Deus e o propósito e testemunho da Igreja do Senhor.
Qualquer que seja a abordagem adotada concluirá que o Espírito realiza sua missão cativo às Escrituras, nada fará fora dela. 

O filho pródigo na perspectiva Dispensacional


A Parábola do Filho Pródigo. Apesar deste título não se encontrar nos textos sagrados, em nosso país, tornou-se tão popular que muitos lhe atribuem “canonicidade”, não sem lhe dar estranhos significados.

O estudo das parábolas bíblicas é um desafio para todo aquele, que com sinceridade, tenta perscrutar o propósito e o caráter de Deus revelado. A pormenorização, a simetria exaustiva e mesmo o distanciamento impõem riscos e restrições, que a ousadia do intérprete, em não os respeitar, pode levá-lo aos devaneios dos livres pensadores, indo além dos marcos fincados pelo Senhor.

Reconheço que a aplicação das verdades santas serve para todo propósito que há debaixo do sol. Quanto ao significado do texto, o que pairava sobre a mente do escritor no registro sagrado, sua pretensão ao seu destinatário, apenas um único significado foi intencionado. O desdobramento da história tem mostrado que apenas uma única verdade se confirma através do tempo.

Não intento polêmicas, e bem sei da impossibilidade de consenso, mas espero que as divergências sejam feitas após a avaliação criteriosa do texto e venham para o engrandecimento do nosso Deus.

Oro ao Santo para que durante esta caminhada conduza nossas mentes e nossos corações cativos a Cristo.

Antes de considerarmos a parábola é preciso desqualificar o ensino que tenta acomodar às Escrituras a possibilidade de unir luz às trevas; Deus as separou eternamente, mas o homem insiste nessa recriação insana. Falo do uso desta parábola para fundamentar a sombria “doutrina do desviado”, saída do humanismo teológico, tenta justificar-se nesta passagem, ousando acomodar nos braços santos do Senhor o pecador impenitente. Vil tentativa encontrada por pais, pastores, amigos, cônjuges que tentam justificar aqueles que permanecem em trevas, porém “um dia aceitaram” Cristo. Foi-lhes estendida a proteção pentecostal da “doutrina do desviado. Sem base bíblica, e contando ainda, com inúmeros textos em contrário, os versos a seguir são suficientes para nos convencer que tal interpretação é antibíblica.

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:30-32)

Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. (Jo 8:34)

Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; (1 Jo 2:4)

Quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. 1 Jo 3:8-9

O PLANO DE FUNDO DA HISTÓRIA HUMANA

Tomemos por pano de fundo a promessa de Deus feita a Abrão expressa em Gn 12:1-3.

Ora, o Senhor disse a Abrão:. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Dela, a Aliança feita com Abrão, atribuir-mos três dimensões :

1) Pessoal. “abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu”;
2) Nacional. “Eu farei de ti uma grande nação”;
3) Universal. “e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Temos, portanto um painel de motivações e compromissos divinos conduzindo a história humana. Toda a perspectiva Dispensacional repousa sobre o pilar do cumprimento literal da Aliança Abraâmica com seus desdobramentos, da Terra e do Reino para Israel, assim temos os pressupostos desta análise.