"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 31 de julho de 2010

Cristianismo (des) Virtual


Há um cristianismo particular na web – O cristianismo virtual. Acessá-lo, conhecê-lo, permite-nos identificar algumas de suas características, e por elas perceber seus ensinos e advertências.

É preciso entender que sua origem, em grande monta, surgiu sem regras ou disciplinas de conteúdo, cuja autoria dependeu e depende exclusivamente da disposição pessoal de nele estar.

Isto me tem levado a considerar meu relacionamento e contribuição para esse cristianismo. E mais, saber qual a verdadeira natureza e motivação que alimentam esse universo tão complexo e dinâmico. É possível observar que há textos com fundamento e propósito cristãos, mesmo que sejam em minoria. Não são esses que me levam a consideração aqui postada.

A primeira questão envolvida é: que modelo devo adotar ao avaliar esse mundo?

Preciso percebê-lo, já que cristão se propõe, como unidade. Essa percepção é necessária, pois, resguarda o ideal divino, formarmos um só corpo. Não poderei sob qualquer pretexto afastar-me desta perspectiva.

“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17.20-21)
e mais
“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” (João 10:16 ).
Assim, é mister afirmarmos que a unidade é real e conduzida por um Pastor real, e esta regra simples tem orientado a igreja ao longo dos séculos. 


Percebe-se que o cristianismo virtual NÃO preserva esta característica. É um corpo auto-determinado. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O último Adão


Há encanto no ar, Adão levanta-se, retribui a bondade do Criador, em um primeiro, demorado e comovente abraço, acalenta sua auxiliadora. 
Lado a lado caminham, uma suave brisa segue à sua frente, recortando o ar e lhes soprando o caminho em meio às campinas...caminham ao Senhor.   

Os pássaros,  em coreografia oportuna, revoam, desenham no céu tributos ao Supremo Senhor. O dia, por sua vez, em múltiplas cores convida a noite, que de tão bela, se faz ansiosa para exibir seu manto de cintilante estrelas. 
Há vida, um sonido suave vindo de todos os lados, de todas as criaturas entoam uma monumental sinfonia exultando o Criador. 
Um cenário de graça, beleza e santidade antecipa o descanso do Senhor.  
E eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. 


Há paz, muita paz, Adão e Eva encontram o Senhor.

Quanto tempo resistiu esse cenário? 
Não sei, apenas sei que os dois, Adão e Eva estavam lá,  homem e mulher.  


O alvorecer traz a justiça Triuna, nela mistério e amor: 
“De tudo podes comer livremente. Não comas, porém da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso o faças, morrerás”. 
Na liberdade proposta há paz, muita paz, Adão e Eva contemplam o Senhor.

Antes de sua primeira cria,  a provação do caráter. Como a serpente teve acesso aquele ambiente santo? Não sei, apenas sei que estava lá. O encontro que mudou a história humana. 
Os dois frente a frente, a serpente e o homem – e todos nós estávamos nele.

Adão sai em busca de outra liberdade, a sua própria, isso o consome, arrebata sua mente, seus desejos, seu coração, é o nosso pai em liberdade de escolha. 
Sem constrangimento, escolhe a si, sua própria liberdade, a liberdade de morte, livre está de Deus. 

Na escolha feita, a sentença é prolatada: morte. Esta se funde à natureza humana. 
Homem e morte, o que Deus uniu, não separará o homem. 
Adão e Eva conhecem o Senhor – e todos nós estávamos nele

Um novo cenário é construído um silêncio profundo toma conta do jardim, 
calaram-se a sinfonia, o sopro da brisa; nada se move, revoadas não há mais. 
A natureza agoniza, não há paz, não há paz... o encanto findou.

A maldição vem sobre todos: a homem, a serpente, a natureza.

Apenas a lembrança acompanha o casal, caminhando rumo a fora, a solidão humana inicia sua saga...morremos na liberdade de Adão.
A natureza herdada e culpa imputada viria sobre nós. 
Adão e Eva, nossos pais, estão mortos... morremos nele. 

Miserável homem que eu sou!
Quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor
.

Sim, nós conhecemos o Senhor...e Nele renascemos.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A quem procurais?


Há expectativa nos céus, todas as criaturas, em espanto acompanham o Senhor do Universo, que agora na carne mortal, segue em sua eternidade, em seus passos, caminha sobre a terra, permanecendo em tudo, sem se confundir com o tudo. Caminha, antecipa-se ao anseio das trevas, vai em direção aqueles homens e pergunta: "A quem procurais?"

Em Judas há estupor, ambição e medo, com passos contados desde a eternidade, alcança a face jamais pensada de Iavé; face a face, foi possível perceber a respiração do autor da vida, criador do ar, que dele não necessita. Imanência e transcendência em absurdo de lógica e sabedoria, o beijo eterno.



Além das algemas do corpo, agora os grilhões dos homens, prenderam o Príncipe do Exército do Senhor, de longe e eternamente Judas contempla seu o horror eterno.

Próximo estava da humilhação proposta, longe da glória eterna com o Pai, mesmo permanecendo eternamente glorioso nos céus. A celebração em espinhos, em zombarias, a cruz, os cravos, a dor lacerante, romperam-se os limites do corpo que Ele criou. O grito, o mistério do abandono... "Consumado está". As trevas não se contiveram e vieram assistir o espetáculo de vergonha e dor. O autor da vida, o imortal e eterno, ofertou-se à morte; por fim a escuridão, o túmulo, a morte, o espanto de todas as criaturas celestes, e o prazer do Pai, que sempiterno, entende a clausura do tempo.



Há expectativa nos céus, todas as criaturas, procuram o Senhor do Universo. Nada poderia detê-Lo; todas as luzes do universo não se contiveram, vieram emoldurar o espetáculo de graça, misericórdia e amor. "A quem procurais?" Ele ressuscitou.

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade

domingo, 18 de julho de 2010

O discurso da cruz

"Pela datação, profundidade e verdade, o texto nos leva a lugares celestiais."

Por causa disso Ele veio até nós; 
por causa disso, embora fosse incorpóreo, Ele formou para Si mesmo um corpo de acordo com nossa aparência. 
Aparentando ser um cordeiro, embora continuasse a ser o Pastor; 
considerado servo, ainda que não tivesse renunciado à sua condição de Filho; 
sendo carregado no ventre de Maria, embora ainda estivesse na natureza do Pai;
caminhando sobre a terra, mas ainda enchendo os céus; 
aparentando ser uma criança, sem descartar a eternidade de sua natureza; 
sendo investido de um corpo, sem confinar a genuína simplicidade de Sua Trindade; 
sendo considerado pobre, sem ser destituído de suas riquezas; 
necessitando de sustento porquanto Ele era homem, mas sem deixar de alimentar o mundo todo, uma vez que Ele é Deus; 
colocado em forma de um servo, sem debilitar a semelhança com o Pai. 
Ele sustentou cada traço que lhe pertencia numa natureza imutável; 
Ele estava diante de Pilatos, e ao mesmo tempo, estava sentado com Seu Pai; 
Ele foi pregado no madeiro, mas era Senhor de todas as coisas. 

Texto escrito por Melito, bispo de Sardes, por volta de 160 d.C.


sábado, 10 de julho de 2010

Sim, estávamos naquela oração (Jo 17)



Manaus, 04.07.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.


Concluiremos hoje nossa caminhada pelo cap. 17 do Evangelho de João, com algumas certezas, uma delas é que aumentou nossa dívida para com o Altíssimo, pois muito mais há que não falamos, muito mais há de esperança que não nos deliciamos. Mas Lhe somos gratos pelo privilégio da leitura da meditação e, a impagável certeza de que tudo que lemos, tudo que ouvimos tem importância e significado para nós.
Ah! Isto é a grande recompensa vinda dos céus, a leitura que renova a vida, subtrai a tristeza e coloca em nossos corações a esperança que não compreendemos. Graças somos ao nosso Deus permitir que a leitura de Sua palavra tenha sentido para nossas vidas.


Precisamos trazer às nossas mentes o que já ouvimos até então, para sabermos o que havia sido construído dentro de cada um de seus discípulos frente às declarações do Senhor. Assim, penetramos pelo Espírito nas grandezas de Deus, assim, sorvemos sua santa sabedoria.

Chegamos ao cap. 16 com o anúncio da partida do Senhor e a vinda do Espírito, no consolo descrito: “não vos deixarei órfãos”. Para aquelas mentes ansiosas pelo Messias, pela consolidação das promessas de Iavé para toda a nação de Israel, a compensação era distante e pouco sentido fazia. O Espírito era demasiadamente vago e distante para afagar a desesperança que se avizinhava na partida do Messias identificado. É esse o sentimento que preenche as almas, permeia os corações daqueles homens impotentes diante de Deus.


Sem identificarmos este fato, e sem considerarmos a sinceridade e humildade que há Cristo, a oração registrada no cap. 17 pode nos levar a conclusões inadequadas, perder o espírito do texto.


E o desafio em retirar a verdade divina do texto se multiplica ainda mais pela dificuldade pessoal frente as expressões de cuidado, amor e carinho que o Senhor manifesta à criatura como nós, é incompreensível.

Sabedores somos que o texto sagrado foi registrado para nos mostrar muito além do poder de Nosso Senhor, seu registro fornece ao meu coração todo vigor necessário para permitir que percebamos que há sinceridade em Cristo, nosso Senhor e Deus. Diferente das frases que hoje ouvimos, das divagações vazias de um lado, e da cunha penetrante dos mecenas de outro.

Como o Senhor nos ensinou domingo passado, Sua oração é verdadeira e é dirigida ao Pai, e com propósitos de formar conhecimento, confiança e descanso sob a poderosa destra de Deus.

Outro questionamento sobrevém sem que possamos detê-lo: Para quem foi  dirigida? Ou melhor em benefício de quem? Estamos incluídos ou não?

Suplicamos ao Senhor que nos permita encontrar a resposta. Oro ao Único Pastor que nos oriente em nossa caminhada por seus campos, nos leve a pastos verdejantes, às águas tranqüilas. Caso nossas mentes fujam em busca de si mesmas, que seu cajado reconduza-as para as veredas da submissão desejada.

Como podemos trançar a textura com as linhas que saem da oração do Senhor e produzirmos um manto santo a cobrir toda a terra da verdade dos céus? Este é o desafio saudável que o Senhor se nos oferece nesta manhã.A Ele honra, louvor e glória eternamente.

Que pessoas permeavam a mente do Senhor a fazer Sua oração?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pois quem é Deus, senão o Senhor?



Tenho lido, procurado, e raro encontro a pureza e a santidade que a Tua Palavra semeou por toda a terra. E em lugar dela, a sabedoria humana, com arrogância e sutileza, tem sido apresentada.

Rebusquei nas lembranças, tentei pela história, e por elas atravessei séculos, vi a Tua verdade moldar o tempo, vi varões com estandartes erguidos, saindo em direção aos quatro cantos da terra, proclamando a convicção mais profunda e a submissão incontrolável ao nome do Altíssimo.  Em seus corações estavam impressas palavras de amor, palavras de esperança, sua linguagem eram cânticos sem a torpeza e a vulgaridade que dela se orgulhavam os homens da terra. Saí aos confins à procura desses homens, neles tenho todo o prazer. Onde estarão? Pois sei, também procuram a Tua palavra.

Vidas, vividas na certeza que o Santo esteve aqui entre nós, falou-nos palavras, sopro de poder, vida e paz, suficiente para imprimir a eternidade nas profundezas de nossas almas. Como celebrávamos, nas noites de lua, sob as estrelas, entoando louvores: “O Senhor falou conosco e o fez face a face, grande é o Senhor”. Era como a “luz da manhã ao sair do sol, da manhã sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da terra” (2 Sm 23:4). Firmada para todo sempre está Senhor a tua Palavra no céu, regozijávamo-nos com o salmista.
Não mais ouço as vozes que aos milhares entoavam os louvores santos exultando o Senhor. Das vozes de outrora, apenas o balido de ovelhas e o mugido dos bois da insolência religiosa. Removeram os limites antigos, limites que nossos pais fixaram, e jamais os restabelecerão. 

Que desencanto ou encanto corrompeu esse cenário? Quero rever esses registros de amor e glória do Eterno.

sábado, 3 de julho de 2010

Por vossa causa (Jo 17)


Manaus, 27.06.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.


Amados, nesta manhã abriremos a santa palavra e evidenciaremos que chegamos a um momento novo para nós, e muito mais para aqueles homens que estavam frente ao Filho. Há um sopro celeste vindo em nossa direção. 

Deixemos fora toda a sabedoria que não provém do alto, toda a auto-suficiência vendida nos tabuleiros evangélicos. Vinde e arrazoemos sobre a palavra do Senhor. É sempre difícil, em muitos casos, impossível compreender o amor e o cuidado de Deus por nós, seus filhos. 


A oração lida, as promessas eternas não são mostras de seu poder apenas, são carregadas de carinho e cuidado, há sinceridade no sofrimento de Deus, há sinceridade no regozijo do Altíssimo. Toda a beleza possível há em Deus.

A sujeição aos escritos é imperativa, precisamos resgatar o que foi vivido até então pelos discípulos do Senhor, e inculcarmos em nossas mentes, carregarmos a sabedoria dos céus, sairmos aos campos do Senhor.