"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O último Adão


Há encanto no ar, Adão levanta-se, retribui a bondade do Criador, em um primeiro, demorado e comovente abraço, acalenta sua auxiliadora. 
Lado a lado caminham, uma suave brisa segue à sua frente, recortando o ar e lhes soprando o caminho em meio às campinas...caminham ao Senhor.   

Os pássaros,  em coreografia oportuna, revoam, desenham no céu tributos ao Supremo Senhor. O dia, por sua vez, em múltiplas cores convida a noite, que de tão bela, se faz ansiosa para exibir seu manto de cintilante estrelas. 
Há vida, um sonido suave vindo de todos os lados, de todas as criaturas entoam uma monumental sinfonia exultando o Criador. 
Um cenário de graça, beleza e santidade antecipa o descanso do Senhor.  
E eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. 


Há paz, muita paz, Adão e Eva encontram o Senhor.

Quanto tempo resistiu esse cenário? 
Não sei, apenas sei que os dois, Adão e Eva estavam lá,  homem e mulher.  


O alvorecer traz a justiça Triuna, nela mistério e amor: 
“De tudo podes comer livremente. Não comas, porém da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso o faças, morrerás”. 
Na liberdade proposta há paz, muita paz, Adão e Eva contemplam o Senhor.

Antes de sua primeira cria,  a provação do caráter. Como a serpente teve acesso aquele ambiente santo? Não sei, apenas sei que estava lá. O encontro que mudou a história humana. 
Os dois frente a frente, a serpente e o homem – e todos nós estávamos nele.

Adão sai em busca de outra liberdade, a sua própria, isso o consome, arrebata sua mente, seus desejos, seu coração, é o nosso pai em liberdade de escolha. 
Sem constrangimento, escolhe a si, sua própria liberdade, a liberdade de morte, livre está de Deus. 

Na escolha feita, a sentença é prolatada: morte. Esta se funde à natureza humana. 
Homem e morte, o que Deus uniu, não separará o homem. 
Adão e Eva conhecem o Senhor – e todos nós estávamos nele

Um novo cenário é construído um silêncio profundo toma conta do jardim, 
calaram-se a sinfonia, o sopro da brisa; nada se move, revoadas não há mais. 
A natureza agoniza, não há paz, não há paz... o encanto findou.

A maldição vem sobre todos: a homem, a serpente, a natureza.

Apenas a lembrança acompanha o casal, caminhando rumo a fora, a solidão humana inicia sua saga...morremos na liberdade de Adão.
A natureza herdada e culpa imputada viria sobre nós. 
Adão e Eva, nossos pais, estão mortos... morremos nele. 

Miserável homem que eu sou!
Quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor
.

Sim, nós conhecemos o Senhor...e Nele renascemos.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

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