"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 3 de julho de 2010

Por vossa causa (Jo 17)


Manaus, 27.06.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.


Amados, nesta manhã abriremos a santa palavra e evidenciaremos que chegamos a um momento novo para nós, e muito mais para aqueles homens que estavam frente ao Filho. Há um sopro celeste vindo em nossa direção. 

Deixemos fora toda a sabedoria que não provém do alto, toda a auto-suficiência vendida nos tabuleiros evangélicos. Vinde e arrazoemos sobre a palavra do Senhor. É sempre difícil, em muitos casos, impossível compreender o amor e o cuidado de Deus por nós, seus filhos. 


A oração lida, as promessas eternas não são mostras de seu poder apenas, são carregadas de carinho e cuidado, há sinceridade no sofrimento de Deus, há sinceridade no regozijo do Altíssimo. Toda a beleza possível há em Deus.

A sujeição aos escritos é imperativa, precisamos resgatar o que foi vivido até então pelos discípulos do Senhor, e inculcarmos em nossas mentes, carregarmos a sabedoria dos céus, sairmos aos campos do Senhor.  




No Cap.16, o Senhor afirmara sobre sua morte, há tristeza e pesar. A morte anunciada desfaz  toda a expectativa messiânica, trazendo abatimento e desesperança. Mesmo a promessa do Espírito era demasiadamente obscura e distante, incapaz de suster a alma de seus discípulos. A última sentença proferida é: “passais por aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Nosso Senhor está diante de homens abatidos, sem convicção, sem esperança.

Entramos no cap. 17, olhemos para o texto, busquemos encontrar as motivações, os cuidados necessários do Senhor. O Espírito exige que reconheçamos:
  • ·         Sua oração é sincera;
  • ·         Ele realmente fala com o Pai.

Precisamos trazer à nossa mesa o pão e o vinho celestes, precisamos resgatar o que o Senhor havia ensinado àqueles homens, precisamos aprender, pois estamos diante do Santo, convidados para o engrandecimento do seu Nome. Rememoremos, pois, que o Santo nos diz: "Eu e Pai somos um" (Jo 10.10); "o Pai tudo lhe confiara" (Jo 13.3); "que tudo que pertencia ao Pai, igualmente pertencia ao Filho" (Jo 16.15).  Que necessidade há do Filho lançar aos pés do Pai suas orações, suas súplicas? Há pedido feito pelo Filho a ser rejeitado pelo Pai eterno? 

Resguardemo-nos das precipitações ou da letargia, mantenhamos nossas mentes cativas ao Santo. Há muito mais para ser servido pelo Senhor, há incontáveis motivos de exaltação do seu Nome.

Em João 12.28 lemos que veio uma resposta dos céus, a voz de Deus que, como trovão respondeu ao Senhor. Enchamos nossos corações de inabalável alegria, leiamos o acalanto celeste: Respondeu Jesus: "Não veio esta voz por minha causa, mas por causa de vós". (Jo 12:30). Louvemos ao Senhor com todas as aleluias. A resposta que veio dos céus, veio por minha causa, por tua causa. Nosso Senhor dela não precisava, ocorreu para que quando nela aportássemos, tais palavras transbordariam nossos corações de paz e esperança. Como posso duvidar da provisão, do cuidado e carinho que o nosso Deus dispensa a nós, seus filhos? Ergamos alto, mais alto o estandarte da gratidão ao Senhor.  

Pedras preciosas rolam diante de nossas mentes, leiamos mais. Em João 11, ante o poder da morte, nosso Senhor inunda de luz nossas almas, nossas vidas, pois levantando os olhos para o céu diz: "Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste". (Jo 11:42). 

Oh, Senhor, por causa da multidão tu oraste, pois há sempre a certeza que tuas orações são ouvidas. Não pranteamos, mas deveríamos. Há tanta bondade, tanto cuidado, incompreensível cuidado que vêem dos céus em nossa direção como um manto a cobrir-nos, e se doássemos toda nossa vida, toda a santidade possível, todas as orações realizadas em todas as eras,  todos os santos, não poderiam cobrir nem mesmo sua aba. Batamos em nossos peitos e clamemos: “Ó Deus, sê propício a mim, o pecador!” (Lc 18:13). 
Aprendamos que as orações do Filho feitas ao Pai são por nossa causa, para nosso benefício.

Mais há, e mais veremos.  Guardemos mais espaço no profundo de nossas almas, leiamos com atenção e lentamente: “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas para isto vim a esta hora.” (Jo 12:27). Declara nosso Deus que veio precisamente para hora de sua agonia, para hora do seu horror. A Triunidade Santa mantinha em ordem inquebrantável cada um dos minutos que evolvia o enredo da morte e salvação. Adicionemos ao texto o início da oração lida: “levantou os olhos aos céus, e disse é chegada a minha hora” (Jo 17.1). Estamos diante de uma oração feita por causa de cada um de nós, estamos diante de um plano feito por nós, mas para a exaltação de nosso Deus, a redenção de pecadores, milhões deles por toda a história humana. 

Santo plano, santa oração. Livres do acaso, da improvisação, findam-se as lamúrias de nossos corações, acalmam-se as angústias da alma. Sonatas celestes invadem vindas de todas as direções, penetram pelas frestas em todos os recantos a glória de Deus.

E o santo ofício glorificar o Senhor, é parte de sua oração (17.10), em resposta celeste, luz, milhões de candeias cintilam nos céus, nosso Senhor está no seu templo, à destra do Pai, olhando para os seus santos por toda a terra e proclama aos quatro cantos do universo, chegam aos nossos ouvidos, penetram em nossos corações: “Isso o fiz por vossa causa”.

Saiamos repletos da glória dos céus, há um plano, uma oração, uma súplica ao Pai, ela foi escrita, é para nosso ensino, pois pela espera e consolação, mantemos a esperança. E as aflições do mundo presente são instrumentos para honra e glória de nosso Senhor. 

Concluo: É sempre difícil, em muitos casos, impossível compreender o amor e o cuidado de Deus por nós, seus filhos. 


Bendito é o Senhor.


  

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