"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 10 de julho de 2010

Sim, estávamos naquela oração (Jo 17)



Manaus, 04.07.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.


Concluiremos hoje nossa caminhada pelo cap. 17 do Evangelho de João, com algumas certezas, uma delas é que aumentou nossa dívida para com o Altíssimo, pois muito mais há que não falamos, muito mais há de esperança que não nos deliciamos. Mas Lhe somos gratos pelo privilégio da leitura da meditação e, a impagável certeza de que tudo que lemos, tudo que ouvimos tem importância e significado para nós.
Ah! Isto é a grande recompensa vinda dos céus, a leitura que renova a vida, subtrai a tristeza e coloca em nossos corações a esperança que não compreendemos. Graças somos ao nosso Deus permitir que a leitura de Sua palavra tenha sentido para nossas vidas.


Precisamos trazer às nossas mentes o que já ouvimos até então, para sabermos o que havia sido construído dentro de cada um de seus discípulos frente às declarações do Senhor. Assim, penetramos pelo Espírito nas grandezas de Deus, assim, sorvemos sua santa sabedoria.

Chegamos ao cap. 16 com o anúncio da partida do Senhor e a vinda do Espírito, no consolo descrito: “não vos deixarei órfãos”. Para aquelas mentes ansiosas pelo Messias, pela consolidação das promessas de Iavé para toda a nação de Israel, a compensação era distante e pouco sentido fazia. O Espírito era demasiadamente vago e distante para afagar a desesperança que se avizinhava na partida do Messias identificado. É esse o sentimento que preenche as almas, permeia os corações daqueles homens impotentes diante de Deus.


Sem identificarmos este fato, e sem considerarmos a sinceridade e humildade que há Cristo, a oração registrada no cap. 17 pode nos levar a conclusões inadequadas, perder o espírito do texto.


E o desafio em retirar a verdade divina do texto se multiplica ainda mais pela dificuldade pessoal frente as expressões de cuidado, amor e carinho que o Senhor manifesta à criatura como nós, é incompreensível.

Sabedores somos que o texto sagrado foi registrado para nos mostrar muito além do poder de Nosso Senhor, seu registro fornece ao meu coração todo vigor necessário para permitir que percebamos que há sinceridade em Cristo, nosso Senhor e Deus. Diferente das frases que hoje ouvimos, das divagações vazias de um lado, e da cunha penetrante dos mecenas de outro.

Como o Senhor nos ensinou domingo passado, Sua oração é verdadeira e é dirigida ao Pai, e com propósitos de formar conhecimento, confiança e descanso sob a poderosa destra de Deus.

Outro questionamento sobrevém sem que possamos detê-lo: Para quem foi  dirigida? Ou melhor em benefício de quem? Estamos incluídos ou não?

Suplicamos ao Senhor que nos permita encontrar a resposta. Oro ao Único Pastor que nos oriente em nossa caminhada por seus campos, nos leve a pastos verdejantes, às águas tranqüilas. Caso nossas mentes fujam em busca de si mesmas, que seu cajado reconduza-as para as veredas da submissão desejada.

Como podemos trançar a textura com as linhas que saem da oração do Senhor e produzirmos um manto santo a cobrir toda a terra da verdade dos céus? Este é o desafio saudável que o Senhor se nos oferece nesta manhã.A Ele honra, louvor e glória eternamente.

Que pessoas permeavam a mente do Senhor a fazer Sua oração?


Aqueles que são
Retiramos do v. 9 a frase que abre os portais, que nos leva aos campos do Senhor: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”. É necessário adicionarmos ao argumento o v. 6, que diz: “Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”. Estes dois textos juntos permitem-nos chegar até a eternidade passada, olhar para a vastidão da história a ser cumprida pelos homens.  A partir  de lá contemplamos uma multidão incontável de santos, com seus nomes inscritos na mente de Deus. Ensina o texto: "Eram teus e são teus e eternamente serão teus". Soa como um cântico dos santos do Senhor em gratidão eterna, subindo aos céus em melodia adornada por um coral da multidão da milícia celestial, louvando a Deus. Eternamente Deus guardou os seus.

Chegamos a este ponto com uma certeza em nossos corações: a oração do Senhor é em favor daqueles que Deus escolhera para sua propriedade desde a eternidade, em um tempo quando não havia tempo.


É de interesse dos santos e para descanso no afago celeste em nosso Deus, identificar quais as características dos escolhidos do Senhor, daqueles que estavam presentes na oração feita ao Pai.   
 
A palavra do Senhor nos orienta para colhermos frutos que se encontram ao nosso alcance, próximas de nossas mãos: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Aos que se definem propriedades do Senhor, são esses os proclamadores das virtudes do Santo, os que foram chamados das trevas para maravilhosa luz.

Assim, somos ensinados que a oração é feita em favor daqueles que são propriedades do Altíssimo, proclamadores de suas virtudes.

Mais precisamos saber. 

Aqueles que guardam

No v.14 lemos que os proclamadores das virtudes do Pai, não são do mundo. Isto é pouco ou quase nada para questionarmos nossas mentes. Todos freqüentadores de Igreja arrogam pra si tal condição: Não somos do mundo. O que vem a ser mundo? O significado de mundo caiu na prensa relativista, cujo resultado é uma massa disforme, sem textura e sem finalidade objetiva. Assim, devemos entender o conceito de mundo prosseguindo pelas  afirmações positivas das caracetristicas dos proclamadores das virtudes do Pai. O v. 6 afirma que os proclamadores guardam a palavra.

Devemos agradecer ao Senhor por nos permitir a primícia da colheita: Sua Palavra. Esta frase interrompe o ideal da impiedade religiosa que oculta seus pecados e com lábios de hipocrisia utiliza-se da frases "compradas" para serem reconhecidos, para serem incluídos em um reino que não lhes pertence.


Guardar a palavra tem a contribuição do salmista: “Guardo a palavra em meu coração para não pecar contra ti”. (119.11). A palavra é guardada nas entranhas e seus efeitos se estendem por todo corpo, principalmente na mente para impedir que profanemos o Altíssimo. Ainda o salmista diz: "Lâmpadas para o meus pés e luz para o meu caminho".
Esses são os que guardam a santa Escritura.
Mais caminho há pela frente.

Aqueles que sabem

No v. 8, Nosso Senhor acrescenta outra característica à propriedade do Pai: "Reconhecem verdadeiramente que saí de Ti". Novamente o texto nos fortalece para sermos enfáticos sobre a dubiedade do coração ímpio, aquele que tenta encontrar morada nos braços ternos do Senhor, sem abrir mão das vilanias do próprio coração, dos prazeres transitórios do pecado. O reconhecimento verdadeiro que Jesus é o próprio Deus coloca-nos frente ao verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Deus, em sua natureza, essência, poder, santidade, atributos e toda glória excelsa que não conhecemos está plenamente em nosso Senhor Jesus.

Não estamos diante de um fato religioso apenas,  deparamo-nos com o criador do Universo. Ele nos fez render frente ao seu poder, levou-nos a humilhação necessária, nos retirou das trevas para sua luz, isto nos diz Pedro.

Sua luz tem penetrado em nossas mentes, fazendo-nos sábios nas coisas dos céus, fazendo-nos sábios em abandonar nossa sabedoria, fazendo-nos sábios em discernir entre o bem e o mal. Sim, apenas desta forma, somos proclamadores das virtudes daquele que nos chamou. Apenas assim, podemos ter a convicção impressa em nossos corações que ao orar, nosso Deus intercedia em nosso favor. Podemos compreender o que nosso santo Cordeiro já antecipara: Aqueles que sofreram a profunda mudança promovida pelo Senhor, sabem que só o Senhor é Deus.
“Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jr 31.33-34).

Aqueles que vivem

Chegamos ao v. 10, e por ele somos levados a contemplar o vale, espalhando-se até os confins, enche toda nossa visão. Que engrandece nosso ser, que justifica aqui chegarmos: “neles, eu sou glorificado.”
Há na oração o pedido ao Pai para que seja glorificado com a glória que tivera antes que houvesse mundo. Não é esta glória que Nosso Deus reivindica aqui, mas sim a manifestação de seu caráter em cada um de nós. Cristo é a expressão exata do Deus invisível, somos exortados para sermos em nossa carne de pecado, a expressão exata de Nosso Senhor. Não pensemos que são convêniencias da igreja, de interesse denominacional, não retiramos este do nós próprios. E emerge das Escrituras quando lemos: “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. (1 João 2:6). 
Olhemos para nossas vidas e verifiquemos se alguma glória há; se nosso Senhor tem manifestado sua santidade, seu vigor, sua graça por meio de nossa vida.

Precisamos interromper nossa caminhada, não porque tenhamos chegados às águas de descanso, mas para que reflitamos sobre as nós mesmos, as nossas vidas, as nossas escolhas, nossa relação com o Santo, nossa aceitação dos valores hipnotizantes que o mundo oferece. 

É maravilhoso se podermos concluir: Sim, estávamos presentes na oração feita e que o Senhor orou para que fossemos proclamadores das virtudes.

É maravilhoso verificar que
somos daqueles que são propriedades do Senhor;
somos daqueles que guardam a palavra do Senhor;
somos daqueles que sabem que só o Senhor é Deus;
somos daqueles que vivem pra glorificar ao Senhor... Sim, estávamos naquela oração.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

3 comentários:

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  2. O capítulo 17 de João sempre me tocou, ao ler e perceber de quem o Senhor falava. Fiquei muito feliz em saber como o Ele se preocupou com as ovelhas que ainda não eram do aprisco, e o melhor é saber que elas somos nós.

    http://princesas-de-deus.blogspot.com/

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  3. Genilda,

    obrigado pela visita.

    estive no seu blog, e de lá fui até um em espanhol.

    Em Cristo.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.