"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A pessoa de Cristo - Esboço


Mogi das Cruzes, Agosto de 2010

Como abordar um conhecimento que somos incapazes de penetrar em todas suas nuanças?  É necessário que sejam fincados os marcos das Escrituras, e apenas delas,  e a contribuição de conceitos simples e reconhecidos para considerarmos algo tão sublime. 
A certeza que adentraremos aos palácios do conhecimento do Altíssimo, exige a prudência e a submissão que não nos é natural, precisamos anular a sabedoria pessoal e contarmos com a bondosa ajuda dos céus, pois sem ela nada podemos. E assim, iniciarmos a doutrina de Cristo, em suas naturezas.

Iniciaremos com a contribuição dos conceitos, pela definição do que é pessoa, mesmo que em seu sentido lato. Por Pessoa entendemos como aquele que é possuidor da faculdade da vontade, do intelecto e dos sentimentos. Isto posto, podemos afirmar que pessoas, tomando o universo das criaturas, são apenas os seres humanos e angelicais.

Uma questão a ser posta é que não há ninguém, por constituição, com duas ou mais faculdades da vontade, ou intelecto, muito menos sentimentos.

Outra definição necessária são os Atributos. Estes são características constitucionais da pessoa: a bondade, amor, inteligência. Com sua origem no Criador, Este comunicou às suas criaturas características próprias que as faz serem seres pessoais. Finitude, conhecimento, sentimentos, inteligência, volição etc.

Já a Natureza é a fonte que irradia a energia, nutrindo as faculdades e fazendo manifestar os atributos. Logo, os mesmos atributos podem ser movidos, por naturezas diferentes. Compreendemos assim que a força motriz que conduz a faculdade é a natureza.

Os marcos das Escrituras começam a orientar os argumentos: Jesus é a segunda pessoa da Triunidade Santa, portanto apenas Ele se revestiu de carne e revelou ao Pai. Nosso Senhor efetivamente é possuidor de duas naturezas. Antes de sua encarnação de forma alguma ele era humano, mesmo sendo Ele imolado desde a fundação do mundo. 





quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O método e a mente cristã


Após algumas considerações resolvi, mesmo havendo que o faça melhor, escrever sobre uma questão básica da fé, o método para leitura-compreensão das Escrituras.
Somos, por natureza, conduzidos pelos nossos pressupostos, que invariavelmente, em relações às verdades espirituais, estão equivocados. Esta “liberdade acadêmica” sempre promoveu divergências doutrinárias. 
Mas, sendo Deus rico em misericórdia, pelo muito amor que nos amou permitiu a Hermenêutica. Uma forma de leitura-compreensão para minimizar os prejuízos causados pelo livre pensar.
O que poderia agradar mais às hostes do mal, senão a desqualificação da Hermenêutica? Assim, seriam manifestadas as convicções dos corações, que sabemos é desesperadamente corrupto. Outro não foi o encaminhamento natural do cristianismo que não alterar ou mesmo revogar as regras e princípios hermenêuticos. Não podemos tributar tal façanha apenas à nossa geração. 
A questão envolvida é: Existe um método definido para leitura bíblica, de forma que ouçamos a voz do Senhor? Ou ainda, há riscos no livre escrutínio das Escrituras ? 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Glossário da Apostasia - Julho 2010


Este glossário - que sempre estará incompleto - teve início após algumas postagens sobre a Apostasia. Verifiquei que sorrateiramente eles adotaram - apropriaram-se indevidamente - conceitos cristãos com sentido completamente estranhos às Escrituras.

O significado de cada termo é criado a partir de declarações de apóstatas famosos, e não famosos, e possíveis respostas a questionamentos sobre "sua fé".

Adicionei comentários e opiniões minhas. Apesar de alguns serem risíveis, minha intenção é alertar ao verdadeiro povo de Deus sobre os riscos que há na concessão aos filhos das trevas.
Temo que tais conceitos e costumes em nome do “amor” adentre ao acampamento dos santos.

Sabia que seria muito difícil mantê-lo pela dificuldade de absorver toda sorte de desvarios produzida pelos porta-vozes das trevas. E agora verifico que a proposta inicial de mantê-lo em ordem alfabética não poderá ser mantida. Tenho que organizá-lo cronologicamente, assim a cada novo vento de doutrina levantará a poeira da heresia trazendo novos termos e conceitos, sempre que possível, os lançarei.


"... Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?" (I Coríntios 5:6)

Boa leitura.

IMPUTAÇÃO. Palavrão, palavra de baixo “escalão”. Não convém aos santos.





EXPIAÇÃO. Deve a tudo custo ser evitada, por meio dela vem a fofoca. Foi isso que levou Davi a pecar, ele estava expiando Bate-seba e deu no que deu. O negócio é manter os olhos nos negócios. Ou ainda, os últimos piados dados pelo pintinho morimbundo.









JUSTIFICAÇÃO. É quando faltamos com nossos dízimos e ofertas e por falta de fé satanás nos leva a mentir, tentando enganar o Ungido do senhor, nos justificando.



CESSACIONISMO. É esse pessoal que gosta de aparecer, ficar sempre com notícias extravagantes, falando mal dos nossos líderes. Satanás é sujo gosta de sensacionalismo. 



COSMOVISÃO. É uma ótica?  Vídeo game 3D?








PATRIARCA. Identifica o iniciador (pai) de algum grupo étnico, cultural etc. Autodefinição do Terranova. Como não é de Israel, muito menos da Igreja, deve ser das trevas, da heresia, do engano religioso. Isso devemos reconhecer, cai-lhe muito bem: O Patriarca das Trevas. 
Incomodará muito aos Malafaias, Santiagos, Felicianos, Valadões, Soares, Macedos e toda sorte de hereges.





MALAFAIA$MURDOCK. Nova unidade monetária descoberta no mundo evangélico e pela incessante determinação para enganar às pessoas. Seu cálculo não é complexo, mas de discutida metodologia. Por observação pode-se esmiuçá-lo. Vejamos, junte duas – podem ser mais - pessoas desonestas (perceba sua semelhança com Judas, o traidor), dê-lhes poder de falar sem que sejam confrontadas com a verdade e pronto, temos R$1.000,00.  


CAIO FÁBIO. Ele diz: Agora sim, eu vejo! Até o próximo escândalo, ou antes disso em edição extraordinária.




O homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado. Saúdam-te todos os que estão comigo. Saúda tu os que nos amam na fé. A graça seja com vós todos. Amém. (Tito 3.10-11,15)

A Ele, somente a Ele, glória, louvor, gratidão, honra para todo o sempre.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Presciência, a soberania do acaso



Igreja Batista Regular Renascer. 
Manaus, 08.08.2010.
Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Jo 18:4
Este texto ressalta e salta aos nossos olhos: “Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder”. Traz a clareza dos céus, simples assim, Nosso Senhor sabia o que lhe sobreviria, sempre soube.
Como podem a partir daqui ensinar algo que não chegue até o trono soberano do Deus Altíssimo? Como ousam alguns a colocar o próprio coração como guia das verdades eternas?
Mesmo assim, em sentido contrário, vem o desafio feito pelo ensino das milhões de vozes mundo afora, vozes que são ouvidas. Elas forjam  texto dando-lhe um novo sentido, assaltam nossa consciência na busca de roubar Deus de Deus.  Incluem a soberania do acaso em lugar do poder de Deus, são tentativas de sedução e tem logrado êxito, vejam a multidão que aceita tal infâmia, e ainda sorri altiva.
É a oferta das glórias e reinos da terra, fazer do homem senhor, dar-lhe as rédeas do destino de todo o universo, enquanto o Criador é feito refém dessas escolhas, isto é o que propõem.
Não nos deixemos seduzir por tais ensinos, são doutrinas das trevas, a obra mestra da sabedoria humana.
Não nos deixemos enganar por essa falácia evangélica, pois nada mais é que a incredulidade ungida pela psicologia, filosofia e seus agregados naturais. Estão entorpecidos e rugem em nosso derredor para tragar corações altivos. acautelem-se desses lobos, que nem mais aparência de ovelhas possuem.
Que o Senhor seja abundante em meio de nossa congregação, luz às nossas mentes e conforto aos nossos corações seja nossa oração.

sábado, 7 de agosto de 2010

Há um Deus, bem sei.


A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

William Ernest Henley

Este frenesi da insanidade é a suma da compreensão religiosa de nossos dias, e bem poderia ter sido cunhado por lábios  “evangélicos”. 
Pois sei, há nesses, em suas entranhas, suficiente experiência e convicção interior para fazê-lo, contudo, ainda lhes falta a forma de expressá-lo claramente. 

Sempre é bom lembrar que o Cristianismo atravessou séculos de história erguendo estandartes da convicção do relacionamento real com o Altíssimo. 
E não foi sem luta, sem sangue, muito sangue foi derramado para que pudéssemos ouvir vozes celestes trazendo-nos os louvores da salvação.

Deus enviou homens, os quais, o mundo não é digno, 
para o resgate de nossas almas. 
Conhecemos a Deus, ou melhor, Ele nos fez conhecê-Lo, 
e mesmo com nossas almas insubjugáveis, Seu poder prevaleceu, e não poderia ser diferente. 
Pensáva-nos senhores de nossos destinos, mas reféns do pecado e da morte morríamos em nossas convicções, em nossa sabedoria.

Havia certeza que o Deus pessoal, eterno, criador de todas as coisas, Se comunicou com suas criaturas, revelando-Se; 
verdade eterna e mandamento do Senhor.

O que fizeram com nosso Deus? 
Arrancaram suas entranhas, remontaram seus valores, desnudaram-no, iniciando uma trilha descendente e sem retorno.  
Encontraram nesse novo deus uma forma intocável de suficiência.  

Nada mais resta, tudo foi perdido, caiu em mãos aflitas, conduzidas por mentes confusas, é o legado do homem moderno, sempre ávido pelas conquistas seculares. 
Reféns de seus instintos naturais, destituíram os valores cristãos, 
trouxeram o lixo psicologista, descobrindo a temática e a exploração “evangélica”. 
Alçaram suas vozes, em gritos desautorizados propugnam toda sorte de vantagens e ofertas.

Tornaram-se  senhores, assumindo o controle sobre a vida e a morte. 
Marcham  altaneiros de aparência, mas bêbados,  cambaleiam pelas sarjetas, em seu interior há podridão e vergonha. 
Abandonando o sangue do Senhor, se enredam pela política, pelo devaneio intelectual, o espiritismo, o mundanismo. 
Infames dizem:"São esses os caminho do Senhor".  

Vencedores, conduziram o Senhor, sem nenhuma elegância, até a porta dos fundos;
sumiram com Ele dos discursos, dos corações e mentes.  
 Já não vemos o Senhor, apenas uma turba religiosa comandando sua própria alma, pensam eles.

Mas eu sei em quem tenho crido:


Há um Deus, bem sei, 
pois em sua graça e poder,
 subjugou mi´alma insubjugável.
Com sangue e amor fez-Se dono de meu destino.
Deixo-O conduzir-me, ainda que pecador, 
e escravo, vivo pela bondade do meu Senhor.

A Ele honra, glória e louvor. De eternidade a eternidade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como estava determinado




Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? (Jo 18:4)
Após orar ao Pai, nosso Senhor caminha em direção à cruz, segue para o jardim, cruza o ribeiro, dá os passos necessários, todos eles contados, para o encontro fatal, ficará frente a frente ao poder das trevas, como estava determinado desde a eternidade mais remota.
Surge das Escrituras a natureza incansável do deus deste século: “Assim, tendo o Diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se dele até ocasião oportuna. (Lc 4:13). Seria essa a ocasião oportuna? Judas é seu instrumento. 
Leva consigo as testemunhas que, sem se darem conta, presenciarão o evento central da história humana. O derramamento do sangue de Deus, dali emergiriam raios de luz e vida a cobrir toda superfície da terra; manifestação completa do mais profundo amor.  
De outra direção, outro grupo, se dirige para o mesmo local, em seu meio, Judas, discípulo do Mestre. Tantas vezes ali estivera com o Senhor, para ouvi-lo, compartilhar das grandezas celestes, rirem juntos, para confidenciarem suas dúvidas, seus anseios e aflições.  Apalpou o Verbo da vida, usufruiu de seu carinho, teve o aconchego de sua atenção. Alguma vez olhou nos olhos do Senhor? Pouco provável. Choraram juntos? Muito provável.
Tudo ficara para trás, há outro motivo para aquele momento, vida e morte ficarão frente a frente.
Há satisfação em Judas, não somente pela vantagem financeira, mas, muito mais, há rancor e um grito embargado que confessa sua liberdade. Toda rejeição às sãs palavras será manifestada. Desfeito será o engodo e engano promovido pelos ensinos do Mestre; segundo Judas, nele há falácias e fantasias , muita esperança para quem sonha apenas com o pó da terra. Sua destreza pessoal, sua sabedoria o levam a convicção de sua grandeza e importância daquele momento, é sua grande obra, razão de sua vida.  Tudo como estava determinado, mas livremente o fará.
A turba toma conta do lugar, na aflição, nas palavras, as lanternas buscam as faces que se ocultam pelas sombras e pelo medo, é noite. O som dos passos, dos cacetes repentinamente calam: “A quem buscais?” Judas, emudecido a espreita pelo seu ato, ouve de seus pares: “A Jesus, o nazareno”. João não relata o beijo, não relata a confrontação.  
Na defesa dos seus afirma: É a mim que buscais, deixai ir estes”; ao poder do Senhor dos Exércitos, falseiam as pernas, os corpos por terra caem, postam-se firmes e nada se apercebem; é noite.
A bravata, a espada, o sangue inútil derramado, novamente a eternidade se deixa enxergar pelo tempo: “não hei de beber o cálice que o Pai me deu?” Como estava determinado.
Flui das palavras do Senhor: “Dos que me tens dado, nenhum deles perdi”, aquele que o traía jamais esteve no recato eterno do Criador. Sem qualquer hesitação, satisfez seu intento. 
É noite, será sempre noite... Judas caminha pela eternidade, livremente fez... como estava determinado.
Ao Senhor honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.