"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Andando em santidade - A caminho do céu





Manaus, 26 setembro,2010
Igreja Batista Regular Renascer





Como FILHOS DA OBEDIÊNCIA, NÃO VOS AMOLDEIS às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, TORNAI-VOS SANTOS TAMBÉM VÓS MESMOS EM TODO O VOSSO PROCEDIMENTO, PORQUE ESCRITO ESTÁ: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO. (I Pe 1.14-15);

O tema sugere a idéia de continuidade: andando, e sua forma natural é para frente.  Logo, surgem em minha mente quando caminhava pelas trilhas de areia em meio às gramas ralas do interior do nordeste, sob uma claridade e transparência de um céu bondoso. E como leio “em santidade”, imagino-me naqueles caminhos, caminhando e lentamente sendo suspenso, subindo aos céus em direção ao meu Senhor. “Subindo aos céus”, é isso que minha mente deixa transbordar ao meu coração. Uma caminhada para o alto, em direção às mansões celestiais, com um céu tão claro que me permite perceber agora a beleza de um dia que decerto virá.
E quando falo assim, penso no prazer dos céus, eternamente com o Senhor. Esta convicção, esta certeza de estar com o Senhor preenche minh´alma.
Sei que a mente de pessoas aqui sentadas acusam-me de demasiada pretensão. Confesso-lhes que se há alguma pretensão, não foi colocado em minha mente, em meu coração por mãos humanas, mas sim, impressa pelo poder do Altíssimo. É dEle que vem o poder de manter viva a esperança de Sua companhia eterna. É dEle que vem a disposição de proclamá-la além dos eirados das minhas meditações.
A Ele honra, glória e todo o louvor de eternidade a eternidade.

Porém, outras mentes que compartilham da mesma convicção, tais palavras são como bálsamo celeste derramado pelo Espírito de Deus em seus corações.
Não posso esquecer que há ainda, aquela que pouco importa o que ouvirá, para com esse que o Senhor seja abundantemente misericordioso com sua alma.
Se o tema dispõe minha alma para pensar em caminhada aos céus, é necessário reforçarmos nosso entendimento a respeito do que é santidade.
O termo santidade envolve mais que um aspecto, apesar de apenas um único conceito, a simplicidade exige que o definamos como: "aquilo que mostramos de nossas vidas para as pessoas". A construção desta exposição pública da vida do salvo é feita por meio de seu conhecimento, suas meditação, sua comunhão com o Senhor. A união destes três movimentos é a santificação, assim a santificação é o processo contínuo que leva à santidade. 
A pergunta prudente de quem não conhece o Senhor é: por que considerar o tema?
Porque é uma grande oportunidade para conhecer melhor a si mesmo, conhecer as possibilidades de uma vida digna diante de seus filhos, diante da esposa, do esposo, diante dos pais, diante de todo o relacionamento que estamos inseridos.
Assim, devemos dar dois passos:
Primeiro, é preciso saber-se.  Quem sou? A identificação de quem sou, garante a importância do tema.
O Senhor responderá por meio das palavras de Abraão, quando esse tentava por em prova a misericórdia do Senhor, (Gênesis 18:27): “Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza”. Sim, cada um que aqui está não passa de pó e cinza. Nada somos, e se pensamos de forma diferente, operamos em erro, e apenas a misericórdia de Deus poderá presentear-nos com a sanidade necessária para entender a fragilidade e fugacidade da nossa existência quando comparada ao eterno Deus. Nenhum dos que aqui estão passam de pó e cinza, do pó saímos, ao pó voltaremos.
Segundo, é necessário e urgente sabermos que é Deus. Voltemos ao texto lido, nele está escrito: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.”  Nosso Deus é santo.
Cabe aqui uma breve explicação sobre o que a Bíblia afirma sobre o que é ser santo. Contrário aos pergaminhos malditos do catolicismo romano que ensinam que seus bonecos de gesso suspensos nas arquibancadas infames em suas  centrais de idolatria são “os santos”. 
Santo, segundo a Palavra da Vida, é um atributo exclusivo em Deus, e somente nEle. Santo, não é uma condição, mas sim, um estado que faz parte do ser de Deus, e significa separado de qualquer desvio moral. Ou seja, em Deus não há pecado, logo Deus é santo, santo, santo. Nele não há pecado algum, santo é sem pecados. 
Já iniciamos nossa caminhada em santidade.


Apenas nosso Deus o é por substância, por natureza. E lemos que Ele exige santidade: “Sede santos”. E o motivo está somente nEle: “PORQUE EU SOU SANTO”.
Se possível fosse, percorreríamos toda eternidade e todo o universo e não encontraríamos nenhuma pessoa afirmando: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.” 
E há mais, João ao contemplar Nosso Deus registrou: “SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR DEUS, O TODO-PODEROSO, AQUELE QUE ERA, QUE É E QUE HÁ DE VIR. (Ap 4.8). Não há nenhuma possibilidade de nosso Deus mudar, continuará santo, santo, santo. E afirma o nosso Deus: “Eu o Senhor, vosso Deus não mudo”.

Lembre-se onde quer que vá, onde quer que esteja terás diante de ti um Deus santo, que exige andar em santidade. E um dia prestarás contas ao Juiz de toda a terra.
Sei que a palavra de Deus é loucura para os que se perdem; sei que o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Entendo a exortação e a bondade do Senhor ao estender sua misericórdia a Israel “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaías 1:3). E mais afirma: “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco”. Não deis crédito à tua sabedoria forjada na fragilidade da solidão dos teus pensamentos, não penseis que as palavras por serem graciosas e atenderem aos teus anseios tenham importância eterna.  
Sim, ouça o vem do Senhor, pois é assim que a Escrituras Sagradas afirmam quem somos nós, e quem é o Todo-poderoso, o Deus criador, Nosso Senhor.

Lembre-se onde quer que vá, onde quer que esteja terás diante de ti um Deus santo, que exige andar em santidade. E um dia prestarás contas ao Juiz de toda a terra.

E vejo dia a dia, nos jornais, nas ruas, em todo local que meus olhos penetram que os caminhos oferecidos pelo Senhor não são os caminhos desejados pelo homem. O homem tem prazer e deleite em seus caminhos, em sua própria mente.
Que proposta sem sentido vem do Senhor: abster-se da prostituição, não mentir, considerar os outros em prioridade.
Os caminhos do Senhor são para todos que não conhecem o Senhor pedra de tropeço, escândalo. A santidade para o homem sem Cristo é maldição.
Como foi possível para nós, salvos em Cristo, que um dia comemorávamos nossos pecados em brindes de deboche contra o Santo, que em crueldade diária enganávamos nossas angústias mais profundas e julgávamo-nos heróis do pecado, sim, como foi possível, prostrarmo-nos aos pés do Todo Misericordioso?

Afirmamos por diversas vezes: “Nunca me lavarás”, mas ouvimos: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo”. O Senhor, dos altos céus, importou-se conosco. Advertiu-nos sobre a ira vindoura: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, (Romanos 2:5).
Em nossa mente perpassou o clamor, em ordenança, dos céus: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19). A libertação das nossas convicções, das nossas frugalidades, das nossas incapacidades. Imprimiu em nossos corações a esperança, não por mãos humanas, não produto de qualquer religião: “e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”.
Livres da escravidão do pecado, livres da pena do pecado, como o amado Paulo afirma em Romanos 6:22  “Agora, porém, LIBERTADOS DO PECADO, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna”. Sim, o Santo deu-nos a liberdade para que caminhássemos por veredas santas, em direção aos céus, com a inocência de novos cânticos:

“Prá cidade, prá cidade, com os muros ao redor;
eu andando vou para cidade com os muros ao redor;
lá a harpa de ouro, alegria também, vou cantar aleluia lá”;
Para lá andarei, e ali entoarei...”.

Podemos ler: “Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e SEPAREI-VOS DOS POVOS, PARA SERDES MEUS”. (Levítico 20:26). Fomos comprados pelo Senhor para santo sermos.

Lembre-se onde quer que vá, onde quer que esteja terás diante de ti um Deus santo, que exige andar em santidade. E um dia prestarás contas ao Juiz de toda a terra.

E aquele que ouve e continua descansando no engano e na dureza de seu próprio coração, temos a palavra do Senhor, e leiamos com bastante calma para encontrar a eternidade como recompensa.
 “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a PARTE QUE LHES CABE SERÁ NO LAGO QUE ARDE COM FOGO E ENXOFRE, a saber, a segunda morte”. (Apocalipse 21:8) 

Para aqueles que, um dia, se prostraram aos pés do Senhor, aqueles que abriram mão de suas sabedorias e constroem suas vidas, mesmo que sejam pó e cinza, vencendo os caprichos letais da carne, reforcemos nossos corações:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo; na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória, alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. (1Pe 1:3-9)

 Ao Rei eterno imortal, honra, louvo e glória.

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