"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

O ópio do mundo




Mogi das Cruzes, Setembro, 2010 

Olhemos ao nosso derredor, debrucemo-nos sobre o mundo que não conhece o Senhor, vejamos o que se nos apresenta, senão um cenário de vida e morte. As pessoas saem em busca de suas vidas, e morrem a cada momento. Morrem em suas lutas, morrem em suas decepções, em suas conquistas, em seus amores, em suas esperanças, em suas verdades, em suas mentiras. 
Trilham caminhos de morte. A morte, suave e poderosamente, desliza em todas as direções, ocupa-lhes todo o ser, o profundo da alma, da mente, toda disposição. 
Uma mortalha indestrutível cobre a humanidade, que estúpida, inventa o prazer nessa clausura, sem atentar para o preço a ser pago por essa vaidade.
Somos espectadores, nós Igreja do Senhor, da mais poderosa maldição. Ela surge com o nascer de sol, anunciando a mais um turno de desesperança, e que se completa nas trevas noturnas, trazendo consigo o encanto fugaz, em que se acendem os viços, é o ópio do mundo... consomem-se os dias, e anos, as vidas.
A consciência, a razão, as entranhas, sem sucesso, apalpam as paredes úmidas e escuras do desespero silencioso da angústia humana. A seu modo procuram a vida, e nada podem fazer para interromper o horror desse mundo recluso, senão o prazer do pecado na espera da morte, é o ópio do mundo.
Nada debaixo do sol virá a interromper o ciclo da vida que se esvai.  Não há solução humana que desfaça, muito menos que arrefeça tal realidade. 
Percebam nos sábios, padres, espíritas, políticos, pastores evangélicos com suas sanhas monetárias. Esses que ofereçam aos labirintos da vida sem o Senhor as últimas palavras de poder, romantizem o ar com mais belas poesias, a última verdade, os mais belos cânticos, reúnam-se todos e ergam a melhor plataforma política, as mais profundas reformas sociais unidas ao engodo religioso, ou sem ele, curem todas as doenças... e nada mudará, o homem terá o pecado como sala de espera da morte.
Inadvertidos e resolutos, seguem, zombam, choram, vivem e morrem sem esperanças. 
O pecado falsamente os faz insensíveis a esse mundo sem sentido, faz-se seu guia em direção ao nada. 
Os grilhões da melancolia trará um novo (que é o mesmo) dia, até que o sol decline trazendo-lhe o encanto da noite e o descanso da morte, quiçá descanso fosse. 
Reféns da morte, não desejam o resgate possível, lutam contra a bondade do Altíssimo.
O que fazer para alterar tal realidade? Em nós nada, mas em nossas mãos temos as palavras da vida eterna. O que o Senhor de todo Universo tem a falar sobre esse mundo? Tudo tem a falar meu Senhor.
Há nos registros santos luz suficiente para iluminar mentes e corações, trazer esperança e saciar a sede de justiça, isto garantimos.


Vejamos: Quem tem anunciado todas as coisas? Quem produziu em nossos corações a seiva da vida? Quando nem mesmo nós a desejávamos. Quem abriu as celas, as masmorras para que saíssemos e contemplássemos a verdadeira luz? Não foi o senhor? Sim, foi o nosso Deus.
E não há outro que não o Senhor.
Olhem para o Senhor, vocês que têm trazido a angústia como escudo, e o pecado como baluarte. Quem nada sabem da esperança que há apenas em Cristo Jesus, e tem dela zombado. 
Não retardem sua caminhada até aos pés do Santo. Venham como estão, diz o Senhor. Não tragam sua justiça pessoal, muito menos, sua religião de falsos deuses, de bênçãos negociadas.
Venham todos e contemplem a bondade de Deus. Deixem de lado suas sabedorias, que são como mocambos, garantindo-lhes segurança contra as intempéries da vida. Deixem tudo para trás: as desculpas, as convicções, devoções, pois o Altíssimo vos dará a sabedoria dos céus, a certeza na alma, e a paz desconhecida, mas desesperadamente desejada. Não há ninguém além do Senhor para retirá-los dos labirintos escuros de suas vidas de pecados, da idolatria disfarçada dos templos judaizantes de nossa época, das aberrações em nome de Deus.
Venham para o Senhor que Ele os acolherá. Ouçam o chamado do Senhor. Olhai para Ele e serei salvo, diz o Senhor.

Anunciai e apresentai as razões: tomai conselho todos juntos. Quem mostrou isso desde a antigüidade? quem de há muito o anunciou? Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. Por mim mesmo jurei; já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua. De mim se dirá: Tão somente no senhor há justiça e força. A ele virão, envergonhados, todos os que se irritarem contra ele. (Is 45:21-20)

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