"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 19 de setembro de 2010

Pecado Original - Esboço



Manaus, setembro, 2010

Este texto é apenas um esboço sobre a realidade que envolve o primeiro pecado ocorrido na esfera humana. A relação entre a desobediência de Adão e os demais atos humanos que se seguiram. Há dois significados para este termo:
O primeiro, refere-se simplesmente ao pecado praticado por Adão no Éden, o pecado que originou os demais. O segundo, o pecado de Adão que envolveu toda a raça humana, o pecado que trazemos em nossa natureza.


Em Romanos 5:12, Paulo afirma que através da desobediência de Adão o pecado e a morte se tornaram realidade para todos os homens “porque todos pecaram”, isto é, todos pecaram no pecado de Adão (Rm 5:14-19; 1 Co 15:22). Aquele pecado, é o pecado original e sobreveio sobre todos.
O pecado de Adão foi imputado a toda raça, pois como representante da raça humana, sua ação foi federativa [1], pois estávamos todos nós em Adão seminalmente.  Logo seu pecado, não só repercutiu sobre ele, mas foi além do indivíduo, passando para toda raça. Ou seja, de Adão herdamos a natureza pecaminosa e a culpa. 
Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. (Rm 5:12)
O conceito de Imputação torna-se fundamental para o entendimento desta doutrina. Imputar significa atribuir algo alguém, lançar em sua conta, isto inclui privilégios e mesmo penalidade. É a transferência posicional de virtudes, méritos ou penalidades para outrem, sem que o objeto dessa ação tenha tido qualquer participação ativa [real] no ato original ou gerador.  O objeto da imputação não é possuidor de "fato" dos valores que lhe são imputados.  Um exemplo clássico deste conceito está na Epístola a Filemon. Paulo as sumiu a dívida de Onésimo junto a Filemon.  
Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E se algum dano te fez, ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta.  (Filemon 17,18)
Este conceito fundamenta nossa justificação, onde por uma declaração de Deus, foi-nos  creditado os méritos de Cristo.

 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.(2 Coríntios 5:21)
Voltando à nossa questão perguntamos: como se dá a transmissão do pecado?
Existem linhas teológicas que oferecem a resposta. Aqui defendo o Realismo [ou Seminalismo] para transmissão do pecado como natureza e o Federalismo, para culpa. Ambas levam ao mesmo ponto: Toda raça herdou a natureza pecaminosa e a culpa resultantes da transgressão de Adão.

O Realismo.Tomando Romanos 5:12 , literalmente diz: “Todos pecaram em Adão”, significando a nossa presença (humanidade) e envolvimento quando Adão pecou: a natureza humana genérica universal, que abrange a natureza individual de todos os homens, achava-se presente seminalmente “em Adão”. Este conceito, embasado na solidariedade da raça, tem seu fundamento na paternidade de Adão de todos os seres humanos. Há no Novo Testamento esse princípio em Hebreus 7, onde Levi, muitas décadas antes de existir, estava nos lombos de Abraão. Este é o conceito do Realismo na questão da transmissão do pecado (natureza), expressa a idéia de que todos nós estávamos pecando com Adão. House concorda:
A união entre Adão e sua posteridade é biológica e genética, de modo que Adão incorporava todos os seres humanos em sua entidade coletiva, e assim natureza todas as pessoas são co-pecadoras com Adão. [2]
Federalismo. Toma como base o paralelo entre Adão e Cristo (Rm 5:2-19; 1 Co 15:22, 45-49). Trata da culpa e não da natureza. Como estamos em Cristo, estávamos com Adão. Trata mais da justiça praticada por um e por outro, isto é, liderança representativa, ou federal. O princípio é o mesmo: em vista de nossa união com Adão, sendo ele o nosso representante, somos pecadores culpados; devido à nossa união com Cristo, pela fé, somos considerados [declarados] pecadores justificados. House diz:
A união entre Adão e sua posteridade é devida ao fato de que Deus o nomeou como cabeça representativa da raça humana. O que Adão fez é debitado à sua posteridade. [3]
Todos morremos no pecado de Adão, e pela fé, todos vivemos na justiça de Cristo. 


[1] Adão foi o representante de toda a raça.
[2] H. W. HOUSE, Teologia cristã em quadros, p. 95.
[3] H. W. HOUSE, Teologia cristã em quadros, p. 95.

Um comentário:

  1. GRAÇA E PAZ

    ÓTIMO SEU BLOG MANO QUERIDO, VISITAREI MAIS VEZES..

    EM CRISTO,
    HERRERA
    http://cativosporcristo.blogspot.com/

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