"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sem o sangue do Senhor


Manaus, setembro, 2010
Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas. Lucas 22:53 


O texto de Lucas permite-nos afirmar que o Altíssimo deixou às suas criaturas caídas a possibilidade de manifestarem sua disposição interior em relação ao seu Santo: “é a vossa hora e o poder das trevas”. Uma seqüência de eventos culminaria na condenação e morte do Senhor.
Quem são as pessoas que conduziram o Senhor a cruz? Quais as acusações feitas contra Ele? Encontramos ainda seus seguidores, suas práticas em nosso meio?

Deixando de lado a bruxaria católica das hóstias e da missa, que por blasfêmia ímpar, prometem repetir continuamente o sacrifício do Senhor. (Mesmo que o escritor aos Hebreus afirme: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, Hebreus 10:12”). E olhando para nosso arraial afirmamos que, mesmo sendo um escândalo, desfilam em meio dos santos, homens que continuam a negar o Senhor. E mais, esses tais afirmam-se salvos em Cristo.

Assim, à parte dos planos do Sempiterno, preciso encontrar um ponto e iniciar nas Escrituras a caminhada para encontrar pessoas, características e condutas que permitam a identificar seus pares em nossos dias.
Leio em Marcos 14:21: “Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!”. O texto que reafirma a responsabilidade humana na morte do Senhor aponta para Judas, aquele que traiu o Senhor. E por ele devo iniciar.

Judas, quem foi Judas? Um dos doze, conhecedor, mesmo que nominal, dos ensinos do Mestre; co-participante dos prodígios; homem, com ministério apostólico, era o tesoureiro. Próximo ao Senhor, escolhido para que fossem cumpridas as Escrituras. O homem deixado à sua própria sorte é descrito pelo Ap. Paulo: “homem natural NÃO ENTENDE, NEM ACEITA as coisas de Deus. Pois elas se discernem espiritualmente”.
A ausência da capacidade para entender ao mundo espiritual é a morte. Judas, a despeito, da proximidade, da participação, dos ensinos é um homem morto. Para ele o convívio com aquela realidade trazia-lhe frustração; do mundo espiritual, sem vida, nada dele compreendia, nada dele vivia, nele não obtinha prazer. O texto: “Mas Deus vos deu vida estando vós mortos em vossos delitos e pecados”, não rompera suas barreiras naturais, não emergira em seu interior com o poder dos céus, mas estava em meio aos apóstolos, apóstolo era. Contudo nada daquilo, da forma que se apresentava, fazia sentido. Tudo não passava de um grupo de pessoas, cuja virtude era a possibilidade de serem utilizadas para atender seus interesses, suas ambições materiais. Sua mente e seu coração carnais explodiam de descontentamento, de insatisfação face as liturgias mortas, práticas nominais, nada disso  lhe fazia sentido. Sua ânsia de modificar aquele ambiente, acrescentar-lhe mais pragmatismo, envolver com as questões mais prementes. No discurso antiquado do Senhor não comportava suas convicções. O enfrentamento fora inevitável com o Senhor:  “Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo (Mateus 26:10)”. A devoção e consagração ao Senhor estava totalmente fora de sua percepção, isso lhe mostrou a impossibilidade de sobrepor-se aos valores do santo Evangelho. Seus resultados, seus interesses, sua visão pessoal foram obstruídos pelas verdades do Senhor. O Senhor precisaria sair para que ele triunfasse. Repassa em minha cabeça  o hino:
“Tão perto do reino, mas sem salvação.
Tão perto, porém sem Jesus, sem perdão”.

A única alternativa em sua mente natural era afastar a verdade do Senhor, roubá-la para auferir vantagens dela, e assim o fez.
Judas é um homem obstinado, com aptidão de satisfação pessoal, e muita ambição. Seus atos o levaram a inconseqüência e ao remorso. Este é o retrato da vida religiosa de Judas.
Estas características imprimem o ideal religioso de uma multidão de pessoas que enganados manifestam sua fragrância sentadas nos bancos, nos púlpitos, no êxtase do canto gospel, no ecumenismo político-religioso, nos discursos dos pensadores livres, nos bailados sensuais, no rebolado e palmas d o mundanismo litúrgico, nas novas doutrinas, na definitiva identidade com as trevas, sem o sangue do Senhor.
Construíram um deus para atender às suas mentes carnais. Nada lhes importa, senão a conquista do mundo, a evidência, o poder, os prazeres... transitórios do pecado.
Esses, em multidão incontável, passearão em trevas eternas e cada um ouvirá em sua própria consciência: aquele que traiu o Senhor... a mesma reputação de Judas, a mesma responsabilidade.
Hoje traem, e continuarão traindo o Senhor, a igreja sem arrependimento, sem sangue do Senhor, cujo nome é Aceldama.

Um comentário:

  1. Olá,

    Estou conhecendo hoje este portal cristão. Muito bom mesmo!Deus continue abençoando!

    Quero aproveitar para promover o meu blog pessoal;
    http://ideiasprotestantes.blogspot.com

    Sem dispensar a seriedade na defesa do Evangelho, e, sobretudo, longe de se adaptar aos modismos e novidades do Cristianismo de entretenimento, o leitor aqui obterá uma mistura bem balanceada de teologia, cultura, denúncia, cidadania, religião e artigos devocionais. No blog IdéiasProtestantes, você fica sabendo da última novidade do absurdário gospel, mas também não falta material para edificação e reflexões sobre a vida cristã.

    Um forte abraço,
    Marcos Sampaio de

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