"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 23 de outubro de 2010

A igreja reerguendo a cruz de Cristo


EBD, Igreja Batista Regular Renascer 
Manaus, 24 outubro, 2010


Vencida a etapa da prisão do Senhor, deparamo-nos com um cenário de horror, onde de um lado temos os sacerdotes e escribas, mais a turba; de outro Herodes, Pilatos e sua dissimulação. Todos estes marcam seus nomes na história pela forma de como encontraram e trataram o Senhor do Universo. 

Face a face com Criador, diante de seus olhos, um homem que foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. (Is 53:23) 

Sim, estiveram frente ao nosso Deus! 
Que podemos aprender de suas reações? Seus comportamentos? Sentimentos? 

Chegamos ao ponto central da história universal, ao ponto mais profundo da estupidez humana: a culpabilidade de Deus. São as horas que antecedem a cruz, a morte de cruz, mais um degrau da humilhação experimentada pelo Senhor da Glória. 


A Insensatez humana 
Sabemos que Deus em sua sabedoria não permitiu que o homem O conhecesse por sua própria sabedoria. Mas não esqueçamos o homem segue segundo seu próprio coração, segundo sua natureza, que o conduz sempre à morte. 


A sabedoria de Deus
Deus, em seu poder, fez convergir para um único evento: gentios, judeus, povos, religião e leis humanas. O retrato do mundo, o retrato da igreja. Nosso retrato pessoal. 

Há um conjunto de percepções registrado nestas passagens nas Escrituras que expressam sentimentos e comportamento daqueles homens, e são os mesmos sentimentos e comportamento por nós manifestados. Pena que nossa soberba não permita alinharmo-nos àqueles judeus e gentios à vergonha da cruz. 


A resistência ao Senhorio 
“E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte”. (Mt 26.64-66). 

Sacerdotes e escribas atormentados pela possibilidade de Jesus ser quem realmente afirmava ser, vociferam: É réu de morte! Há visível ira e descontrole nesse ambiente. A verdade de Cristo suscita ira dos homens, aos corações iníquos, sabemos disto. Eles desejam um cristo que não seja Senhor. Um cristo sem seu senhorio. Nada pode ser maior que o coração inconverso. Assim diz o coração ímpio: Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Is 14:14) Não pode existir Deus que seja Deus. 

Um cristo para entretenimento
Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele; (Lc 23:8) 

Herodes, em sua soberba, estava interessado em Jesus circense, pentecostal, um cristo que se prestasse fazer-lhe sinais. Ao silêncio do Senhor, sobrevém o achincalhe, o deboche, ridicularizam-nO, vestindo-O de “manto aparatoso” (brilhoso ou transparente). (Lc 23.11). 

Em Herodes, o retrato de um Cristo humilhado com roupas transparentes ou brilhosas. Ridicularizando ao Senhor expressa sua disposição vil. A exposição de Deus aos caprichos insanos promovidos pelo poder secular. Como poderia um filho de satanás louvar o Senhor ou a Ele dar glória? 

Lemos que não encontraram crime algum, mas não perdem oportunidade de humilhar o Senhor da Glória. 

Quanto horror pode haver nas mentes de pessoas que estão (estiveram) frente ao Evangelho salvador e dele fizeram deboche, e agora estão na eternidade. 

O prazer do escárnio 
“Nada verifiquei contra ele dos crimes que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar.” Palavras de Pilatos, que sugere açoitá-lo para agrado dos algozes do Senhor. (Lc 23.14-15). 

Pilatos, por sua vez, não encontra crime algum, mas diz o texto: “nada contra ele se verificou digno de morte. Portanto, após castigá-lo soltá-lo-ei”. Não há crime, mas há poder suficiente para açoitá-lo. Não há em Pilatos motivos para respeito ou dar aas devidas glórias a Jesus. 

Em Pilatos, o descaso a um Cristo qualquer, sem honra. Um Cristo a ser usado, desrespeitado. E mais, em Mt. 27.24 pede água, para simbolizar que não carregaria culpa alguma sobre o que seria feito ao Senhor. São pessoas que vêem como santo, bom, mas não o defendem, não sofrem pelas ofensas feitas a Ele. Na verdade admiram, gostam, mas não conhecem o Senhor. 

Há um fato relevante Lc 23.12, Herodes e Pilatos reataram amizade sobre o escárnio de Cristo. 

Nossa cegueira não nos permite ver o que se passa no mundo religioso em nossa volta: O comércio do Senhor! 

Pilatos é um homem sem tempo para verdade (Jo 18.38). 

A multidão às cegas
Por fim temos a turba acéfala, – semelhante ao que hoje presenciamos: povo “da última vontade”, sempre aptos a seguirem o último vento. Como sempre, a multidão induzida, escancararia sua escolha: “Fora com este, solta-nos Barrabás” (Lc 23.18). Escolha de um homicida, nada mais assustador, e não menos natural: entre Deus e um homicida o ímpio SEMPRE escolherá ao homicida. 

Nosso amor equivocado não nos permite ver o que se passa dentro de nossa igreja: a escolha pelo mal! 


Estão aqui entre nós
Sacerdotes e escribas negando a divindade do Senhor, Herodes interessado em um cristo para entretenimento, Pilatos com seu cristo para desonra e o povo em sua ânsia pelo mal são o registro de cada coração, de cada sentimento... e para vergonha nossa isto é a nossa igreja. 

Sim, estamos frente ao nosso Deus! 
Assim, a igreja deste tempo tem marcado seu caráter e sua devoção ao engano.

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