"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os caminhos sutis da política partidária


Tenho visto a Igreja do Senhor – aqui incluo os nominais e ainda verdadeiros santos – engajada na participação política partidária como se ministério fosse. A reprovação ou mesmo omissão quanto a essa questão passa a ser vista como pecado, imaturidade ou deficiência “espiritual”.


Já questionei alguns em busca de bases bíblicas para fundamentar tal comportamento. Recebi respostas evasivas e a citação de personagem do Velho Testamento – estilo pentecostal e sua variação neo. Não há fundamento bíblico para tal.
A questão tem forte caráter histórico: a Igreja deve ou não estar separada do Estado? Posto que mais ampla, não a trarei agora.
E, pessoas, que subscrevem as mais fundamentadas Confissões de Fé, enviam e-mails – recebi alguns - subscrevendo nomes como Dom Paulo Evaristo Arns, sacerdote católico; vi textos de Leonardo Boff, representante das trevas, postado em blogs “fundamentalistas”, li (pasmem!!) citações elogiosas aos textos e posturas de Malafaia, herege e estelionatário religioso. São muitas as estranhezas, tudo em nome da participação (UNIDADE) político partidária da Igreja, contudo à parte do Senhor. Quanto a isto, assim diz o Senhor:
“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3.
Uma aproximação perigosa para quem defende o fundamentalismo e apregoa santidade, o que suscitam dúvidas sobre o seu verdadeiro testemunho e caráter cristão.
E mais:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).
É claro que o crente como qualquer outro cidadão tem direito de ter sua opinião, expressar-se, contudo é inaceitável a utilização dos valores cristãos para cooptação de seus pares políticos. E, impensável, o envolvimento da Igreja, como instituição, no mundo e na realidade político partidária. Com que autoridade julgaremos o mundo? Se somos seus pares! Corrompemo-nos.

Ao relato das Escrituras para um panorama abreviado a ser avaliado:
Se é questão de personagem, recorro a  Jesus.
Sem dúvida Barrabás era muito mais politizado, mais engajado que o Senhor, preso estava por tal motivo. O Senhor, poderia, mas não se “articulou” junto aos Zelotes para expressar sua proposta salvadora, e não social, lembremos que era esse o anseio nacional dos israelitas, E mais, era filho de Davi, e a despeito disto, não se lançou aos arranjos políticos de então.
  
Se é questão de exortação bíblica, recorro a  Paulo.
O texto induz a alguma mobilização em torno da liberdade do santo? E ao falar da oportunidade em obter a liberdade, o faz utilizando apologia à mobilização de massas? Que orientação bíblica conduz ao povo de Deus para participação política?
“Foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo”. (1 Coríntios 7:22).
Amados, as opções partidárias não chegam a Igreja do Senhor como orientação das Escrituras, vindas do alto, pelo contrário, chegam conforme Tg 3:15: "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica". Introduzidas foram para suscitarem divisões, "partidarização". E para isto somos recomendados a fugir das contendas, das preferências dentro da casa do Senhor, quanto mais no torneio político partidário (entenda-se, impiedade):
“Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1:12-13).
Cá no norte somos A, lá no centro B, já no sul C, no nordeste D e por aí vai. Onde estará a unidade do Senhor? Que critérios são adotados para essa preferência? Nalgum desses há exaltação do Santo? Valores morais? Preservação das Sagradas Letras? Há em qualquer deles temor ao Senhor? Não. Somos impelidos à preferências à parte das exortações prescritas pela Escritura, estamos estabelecendo nosso próprio caminho de santidade, e esse passa pela conformação aos valores do mundo partidário.
Ao passar esse período o que restará? Que edificação foi produzida? De todos os lados há mentiras, calúnias, difamações. Em louvor de quem?
A Igreja do Senhor relativou o pecado para participar da festa, sentou-se a mesa com os escarnecedores.
Que o Senhor seja misericordioso com Seu povo.


Parece-me que a “simples” salvação e os valores inscritos em nossos corações não são suficientes para promover prazer e conduzir nossas vidas.
"Tudo te darei se prostrado me adorares" é o refrão silencioso que sibila nos ouvidos e une as massas religiosas... uma única Igreja - unidade pelo ideal partidário.

Deixamo-nos seduzir pelas ribaltas ofertadas pelo diabo, as quais quando oferecidas ao Senhor foram rejeitadas. Caminhamos para prostração e adoração de um outro deus.


O ecumenismo, sutilmente, travestido de participação política, assegurou em definitivo seu lugar no coração da Igreja do Senhor. Passamos a ignorar os desígnios de satanás, argumentando que estamos em defesa de um "mundo melhor".

Ao Rei eterno imortal, e somente a Ele,  honra, louvor e glória.  

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Em Cristo.