"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Não tendes nada para comer?


Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe: Nós também vamos contigo. Saíram e entraram no barco; e naquela noite nada apanharam.  Mas ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-lhe: Não. (Jo 21.3-5)

Não tendes nada para comer? Esta pergunta dirigida a um grupo de pescadores que volta de seu turno de trabalho soa estranha, até um pouco estúpida. Como não teriam aqueles homens o que comer após uma noite no mar? Todo pescador sempre volta com o resultado de sua pesca. Mas a resposta dada foi NÃO. Nada havia pescado, sua jornada em busca de peixes, absurdamente, não proporcionara o fruto mínimo de seu labor. 

Aqueles homens experimentados no mar, experimentados em fisgar peixes, não apenas não dispunham de peixes para sua alimentação, mas foram obrigados a expressar a condição em que se encontravam: sem o elemento essencial de sua vida, o significado maior de seus esforços. A razão de toda aquela noite.
A pergunta feita pelo Senhor aos seus discípulos oferece-nos um significado magnífico.

O questionamento feito aos seus discípulos se deu no Mar de Tiberíades, aqueles homens experimentaram três anos de convívio intenso com o Senhor, de ensinos soberbos e profundos, de experiências arrebatadoras que jamais humano algum compartilhara: curas, milagres, o monte da transfiguração e o anúncio das profecias de morte e ressurreição do Deus eterno. 

Haviam estado em um túmulo, em que a morte fora vencida, o corpo que lá jazia à morte, agora vazio, celebrava a vida que prevalecera, conforme a soberania e amor do Altíssimo. Sim, aqueles homens, agora pescadores, voltavam de um dia de labuta, um dia de fracasso e frustração. Não tendes nada para comer? Não. A condução do argumento divino os faz verbalizar a insuficiência humana.

Temos os nossos pares contemporâneos, dentro e fora da igreja, pessoas que ouvem falar das grandezas de Deus, convivem com os santos, vêem a maravilha que o Senhor tem feito transformando vidas, mas continuam vivendo dias de frustração e fracasso.  Não que lhes falte o peixe ou frutos de seus trabalhos, mas lhes falta vida. Não perceberam o significado do túmulo vazio do Senhor, não foram arrebatados pelos santos textos da Palavra. Vivem vidas sem perceberem que nada tem para comer, são pobres, cegos e continuam nus. 

Um dia, o ressoar da voz do Senhor, mesmo estranho, estúpido, chegará: Tens vida para viver? Responderão: Não, nenhuma! 

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