"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O primeiro dia do resto de nossas vidas


A lança da misericórdia e a reedição da desonra imposta foram desnecessárias, o Senhor já se entregara à morte... Jesus está morto. A água e o sangue que saem daquele corpo manifestam o estertor da humanidade vil que compartilhou nosso Deus.

Mateus registra o desfecho final da encarnação do Senhor: “o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era filho de Deus” (27.54).

Há humano espanto com o que podem fazer a inimizade e o ódio contra Deus.

Os que de longe vieram para ouvir o Mestre deparam-se com um corpo inerte pendurado em uma cruz, desfigurado pelos horror imposto por seus algozes. Mudo é o retrato da obra do coração humano.

Há humano espanto com o que podem fazer a inimizade e o ódio contra Deus.

Morto o Senhor do Universo, findam as esperanças, dilui-se a expectativa da glória prometida pelo Santo de Deus. Jaz, traspassado aquele que havia de redimir Israel. Seu destino em nada difere daqueles malfeitores que compartilharam de seus últimos momentos ao seu lado, nada há naquele corpo inerte que não seja humano.

Ao espanto da cruz surgem os anônimos de até então, José e Nicodemos que intercedem junto a Pilatos pelo corpo de morte do Santo. A dignidade e a liturgia clamam por baixá-lo da cruz e depositá-lo em um túmulo. 
Aproxima-se a celebração da Páscoa, algumas horas separam da escuridão da noite que chega. Há pressa nos judeus, aquele cenário cruento não pode emoldurar as luzes do sexto dia. Às pressas enrolam-no com tecido e o deitam em uma cova, jaz o Deus eterno. 

Consumado está, nada mais resta àqueles que Nele depositaram esperança. Retiram-se todos até a manhã do primeiro dia, para a celebração e submissão à morte, a crueldade da morte. Pobre de nós!
  
Assim ficaria, caso não houvesse santidade, poder e fidelidade em Deus. 

Um novo dia, uma nova vida emergiram daquele túmulo, emergiram de Deus. 


Bendito seja o Todo-Poderoso.

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