"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Unidos contra Cristo ou A convergência do interesse humano


Manaus, 7, novembro,2010
EBD Igreja Batista Regular Renascer

João (19.14-24)
Na leitura sobre a crucificação de Cristo, impossível é não atentar para as motivações presente. A relação entre os distintos grupos tem matiz próprio, um caráter singular.  Os gentios, na figura de Pilatos, os religiosos, representados pelos judeus e a turba acéfala, que sempre é conduzida. Para chegar à cruz houvera suborno, agressão, coação, falsas testemunhas, covardia etc.

Por que tanto por um maltrapilho? Um qualquer? Sem influência familiar, sem procedência. De tão desprezível, que Natanael inquiriu: Poderia vir algo de bom de Nazaré? Sim, nenhum sentido há, na análise fria da história, que justifique as proporções que alcançaram a morte de Cristo. Apenas encontro respostas ao me debruçar sobre o mal que aprofunda suas raízes no coração de toda a raça humana e nos propósitos eternos do Altíssimo. Sim, há mistérios e propósitos na sabedoria e no plano de Deus.

Sim, Deus derramou seu sangue, o Livro dos Atos dos Apóstolos (20.28) registra: A Igreja que Deus adquiriu com seu próprio sangue, sentença eterna do coração do Senhor, assim, haveria de ocorrer na história. Mas por que tamanha ira? Tantos riscos? Repúdio e abandono de todos?

O Altíssimo será conduzido até o madeiro. A cruz que encerrará seu martírio, que sobre ela passará os últimos minutos desta vida o Senhor da glória, objeto do escárnio dos homens. 


A cruz da morte acomoda a vida, a nossa vida.


O que levou ao povo de Israel a rejeitar o seu rei? O seu Messias? Que relação há na crucificação do Senhor com os nossos dias?

É o desafio que o Senhor colocou diante de nós nesta manhã. Que Ele ilumine nossa vereda, faça, como a chuva serôdia à terra seca, chegar sua palavra aos nossos corações, é a minha oração.


Leiamos Jo 19:15:
Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? responderam, os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César.

Pilatos expõe a figura de Cristo, frágil, ensangüentada e ridicularizada: “Eis aqui o vosso Rei.” É sua falta de apreço pela nação de Israel. Os judeus de pronto aceitam o escárnio romano e se submetem ao poder secular: “nosso rei é César”. Assumem a secularização em lugar dos valores espirituais presente na Lei do Senhor. Onde ficaram as promessas do Senhor? As glórias dos reinos de Davi, de Salomão?

O Deus de Israel prometera aos filhos de Abraão: 
“A tua casa, porém, e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.” (2Sm 7:16). 
Viria pela descendência de Davi, Aquele que seria o Rei eterno sobre o Israel de Deus, e toda a terra. 
Haveria o Senhor das promessas esquecido-se de Israel? Não! Israel, em seus religiosos, tinha voltado suas esperanças, suas motivações para construir o futuro nacional baseando-se em seus interesses, livrando-se da santidade de Deus. As promessas foram perdidas naqueles corações ávidos pelos prazeres ofertados pelo mundo de sucesso, privilégios e riquezas.  
A rejeição à Palavra é a própria rejeição ao Senhor.
Assim, convinha rejeitar A ESPERANÇA DO AMANHÃ prometida pelo Senhor. O cumprimento da promessa sobre o Messias, conforme a vontade santa de Deus, opunha-se à possibilidade de construir o futuro pelas próprias mãos. 
A adoção dos MÉTODOS E REGRAS PAGÃOS, e a subserviência àquele que detinha o poder, PILATOS, tornara-se a decisão mais madura e adequada ao contexto sócio-político. 
Jesus, o verbo em carne, passou a ser um empecilho às conquistas e manutenções sociais daqueles religiosos, sua mensagem, sua disposição, era acentuadamente santa e espiritual.  

Ademais, acabara o tempo para o Senhor cumprir com suas promessas, não havia mais tempo para considerar a soberania de Deus, sua fidelidade. Israel inaugurara um novo tempo, tempo de abandono às verdades, tempo para consumar sua secularização.

Aceitas as regras, Israel tem sua recompensa - seu prêmio: Cristo para ser crucificado. “Então lho entregou para ser crucificado”. (19.16). 

Era-lhes necessário livrarem-se daquilo que se interpunha aos seus interesses. Perfil da igreja que se diz cristã.

O mesmo sentimento, a mesma motivação, a mesma ira contra o Santo permeia entre o povo de Deus. Rejeitam o Cristo das Escrituras, optaram por "um" mais adequado às suas conquistas. Abandonaram a santidade em troca das ribaltas e luzes do pecado e do poder secular. 

Rastejam em busca de ares partidários, uniram-se ao paganismo de Pilatos e mantém falsidade religiosa dos sacerdotes judeus. Sorriem e abraçam-se em unidade ecumênica. A perversidade da igreja apóstata reedita o quadro de rejeição de Cristo. 


Mas, grande é o nosso Deus, e em seu coração, desde a eternidade, estava determinado que a apostasia preanunciaria a vinda do Senhor... Olhemos para o céu de onde virá o Nosso Senhor, que está às portas.


Esta igreja, bem esta igreja, permanecerá na terra!

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