"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 20 de novembro de 2010

A vida que vem do túmulo

Igreja Batista Regular Renascer
Culto Noturno
Manaus, 21,novembro,2010

E acharam a pedra revolvida do sepulcro. Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus. (Lc 24.2-3)

A vida que se apresenta diante de nossos olhos, cantada pelos poetas, que ajuda a compor enredos e se lança como uma celebração, é na realidade o manifesto da desesperança de toda a raça.
Subordinada aos caprichos da morte fez do homem refém, como um leão condenado que em clausura percorre incessantemente os quatro cantos da jaula a espera do sacrifício.

Para esse nada há além do fechar dos olhos. As ambições, o prazer, os sentimentos, tudo será encerrado pelo manto negro da morte. Não há esperança, a morte é o último ponto, é o fim da percepção humana. A frieza da análise fornece-lhe a miséria vivida: nada há além do visível, nada há além do prazer e das conquistas. Quedou-se à morte, adaptando-se a desesperança que pasteurizou a vida moderna.

As advertências divinas foram lançadas fora, o inferno tornou-se infantil demais para consideração, mesmo que sua vida sejam passos rumo às aflições eternas. Perdida a noção de pecado, a moral decai e o homem regozija-se nas sarjetas imundas de seu cotidiano achando-se superior e, paradoxalmente, quase imortal.

Sem regras, sem família, sem pudor... sem Deus, é o quadro da desesperança cotidiana. Rejeita toda abordagem a respeito da eternidade, satisfaz-se com o engano dessa vida fugidia. Esquiva-se dos preceitos divinos, de seu próprio interior, julgando logrará êxito frente ao Juiz de toda terra.  Jeremias traz a advertência do alto: Por que se queixaria o homem vivente, o varão por causa do castigo dos seus pecados? (Lm 3:39).

A morte, queira o amigo ou não, é a justa sentença de Deus sobre todos. A cada dia ela mostra seu poder, sua marca: crianças, idosos, sábios, indoutos, nobres por ela são ceifados.  Ela está a mostra, cemitérios testemunham com suas as infindáveis cruzes a presença da morte, o pranto, as inócuas missas tecem sua textura entre nós, avisando a todos de sua presença. Sim, assim quis o Juiz de todo universo. Por ela o Altíssimo exibe a insuficiência e finitude humanas.

O que a Escritura tem para esse homem, o que ela tem para abrir sua mente e fazê-la ir além da mesquinhez dos dias maus que se apresentam? A morte passeia vitoriosa, garbosa se mostra em toda a criação. Que poderá fazer o homem?

As Escrituras solenemente afirmam: Jesus, nosso Senhor e Deus venceu a morte, é seu Senhor.

Reúnam-se todos os demônios, satanás, católicos, espíritas, sábios, livres pensadores, cristãos professos, apóstatas e toda multidão de pecadores e venham ouvir: Jesus, o Deus eterno, é senhor da vida e da morte. Sim, foi da vontade de Deus, o Pai, que assim o fosse. 



Declarou desde a eternidade e revelou-nos  séculos antes de vir ao mundo, antes de se fazer carne,  falou:
Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? Is 53.1
A advertência divina alertava que a dureza de corações faria com que as pessoas desacreditassem assim, na palavra do Senhor. Não me surpreendo, com a desatenção, com o descaso, com a sabedoria pessoal, com a soberba aqui presente. As ruas do inferno são calçadas de sabedoria e bondade humana.

O Senhor não levou em conta nossos sentimentos, nossos afetos, ao construir seu plano de redenção, o fez para louvor de sua glória, e traria pecadores a conhecê-Lo pelo seu poder e bondade. Jamais nosso Deus realizou a obra da salvação com base na atenção, no discernimento de suas criaturas. Mas, rogo aos ouvintes: abram seus ouvidos, abram seus corações, pois o evangelho é o único meio de fugirem das sendas da morte.
Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Is 53.10

Leiamos com toda atenção, leiamos, pois aqui se encontra a verdade que nos leva para além da morte. O livramento das garras imperiosas das trevas eternas.  Deus em seu amor e santidade teve prazer em expor Cristo na cruz para escândalo de todas as criaturas no céu, na terra. O Santo de Deus, Jesus, deu-se em oferta pelo pecado. O nosso pecado que faz com que Deus estabeleça a sentença de morte, foi lançado sobre Ele naquela cruz.


Ofereceu seu próprio Filho sem pecados, sem mal algum para pagar pelos nossos pecados. O justo pagando pelo injusto; o Santo em lugar de pecadores.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Is 53.5

 A santa Palavra garante-nos: Jesus foi ferido por causa de nossas transgressões, esmagado por causa de nossas iniqüidades. A sentença de morte que estava sobre nós, sobre Ele foi lançada. Apenas a iniqüidade, o pecado que alimenta e entorpece os corações não permite perceber o amor que chega em sua direção: Deus lançando seu Filho sobre uma cruz, sentenciando-o à morte para livrar o miserável pecador.

Procurem na história, nos anais das boas obras humanas e verifiquem se há amor maior que o do Nosso Deus. Vasculhem o próprio coração e se apercebam que estão sozinhos nesta aventura da vida, e sem a companhia do Senhor, foi iniciada a trilha da morte e do desespero eternos. Mas, temos boas novas, o que dizer do túmulo vazio?

Aquele túmulo é o recanto em todo universo escolhido por Deus para fazer brotar a verdadeira vida. No poder Triuno e na assembléia angelical foi sentenciada a morte da morte: a morte morreu. A exuberância da vida foi proclamada. Aleluia! Milhões de aleluias cantaram os céus, ecoaram por toda a terra. A vida de Deus está disponível aos homens.

A morte não pode reter a vida que há em Cristo... o túmulo está vazio. Em profusão sai o vigor da vida.

Esta é a boa nova de salvação: nossos pecados lançados naquela cruz de morte, e nossa vida emergindo do poder de Deus. O túmulo não nos reterá, temos a vida de Cristo, eterna. 

É o desafio dos céus, saiam das sarjetas da desesperança, lancem-se a Cristo, todos os que cansados, cansados dessa vida.

A ressurreição de Cristo é o fim da vida regida pela morte. E é o ministério da vida que desce dos céus e se nos oferece nesta noite.

É a vida que passa pela cruz e vem do túmulo.

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