"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal: expressão religiosa do homem moderno



(Este texto foi baseado - com algumas alterações - em um pedido de minha mãe. Ela solicitou-me  algo a respeito do natal para ser lido naquela noite, pois eu não estaria com ela na data. Segundo informações, foi lido ao final da noite, quando parte de seus convidados já se haviam retirado. Natal de 2009).
Há algum tempo venho tentando entender quais os sentimentos e percepções que povoam a mente das pessoas em relação ao Natal. Considerando que é a comemoração do nascimento de Cristo, mesmo que falaciosa, os elementos presentes à celebração passaram a ser objeto de minha observação. Queiramos ou não, a motivação tradicional da festa é religiosa, pois vem a ser a comemoração do nascimento - a encarnação - de Deus.

Observando-o, entendendo-o é possível concluir que tipo religiosidade é praticada pelo homem moderno? 
Este é um bom exercício e maior, ainda, desafio.

A psicologia da tradição
À parte da grosseria histórica que envolve o fato - a data do nascimento ser dezembro; ter saído da Europa pagã e não dos arredores de Israel; sem referência em textos bíblicos, e sem nenhuma alusão no registro de autores que trouxeram um intervalo de 1.000 de história aos nossos dias, faz parte da vida nacional (e pior, cristã).

Ao fim de cada ano multidões se mobilizam em torno da comemoração - ou celebração - natalina. Sem questionamentos, preparam-se para mais um natal, o mundo se transforma e, magicamente, surgem por toda volta tons de harmonia. É estabelecido um cenário onde há luzes e - incrivelmente - esperança para todos... a se repetir ano após ano.

A natureza do espírito natalino
O primeiro empreendimento é buscar o cerne desta festa: donde surge essa esperança? 
Há duas linhas excludentes entre si, e apenas duas: 
(1) O natal é apenas um simbolismo – árvores, presentes, guirlandas, cenários, e a esperança vem do próprio homem; 
(2) as pessoas julgam que, por meio dela, prestam culto ao Deus criador de todas as coisas, e a esperança vem do próprio Deus.

Em suma: O Natal é apenas um simbolismo de comemoração das conquistas pessoais ou uma manifestação devocional?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Da morte para vida - A salvação de Maria


Igreja Batista Regular Renascer
Manaus
Com base em Jo 20.1-18

Maria segue com os aromas e bálsamos para seu último ato de despedida daquele que julgou ser a esperança dela e de tantas outras pessoas de Israel, mesmo os dispersos. A tristeza e decepção não foram suficientes para demovê-la de completar-lhe a liturgia da morte.
Faz escuro, antecipa-se aos primeiros raios de sol de um dia que não teria fim.
Suas reações são reações de inúmeros que têm depositado uma crença particular em Cristo.

Poderemos com ela conhecer um pouco de nós mesmos, um pouco do que ocorre em nossa volta.

Alguns questionamentos se impõem às nossas mentes:
(1)            Como podemos reconhecer uma obra de Deus?
(2)            Como reagimos diante da grandiosidade de Deus?
São questionamentos que nos permitem adentrar um pouco mais na salvação pela fé que chegou aos nossos dias.

Vejamos, pois:
Lucas (23.55) diz: “as mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, viram o túmulo e onde o corpo fora depositado”. E mais: “então se retiraram para preparar aromas e bálsamos”. A ida daquelas mulheres até o túmulo tem um propósito claro: concluir o rito final da morte. Isto nos permite afirmar naquelas mulheres  havia convicção que a morte, em toda sua brutalidade, se abatera sobre o Senhor.

Não apenas Maria Madalena, mas as demais mulheres que o seguiam desde a Galiléia, viram-no morto, preparam-se para, conforme o rito, dar ao Senhor a fugaz dignidade que a morte limita.

Nelas há convicção quanto à morte do Senhor: Sim, o Senhor morreu!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Escatolgia vs. esperança presente

                                                       


A vinda de Cristo, o mundo futuro, a eternidade são temas que estão fora da agenda cristã. As propostas escatológicas causam desconforto à igreja rastejante, que prefere embrenhar-se nas questões sócio-políticas - sem esquecer as ambientais - a contemplar os céus. A exemplo do romanismo, seguem alvissareiros em seu fascínio, ribalta e seguidores sem se deixarem à voz do Senhor:
Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira. (Jr 8:8)

O homem está consolidando seu próprio conceito de Deus. Estabelece sua disposição acima de Deus e, não se submetendo aos Escritos, criou seu Deus, mesmo com temor, segue em sua liberdade religiosa.
Impondo seus conceitos, sua história, orientado por sua lógica e sabedoria, diz o que deve dizer o Senhor sobre o futuro do mundo, das coisas criadas, da eternidade.
A despeito da exortação de Pedro sobre a prontidão ao questionamento de nossa esperança, temos observado que a esperança da cruz tem sido subvertida pelos encantos e falácias do mundo. 
O episódio evangélico volta ao nosso tempo com mais importância e necessidade: "Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas". Os afazeres seculares têm subtraído a atenção e fornecido a desorientação necessária para criação das alternativas doutrinárias para ajuste aos desajustes apresentados.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Apenas creia em Cristo


Igreja Batista Regular Renascer
Manaus, 12,dezembro,2010
Com base em Jo 6.28-40.

O texto lido nesta noite, apesar da distância no espaço e na nossa história, é um fato de nosso dia a dia, repercute nos quatro cantos de nosso cotidiano.

1.    É a luta entre a verdade de Deus  e os caprichos da sabedoria pessoal dos homens. A despeito dos riscos, esses insistem em enfrentar o Senhor dos Exércitos.
2.    São verdades de uma razão sem razão saindo em fúria contra a sabedoria, a bondade e o amor de Deus.

O que veremos expressa a convicção dos milhares que formam a pobre pluralidade religiosa. São os travestis evangélicos, o confuso paganismo católico, espiritualidade sem Espírito dos espiritualistas, a arrogância pueril dos agnósticos e ateus e demais arranjos e modismos religiosos que brincam de ser Deus, sem atinarem para as trevas que se avizinham.

É a mesma disposição que hoje temos no coração de muitos aqui sentados, cujos argumentos são construídos, impedindo-os de conhecer a simplicidade e sabedoria do nosso Deus.

Ah! Como tais corações operam contra si mesmos. Nessa luta, fingem-se fortes, não sabem que, à espreita, a morte lhes sorri, que serão apanhados em sua sabedoria.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Para minha irmã Silvia


Este Texto foi escrito em resposta a alguns questionamentos feitos por uma irmã minha que vive nos EUA. Foi logo após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Silvinha, mana muita saudade de todos vocês.
Estou te enviando este e-mail em resposta àquele telefonema sobre os ataques terroristas que aconteceram aí. O texto abaixo também será enviado para outros leitores. Assim não visa um uma pessoa especificamente, nem um grupo. Mas é um desafio para qualquer pessoa que tenha sensatez, depois de lê-lo considerar sua posição, seja qual for. 

O grande questionamento

Há uma questão que deve ser respondida antes de qualquer consideração:
Que idéia o caro leitor tem sobre propósito da vida?
Dependendo da resposta há considerações a serem feitas:
(1) Se a resposta é que estamos diante de fatos planejados por Deus e que todas as coisas estão sob seu controle e concorrem para um fim, o texto abaixo fará sentido.
(2) Mas se a resposta é que não há um Deus atuante e que estamos soltos dentro deste universo e que somos senhores do destino. Que nada importa. Previno-o que este texto não lhe terá qualquer sentido. Pois se a vida se resume em trabalhar, acumular, gozar a vida e morrer, somos um pouquinho melhor que os animais, e a razão e a lógica não fazem sentido. Logo o conselho que dou é abandonar esta leitura, não passar desta linha.
Para responder àqueles que fazem parte do primeiro grupo este texto foi escrito.