"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Apenas creia em Cristo


Igreja Batista Regular Renascer
Manaus, 12,dezembro,2010
Com base em Jo 6.28-40.

O texto lido nesta noite, apesar da distância no espaço e na nossa história, é um fato de nosso dia a dia, repercute nos quatro cantos de nosso cotidiano.

1.    É a luta entre a verdade de Deus  e os caprichos da sabedoria pessoal dos homens. A despeito dos riscos, esses insistem em enfrentar o Senhor dos Exércitos.
2.    São verdades de uma razão sem razão saindo em fúria contra a sabedoria, a bondade e o amor de Deus.

O que veremos expressa a convicção dos milhares que formam a pobre pluralidade religiosa. São os travestis evangélicos, o confuso paganismo católico, espiritualidade sem Espírito dos espiritualistas, a arrogância pueril dos agnósticos e ateus e demais arranjos e modismos religiosos que brincam de ser Deus, sem atinarem para as trevas que se avizinham.

É a mesma disposição que hoje temos no coração de muitos aqui sentados, cujos argumentos são construídos, impedindo-os de conhecer a simplicidade e sabedoria do nosso Deus.

Ah! Como tais corações operam contra si mesmos. Nessa luta, fingem-se fortes, não sabem que, à espreita, a morte lhes sorri, que serão apanhados em sua sabedoria.


(Jo 6:28) Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?
Este tem sido o questionamento da humanidade: Que deve ser feito para agradar a Deus? Todos querem colocar diante de Deus suas obras, seus méritos, suas sabedorias. Não há sinceridade no questionamento, apenas é o ponto de partida para iniciar a oposição ao evangelho da graça de Deus, pois em sua mente pronta está a resposta. Mesmo que represente um desconforto interno, uma desonestidade intelectual, permanecem firmes em sua saga de morte e desesperança.  Mas na firme proposta de exaltação pessoal.
Deveriam saber que todo questionamento que envolve o nome e a vontade do Senhor está sendo descortinada a sentença de morte que paira incessante sobre todos. 

(Jo 6:29) Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.
A boa obra para vida é crer em Cristo, e nada mais, depositar toda sua confiança no Senhor da vida, esta é a resposta celeste, eterna. Pois, apenas Ele é poderoso para infundir a vida em corpos mortais, em mentes sombrias. Este é o grande desafio às mentes soberbas: a simplicidade do evangelho. 
A submissão a Deus por meio da fé em Cristo não tem lugar na razão humana, pois conflita com a fé em si mesmo. É a seiva do prazer que flui e alimenta a tênue vida do homem sem Deus.

(Jo 6:30) Perguntaram-lhe, então: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?
Apresentam suas exigências religiosas confrontando a fé em Cristo: sinais. Quem era o Senhor? Que poderia ser feito para evidenciar “a espiritualidade” de Jesus? 
A rejeição ao argumento da fé, e somente a fé, estava posto. Nossos pares, em especial os  pentecostais, estão à procura de algo espetacular, a procura de algo que desça dos céus em bola de fogo ou que imediatamente os transforme e os faça poderosos. A conquista do mundo é a medida da vara.
A  venda da indulgência evangélica: determine, não aceite, aposse-se, prosperidade, saúde, tem substituído a fé em Cristo. Este é o canto e acalanto das multidões.

Procuram um DEUS DE PLANTÃO para atender aos seus “negócios espirituais”.
O evangelho transformador de almas foi posto de lado, surgindo um evangelho de saldo bancário, de exame médicos, conquistas profissionais, de cancelamento de duplicatas, de escaladas de fundo de poços. Todo o aparato psicológico para garantir a superioridade do “evangélico dominador deste século”.
Simplesmente não querem aceitam a fé pura e simples no Senhor, é por demais humilhante. Querem ver atendidos seus anseios, seus critérios, suas propostas. Buscam a chave da exaltação pessoal em nome de Cristo. 

(Jo 6:31) Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.
Seus sentidos teimam em apresentar argumentos falidos, que nem mesmo crêem, mas é preciso ter alguma coisa para lançar contra o Evangelho do Senhor. Afirmam e criam em suas mentes arranjos para desviarem-se das verdades que se apresentam. Repetem mecanicamente refrãos e ladainhas em respostas aos mandamentos de Deus.

(Jo 6:32)Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
A correção do entendimento é necessária. Todo aquele que não enfrenta “suas” verdades permanece no erro. Não foi Moisés, mas sim o Senhor que lhes havia concedido o pão que comeram. 
Nada recebemos que não venha do alto, sejamos crentes ou não. "Nenhum poder terias se do céu não te fosse dado", serviu para Pilatos e serve para todos que aqui estão. Todos somos  devedores do Senhor, mesmo que se acredite acima da necessidade religiosa.
É preciso se deixar ouvir as lições do céu. É preciso saber-se ignorante quanto às verdades de Deus, para que o próprio Deus lhe dê as instruções da vida, para que saiam da morte que não cansa em sua perseguição.

(Jo 6:33-34)Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
Não queiram tirar vantagem pessoal do evangelho que seja além do abandono da vida de pecado que tanto prazer trás.
Não queiram como os judeus o pão para saciar apenas a fome do agora, e não saciar a fome e sede eternas pela quais clamam suas almas.
Não transforme a oportunidade ofertada por Deus em momento de vil vantagem.
Submetem a verdade aos arranjos mentais que verdadeiramente os distanciam mais e mais do Senhor.
E muitos outros há, ousam o cristianismo como espreguiçadeira intelectual, lançando seus devaneios para oferecer um novo contorno às verdades eternas. Afirmo-lhes: o oportunismo é a porta de entrada do fracasso espiritual, da surpresa e morte. Esses continuarão entendendo e divulgando conforme as trevas e interesses de seus próprios corações. 
Estão em busca da verdade oportuna, da facilidade operosa, buscam o que lhes parece moda, o que lhes é adequado, a liberdade do pensador.

(Jo 6:35-38)Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Mas leio: que a vontade do Pai sobrevirá, que o Pai ordenará e o miserável render-se-á ao Seu irresistível  chamado. 
Nada maior poderia confortar o coração do pregador: não faço a minha vontade, não faço o meu querer, não há resultados pela desenvoltura ou sabedoria pessoal, mas sim, pelo poder e querer do Espírito. 
O que ocorrerá a Igreja do Senhor nesta noite está sob o bem querer e domínio do Altíssimo. A Ele poder, honra e glória eternamente. É Deus quem opera tanto o querer quanto o realizar, Ele quem fará prosperar sua palavra... naquilo que Ele mesmo designou. 
Muitos têm visto, ouvido, contudo, não crêem, e continuará assim, o Juiz de toda a terra lhes dará a paga. 
E diz: TODO aquele que o Pai enviar, ESTE virá a Cristo. E virão tantos quantos foram chamados, tantos quantos tiverem seus corações constrangidos pelo Santo Espírito. Nenhum a mais, nenhum a menos. 

(Jo 6:39-40)E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

Saiba, pecador, hoje o céu está aberto. Os ouvidos do Senhor estão voltados para confessares os teus pecados, para teu arrependimento, pois não passas de cinza e pó. 
É tempo para contemplares a grandeza, a bondade e o amor de Deus. 
Para que o teu coração aflito descanse de todo peso sobre a mansidão de Cristo, creia, Ele o aliviará. 
A voz imperiosa do Senhor alerta para abandonares tuas verdades, tua religiosidade fútil,  e viveres uma nova vida, que não sabes que existe... vida que não se esvai.
Apenas creia em Cristo, é o clamor dos céus!

7 comentários:

  1. É como foi dito no texto: o evangelho de Cristo é simples.
    Mas o homem já se tornou tão arrogante em sua religiosidade, que prefere outros métodos. A simplicidade do evangelho não se parece em nada com os "shows da fé" que vemos por aí, com música de fundo, gritos da "platéia" e demonstrações de cura.
    Bastaria ao homem a simplicidade do evangelho de Cristo, e ele não andaria tão perdido em busca de sensações e experiências que no fim irão esvaziá-lo espiritualmente e corromper sua fé.

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  2. A vontade de Deus é esta, que a pregação seja simples e objetiva. Deus seja louvado!

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  3. Amados,
    se por um lado há tristeza com o que vemos, por outro, devemos dar graças pela proximidade da vinda do Senhor.

    A Ele honra, louvor e glória.

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  4. Paulo,

    Ótimo texto.

    Não sei como é em sua igreja, mas na minha, a cada domingo, um ou dois "irmãos" se vão por causa da pregação do arrependimento. Com isso não estou a dizer que outros não chegam, arrependidos. Mas, especificamente, a exortação gera neles um mal-estar tão grande que preferem distanciar-se do Evangelho, e vão para aqueles "ninhos" de néscios onde o lobo os devorará.

    Nunca é tarde para se arrepender, e nunca é cedo demais. Como está escrito, o dia é hoje!

    Cristo o abençoe e o capacite a cada dia pregar o arrependimento, que nada mais é do que a nossa gratidão a Deus por ter nos perdoado de todos os nossos pecados e mazelas.

    Grande abraço!

    Fica na paz, meu irmão!

    PS: Ainda vale a autorização prévia para republicar seus textos? [rsrs]

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  5. Caríssimo irmão,

    Queira desculpar-me por ficar tanto tempo sem visitá-lo. Eu tento justificar-me dizendo que é um pouco em razão do acúmulo de trabalho, um pouco por desânimo e o resto por letargia, ou melhor, preguiça mesmo.

    O seu texto/pregação é espetacular, o chamado ao arrependimento cala forte na alma. Aliás, o clamor do texto me fez lembrar aquela famosa pregação do Jonathan Edwards (pecadores nas mãos de um Deus irado).

    Se não for pela fé não haverá mesmo salvação, uma vez que todo o mérito da redenção pertence a Deus, através da trindade, culminando com a obra vicária de Cristo. Como você bem asseverou, até mesmo o "querer" vem dEle (Filipenses 2:13), cujo processo salvífico exclue completa e absolutamente qualquer participação humana, conforme estabelecido em Romanos 8:29-30.

    Caro irmão, saiba que mesmo vindo pouco ao seu blog, tenho por você grande consideração, estima e respeito. Sem falar que os seus textos calam profundamente em minh'alma.

    Grande abraço, no amor daquele que nos salvou!

    Ricardo.

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  6. Jorge,
    podes utilizar sem restrições.
    Quanto aos "irmãos" que fogem das exortações, bendito seja o Senhor que tem livrado sua Igreja dos malfeitores.
    Que sigam seu próprio caminho. O Senhor conhece os seus.

    Um grande abraço

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  7. Mamedes,

    Sempre é bom vê-lo por aqui.
    Suas palavras são palavras de encorajamento.
    Sou grato aos seus comentários, que o Senhor nos fortaleça.

    A Ele louvor e honra eternamente.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.