"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Da morte para vida - A salvação de Maria


Igreja Batista Regular Renascer
Manaus
Com base em Jo 20.1-18

Maria segue com os aromas e bálsamos para seu último ato de despedida daquele que julgou ser a esperança dela e de tantas outras pessoas de Israel, mesmo os dispersos. A tristeza e decepção não foram suficientes para demovê-la de completar-lhe a liturgia da morte.
Faz escuro, antecipa-se aos primeiros raios de sol de um dia que não teria fim.
Suas reações são reações de inúmeros que têm depositado uma crença particular em Cristo.

Poderemos com ela conhecer um pouco de nós mesmos, um pouco do que ocorre em nossa volta.

Alguns questionamentos se impõem às nossas mentes:
(1)            Como podemos reconhecer uma obra de Deus?
(2)            Como reagimos diante da grandiosidade de Deus?
São questionamentos que nos permitem adentrar um pouco mais na salvação pela fé que chegou aos nossos dias.

Vejamos, pois:
Lucas (23.55) diz: “as mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, viram o túmulo e onde o corpo fora depositado”. E mais: “então se retiraram para preparar aromas e bálsamos”. A ida daquelas mulheres até o túmulo tem um propósito claro: concluir o rito final da morte. Isto nos permite afirmar naquelas mulheres  havia convicção que a morte, em toda sua brutalidade, se abatera sobre o Senhor.

Não apenas Maria Madalena, mas as demais mulheres que o seguiam desde a Galiléia, viram-no morto, preparam-se para, conforme o rito, dar ao Senhor a fugaz dignidade que a morte limita.

Nelas há convicção quanto à morte do Senhor: Sim, o Senhor morreu!


As dificuldades que ocupam cada mente oferecem-nos um cenário de tristeza e dor: aquelas dirigiram-se ao encontro de um cadáver, ao encontro da morte. Nada além de um corpo sobre uma pedra é esperado. Quais questionamentos fluíam de suas mentes? Estaria o Senhor desfigurado pelo que lhe fora impingido? 


Antes, há o derradeiro desafio: “quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” (Mc 16.3). Sim, aquelas mulheres iam ao encontro de um morto, aquele que tanta esperança promovera, jazia em pálida rigidez. Estavam elas sós, entregue aos seus pensamentos, sentimentos e habilidades. A solidão humana voluntaria o sofrimento. Nenhuma esperança há à parte do poder de Deus, apenas morte, tristeza e liturgia fria. Esse era o cenário que penetra minha mente, meu coração. Como aqueles eventos seriam desdobrados dentro do soberano plano do Altíssimo? Em João 20.1 lemos: “viu que a pedra estava revolvida”. 


Ressoem os sinos de todas as catedrais por sobre a terra, louvemos ao nosso todo poderoso Deus, deixemos que as luzes celestes iluminem nossas mentes. Há poder em nosso Deus, há justiça em nosso Deus, há amor e misericórdia em nosso Deus:
Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão. (Dt 32:39 ).
Saibam todos: Não há Deus que não seja o nosso Deus. Decerto, Maria NÃO se apercebera que se abrira a pedra removida abriu para um túmulo vazio, para um dia eterno.

Sua reação ante a portentosa obra do Senhor é o espanto e frustração, e a busca de ajuda para compartilhar sua aflição e desespero. Pedro e João, ao anúncio, chegam até o túmulo de morte... e eis que estava vazio; lençóis e lenços são testemunhas singelas de um plano que faz quedar todas as hostes e poderes do mal. O que haveria ocorrido naquele lugar de morte? Quem seria o autor de tamanha barbárie? Roubar o corpo morto daquele que "nada pode fazer" para evitar humilhante fim. Além da cruz, um corpo teria sido deixado aos cães, aos lobos? ou... como podemos nós identificar os feitos de Deus? O que o texto sagrado nos deixa aprender? 
Voltemos nossa leitura, nossa mente e nossos corações ao texto sagrado:
Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu. Porque ainda não entendiam a Escritura, que era necessário que ele ressurgisse dentre os mortos. (Jo 20.8-9)
Com efeito, lemos que o cenário criado por Deus promoveu fé, e fez referência às Escrituras. Deveríamos abrir mão de nossa infância, deixar de pensar como meninos, para afiançarmos que Deus fez isso ou aquilo. Ao avaliarmos nosso derredor religioso não podemos fazê-lo sem a vara de medir. À parte das Escrituras, não há Deus, não há fé, não há poder. Temos aqui um exemplo em que Deus abre o entendimento e fornece suporte escriturístico para que a fé seja segundo a Sua palavra. Quem conhece o Senhor, conhece seu caráter, e das Escrituras surgem os valores celestes, apenas delas.

Sigamos: deparamo-nos com um bom texto para todos nós: “e voltaram os discípulos outra vez para casa”. Sim, logo após ver, crer, compreender, eles voltaram para casa.

PEDRO, voluntarioso, se oferecera como sacrifício antes de sua tripla negação; e JOÃO é “aquele a que o Senhor amava”, ambos voltaram para casa e nada mais. 

Soem novamente os sinos, curvem-se todos para depositarmos nossa soberba, obra e sabedoria pessoal no mais profundo abismo. Não pensemos que de nós virá algum bem à parte do Santo. Que abrimos o caminho para o céu com a oração mais renhida, com os joelhos mais calejados, com o ministério mais pomposo:
“se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo”. (2 Tm 2.13).
O mais ousado ou o mais amado, todos padecem de infidelidade. Todas as almas ganhas, todas as orações feitas não forjam os fundamentos de nossa perseverança. 
A perseverança dos santos vem do Senhor! 
Ela toma assento na imutabilidade e fidelidade de Deus, e jamais em nossa pretensa dedicação, muito menos em nossa devoção. Estas são os resultados da ação de Deus em nossas vidas. 

Maria, entretanto, chorava à porta do túmulo, em seu sofrimento, reclina-se e olha para o seu interior. De lá anjos perguntaram: “por que choras?”. A pergunta soa estranha: frente a um túmulo, na perda do Amado, que estranheza há no choro? Por que, pois, a pergunta? Decerto, ela confronta a incompreensão de Maria. Continuava a espera de um cadáver, possivelmente Pedro e João retiveram para si a experiência gloriosa.

Maria esta prestes a sua mais profunda experiência, lemos: “Senhor, se o tiraste, dize-me onde o puseste, e o levarei”. Maria está preparada para morte, para encontrar um corpo sem vida, sem poder. E a voz que atravessou todo o universo no “Fiat lux”, agora está frente a ela, e diz: “Maria”, e houve luz... esse dia jamais acabará.

O som eterno da vida eterna forneceu a artífice da morte o dom da vida. Sua chamada pessoal, Maria.  Cala nossos corações, engasga-nos, desfalece nossa alma, faz que o silêncio nos seja por manto. Quanto mais silêncio melhor: Jesus, nosso Deus, em troca de aromas e bálsamos concedeu-lhe a vida.

“Mestre”, responde Maria, balbucia Àquele que esteve morto, agora dá vida, o que deveria ser um corpo inerte, lança vida sobre a morte de Maria. Resplandeceu a luz e jamais apagará.

Iniciou o dia que não mais terá fim, jamais acabará. Aquele dia chegou aos nossos corações, jamais acabará.

É mandamento do Mestre, subamos, pois, ao nosso Pai, que é Deus de nosso Deus... o Mestre um dia nos explicará.

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