"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Escatolgia vs. esperança presente

                                                       


A vinda de Cristo, o mundo futuro, a eternidade são temas que estão fora da agenda cristã. As propostas escatológicas causam desconforto à igreja rastejante, que prefere embrenhar-se nas questões sócio-políticas - sem esquecer as ambientais - a contemplar os céus. A exemplo do romanismo, seguem alvissareiros em seu fascínio, ribalta e seguidores sem se deixarem à voz do Senhor:
Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira. (Jr 8:8)

O homem está consolidando seu próprio conceito de Deus. Estabelece sua disposição acima de Deus e, não se submetendo aos Escritos, criou seu Deus, mesmo com temor, segue em sua liberdade religiosa.
Impondo seus conceitos, sua história, orientado por sua lógica e sabedoria, diz o que deve dizer o Senhor sobre o futuro do mundo, das coisas criadas, da eternidade.
A despeito da exortação de Pedro sobre a prontidão ao questionamento de nossa esperança, temos observado que a esperança da cruz tem sido subvertida pelos encantos e falácias do mundo. 
O episódio evangélico volta ao nosso tempo com mais importância e necessidade: "Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas". Os afazeres seculares têm subtraído a atenção e fornecido a desorientação necessária para criação das alternativas doutrinárias para ajuste aos desajustes apresentados.


Na independência religiosa, na eloqüência das letras, o livro do Apocalipse transformou-se em apêndice doutrinário, peça suplementar, sem conexão com qualquer outro livro das Escrituras. Nem sequer há a proposta para verificação: 
  1. Quais as credencias desse livro? 
  2. Que mensagens, advertências, e principalmente o que ocorrerá conosco, com o mundo? 
  3. Ou será que o Espírito de Deus enganou-se ao referendá-lo como palavra do Senhor?
Os questionamentos por si só relevam a importância de seu conteúdo e doutrina. Senão leiamos a palavra do Senhor:
Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; (Ap 1:1)

A origem da revelação é do Senhor (vv. 9,10,17,18);  o propósito é promover esperança e, por fim, os beneficiários são os crentes. Destituir o texto de sua pujança é destruir os pilares hermenêuticos em benefício da razão alterosa.  


O preterismo lançou toda a Revelação num canto escuro da história humana, subjazendo dela um enfadonho e indecifrável texto. 
E mais:
Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap 1:3)

O adjetivo escolhido por Deus para seus leitores é FELIZ, bem como, aos que ouvem e guardam seu conteúdo, FELIZ. Apenas a autonomia religiosa pode arremessar tal esperança aos sótãos empoeirados da liturgia acadêmica. 
Pouca ou nenhuma importância tem sido dada a este Livro. Para muitos, que insistem em “espiritualizá-lo”, golpeá-lo com "demasia simbólica", esses gostariam de vê-lo fora do Canon. Talvez, por trazer advertências graves contra o secularismo e mundanismo que tomou acento e os púlpitos da igreja. 


Quão grande a pretensão humana considerá-lo coisa de somenos!

Sob a visão da Contemporaneidade das Igrejas entende-se, que Laodicéia é a predominância de nosso tempo. 
É oportuno verificarmos que Laos significa povo; e que Dikê, costume. Assim convivemos com a Igreja das doutrinas humanas, dos costumes populares. A romanização do mundo cristão da atualidade. Necessário é reafirmar 1.5 que fala: A FIEL TESTEMUNHA.

Renovo aos senhores da cátedra dominante que as credenciais do testemunho contém a autoridade daquele que "O Fiel Senhor de céus, terra, mar e ar":
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. (Ap. 19.11).

E a respeito dessa igreja adverte: 
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. (Ap. 3.15-16).
A oscilação e vestidura  de características dos extremos é a marca predominante de nosso momento. O mesmo corpo que se apresenta com saúde doutrinária, leva, como marsupiais, o secularismo que o afasta do Senhor.

O refrigério para nossa geração não está em nossa sabedoria, mas sim, na longanimidade do Senhor que diz: “vomitar-te-ei”, assim tem adiado seu juízo para um tempo futuro.

Até lá ouçamos a voz do amor de Deus:
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te. (Ap 3:19)

Sei poucos ouvirão, pois a multidão tem ouvidos e corações que já definiram a própria esperança. 

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Em Cristo.