"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 31 de dezembro de 2011

A liberdade fugidia e enganosa



Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que façamos chegar os nossos corações à sabedoria. (Sl 90:12)

Há uma imensa dificuldade, quase um padrão, nos nossos dias, reconhecermos nossa ignorância, nossa insuficiência. As limitações próprias da humanidade foram banidas pela verborragia da autoestima, um decreto psicológico. Semelhante a uma paranoia chegou-se à  "descoberta do poder por  meio das palavras". Num escambo fraudulento trocaram as fraquezas e inseguranças pela loquacidade. 


Os mantras passaram a ser alavancas de poder e sabedoria. Fala-se em conquistar tudo, em experimentar tudo, em chegar onde nunca se chegou. Os ideais humanos voltaram-se para dentro de cada indivíduo. Um poder vindo de cada interior foi posto em ação na busca de aniquilar a história, o passado... o mundo real.

Com a presunção como se fôssemos imortais, afirmamos ser senhores de nosso destino, nossa “independência” ganhou proporções universais, mesmo que trafeguem no limiar da loucura, da insensatez.


As ações humanas, desde que rumem em direção ao inusitado tem valor, tem significado. Necessário, portanto, é que nelas vislumbrem-se os escaninhos da utopia, da liberdade conquistada, da autonomia presumida. 


Sente-se "paz e liberdade" nos mais bisonhos atos:  Pular de pontes, saltar de rampas, colidir com furacões, com tempestades, voar, roubar. Atribuem a essa aflição o significado de viver! É o homem  aflito construindo a partir exclusivamente de sua emoção o que ele chama de liberdade.

Entende-se como saber viver a vida aprofundar-se na fuga da vida - drogas,bebidas, licenciosidade. 
Epitáfios: "Viveu muito, viveu com liberdade e grandeza". Sumário de um conceito absurdo  de sabedoria e liberdade.
Exéquias para moral e a ética, estamos diante das últimas descobertas.

Os ídolos  mundiais, Michael Jackson, Cazuza, Russo, Xuxa (modelos dessa geração), em regra, estão envolvidos em escândalos, em adultério, pedofilia, drogas, suicídios, prostituição. 
Abriram mão da humanidade, vivem e morrem como se fossem animais, apenas pela satisfação de seus instintos. Nenhuma sabedoria há nesse mundo "livre e feliz".

A versão religiosa dessa autonomia foi assumida pelos “evangélicos (um catolicismo romano sem imagens pendentes, sem esquecerem da bruxaria). Esses são categóricos e sábios quanto à adoção de princípios de autonomia, rejeitam a sabedoria histórica das Escrituras. Construíram sua própria fraseologia, adequada aos ventos e sussurros do mundo ímpio. Assim é inconfundível: Você pode; faça sua parte e outros chavões mais.

Os estertores desse mundo, dessa vida ecoam em idiotia global.  

O salmista afirma que precisamos aprender com o Senhor sobre a fugacidade e natureza da vida.  

Ouçam o que diz o Senhor!

Aprendamos a contar os dias, os nossos dias. 
Há menos um ano para encontrarmos com o Senhor, sim, um ano a menos. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Apenas um é SENHOR da vida e da morte.



 Mogi das Cruzes 
O conhecimento humano alimenta a ilusão de uma solução para morte, na verdade, buscam livrar-se da sentença de Deus.
Eis que todas as almas são Minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é Minha: a alma que pecar, essa morrerá. (Ez 18:4)

As novas conquistas, mesmo que ineficazes, são o combustível para manutenção dessa ilusão, tudo conspira para alimentar a fogueira da ilusão, a fuga da crueldade da morte.   

A ciência médica com remendos e enxertos desespera-se por novidades. A estética apela em busca do belo  “razoável”, esforços que apenas mantém a morte na sala de espera.
A filosofia moderna deixou de pensar, assim, atualizou seus conceitos, aprofundou ainda mais a crise, e nada resolve.

A insanidade da psicologia, aperfeiçoando-se no engano, engana a si mesma. Em sua loucura descobriu poder nas palavras, passou a construir mantras, assim ousa  construir uma realidade inexistente: “Você pode, tudo depende de você,... vá”. E na lógica de sua lógica, em um momento futuro proporá  “a irrealidade da morte”. Assim agrava o conflito entre a mente em desespero e  o “autoritarismo” do tempo, da realidade. 

A economia que orienta o futuro das multidões, cogita com uma esperança esvaída, cambaleante manter a vida entre casas decimais. A vida e a morte estão entre uma vírgula e um sinal de porcentagem, basta dividi-las 100. O engano da sepultura ou a morte estatística?

As religiões oferecem missas, velas, ídolos, marias – brancas, pretas, bonitas, feias, de gesso, de palha etc., santos, indulgências, orixás, lótus, nirvana, romarias, milagres e altruísmo tudo isso tentando blefar contra os limites da vida. São tentativas de jogar o desespero para cima, para um céu sem regras, sem Deus, sem Cristo, sem sangue. Mas, a fugacidade da paz obtida denuncia a fraude. 

As seitas espiritualistas – o engodo da confusão - tentam convencer que aquilo que você não lembra é o seu passado. E aquele que você é não é você, você é outra pessoa, dizem. A crise de pessoalidade está instalada. 
Cada um caminha em direção a si mesmo, que é - acreditem - um outro! Um passado sem lembranças, um presente sem propósitos, um futuro sem  esperança. Você não é você, nunca foi, você é ou será um outro.  
A destruição da razão, da individualidade humana e da consciência são propostas para lançar-se fora do desespero.  A morte é uma passagem do pessoal para o impessoal, afirmam diabolicamente.

O evolucionismo conclui (?) que viemos de uma  grande explosão, de um primevo e perdido tempo. Saímos do  impessoal, cruzamos a linha do coisa nenhuma, nadamos, voamos, caímos, rastejamos, sentamos, andamos em direção ao nada. 
Nessa vida não tem valor permanente: o  correto, o moral, o ético. Que importância há nessas coisas se viemos do nada, nada somos? Resta-nos fugir das evidências e pousar na turbulência do desespero. 
Negam-nos o direito de saber de onde vieram o pensamento, o amor, a culpa... a morte, com seus temores. 
Percorre-se o caminho inverso: nada éramos, nada seremos, logo nada somos, o desespero aumenta.

Apenas um é SENHOR da vida e da morte.
Vede agora que Eu, Eu o sou, e mais nenhum deus há além de Mim; Eu mato, e Eu faço viver; Eu firo, e Eu saro, e ninguém  que possa livrar da Minha mão. (Dt 32:39)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Onde o tempo e a verdade podem ser desconstruídos.



A cada momento de convívio com ímpios - pessoas que não conhecem ao Senhor - mais percebo que esses sentem-se sábios aos seus próprios olhos – vivem pelo prazer de oporem-se ao Altíssimo (Rm 12.16) - e sei, também se aplica aos escolhidos.
Pessoas que se fundamentam apenas em seu conhecimento ou sua experiência para erigirem  suas vidas; na verdade, como castelos construídos sobre areia, seguem. Não se dão conta das implicações reais envolvidas, o que está em derredor, negligenciam a tragédia iminente que as circundam.
Pensam-se capazes de reconstruir o mundo a partir de sua própria existência, julgam, pessoal ou coletivamente, terem à sua disposição todo o poder e sabedoria existentes no universo.  Aboliram a história e a razão, sem passado para orientá-los, desdenham do futuro, pois em nada há valor permanente.
E muitos tratam a realidade como um grande game, onde não há limite, os comandos estão em suas mãos, morre-se e vive-se indefinidamente, onde o tempo e a verdade podem ser desconstruídos.
Tentam, a partir de suas experiências no mundo virtual, negligenciar as demandas da “mediocridade do mundo real”. Essa fantasia mantém-se a partir de mentes estacionadas na imaturidade,  uma adolescência permanente. Hipnotizados pela  dinâmica tecnológica, que pulsa em verdades instantâneas, tem suas mentes cativas e encontraram um deus a seguir.
Não sem razão, há tensão entre a fronteira da “tirania do dia a dia” e a dimensão do poder virtual em que se encontram as multidões.
Virá o momento, pessoal ou coletivo, em que será desfeita essa dimensão, então, o “império da realidade” manifestar-se-á.
A crueldade da morte explodirá repentinamente como ogivas, sem oferecer chances para sonhos, sem questionar conhecimentos, sem piedade... bem vindos ao mundo real. 

As palavras do Senhor servirão para resgatar a humanidade perdida? Consideremos o que diz o Senhor:  
Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O Meu conselho permanecerá de pé, e farei toda a Minha vontade. (Is 46:10)

domingo, 25 de dezembro de 2011

O drama e desespero da autonomia humana

(Photo by Magali Brasil)


O mundo moderno tem, como uma grande orquestra, submetido-se e ao mesmo tempo crido na ideia de melhoria, e muito tem sido investido para este propósito.
Várias disciplinas do conhecimento, correntes artísticas, filosofias de vida, falsas religiões, todas essas, de forma incansável, estimulam a valorização do homem e do progresso obtido. Cada novo patamar tecnológico, cada nova descoberta médica ganham relevância e fortalecem o homem, projetando-o para "frente". 
Assim, o homem passou a ser, segundo ele próprio, o bem maior da vida. Nada do mundo conhecido compara-se ao supremo homem. Todas as forças existentes sucumbem à “grandeza humana”, nenhum valor há à parte das veredas da autoestima, da autoajuda, do autoconhecimento. Perto estamos de atingir ao propósito maior da humanidade: consolidação da autonomia do ser humano. 
Criou-se um imaginário que somente será detido pelo mundo real. Paira no limiar desta maquinação e esforço uma sombra ameaçadora, o “império da realidade”. 
Todas as projeções  que a autodeterminação construiu colide frontalmente com a dura e irrevogável realidade. 
A morte, a dor, os fracassos pessoais ou coletivos travam um torneio contra a exaltação do homem, obrigando-o a esconder sob o tapete de seus devaneios o inexorável. 
Temos, pois, calada e impiedosamente, as limitações reais sobrepujando-se sobre a pretensa autonomia humana, fazendo-o lembrar que são inalteráveis as “regras do jogo da vida”.
A impossibilidade dos ideais tem vindo lentamente para alumiar o desespero coletivo, porém com medo de manifestar-se publicamente, esconde-se no profundo das multidões. 
Cada pessoa convive com seu próprio desespero, inserido nessa trama, tais desesperados são incapazes de observar a sua própria realidade, quanto menos de entendê-la. Resta-lhes divagar e esconderem-se em si mesmos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Espiritualidade do engano


Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não encontra lugar em vós. (Jo 8:37)


Neste breve diálogo o Senhor fala aos religiosos da época – e aos de nossos dias também – a respeito de  religiosidade e da espiritualidade.
Há uma grande confusão semântica em torno do termo espiritualidade. Seja pelos intelectuais que falam, falam e nada explicam; sejam pelos doutrinadores das religiões humanas, pentecostais e neos que fecham os olhos, olham para o céu, fazem caras e bocas, sorriem e ... nada apresentam. 
Assistir a LBV falando a respeito de espiritualidade é risível. fecham o semblante, como em esforço físico, frisam a testa, e passa para o outro, o outro para o um, e quando resolvem explicar é um emaranhado transversal – isto mesmo, emaranhado transversal – impossível de saber o que eles querem dizer, nem a "sabedoria ecumênica" evocada esclarece a questão. 
No texto, lemos que Jesus reconhece aqueles homens como verdadeiros filhos naturais de Abraão, pois, se utiliza do termo “descendência de Abraão”. Logo depois, revela-lhes seu interior, que é contrário à verdadeira espiritualidade – “procurais matar-me” e "minha palavra não encontra lugar em vós". Religiosos, sim, mas  sem qualquer espiritualidade - relacionamento real com Deus.
Pessoas - mesmo que sinceras - que prestavam cultos sistemáticos para Deus, contudo sem nenhum valor  espiritual. Envolto em liturgias vazias, mesmo que promotores de pompas, eram apenas religiosos.
Os romanistas bem herdaram isso, vejam sua pujança, trajes, fumaças, incensários e acresceram-lhes um repertório incrível de gestuais, ladainhas e toda sorte de teatralidade para, enganosamente, postularem-se “representantes de Deus entre os homens”. (Ousam com isso o extermínio do Espírito Santo)
Essa empreitada vem de longe, atravessou os séculos, inebriando homens e falsificando a verdade, consumou-se projeto religioso atual: a institucionalização dos instrumentos de escravidão para conduzir seguidores.
Inicia-se com a oferta de um culto que deve representar um salto para "presença de Deus", desconectar-se do dia a dia das pessoas. Precisa abrir a “porta para fora da vida comum - fuga para o mundo das conquistas além da razão”.  Inacreditavelmente,  esse toque de Midas é a prática do atual clero religioso e é o clamor do coração da multidão ímpia.
É comum homens que não conhecem o Senhor serem possuidores de chaves que abrem as portas para o “espiritual”, para o "poder"; isso os faz particular.  Assim, se caminha em direção à prática extática, pensando-se aportar no mundo espiritual. 
Não é sem motivos que multiplicam-se a consulta aos médiuns, que surgem pastores (as) com idas e vindas do céu, cantores que com suas músicas abalam os poderes do inferno. Julgam esses que  espiritualidade  efetiva-se travestida de alegorias e adereços.
A receita condenada por Jesus renova-se a cada dia, multiplicam-se em profusão, uma endemia, a oferta de "religião da aparência” e o fazem como que vinda do e para o Senhor. 
Acabo de ouvir de uma avó, que elogiando sua neta (uma criança de 7 anos), diz que a criança não perde um único “culto” da Renascer em Cristo e lá ela – pobre criança – “dança para Deus”.
Resgatando contexto, encontramos sem esforço algum as mesmas condutas praticadas por aqueles que foram chamados de filhos de Abraão. Estão por todo lugar, revoltam-se contra o Senhor, contra a palavra de Cristo,  praticam uma liturgia vazia e sem sentido acreditando que sua fantasia religiosa suscita o "espiritual". 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A pretensão da razão ou a corrupção da fé


Mogi das Cruzes

Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.
(Rm 11:34.36)

Este texto parece conflitar com um modelo de cristianismo que tem tomado conta de púlpitos, cátedras e mentes. O cristianismo que não se incomoda de ir além das Escrituras, o racionalismo cristão. 
Mentes sábias abordam a Verdade com argumentos emoldurados pela sabedoria secular, retiram-lhe sua simplicidade e apresentando-o como uma engrenagem de complexo funcionamento. 
Parece-me que há algo de prazer - nessas mentes - em tornar o Evangelho em doutrina de mistérios, para iniciados. Essa proposta emergente de cristianismo se afaga e afoga em delírios filosóficos, na reapresentação das verdades eternas baseando-se em mentes carnais.

Meu argumento provavelmente será visto como anti-intelectualismo, mas gostaria de afirmar que não nego a importância da investigação criteriosa da verdade, defendo porem, que tal empreitada seja feita sob diretrizes adequadas em busca da simplicidade.

O texto traz um questionamento sobre o conhecimento da mente do Senhor, implícita estão a condenação da pretensiosa autonomia intelectual, os riscos da apologética de todas as respostas.

Devemos retirar do texto que ninguém jamais conheceu a mente do Senhor; ninguém jamais foi chamado para ser seu conselheiro, muito menos se tornou Seu credor. E encerra: Ele é Senhor de todas as coisas, portanto, tudo é para Ele, tudo existe por Ele. Nada resta senão Glória eternamente ao nosso Deus, Jesus Cristo. Nada suscita de necessidade de ajuda ou contribuição além da revelação.

Lemos isso em outras partes da Escritura:
“Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal”. (Cl 2:18).

O apóstolo quer confrontar todos os pensadores livres, inquiridores deste século falando-lhes que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo. A racionalidade não oferece suporte para  toda a dimensão da verdade. 
Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo”. (2 Co 11:3).

Como poderemos engrandecer Àquele, que está acima de todas as coisas, alicerçados em nossas mentes naturais? Como deixando a simplicidade e pureza que há em Cristo exaltaremos o nome do Todo-Poderoso?

A pretensão racional para responder aos que pedirem a razão de nossa esperança,  transforma-nos em bebedores de leite, pois ainda não superamos os contraditórios, muito menos nos deixamos à leitura meditativa da Escritura. Regalamo-nos em nossas convicções, cansamo-nos dos opositores. 
Assim, colaboramos na construção do cristianismo do final dos tempos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Natal, graças a Deus!


Mogi das Cruzes - Sp


Chega-se ao fim do ano e impossível é não perceber o clima de natal chegando e partindo em todas as direções, chegam pelas frestas, saem pelas vielas, penetram nas mentes, fluem nos lábios e corações. Mesmo que a ideia original esteja relacionada a nascimento (natal vem de natalidade, devemos lembrar!) pouco se prende, ou mesmo está vinculada a nascimento, muito menos ao de Cristo. E isso é  muito bom!

Agrada-me, cada vez mais, perceber que as pessoas utilizam-se desse momento e com seus corações ávidos rasgam-se em busca da satisfação pessoal, pois assim estão mais adequadas ao cerne de sua natureza e propósito. Vejo, dessa forma, que há mais sinceridade nesses celebrantes que na multidão “religiosa” que finge tributar a Deus sua festança natalina.  Nestes há hipocrisia e naqueles ignorância. 

Como é possível, depois de conhecermos a Jesus verdadeiramente, estabelecer qualquer relação entre o nascimento do Senhor e o embuste natalino? E mais, que justificativa temos em celebrar o nascimento de Nosso Senhor e em dezembro? Senão por puro mundanismo?

Vejo igrejas “evangélicas” alinhadas com o mundo, fantasiarem-se de natal, estranhamente penduram anjos com asas, as alegorias, as árvores natalinas, bolas, grinaldas e todo palavreado sentimental de boas-festas (Nem sei se o bom velhinho não compartilha o espaço com presépios da "sagrada família"). Leio ao fundo, exigindo reverência: “Cale-se diante Dele toda a terra”; ofertam a Deus o que é próprio de César.

Nisso, vejo Deus permitindo aos homens resgatarem do natal seu verdadeiro caráter,  desqualificando qualquer vínculo ao cristianismo. 


A comemoração é estampada em salas reluzentes e piscantes, cozinhas efervescentes, Shopping superlotados, crianças transloucadas exigindo dos pais os últimos lançamentos da última doidice virtual, bares repletos de bêbados em brindes pelo brinde, adúlteros em leitos natalinos, fazem assim sua felicidade e esperança parecerem honestas.


Viva o natal!

Comemoram todos, a festa dos homens celebrando o próprio homem e sua autonomia(?). Nada há senão a liturgia de beber, comer para amanhã estarem mortos... e com eles a igreja que se diz do Senhor!


Viva o natal!


Graças a Deus, eis diante de nós o verdadeiro natal: sem Jesus, sem Deus, sem esperança, esse sim é o natal.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Evangélicos ou servos?


No livro de Atos dos Apóstolos, no cap. 5. 17-28 registra que se levantou grande perseguição aos crentes. Os sacerdotes tomados de inveja tentavam impedi-los da proclamação da “palavra da vida”. A morte levantando-se para a desafiar a vida e ocultar, como se possível fosse. Contrapondo-se a tal imposição de calarem-se, afirmaram: “antes importa obedecer a Deus que aos homens”. 

O que viria ser a obediência a Deus? Aqueles homens ao combaterem os primeiros crentes o faziam em nome de Deus! Não estariam eles também obedecendo a Deus?

Temos assim grande oportunidade de aprender sobre obediência a Deus!

Sabemos que uma grande multidão afirma obedecer a Deus, católicos, espíritas, testemunhas de Jeová... até ímpios declarados levantam mãos aos céus e coreografam bisonhas liturgias “em nome de Deus”. São confiáveis tais manifestações?

Nosso texto é suficiente, a ele pois!  Reconheço que não é algo simples de convencimento, mas devemos aprender com Pedro e os demais apóstolos.

Comecemos com a bondade oferecida pelo Espírito Santo ao separar apenas 3 versos – 30, 31 e 32 para nos agraciar com um sumário dos princípios da obediência. Podemos assim concluir, pois, a argumentação inicia e logo é interrompida pela manifestação dos ouvintes: “enfureceram e queriam matá-los”

Esse brevíssimo discurso é a argumentação de Pedro e dos apóstolos na convicção que por meio dele obedeceriam a Deus e não aos homens. 


Que nossa oração seja para que o Senhor nos conduza à sabedoria e por ela à obediência, sem detenças religiosas.

Identificar e separar nosso Deus
O v. 30 inicia com a identificação e poder de Deus: “Deus de nossos pais”. Ao identificarem a Deus, não O agregam àqueles homens, não O relacionam a fé defendida por eles. Mesmo que utilize “nossos pais” como um ponto comum nenhuma barganha ou apelo é feito para caminharem por sendas do engôdo ecumênico. 

O discurso proferido não os inclui, nem é feita qualquer tentativa de conciliação ou concessão. O Deus em voga, pelo uso de termo “nossos pais”, garante a identidade racial, reconhece as promessas nacionais, ao mesmo tempo em que reafirma o distanciamento espiritual.

Isto garante que se havia disposição em obedecer a Deus por parte dos judeus, essa obediência dirigia-se a outro deus, que não o Senhor. O Deus de Israel, Deus das promessas é o Deus a quem se referem Pedro e os apóstolos sem qualquer identidade com o deus dos judeus, da hipocrisia, da falsidade devocional.

O poder Deus
A segunda parte do texto: “Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus”, reporta-se ao poder de Deus. A ressurreição não representava um fato novo para nação. Dela partia a esperança nacional: o rei eterno, um sacerdócio para todo sempre e mais, da ressurreição no “Último dia”. Todas essas promessas assentavam-se no poder de Deus. Assim, a ressurreição de Jesus mais reafirmava o poder de Deus, mas O identificava como o autor da vida, Aquele que está acima da morte, e sobre ela tem poder.  

Identificar, qualificar e separar-se do pecador
Ao seguirmos para o texto: “a quem vos matastes” observa-se que Pedro não oferece trégua aos ímpios, aos seus opositores, não busca uma posição de acordo. Fervilha no coração daqueles homens a disposição da morte contra vida. Pedro não hesita em confrontá-los e definir a separação que havia entre eles: semeadores da morte e semeadores da vida.

O senhorio de Cristo
Novamente Deus em seu poder chega ao texto: “com sua destra o exaltou a Príncipe e Salvador”. Põe por terra a inocuidade da intenção do coração pecador. Mesmo sendo aqueles homens inimigos de Deus, a oferta da salvação que Deus propôs em Seu Filho estava posta àqueles homens. Em seus próprios caminhos de escuridão não percebiam a luz que diante deles estava luzia, renitentes na tentativa de destruir as obras da vida, da salvação.

Necessário era proclamar que Jesus a quem levaram ao madeiro, não ficara sob o poder da morte, Deus o EXALTARA acima de todo poder. Para todo o sempre, Jesus é Senhor de todos, e todos O confessarão nos céus, abaixo dos céus para louvor e glória do Altíssimo.

A obediência prática ou pagando o preço
Não pensemos que a servidão ao Senhor ficam apenas nas palavras. “Açoitaram e, ordenaram que não mais falassem no nome de Jesus”, as palavras a vida dos apóstolos estavam entremeadas. Viviam vidas sem a “sabedoria religiosa, a ética da conveniência, a mundanização dos costumes”.

E bem podemos ler que a obediência prática é a manifestação da outorga do Espírito Santo -  selo do Senhor. O regozijo da dignidade da dor e de saber-se à parte daquele grupo é expressão da obediência a Deus. 

Fazer a vontade de Deus sem que completemos os sofrimentos de Cristo, nos faz apenas evangélicos, jamais servos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Terceirização da fé



E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e após ela levantou-se outra geração que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel. (Jz 2.10)

A despeito de seu amor e de sua bondade para com o mundo pecador, incansáveis foram os escritores em sua dedicação ao registrar o caráter santo de Deus. Ninguém, salvo ou não, ao ler as Escrituras deixa de perceber os rigores do Eterno no combate ao pecado. Nações inteiras foram dizimadas, crianças de peito foram mortas, reis humilhados, a peste, a dor se abateram até sobre Seu povo, tudo para nosso ensino, tudo para quantificar a malignidade do pecado, e ao mesmo tempo exaltar o caráter santo de nosso Deus. 


Assim, a santidade de Deus é o cerne de sua existência, de seus planos e de nosso chamado.


Somos pecadores, mesmo remidos, e nada mais “natural” a evidência primária de nossa salvação seja o expressar da santidade de Deus. Nossa regeneração, entre outros propósitos, visa reverter-se contra nossa velha conduta – natureza, rejeitando o pecado, às coisas desse mundo, abandonando a sabedoria humana.


Assim, fomos vivificados para viver uma nova vida, ainda nesta vida que se desfaz. E, por nossa incapacidade de compreendermos a extensão de nosso chamado,  toda atenção é necessária para reconhecermos a cada segundo a inexpugnável distância que separa o Senhor de nós pecadores (Is 55.8-9).  Nada de nós mesmos engrandecerá o Altíssimo (Rm 8.8).


Não por equívocos da revelação, mas sim, pela disposição natural dos corações, foram esquecidos tais princípios – ou mesmo preceitos. O que se chama Igreja inundou do mundo seu coração, mudou seu discurso, atingiu sua independência (Jr 18.15).

Não ouvem o Senhor:
Evita que o teu pé ande descalço, e que a tua garganta tenha sede. Mas tu dizes: Não há esperança; porque tenho amado os estranhos, e após eles andarei. (Jr 2:25)

Saíram em busca do último tema, da paixão pela maioria, do agrado às multidões, das práticas vanguardistas, da apologia à sociopolítica.

O pragmatismo, praticado internamente, é combatido apenas nos flancos alheios, os ideais pessoais e interesses coletivos devem estar voltados para autopromoção.

A santidade praticada – se é que podemos chamar o que vemos de santidade – submete-se a uma contextualização doentia e ambiciosa, com visão de negócio, impregnada de humanismo e torpeza, preserva a conciliação com adúlteros e transigência ao pecado, mas, tenazmente chamando-se de “cristã”.

Abandonado o caráter santo de Deus, pouco se fala, pouco se escreve, pouco se vê combate ao pecado. Parece ser mais adequado e “religiosamente correto” empregar-se energia no divagar contemporâneo, no alinhamento da linguagem social. O vinho e o charuto passaram a ser companheiros necessários. (Rm 1.25)

É o que era essencial foi substituído pelo não preceituado, pelas palavras que não são do Senhor.
A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e eles não podem ouvir; eis que a palavra do Senhor se lhes tornou em opróbrio; nela não têm prazer. (Jr 6:10)

E a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos? Foi terceirizada.

Os assuntos da prática cristã que envolvem santidade, separação, combate ao mundanismo, discussão sobre a esperança foram deixados aos xiitas. Um “zé povinho” sem expressão política, sem ambições seculares, sem cultura, que só pensa no céu.

São radicais que insistem em preservação, em tradição. Esses que combatem a associação da Igreja com o Estado, que combatem e evitam não apenas os pentecostais, mas todo aquele que anda desordenadamente.

Um povo que anuncia a vinda iminente do Senhor, embora muitos já a tenham abandonado, e outros tantos a entendam muito mais que tardia.

Que acredita em vida congregacional, e ainda se comove com conversões, que chora com a disciplina de um irmão, que ensina, questiona e se interessa por doutrina.

Sim, deixaram para esses a defesa da santidade de Deus, um subproduto do cristianismo que pouco interessa, que não faz parte dos negócios da igreja evangélica, que se chama de cristã.

E um povo que não conhece o Senhor, ostenta-se como se sua posteridade fosse.

Por isto me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a conhecer os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. (Hb 3:10.11)

domingo, 27 de novembro de 2011

É literal o reino de Cristo? dois pesos, duas medidas



O reinado de Cristo é um tema que tem sido evitado em vários ambientes. Às vezes há a conotação da insuficiência das Escrituras para garantir-lhe a literalidade ou não. Longe estamos de um armistício. Sobram argumentos, acredito, para ambos lados.

Caberá a quem defende sua literalidade apresentar provas, pois o ônus da prova cabe a quem busca provar a existência, e não para quem apenas afirma a “não existência”.

Assim, através das Escrituras rumarei, certo que afirmarão que tais argumentos não são exaustivos. Para os tais, sugiro a refutação como direito ao contraditório.

Afirmo que tanto quanto possível as palavras devem ser tomadas em seu sentido natural, respeitando aspectos históricos e gramaticais. Caso não faça sentido e tenhamos argumentos textuais devemos buscar outro significado para ela. 

Passemos aos argumentos.

É significativa a evidência dada pelo escritor sagrado ao traçar a genealogia de Jesus registrar Davi, o rei de Israel.
e a Jessé nasceu o rei Davi. A Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias; ... e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo. (Mt 1:6,16)

Podem alguns dizer: mas, ele de fato era da descendência de Davi. Então concordamos neste primeiro ponto: Jesus é descendente de Davi – e isso é muito importante. O reinado de Cristo está imbricado ao do rei Davi, por isso – não apenas - já podemos fundamentar sua literalidade.
Senão vejamos:

Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. (2 Sm 7:12,13)

No texto acima poderão objetar: por que esse reino seria literal? Responderei: dias completos são literais, dormir é literal (mesmo que morte), descendência é literal, entranhas é literal, logo há plena possibilidade do reino prometido ser literal... pois para sempre também o é.
Os ensinos dos santos profetas confirmam a literalidade do reino:

Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que cumprirei a boa palavra que falei acerca da casa de Israel e acerca da casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei que brote a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra. (Jr 33:14-15)


Leia ainda Is 55.3,4; Jr 30.9; 33.15,17,20,21; Os 3.5; Am 9.11.

A relação do Messias com Rei é inequívoca, portanto a literalidade de uma implica na literalidade da outra.
desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. (Mc 15:32)

E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. (Lc 23:2)


E há outro argumento:  a nação de Israel esperava por um rei literal.
É impossível refutar tal verdade das Escrituras. Podem até afirmar que a nação  Israel não entendeu e que  estava enganada, o que Jesus não o fez.

·         A morte dos infantes decretada por Herodes (Mt 2.13,16)
·         A vinda dos magos (Mt 2.1-2)

Há várias passagens em que o reino de Jesus é apresentado como se literal, e Jesus poderia ter-lhe corrigido ou mesmo refutado, mas Jesus não o fez.
·         À afirmação de Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel. (Jo 1.49)
·         À mãe dos filho de Zebedeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. (Mt 20:21)
·         Ao malfeitor na cruz: Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. (Lc 23:42)

E o texto:
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. (Jo 18:36)

O texto não fala sobre sua natureza, mas sobre sua origem. Quanto a isto não há o que discutir: o reino de Cristo não é DAQUI. Mas, não podemos dizer que não será AQUI... literalmente.

E o texto:
nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós. (Lc 17:21)

ninguém, em sã consciência, pode negar a dimensão espiritual do reino de Deus. Mas, este argumento não anula a literalidade do reino de Jesus Cristo.

Nos últimos instantes do Senhor ainda aqui no mundo com seus discípulos houve o seguinte diálogo:
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? (At 1:6)

Ele bem poderia ter refutado de uma vez por todas essa ideia de reino literal. Entretanto, Ele a refirmou:
Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. (At 1:7).

A sobre a bendita cruz estava:
E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. (Jo 19:19)

Muito mais há, mas os textos apresentados são fortes fundamentos da esperança da vinda e o do reino literal do Senhor.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)
  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A vontade de Deus e eu



Nenhum crente no Senhor – acredito eu - deixa de ser pressionado pelo questionamento de saber-se fazendo a vontade do Altíssimo. São várias as situações e circunstâncias em que refletimos se tal escolha, tal comportamento ou opinião, realmente, refletiu a glória de Deus. 

Sabendo quem sou (Rm 7), sei que nem tudo será dúvida ou constrangimento, mas ambos devem ser sentinelas da vida cristã. E, se assim, não pensamos, somos crianças na fé, ainda sorvendo leite, pois incapazes somos de algo mais sólido (1 Co 3.2)

Por várias vezes tenho inveja da dedicação e disposição de servos de Deus que conheço, que os leio ou, mesmo, que ouço de terceiros. Homens que estão, efetivamente, oferecendo-se sobre o altar como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Rm 12), e por esses dou glórias.

Lembro-me de quando o Senhor me apresentou Hebreus, marejaram meus olhos e pesou meu coração: “homens os quais o mundo não era digno” (11.38). Para benefício nosso essa galeria de homens ainda não foi encerrada, há milhões de anônimos do Senhor que Cristo neles vive (efetivamente).

Mas, não me causa surpresa encontrar pessoas com “suas convicções”, e por elas desenharem suas vidas, sem aceitarem confrontações da palavra do Senhor, pois, se percebem em pleno acordo com os santos propósitos de Deus. Talvez, se proponham à estágios de santidade além dos escritos sagrados.  

Ao contrário disso, na leitura da vida do Mestre encontramos por várias vezes, quase uma obsessão, a sua disposição em saber e fazer a vontade do Pai. Não seria um bom referencial para nossas vidas?

No mundo religiosos, ao “aprendermos uma conduta” agradável, somos incapazes de dela abrirmos mão em favor do irmão mais fraco (1 Co 8.11). Equivocadamente chamamos de maturidade o descaso – ou desamor - para com os demais irmãos. Muitas vezes negamos-lhes a oportunidade de instruí-los, ou a oportunidade de sofrermos por eles.

Por mais paradoxal que pareça, vivemos dias em que uma multidão de crentes vive sem a pressão do questionamento sobre satisfazer a vontade de Deus. Vivemos com “condutas aprendidas”, pensando-nos sábios, criando guetos, sentimo-nos fortes (é o fermento!).

É necessário refletir aos pés do Senhor:

Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. (1 Co 8:2)

Há imensidão, mistério e sabedoria envolvendo a vontade de Deus. Não sabemos sua extensão, tampouco seu desdobramentos. Portanto, a soberba ou o descaso (dupla perigosa) não cooperam para a satisfação do nosso Deus.

Parece-me que o caminho mais simples para trilharmos na busca de fazer a vontade de Deus é aprender a Sua palavra, para aplicá-la em benefício daqueles por quem Cristo morreu (pois este é um dos propósitos da salvação)

E com prudência, repetir o Mestre:
Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. (Lc 22:42)

E que continuemos pressionados.

domingo, 6 de novembro de 2011

Para onde iremos - III



A  Igreja e a Grande Tribulação.



Muitos afirmam que estamos em plena tribulação, acredito que esses negligenciam ao termos, os agentes e propósitos bíblicos associados a esse período prescrito pelo Senhor.
Discordam que seja um momento particular da história humana.

Através das Escrituras poderemos esmiuçar a ideia que está em torno do que chama da Grande Tribulação.

No Velho Testamento existem alguns textos que devem ser vistos para que discirnamos a respeito do propósito de Deus em grafar tal palavra.
Aqui citamos três dos textos clássicos que fundamentam tal doutrina. Jeremias fala sobre Israel, pois particularmente afirma o nome Jacó: angústia para Jacó.
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. (Jr 30:7 )

Já o profeta Joel nos fala a respeito da intensidade desse tempo, sem precedentes: dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!

dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. (Jl 2:2 ).

Outro texto ensina-nos sobre o ineditismo desse mesmo tempo: Nunca houve.

e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; (Dn 12:1 )

No Novo Testamento encontramos a passagem de Mateus 24, que dela se origina o termo para expressar este  período e a sua natureza: Momentos de tribulação sem precedentes na história humana.

porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. (Mt 24:21 )

Podemos ler ainda a respeito da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. 

da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

Ou como corrobora Lucas sobre a extensão e imprevisibilidade:

e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.  (Lc 21:34-36 )

Os textos indicam a existência de um tempo de sofrimentos, trevas, angústias sem precedentes na história. Mesmo que tenham acontecido prisões e sofrimentos sobre o povo de Israel no cativeiro babilônico, os textos acima falam sobre algo inusitado, ímpar.
Podemos afirmar que o que houve sobre Israel são sombras daquilo que realmente ocorrerá em um tempo futuro.   

A origem divina desse período.
Outro ponto importante, é a necessidade de reconhecermos que este período de trevas sobre a terra vem de Deus. Contrário  que muitos afirmam vir do próprio Satanás. Os textos abaixo demonstram nossa certeza:

Eis que o SENHOR vai devastar e desolar a terra, (Is 24:1 )Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação (Jl 1:15)poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, (Sf 1:18 )

Cujo propósito é, segundo podemos ver na Palavra de Deus. Os versos abaixo permite-nos afirmar : 
Derramar juízo. Sem dúvida alguma, e conforme já evidenciado anteriormente, Deus durante este período estará julgando todos os moradores da terra.
a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça. (2 Ts 2:12 )

O grande propósito da tribulação é derramar juízo sobre homens e nações descrentes.


A Igreja não é Israel. É de fundamental importância verificarmos e compreendermos a distinção que há  entre Israel e a Igreja. Esta distinção nos permite afirmar que a igreja não participará da 70 ª de Daniel.
São alistadas aqui algumas diferenças que garantem tal interpretação. O quadro abaixo expressa itens que permitem verificar a diferença entre essas duas entidades.

Israel
Igreja
Promessas para terra
Promessas para o céu
Descendentes físicos de Abraão
Descendentes espirituais de Abraão
Cabeça é Abraão
Cabeça é Cristo
Nação Israel
Nação Igreja
Cristo é Messias, Emanuel, Rei.
Noivo, Cabeça, Salvador


A mensagem dado para Igreja de Filadélfia, que garante guardá-la da hora da provação, é um argumento que exige o arrebatamento pré-tribulacional. 

eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

A argumentação sobre a preposição de (ek), na frase “da hora da provação”, se conforma com a defesa da posição pré-tribulacional. O uso natural deste tremo no Novo Testamento é “para fora de “,  “para longe de”. A idéia de que a proteção dar-se-á com a igreja estando ela da dentro da tribulação conflita com a existência dos mártires mortos durante o período tribulacional (Ap 6.10-11).

Toda a terra experimentará a ira de Deus, seus juízos, sua sentença, sua justiça.

Portanto, se a Grande Tribulação tem um de seus propósitos julgar – aplicação da justiça divina - a terra com todos seus moradores, não faz menor sentido incluir a Igreja nesse período.

Já justificada por Cristo mediante a fé. 


Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)