"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dívidas, eternas dívidas.


Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20.30-31)

Li estes versos novamente, pois domingo passado não foi possível dedicar-lhe a atenção devida, e não gostaria de contrair mais uma dívida com os irmãos, além do amor.
Tomo a liberdade de considerar inicialmente o v.31, antes mesmo do v.30, por entender que assim mais refrigério virá aos nossos corações, às nossas almas. Quanto de bálsamos há neles?  Porções infinitas, creio eu.

Rogo ao Senhor que não me deixe caminhar por caminhos abertos pela iniciativa pessoal, pela curiosidade altaneira, antes, que seu Espírito nos conduza aos pastos verdejantes, leve-nos a saciar nossa sede em águas de descanso, sem que os turbilhões do mundo lá fora nos roubem este precioso tempo ao seu lado. Sim, esta é a minha oração.


Tenhamos convicção que nos foi concedido neste pequeno texto um dos mais sublimes privilégios da carreira a nós proposta: conhecermos o propósito para o qual foram escritas cada uma das palavras que há neste livro. 
O assentamento leve da pena do escritor sagrado oferece-nos o caráter de nosso Deus, oferece-nos toda sua pureza e benevolência, e ela vem em nossa direção, em nosso favor. 
Ouvimos os mesmos ecos, pois se repetem por toda a ESCRITURA cânticos de consolo e fortalecimento ministrado pelo Senhor Deus:
Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança. (Rm 15:4).

Sim, sussurros celestes chegam até nossos corações, são sons de muitas águas que atravessaram os séculos, repetindo-se pelas gerações promovendo consolo, conforto, levando pelas mãos a incontida esperança. Saibamos que tais escritos foram feitos com o propósito definido e eternamente planejado para que creiamos que Jesus é o Filho de Deus. Sim, amados, o que estão diante de nossos olhos são palavras que abrem os portais da vida eterna, eclodem vidas do coração do próprio Deus. Vidas que nossas vidas rejeitavam, vidas que nossas vidas delas nada  sabiam. Tais escritos almejam cada um do santos, que em rebeldia sorviam da morte a esperança morimbunda.

Leiamos detidamente: 
“Jesus é o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” 


Reconheçamos, não há força humana, minha ou de qualquer outro, não recorre o Altíssimo ao foguetório pentecostal de plantão, não sugere nada além do consolo por Ele oferecido. Jesus, o Filho de Deus, oferece a vida, a verdadeira vida. Semelhante consolo se nos abre o Senhor: “pela graça sois salvos, e não vem de vós, é dom do Altíssimo.” 
Não ousemos incluir na graça celeste a pó vil da terra, rejeitemos a nossa sabedoria, a falsa liberdade criada por mentes carnais, que regurgitam o poder e bondade de Deus para alcance aos lugares celestiais. 
Não, os portais da vida eterna foram abertos pelo Senhor e por eles fomos introduzidos pelo seu excelso poder e pela sua livre e bendita vontade, e em nada que tenha dependido de merecido favor ou obra realizada por qualquer pecador.

Porventura, não conhecemos o “que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre?” Sim! Ele nos abriu uma porta que ninguém poderá fechar. Sim, o Filho é a porta aberta para a eternidade. Fomos impelidos pelo poder de Deus a adentrar no nome do Senhor, a eternidade nos foi dada graciosamente.
Aleluia, cantemos todos.

E mais, tomemos agora o v. 30: "fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro". Aprendamos: Deus é muito mais do que se revelou em sua Palavra; Deus fez, faz e fará muito mais do que percebemos. Amados, por mais devotados que sejam todos os servos do Senhor.  Além de todas as dívidas, anuncio-lhes uma outra: somos devedores devocionais do Senhor!

Quanto o Senhor por nós faz? Não sabemos! Talvez jamais o saibamos! Portanto, muito de sua obra em nosso favor passa longe de nossa percepção. Assim, deixamos de dar a glória aos feitos do Senhor, que a nossa ignorância mantém em sigilo oportuno. Hoje vemos por espelho, será que um dia o saberemos quando o vermos face a face?

Caso pudéssemos transformar nossa dívida em grãos de areia, aterraríamos todos os mares, aplainaríamos o mais profundo abismo, pois, jamais lhe tributamos a glória devida. Não somos capazes de contar o que nos tem feito o Senhor! E se assim não pensamos, nossa miséria é mais profunda do que pensamos, e nossos corações permanecem rijos como a pedra. E subvertemos a honra devida ao nosso Deus, conferindo-a a nós mesmos.

Corações que sentem-se não devedores para com o Senhor têm a miséria na alma como companheira. Choremos todos nós, e se possível lancemos cinzas sobre nossa cabeça e rasguemos nossas túnicas, pois mesmo sob bênçãos eternas agimos como se miseráveis fôssemos. Saibamo-nos devedores, assim, confessemos nossos pecados, isso nos fará bem, consolará nossas almas, aproximamo-nos da glória de Deus.

Nosso Deus é muito mais do que pedimos ou pensamos. Salomão exprime o que nosso coração busca:
Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei! (1Rs 8:27)

Há tanto no Senhor e nada em nós.
Nada somos, nada fizemos para sermos objetos de tão desmedido amor.
Nossa gratidão é sustentada por sua benevolência.
Se não fosse a misericórdia do Altíssimo já teríamos sido consumidos.

Como invejo o salmista!
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. (Sl 139:14 ).

Sim, Senhor, minha alma não o sabe muito bem, apenas busco reconhecer que não passo de pó e cinza.

Bendito seja o Senhor, que em Cristo Jesus determinou nossa eternidade.
A Ele, e somente a Ele, honra, poder, glória eternamente.

Um comentário:

  1. Pode o etíope mudar a sua pele ou o leopardo a suas manchas? como pode o homem sendo mau querer realizar o bem?

    conjuro-te dinte de Deus e de Nosso Senhor Jesus Critos.....que pregues a Palavra (sem temor)insta a tempo ou fora de tempo, seja oportuno ou não (para os homens)

    O que seria de nós se fossemos avaliados por Deus; para o nossa salvação e permanencia na mesma, pela nossa fidelidade? NADA! os mais miseraveis de todos os homens.

    Eu sei em quem tenho crido, e que Ele é poderoso para guardar o NOSSO tesouro até aquele dia.

    O que poderiamos vazer para honrar com a divida devida pelas nossas transgressões? como está Escrito: "sois salvos pela graça mediante a fé, e isto vem de vós é dom de Deus, não por obras, para que ninguem se glorie".

    Gostei muito dos assuntos abordados com muita clarza e concisão.
    Que Deus lhe abençoe rica e poderosamente, e sem pre abundante na obra do Senhor.

    Um abraço do seu irmão Renato.

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