"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Liberdade humana: a extinção de todas as coisas


Dentro do ambiente religioso, a liberdade humana tem sido o princípio e garantia de todas as heresias. Em algumas dimensões que se acredite e use deste conceito no universo da realidade humana, opera-se em grande erro. Mesmo que seja inebriante tal possibilidade, decorre de fundamentos estritamente humanistas e está em desacordo com a verdade revelada, e mesmo assim, é o grande filão mercadológico da apostasia. 


Toda obra circense que se pratica em nome de Jesus tem a liberdade do homem como pilar central, levando consigo também o mundanismo que nos assola.

Tendo a certeza que inócua para as pessoas em geral é tal abordagem, tentei este sumaríssimo texto sobre a "liberdade", reconheço que muito ainda há a ser feito e por alguns o faço.

Iniciou meu interesse pelo questionamento um membro de uma igreja co-irmã a respeito de Mateus 24.13, onde se lê: “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Sem dúvida sua intenção estava voltada para afirmar liberdade do homem (e não sobre sua responsabilidade ou o poder de Deus). 


Em que nível há liberdade humana? Há limites na liberdade? O que revelam as Escrituras sobre este tema?


Isto decorre da Escritura afirmar que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “racional” exige a liberdade humana (o que a Escritura nega  com clareza). 
Este torneio exige muita energia e os defensores da liberdade humana participam dele sem consulta a Palavra do Senhor, oferecem suas mentes como instância final da verdade. O pilar da controvérsia é metodológica e seu vigor é psicológico (humanista), logo sem fim.

E muito se tem falado a respeito da liberdade humana. Afirmam que tal liberdade garante ao homem direito de escolhas, preferências e determinação de sua eternidade. Não se pode negar que o homem é um agente moral livre, tornando-se responsável por seus atos, por suas escolhas, mas devemos afirmar que tal "liberdade" está inserida na privação da compreensão das verdades divinas. 


A leitura de 1Co 2:14: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente"; dirime toda a questão. Assim, é como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes - tomo emprestada ilustração de Lutero.  

Porém, a conclusão das intenções e disposições mentais que fazem o pano de fundo a tais afirmações leva-nos a um conceito de “liberdade” fora da realidade conhecida. Evito o termo filosófico, pois o mesmo tem sido carregado de soberba e humanismo. 


Constroem, desta feita, uma liberdade plena. O que exigiria a ausência de limites físicos, morais ou legais, para sua efetiva existência, esta é suma de tal proposta. 


Nesta dimensão de liberdade sem limites não há qualquer ser livre. Nem mesmo O CRIADOR, O TODO-PODEROSO, NOSSO DEUS é livre. Tal liberdade exige extinção dos atributos mínimos da existência racional: vontade, intelecto e sentimentos. 

Caso possível existir tal liberdade, extingui-se a realidade aferível, tudo passa a ser possível e, ao mesmo tempo, nada é crível. É o fim da razão, temos extintas todas as coisas. Incoerentemente, proclama-se o caos como fundamento da ordem. 


Precisamos afirmar que a liberdade é limitada pelos atributos do ser. E a ausência de limites externos é prerrogativa apenas de Deus. 

Mesmo Deus em sua liberdade é restringido pela sua própria natureza. 
Pois, não está livre de sua santidade, portanto NÃO PODE pecar; 
não está livre de sua autoexistência, portanto NÃO PODE aniquilar-se; 
não está livre de sua verdade, portanto NÃO PODE mentir.
Deus não está livre de ser DEUS.

Da mesma sorte o homem não está livre de ser homem. 
Se escravo da morte, logo sem liberdade;
se não compreende a Deus, escravo de sua ignorância, logo não está livre;
se incapaz de prolongar indefinidamente sua vida, logo não está livre; 
se escravo do tempo, do futuro, logo não está livre.

A liberdade humana está circunscrita ao texto a seguir: 

"Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; chamando do oriente uma ave de rapina, e dum país remoto o homem do meu conselho; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei". (Is 46.8-11)


Quanto ao que propalam essa tortuosa liberdade humana, a tais humanistas:
Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. (Jd 1:4)

Um comentário:

  1. Caro Paulo,

    Parabéns pelo seu trabalho na web. Deus continue abençoando!

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Em Cristo.