"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Pequena meditação sobre a infidelidade


EBD, 16/01/2011.
Texto: Jo 21.1-14
Tomemos nosso último v. lido, v. 14, nele está escrito:
“E já era esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, depois de ressuscitado dentre os mortos”.

Era a terceira vez que Jesus se manifestara depois de ressurreto, assim, sua ressurreição já não mais era um fato encoberto por mistérios ou dúvidas. Mas sim, a verdade vivida por aqueles dois homens, João e Pedro. E agora ambos estão no barco, voltaram à pesca. 


Devemos voltar com eles até ao sepulcro, pois dias atrás lá estiveram. Do corpo inerte do Senhor, as vestes e o lenço testemunharam a vida sobre a morte - agora, eternamente morta. Presenciaram a celebração da vida à luz primeira que iluminou a noite, naquele domingo eterno. Vencida foi a escuridão da morte, irrompeu a luz que iluminou um novo mundo.

Quedo-me ante o Senhor nosso Deus, em poder e sabedoria novamente fez separação entre  trevas e luz... e houve luz. 


Perceberam, eles que o Senhor, em mistério magnífico, fora morto, sepultado  e voltara à vida, estava de novo entre eles. E lemos: "e creram nas Escrituras" (Jo 20.9). Pedro e João que respiraram a ressurreição, voltaram, subiram no barco saíram ao mar.

Impossível que a decisão de pescar haja desconsiderado tal fato: Jesus já não mais jazia entre os mortos, sem dúvidas, ressuscitara. Além do profundo impacto frente ao sepulcro vazio, lançaram fora o ensino e promessa do mestre: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis pescadores de homens" (Mc 1.17). Não devemos nos surpreender, mas houve mais prazer na ida ao mar, à pesca, à noite que na honra da espera, o novo encontro do Senhor Ressurreto.

Em certa medida, em nossas vidas temos tal disposição e reproduzimos tal decisão. Pois, mesmo diante de grandes feitos do Senhor, conferimos ao nosso dia, e a nós mesmos, maior honra. 


Sim! Falo a crentes, a regenerados! Não espero que ímpios confiram ao Senhor a glória a Ele  devida, isto cabe a nós, que fomos chamados para ser santos. Portanto, saibamos que nossa autonomia e descaso soam com retumbante impiedade. Seguimos para direita ou para esquerda, desviamo-nos dos grandes feitos de Deus, desconsideramos seu caráter e sua justiça, suas obras em nosso favor. Em nossa infidelidade, seguimos conforme as ondas de nossos interesses pessoais. Assim fizeram aqueles homens, assim fazemos nós. Ao nosso juízo, conferimo-nos demasiada importância, demasiada sabedoria. 
Mas nos adverte o Senhor:
Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e astutos em seu próprio conceito! (Is 5.21)”.

Senhor, à tua graça e fidelidade damos glória. Nada somos e nada temos pois tudo vem de Ti. Bendito Sejas Tu Senhor, que não tem escondido Tua face dos teus servos. 


Graças te damos Senhor, por tua bondade e misericórdia. 

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