"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sim, esqueceremos! (Pescando com Pedro)



EBD, 6 de fevereiro, 2011.
manaus.
Igreja Batista Regular Renascer.

É interminável a discussão em torno da vida e de seu significado. Grande parte da discussão, por enveredar pela autoria do acaso, é frívola e sem sentido. Mas, discuti-la sob a perspectiva do ato criador de Deus concede ao tema um significado além de especial. Pois, percebe-se que a vida se mantém por um arranjo maravilhoso proveniente de uma sabedoria além de nossas mentes, além desta vida. E quando abrimos as santas Escrituras lemos a respeito de Jesus que ele é o Deus sustentador da vida, flui em nossas almas o doce privilégio de conhecermos o verdadeiro significado da vida. 
sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, (Hb 1:3)

Mesmo assim, é possível esquecemos tudo que envolveu e envolve essa relação? Sim, é possível.


O aprofundamento do tema nos obriga a reconhecer que a Escritura nos oferece uma dimensão da vida que apenas nela, na Escritura, há clareza, vigor, propósito. Sim, a bondade de Deus tem nos ensinado que existe uma vida cuja natureza está oculta ao mundo. Vida que oferece um real sentido à vida (que dispomos e percebemos). Vida que veio à nossa vida sem que a conhecêssemos: a vida que Cristo vive. Vida que não tínhamos. “Ele nos deu vida” diz Paulo. Não, não está em nós, não pertence às criaturas é um dom.
Que tributo a ela atribuímos? Temos dela nos esquecido.

Do que necessita esta nova e surpreendente vida?   
Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.  (Lc 10:41-42)

E nesta nova vida apenas uma coisa nos é suficiente: aprender a depender do Senhor.
Para tanto, precisamos descer às nossas profundezas e conhecermos a nós mesmos para depois conhecermos Aquele que vida nos deu.

Quem somos nós?
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. (Rm 7:18).


Somos ansiosos, autônomos, rebeldes, valentes e fracos (oscilantes). Pecadores, mas salvos. Com grande aptidão para exaltação... para esquecermos quem é o Senhor e o que ele tem feito em nossas vidas. 

Precisamos reconhecer que não está em nossa natureza a disposição interior para nos conduzir aos ideais morais, de conduta e ética exigidos por esta nova vida. Precisamos chegarmo-nos à Fonte de onde fluem toda verdade, amor e santidade que tecem as teias da vida concedia pelo Senhor. Logo, nosso interesse deve ser dirigido ao conhecimento dAquele que nos chamou, é  Ele quem nos ensina:
Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças”; (Fp 4:6)
Acheguemo-nos a Ele por meio de armas espirituais, as quais não sabíamos de sua eficácia. Mas temos delas esquecido. 


O Senhor nos confronta: A vida não é mais que alimento e o corpo mais que vestes? É possível esquecer este ensino? 
Sim! É possível.
É possível colocarmos maior importância em nós mesmos que nos sábios planos de Deus? 
Sim! É possível.
É possível esquecermo-nos o que o Senhor fez e faz quando em nossas aflições?
Sim, é possível.
É possível sentirmo-nos sós, mesmo quando em oração sabemos que o Espírito intercede por nós? 
Sim, podemos.

Caso, nós não reconheçamos a disposição de nossos corações, não temos aproveitado o que o Senhor nos tem falado. 
Temos esquecido das coisas doadas pelo Santo de Deus!

Vomemos ao texto lido: “Estavam juntos: Simão, Tomé e Natanael e mais dois”. (Jo. 21.2)

Apenas dois dos discípulos que ali estavam o Senhor não permitiu que soubéssemos quem eram.  Pois os filhos de Zebedeu, de acordo com Mt 4.21, são Tiago e João.  Estavam, pois, Pedro, Tiago e João, Natanael e Tomé. Cada um deles havia convivido com o Senhor .

(1)     Pedro e João Tiago estiveram no monte com o Senhor, ouviram a “voz de Deus”.
(2)     Pedro e João estiveram no túmulo.
(3)     Natanael em seu primeiro encontro antecipou todo o propósito do livro (Jo. 1.49).
(4)     Tomé tivera um encontro pessoal, colocara a mão nas cicatrizes. Senhor ressurreto; 

Todos experimentaram dimensões e realidades celestes. Era possível esquecê-las? Sim, era possível esquecê-las.  
Já havia passado pelo menos 8 dias (Jo. 20.26) da ressurreição do Mestre. Dos que ali estavam é improvável que alguém DESCONHECESSE A RESSURREIÇÃO do Senhor. Mas, esqueceram.

Tiveram a experiência da provisão do Senhor. Em Lucas 22.35 está escrito:
“E perguntou-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.”
Sim, foram enviados pelo Senhor, e nada lhes faltou. Sabem que o Senhor está vivo e do Senhor EXPERIMENTARAM A PROVISÃO. Faltaria-lhes provisão? Poderiam esquecer-se de que foram sustentados e nada lhes faltou? Mas, esqueceram.

E lemos: “Vou pescar e os demais o seguiram”. Saíram em busca da provisão. 
Muitos de nós ficam surpresos por tal decisão. Como aqueles homens poderiam esquecer de tantas coisas e decidirem voltar ao mar. "Vos farei pescadores de homens" , como poderiam esquecer? Mas esqueceram!


Assim, decidiram eles, assim, decidimos nós. Somo ávidos em sairmos em busca das nossas soluções à parte da Verdade. Seguimos as determinações de nosso próprio braço.
Corrompemos nossos  corações e nossas mentes voltando para secularidade que dela fomos arrastados. Esquecemos da nossa vocação. 
Deixamos de lado a fidelidade do Senhor. Podemos esquecer dela? 
Não, mas esquecemos. 


O que está por trás de nossa nova vida? (1) Quem e (2) por quem foi feita a promessa de nos manter "vivos" (a nova vida):
“Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha outro maior por quem jurar, jurou por si mesmo”, (Hb 6:13).

Tudo quanto o Senhor é. 
O que Ele tem feito, fez e fará por cada um de nós.
Não devíamos esquecer... mas esquecemos. 

Repetimos em nossas vidas a pescaria de Pedro. 
Voltamos ao mar, estamos saindo para pescar.

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