"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A soberba da vida e a vida



Muitos dos ensinos do Senhor estão na ordem natural das coisas criadas conforme Rm 1:19-20:  
Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis”.

E vemos a vida manifestar-se por todos os lados. Na preservação do mundo vegetal contribuem pássaros, vento, água, borboletas, assim permitem a multiplicação das plantas. A vida se mantém por um arranjo sobremodo maravilhoso, proveniente de uma sabedoria além de nossas mentes, além desta vida. 

Em nossa volta, o mundo que observamos também traz lições. Poder-se-ia resumir que há uma única luta: a luta para manutenção da vida. 
A vida segundo entendem - e nada entendem - resume-se: mais dinheiro, mais poder, mais saber, mais prazer e mais tempo e outros incontáveis "mais". 
Sábio aos seus próprios olhos, segue impávido em sua loucura, não há detença, logo perceberá. E quão cruel se dará!

O homem na busca, mesmo que inconsciente, de esquivar-se da sentença de Deus contra o pecado – “Certamente morrerás” – proclamou-se autor da vida e transformador da realidade. Todo arsenal de poder falsamente atribuiu a si mesmo. Mas, impávida a morte o espreita, dela não fugirá. 


Essa clausura cotidiana à morte, essa sentença incansável, o fez reagir, construiu a geração (ou cultura) do absurdo. Sim, em sua mente, o homem enlouquecido - refém da morte -, reconceituou a vida que lhe esvai em um roteiro de satisfação recorrente: a vida humana abriu mão da eternidade, fixando-se aos aos escassos dias que têm ao seu dispor.


Sábio questionamento do Senhor: 
"Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida? (Mt 16:26)"
Sobejou-lhe a esperança sem esperança e com prazo de validade. Ironicamente, tomando-se por sábio, abriu mão de sua humanidade. Um salto para cima, afirma, com isso igualou-se aos animais: "morreu acabou". Sem esperança entregou-se às fantasias de poder e prazer... pobre homem.


E por isso lutará:  
Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. (Jó 2:4)

Há toxicidade neste raciocínio. Tal bravata sucumbirá à própria exigência da vida e a eternidade lhe sobrevirá como verdugo, lá saberá que perdeu a vida!

Além e acima desse réquiem de soberba mundial há vida, um arranjo perfeito, onde há moral, prazer... e a autoria. 

Arrependei-vos e conhecereis a vida, homens que muito (nada) sabem.

E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor. (Ez 37:6)

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