"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 13 de março de 2011

Para onde iremos? (O inferno - Parte I)


Pregação 27.02.2011
Mogi das Cruzes

Texto: Jo 6.38 "Para onde iremos? Tu tens as palavras da vida eterna".

O questionamento feito pelos apóstolos oferece-nos um grande motivo para meditação: Para onde iremos? Para onde cada um de nós irá? E ao complementar com “Tu tens as palavras da vida eterna” introduz uma perspectiva que tem afugentado o mundo: A Eternidade. Este tema, a eternidade, tem sido intencionalmente repudiado pelas pessoas, não encontro ninguém que tenha prazer em abordá-lo sem temores, e daí o caráter de profunda seriedade que encontraremos a seguir. 

Onde estaremos na eternidade que se aproxima? Isto não apenas merece nossa atenção, exige nossa atenção: Para onde iremos, onde nossas decisões estão nos encaminhando?

Haveremos, todos, de enfrentar tal situação, mesmo que se esquivem muitos dos que aqui se encontram, mesmo que não queiram considerar o assunto. A eternidade se apresenta como a evidência inexorável da impotência humana. Apenas a citação do termo produz desconforto. Mas, deixem-me falar-lhes: a eternidade não é uma opção ou gosto pessoal, não está sob o controle de qualquer um de nós, pelo contrário, ela é a sentença do Juiz de toda terra: ela virá. 


Aconselho a todos que ouçam agora para que possam conhecer e escolher o melhor caminho; a melhor e única vida e vivê-la... eternamente.
Não se deixem levar pelo entendimento, pelo coração, neles há engano, neles há dolo. 

Voltem-se para as verdades, e são muitas as verdades no texto que precisam ser consideradas.

Nele sabemos sobre (1) nosso destino, pois questiona: “Onde iremos?”.
Depois nossa mente é perpassada, quando lemos: “O Senhor tem as palavras”.  
Logo, (2) a verdade não está em nós
Assim, precisamos conhecê-la. 
Por fim diz: “Vida eterna”.  
Somos confrontados: Nosso destino eterno é definido por verdades que não são nossas, que não as conhecemos. 

Que o Senhor derrame sua incompreensível bondade sobre todos nós, de forma que saiamos daqui certos que estivemos sob seu manto de amor e graça. 
A Ele todas as coisas.

Comecemos, pois com o nosso destino: Onde iremos? Onde estaremos daqui a centena de anos? 


Para compreendermos um pouco sobre nosso tempo, consideremos: Muitos dos que aqui estão sentados, acredito, reconhecem que não sabiam que neste domingo de 2011 estariam aqui. 
Não sabiam com quem estariam. Mas chegamos aqui, atravessamos o tempo, nossos dias passados. Casamos com pessoas que nem conhecíamos, tivemos filhos.
Nossa vida e realidade hoje é o resultado das escolhas passadas que fizemos ou mesmo por aquelas que não fizemos, e fomos apenas conduzidos tempo afora, reféns de um contexto incontrolável, quase à deriva. 


Em nossas meditações nos permitimos voltar 10, 20, 30 anos, vemos que hoje vivemos o futuro daquela época. 
Se utilizarmos esta mesma concepção para avaliarmos daqui a 50, 100, 1000 anos, olharemos e de lá veremos que as nossas escolhas de hoje nos conduziram para onde estamos (ou onde um dia estaremos). A cada momento, em cada decisão construímos trilhas para nossa eternidade.
Nossas mentes precisam conhecer a verdade para acomodarem decisões sábias. A tolice, a estultice não nos levará para o consolo eterno do Senhor. 

Assim, alguns conceitos da palavra de Deus precisam, como águas mansas, ter a clareza necessária para facilitar nossas decisões, afastarem de nós os equívocos que nos levam aos erros e por eles à morte e dor.

Temos de considerar o Inferno como uma possibilidade eterna, sim, o inferno. Lá bilhões de pessoas experimentarão a justiça santa de um Deus justo.


Preciso reconhecer que a estultice dos homens  religiosos e a sabedoria de satanás têm desqualificado as verdades relacionadas ao juízo de Deus. 

Toda vocação – perversidade – evangélica tem voltado seus esforços para oferecer a todos um Deus de entretenimento e dedicado a atender a satisfação dos prazeres humanos. Um deus sem valores morais, um deus comprável.

Esse deus jamais esteve assentado em lugares celestiais, jamais criou cousa alguma, e jamais salvará um único pecador do juízo inclemente do Senhor de todas as coisas, o verdadeiro Deus. 
Não se deixem enganar pelo sopro fingido que lhes garante que nada há a temer, que marchamos para um mundo de bem-aventuranças e que agora se inicia a colheita do prazer e da conquista. 
Acautelem-se, pois desse deus caricato, criado pela mente faminta dos senhores da prosperidade, não é o Deus que dos céus derrama sua bondade e amor. 



Contrário  às fantasias evangélicas lemos profecias terríveis: 
porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. (Mt 24:21)
Neste texto há o registro profético da ira de Deus sobre todos que habitam na terra, o juízo contra toda rebeldia e impiedade humana. Contrapondo-se, alguns afirmam que tal profecia reporta-se ao nosso tempo, o que vivemos agora. Isto é, segundo esses senhores vivemos a profética Grande Tribulação.  E outros mais ousados afirmam que nem Grande Tribulação haverá.
Mais leio: 
Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória". (Mt 24:29-30)

Segundo a palavra do Senhor os poderes cósmicos serão abalados; o Senhor virá sobre as nuvens com poder e grande glória. Nada no cenário nos diz que vivemos dias da Grande Tribulação antecipando a vinda em glória de meu Deus. 
Qual então o propósito de tais afirmações contrárias à severidade de Deus? O enfraquecimento da idéia do juízo de Deus. O mundo não deve aguardar o Senhor Deus derramar sua ira. 
Experimentamos a ira de Deus? Sim, afirmam esses. Ira em que degustamos os prazeres? que desfrutamos de conforto? Ira sem perseguições. 
Amados, garanto-lhes, estas profecias ainda se cumprirão, e que tais idéias servem apenas para desqualificar o caráter justo do juízo de Deus.  Mundanizar a moral de Deus.

Há alguma relação entre o argumento exposto, que vivemos a ira de Deus, com o conceito inferno existente nas Escrituras? 
Respondo que sim. Tal proposta teológica faz com que o ensino sobre o Inferno ganhe  palidez e se torne risível. Permite que mentes e corações não se apercebam da realidade, tangência e horror das sentenças de Deus. 
Como resultado, brinca-se com inferno dando-lhe a mesma "natureza e verdade" que as a um cenário mitológico, à casa da bruxa má ou mesmo a floresta encantada cheia de duendes. 
Os homens zombam das advertências do Senhor e colocam-nas arquivadas nas prateleiras do entretenimento secular, e isso graças à ignorância e esforço religioso - evangélico -  que anseia por participar e angariar simpatia do mundo secular.

Para esse "movimento religioso" e suas idéias seculares temos uma mensagem vinda do inferno, de suas profundezas. 


No evangelho de Lucas, cap. 16, lemos haver dois homens: um sabe-se rico e outro Lázaro, e ambos morrem. No vv. 23,24, está escrito: 
“No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

Contrário ao ideal católico-espírita-ecumênico-evangélico que o inferno é aqui mesmo ou apenas um estado de espírito, o contexto garante-nos que o inferno é um lugar (v. 26): “está posto um grande abismo”. 
Esses que em sua sabedoria desfazem das verdades eternas, que enfrentem os textos sagrados, a palavra de nosso Deus. 
Rilhem seus dentes, mas saibam que o inferno é um lugar de tormento, de chamas, com plena consciência da parte dos que lá estão. 
Vejam o homem rico! Pois, tem vívida em sua mente a experiência anterior à sua morte – “envia-me Lázaro” – sabe o nome daquele que esteve em sua casa, lembra-se de seus irmãos, sabe da sentença que sobre ele paira. 
Mas, o ponto mais terrível de seu depoimento: o rico em seu tormento não pede para si misericórdia. 
Saberia ele que o inferno é a justiça plena e irrecorrível do Senhor? 
Sabia ele antecipadamente que o inferno era um lugar de sentença de Deus?
O inferno adverte a todos: Lá há plena consciência que o pecado lhe abre as portas e nenhuma misericórdia há!
Não se deixem enganar, pensando que não há inferno, que não haverá punição. 
Que em Deus há tanta bondade a ponto de que Ele compartilhe dos pecados do homem. 
Não, assim não é, e assim não acontecerá.
Fujam da sabedoria pessoal, da verdade pessoal, fujam das trevas eternas do inferno de terror e dor. 
Os que aqui estão, se não sabiam da verdade, agora o sabem!

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Em Cristo.