"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Soberania e estultice




Manaus - Igreja Batista Regular Renascer 
Em 27.03.2011
Os conceitos, pressupostos e experiências contemporâneos passam a ser válidos quando fortalecem a realidade, mesmo que frágil, mesmo que falsa, que permita ao homem sentir-se soberano, vencedor. Qualquer vento de argumento, caso proporcione a sensação de liberdade, de autonomia é verdadeiro. As propostas em contrário aos ideais de autonomia e soberania humanas são rejeitadas. Verdadeiro é o vantajoso.
Assim, estranhamente, vivemos uma experiência artificial em que se excluem os contrários às pretensões humanas.
A soberba humana o faz acreditar que verdade está nele, é dele, nada além dele detém as rédeas da verdade. Há uma frenética busca de novas verdades, consolidada está a rejeição dos valores permanentes, das verdades eternas.

Esse contexto criou um padrão de disciplina mental em que vários temas passaram a ser proibitivos, antiquados, sem utilidade prática para as premências humanas: Deus, Deus e sua vontade, seu caráter, sua obra, seu juízo; honestidade, ética, morte, eternidade. Há um Index destas exclusões. 
Questionar as posições válidas com base nas verdades bíblicas faz com que assuntos sejam encerrados, amizades rompidas, famílias divididas. 

Podemos assegurar o cristianismo não é do interesse das pessoas, do mundo em geral. As grandes soluções humanas – segundo eles – prescindem dos valores cristãos. É inocência, estupidez ou ganância o agrupamento cristão para soluções políticas ou corporativas. Não há ponto de contato entre a mente moderna – na busca de novidades que promovam sentimentos de autonomia - e a mensagem cristã. 

Como viver e proclamar as verdades cristãs se ninguém as quer ouvir?  Se utilidade alguma é dada
Deslindam-se duas posições:
(1) Não proclamar o cristianismo;
(2) Pasteurizar o cristianismo de forma a agradar o mundo – retiremos Deus, soberania, juízo, eternidade, ética... por fim Cristo e sua cruz. 

Isto já está em prática diante de nossos olhos, alternam-se entre uma e outra, é chegada a nova – e última - ordem religiosa: os evangélicos. Sumário da abominação erguida com recortes das Escrituras e toda empáfia humana, com suas "verdades" e estratégias. Vencedora, libertadora.

Mas, rejeitando as coisas que para trás ficaram, não acompanharemos a multidão, ofereçamos a Cristo, crucificado, escândalo para os religiosos, para os evangélicos e loucura para os sábios.  Mas é poder e sabedoria de Deus para salvar aos que forem chamados.

Por ela poderei destruir amizades? Poderei.
Poderei separar famílias? Poderei.
Poderei encerrar o assunto? Poderei. 

Mas, clamo ao Senhor de toda a terra, Senhor dos senhores, para que sua graça seja abundante nesta noite, que sua misericórdia seja presenciada neste lugar e que seu santo nome seja engrandecido. A Ele toda honra, toda glória para todo sempre. 

Se tomarmos a seqüência mais simples das Escrituras concluiremos que as primeiras palavras de Deus para o homem foram palavras de bênçãos, para que suas obras neste mundo fossem perceptíveis: “Crescei, multiplicai, dominai”. (Gn 1.28).
Há um nítido cenário de amizade, harmonia, comunhão entre o Criador e a sua criatura.
Percorrendo esse cenário, rebuscamos as Escrituras encontramos a primeira citação de uma ordem do Senhor ao homem. Há, porém por toda a Escritura Sagrada o claro exercício do poder de Deus. Mesmo que rejeitado pela multidão, é necessário considerá-lo, assim, conheceremos mais nosso Deus e mais a nós mesmos.
 “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gn 2:16)

“Ordenou o Senhor ao homem”, é isto que lemos. Um argumento direto, claro: Deus dá ordens aos homens, encurralados estão todos, segundo lemos no texto sagrado.
O enganoso coração faz com que haja conspiração contra o Todo-Poderoso. Rejeitam a idéia da existência de um ser pessoal superior que se revelou às suas criaturas deixando-nos a Escritura. E resiste ao fato que um dia haverá de prestar contas a Ele.
O salmista no cap. 2.2-3 confirma esse espírito, esse sentimento humano em relação ao domínio e poder de Deus:
“Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas”. (Sl 2.2-3)
É o grito de muitos que aqui estão.  Mas o v. 4 diz:
“Rir-se aquele que habita no céu; o Senhor zomba deles”
A bravata humana de liberdade, é vista por Deus como insanidade, como loucura.  E mais o Senhor diz sobre si. O profeta Daniel:
Ele faz com o exército do céu e os moradores da terra a sua vontade. E quem pode questioná-lo: o que fazes?”.
Sim, nosso Deus tem poder e autoridade sobre tudo e mais... não podemos questioná-lo. 
Precisamos proclamar aos quatros ventos que o nosso Deus sempre oferecerá ao homem o que é melhor para o homem. Leiamos a Carta aos Hebreus, lá diz:
Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha outro maior por quem jurar, jurou por si mesmo, (Hb 6:13)

As ofertas e mandamentos de Deus foram feitas com base em seu próprio caráter, bondade, fidelidade. Sua soberania é exercida para promover o bem aos homens.
Mas o homem pensando-se forte, eterno, conhecedor de todo bem, manifesta seu coração, sua mente, toda sua energia contra o Senhor, contra sua Palavra. Ousam fazer esses que não passam de pó e cinza.
Aprendamos a soberania de Deus:
Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão. (Dt 32:39 )
Regozijemo-nos em sua benevolência:
Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (Jo 6:37)

Nenhuma verdade há além do amor, da soberania e benevolência de Deus. Cristo é a manifestação de seu poder e cuidado com cada um de nós.  
Devemos chorar por causa da estultice humana, tanta vida vindo do alto e ele rastejando em busca da morte. 

5 comentários:

  1. Querido irmão Paulo Brasil,
    Graça e Paz.

    Não há nada que torne o homem (ser humano), mais refém de sua própria finitude e fragilidade, do que viver achando-se dono de sua própria vida e decisões.

    Aquele que vive assim, acaba sempre sendo pego em seu engano, e quando se vê diante da morte e diante da possibilidade de uma eternidade, afastado de Deus, pode ser tarde.

    Não existe nada nesta vida que traga maior segurança e alegria, do que viver crendo e entregue ao Deus Único e Verdadeiro, Criador dos céus e da terra, e Soberando sobre tudo e sobre todos.

    Este Deus Soberano que cuida tanto das grandezas do universo, como das pequenices de nossa vida.

    Grande texto meu amado irmão.

    No amor do Senhor,
    Pr. Menga

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  2. Pr Menga,

    seu comentário bem poderia ser um post.

    Minha admiração.

    Em Cristo.

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  3. Wonderful text, deep and right truths, despised by the that want the sordidness of this world.
    now that it improved a little the internet, I can return her reads their messages.
    hugs
    não sei se saiu certo... abraços

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  4. um bom ensino da uma boa otica e expectativa precisa parabens pastor paulo pelos bons estudos que tens passado louvo a Deus por sua pessoa...

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  5. Irmão Mario,

    obrigado pelo comentário, e pela amizade.

    Que o Senhor nos guarde.

    Paulo Brasil

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.