"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 22 de março de 2011

A vida tragando a verdadeira vida


Ao olharmos em nosso derredor, verificamos que estamos submetidos a uma dinâmica incontrolável que consome  toda a energia disponível em busca da saciedade, em busca da satisfação necessária para justificar aquilo que hoje chamou-se “vida”. 

Não se pode esconder, o mundo corre em busca do “agora”. Nada pode ser para depois, para um tempo depois deste tempo. Esta dinâmica consolidou-se e imprimiu nas pessoas a aflição transparente. Todos são aflitos, nem se sabe porque.

Há um frisson de busca, corre-se sempre, correm todos. O mundo é premido pela inércia do incontrolável.  
O medo da perda, o fracasso assustador e a satisfação fazem qualquer argumentação sobre valores que se contraponham à essa dinâmica da "aflição necessária" ser tratada com indulgência mordaz. Temas como a eternidade com todo seu contexto e implicações, passou a ser parte da agenda do dispensável. Teme-se ou evita-se temas que diminuam a grandeza humana.
Assim, é a essa "vida", construída por mãos humanas, caminha varonil permitindo a cada um julgar-se senhor do seu destino, imperador da história. 

Absurdamente, a morte foi ceifada do elenco de preocupações das pessoas, do mundo. Para espanto e extermínio da razão, o homem se propõe indestrutível: age como se tudo fosse subsistir para sempre, em especial ele próprio. 

Eternidade, morte, ética e mesmo Deus foram substituídos pela semântica da ousadia. O significado das palavras foi dissociados de seus objetos. As circunstâncias, os coletivos apropriaram-se da realidade e em salto romperam com a razão. 
Logo, a verdade nesta "vida" passou a ser submetida ao interesse pessoal. A contingência é o grande arquiteto da realidade, desde que fortaleça os pilares para um  mundo melhor, sem Deus, obviamente. 

A irracionalidade passou a ser o padrão para inquirir as dúvidas existenciais, desta feita, as estruturas do pensamento da vida lá fora chegaram e convenceram os valores da "vida cristã". Tudo é aceitável, desde que tenha rompido os laços com o passado.


O cenário (as verdades) que toma conta da vida contradiz as abordagens bíblicas. O futuro é profetizado em desacordo com a sentença do Altíssimo. Pois, o caráter de Deus traz  desconforto e pessimismo incompatíveis com os ideais da secularização cristã, portanto será descartado. Repudiam aqueles que defendem as verdades de "antigamente".

Não precisamos de esforço para verificarmos que:


1. A apologética cristã passará a ser disciplina apenas para consumo interno das mentes restauradas pelo Senhor. 


2. O evangelismo que se assenta sob o sacrifício - sangue - de Cristo perderá a conectividade com a realidade humana e os cristãos nominais e contextualizados fundirão suas utopias de conquistas e reformas aos mais vis interesses seculares... e lenta e progressivamente se assentará o ecumenismo em prol de um mundo melhor.


3. A santificação será mundanizada a ponto de rirem-se dos contrários.


4. A tentativa de trazer o céu para cá embaixo será a prioridade da igreja. 


Então virá o Senhor, aí sim, porá todas as coisas em ordem! Conforme a palavra de nosso Deus. 

P.S. Meu otimismo é expresso por projetar tal quadro ainda para o futuro. 

2 comentários:

  1. Caro amigo e irmão,

    Belíssimo texto! É o deus do humanismo ditando as regras em um mundo tão caótico quanto incrédulo. Talvez na esteira da filosofia secular, o racionalismo puro, dissociado da revelação (Deus), como explicação última para a existência. A tolice de que a matéria dá origem à própria matéria, e é em si mesma, para "isentar" o universo do seu Criador.

    Enquanto isso, a nós que cremos e sabemos que Ele há de vir: maranata!

    Abraços!

    Ricardo.

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  2. Amado Ricardo,

    sua sabedoria habitual valoriza o texto.

    Muito obrigado.

    Em Cristo.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.