"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 30 de abril de 2011

O reino literal de Cristo nos Atos dos Apóstolos


Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus. Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. (At. 1.1:4)


Estes versos fazem que o Livro de Atos esteja ligado inextricavelmente aos Evangelhos. Toda orientação do Espirito Santo mantém-nos firmes nesta vereda. É possível perceber que os ares soprados conduzem a narrativa de Lucas:  “acerca de tudo quanto Jesus começou... até o dia em que foi levado para cima”.

A transição conduz nossas mentes, espero que nossos corações também, para o momento da história em que homens frágeis e confusos iniciariam os mais profundos e reveladores atos de Deus ao ponto de garantir que chegariam “vivos” ao nosso tempo, agindo dentro e formando uma nova história para a humanidade.

A transição suave, quase imperceptível, entretanto a narrativa sólida mantém-nos mergulhados nas "coisas"  judaicas, a expectativa, os sentimentos, as motivações, religiosidade etc.  

Por fim, entramos nas páginas da mais rica e vencedora história humana. Nenhum projeto atingiu tamanha extensão, sem um controle central humano. Nenhum projeto, sem uso de força, é tão convincente quanto o Cristianismo. Não dispõe de uma pátria, não ficou preso a um domínio geográfico, não depende da arte de convencimento de seus proclamadores, não tem patrocínio formal, não pertence a nenhum estadista, povo ou etnia. Já foi espoliado pelo catolicismo romano, por seitas, por fraudadores e por fim pelos atuais evangélicos (povo de dura cerviz!).

Voltemos nossos olhos para o texto e encontraremos o primeiro momento da Igreja de Cristo:
“ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai. Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias.” (At. 1:4-5)

Manter galileus em Jerusalém, longe de sua terra natal, afugentado pelos últimos acontecimentos. Esperassem a promessa do Pai. É oportuno observar que não há duvidas junto aos Apóstolos qual o conteúdo da promessa. Nada questionam sobre seu conteúdo ou natureza, apenas questionam se tal cumprimento coincidiria com a restauração do reino: “Senhor é nesse tempo que restauras o reino a Israel?" A questão trazida é sobre o reino prometido por Deus ao seu servo Davi. Estava naqueles corações e mentes a certeza da restauração literal do reino de Israel. 

Alguns por motivos diversos afirmam que o reino de Deus está APENAS dentro de cada um de nós, o que é verdadeiro segundo Lucas 17.20. Doutrina que de desenvolveu e se manteve durante os anos que antecederam a notícia publicada no jornal acima. A ausência do Estado de Israel (sabedoria de Deus) manteve oculta possibilidade do reino literal de Cristo até 14 de Maio de 1948.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Abrindo o Livro de Atos dos Apóstolos - II

Fortaleza - Ce


Na primeira parte do post sobre o Livro de Atos, encerramos com os seguintes questionamentos:

Como viriam:
(1)     Restauração do reino de Davi;
(2)     Redenção nacional;
(3)     A posse da terra prometida a Abrão e confirmada a Josué;
(4)     A redenção nacional em um novo concerto que o Senhor falou por meio do profeta Jeremias;
(5)     Bênçãos a todas as nações da terra?

Respondem as Escrituras em uma única frase:
Jesus, filho de José, filho de Maria, filho de Davi, filho de Deus... Emanuel.

Jesus é por quem e em quem Deus concluirá todo o seu plano em toda a terra. As Escrituras nos trazem dos céus os ensinos que acalmam nossas almas e fortalecem nosso espírito. 
Vejamos o que Deus reservou para aqueles que o amam.
Jesus, o Deus eterno entre nós, já fora revelado em lugares celestiais antes mesmo que chegasse a este mundo. Os demônios já o sabiam:
Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo. (Lc 4:41)
Os religiosos em dúvidas sobre a identidade do Senhor, o questionaram:
E o sumo sacerdote disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho do Deus. (Mt 26:63)
O malfeitor em seus minutos finais de vida blasfemou contra ao Altíssimo:
Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós. (Lc 23:39)

Apenas para o povo de Israel, e para nenhum outro, fora criado durante séculos a esperança da vinda dAquele que resgataria a nação. Não podemos duvidar, a esperança da vinda do Messias é o ar que mantém a vida da nação de Israel.  

NENHUM OUTRO POVO POSSUÍA TAL ESPERANÇA, NENHUM OUTRO POVO ENTENDIA TAL ESPERANÇA. 

Há da parte de Deus pormenores da perfeição no cumprimento de suas profecias.


O Messias exclusivo para seu povo e para nenhum outro, mesmo que saibamos de sua rejeição.
O anúncio feito aos discípulos deixa clara a exclusividade do Messias.
A estes doze enviou Jesus, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. (Mt 10:5-7)

Por fim, as palavras do Senhor:
Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. (Mt 15:24)

A abundância de textos não permite duvidar que Jesus veio exclusivamente para Israel e para estabelecer seu reino, conforme prometido a seu pai Davi. 
As profecias mantém vívida aspiração do povo de Israel, o Messias prometido não ofereceria, primariamente, esperança para outro povo senão Israel. 
Esse era o espírito, essa era a esperança e assim, fora prometido, assim, deveria ser cumprido para Israel.

O Cristo não seria compartilhado com as demais nações, seria conforme revelado até então na Lei.

Os gentios que ali habitavam excluídos estavam desse acordo, dessa disposição, tampouco o desejavam. Pois, nem entendiam, nem nutriam qualquer interesse pelas leis e promessas judaicas. Suas crendices pagãs davam-lhe o sustento necessário para satisfação da carne. 

Pilatos, gentio, desdenha da Lei e de suas promessas:
Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. (Jo 18:31)

Sendo Gálio procônsul da Acaia,
“se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas. E expulsou-os do tribunal”. (At 18:12-16)

PORTANTO O MESSIAS É PATRIMÔNIO ETERNO PARA ISRAEL E PARA NENHUM OUTRO POVO.

Abruptamente lemos:
Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém, que padecesse muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes, e dos escribas, que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse. (Mt 16:21)

Como conciliar a esperança sedimentada ao longo dos séculos (a eternidade do Messias) à mensagem “tão negativa” do Mestre?

Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre; (Jo 12:34)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Abrindo o Livro de Atos dos Apóstolos - I


Fortaleza - Ce

O livro de Atos dos Apóstolos é um livro de grande importância para a vida doutrinária e prática da igreja. Ele é o registro dos primeiros momentos do cristianismo. As experiências vividas pelos discípulos do Cristo ressurreto e assunto aos céus. A proclamação primeira da divindade do Senhor e a formação da Igreja e ainda, a grandiosidade de Deus na vida do maior escritor das doutrinas cristãs: Paulo.


O Livro de Atos lança os fundamentos de toda perspectiva cristã, tanto doutrinária quanto devocional. A contextualização desta obra não permite negligências, pois seu significado histórico-teológico oferece a textura necessária para manter associados o caráter e a divindade (ser) de Deus com seu o plano e sua ação no mundo (relacionamento). 

A grande diferença existente entre tradicionais e renovados surge devido à contextualização livre imprimida por estes, a ponto de criar para eles mesmos o significado histórico-teológico para cada “necessidade doutrinária”, bem a estilo católico romano. Não adicionam livros, mas criam estórias para atenderem suas novelas doutrinárias. Isso tem levado multidões a uma série de desajustes doutrinários e pessoais que caracteriza a apostasia que presenciamos.

Para evitarmos equívocos devemos considerar o momento histórico que serviu como pano de fundo a todos eventos registrados. Assim, possível será, mesmo que modicamente, atentarmos para sabedoria e poder infinitos de nosso Deus.

Oramos ao Altíssimo para que nossa jornada seja conduzida pelo Seu Santo Espírito e que exercitemos a mente de Cristo, pois a temos.

Temos que considerar inicialmente: 
Como retirar dos textos aquilo que o Senhor tinha em mente quando os registrou?
Como evitarmos que a ânsia por poder e sucesso não conduza nossa mente?
É esta difícil missão que teremos daqui por diante. 

Comecemos por afirmar que o Livro de Atos é onde desembocam as histórias registradas nos Evangelhos. Estes, Os Evangelhos, são rios que correm mansamente para formar Os Atos dos Apóstolos. 


Assim, entender os sentimentos e as motivações presentes nos Evangelhos é a luz que alumiará o Livro de atos, e nosso desafio.

E mais:
(1)     A magnífica e excelsa presença de Deus entre nós com sua doutrina e feitos está registrado nos Evangelhos.
(2)     Atos dos Apóstolos se nos constrói um cenário em que são descritos os primeiros raios que iniciam a proclamação desta verdade.

Nenhuma frase ou qualquer ato podem ser vistos sem que sejam observadas as nuances dos Evangelhos.