"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Abrindo o Livro de Atos dos Apóstolos - II

Fortaleza - Ce


Na primeira parte do post sobre o Livro de Atos, encerramos com os seguintes questionamentos:

Como viriam:
(1)     Restauração do reino de Davi;
(2)     Redenção nacional;
(3)     A posse da terra prometida a Abrão e confirmada a Josué;
(4)     A redenção nacional em um novo concerto que o Senhor falou por meio do profeta Jeremias;
(5)     Bênçãos a todas as nações da terra?

Respondem as Escrituras em uma única frase:
Jesus, filho de José, filho de Maria, filho de Davi, filho de Deus... Emanuel.

Jesus é por quem e em quem Deus concluirá todo o seu plano em toda a terra. As Escrituras nos trazem dos céus os ensinos que acalmam nossas almas e fortalecem nosso espírito. 
Vejamos o que Deus reservou para aqueles que o amam.
Jesus, o Deus eterno entre nós, já fora revelado em lugares celestiais antes mesmo que chegasse a este mundo. Os demônios já o sabiam:
Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo. (Lc 4:41)
Os religiosos em dúvidas sobre a identidade do Senhor, o questionaram:
E o sumo sacerdote disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho do Deus. (Mt 26:63)
O malfeitor em seus minutos finais de vida blasfemou contra ao Altíssimo:
Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós. (Lc 23:39)

Apenas para o povo de Israel, e para nenhum outro, fora criado durante séculos a esperança da vinda dAquele que resgataria a nação. Não podemos duvidar, a esperança da vinda do Messias é o ar que mantém a vida da nação de Israel.  

NENHUM OUTRO POVO POSSUÍA TAL ESPERANÇA, NENHUM OUTRO POVO ENTENDIA TAL ESPERANÇA. 

Há da parte de Deus pormenores da perfeição no cumprimento de suas profecias.


O Messias exclusivo para seu povo e para nenhum outro, mesmo que saibamos de sua rejeição.
O anúncio feito aos discípulos deixa clara a exclusividade do Messias.
A estes doze enviou Jesus, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. (Mt 10:5-7)

Por fim, as palavras do Senhor:
Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. (Mt 15:24)

A abundância de textos não permite duvidar que Jesus veio exclusivamente para Israel e para estabelecer seu reino, conforme prometido a seu pai Davi. 
As profecias mantém vívida aspiração do povo de Israel, o Messias prometido não ofereceria, primariamente, esperança para outro povo senão Israel. 
Esse era o espírito, essa era a esperança e assim, fora prometido, assim, deveria ser cumprido para Israel.

O Cristo não seria compartilhado com as demais nações, seria conforme revelado até então na Lei.

Os gentios que ali habitavam excluídos estavam desse acordo, dessa disposição, tampouco o desejavam. Pois, nem entendiam, nem nutriam qualquer interesse pelas leis e promessas judaicas. Suas crendices pagãs davam-lhe o sustento necessário para satisfação da carne. 

Pilatos, gentio, desdenha da Lei e de suas promessas:
Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. (Jo 18:31)

Sendo Gálio procônsul da Acaia,
“se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas. E expulsou-os do tribunal”. (At 18:12-16)

PORTANTO O MESSIAS É PATRIMÔNIO ETERNO PARA ISRAEL E PARA NENHUM OUTRO POVO.

Abruptamente lemos:
Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém, que padecesse muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes, e dos escribas, que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse. (Mt 16:21)

Como conciliar a esperança sedimentada ao longo dos séculos (a eternidade do Messias) à mensagem “tão negativa” do Mestre?

Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre; (Jo 12:34)


Que remissão buscam os filhos de Israel?
Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. (Lc 24:21)

A mente nacional de Israel conduzia à reedição dos feitos da história de Davi e de tantos outros reis, o livramento do jugo dos gentios.


Os três dias que esteve sob a terra foram suficientes para convencer a todos que não fora ainda o tempo da vinda do Redentor de Israel.
 
A esperança mais profunda esvaiu-se, agora, estupefatos e decepcionados, lábios que antes proclamaram presteza e fidelidade, podem afirmar: Não, ele nos enganou, ele não é quem, esperávamos que fosse.

E os Evangelhos finalizam com este cenário:
“mas alguns duvidaram”; Mt 28.17
“lançou-lhes no rosto a sua incredulidade e dureza de coração”; Mc 16.14
“por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações?” Lc 24.38
E João registra o Senhor confrontando a Pedro, em sua decisão.

São sentimentos e comportamentos daqueles homens que seriam os criadores da textura inicial da história dos Apóstolos, a história do cristianismo: 
(1) Esperavam Cristo e queriam seu reino;
(2) contudo, o entendiam apenas para Israel e para nenhum gentio, senão através do proselitismo; 
(3) pouco esclarecidos sobre as Escrituras;
(4) carregam em suas mentes a recente lembrança da infidelidade cometida, do abandono na morte e sem fazer caso da ressurreição do Senhor.

Saem, os apóstolos, dos Evangelhos com pouca dignidade e determinação, e sobre cada um deles recai a missão de pregar o evangelho do Cristo ressurreto à todas as nações. 

Há considerável mudança de perspectiva entre o início e recepção do Messias para o momento final dos Evangelhos. 
O Rei eterno e o Redentor de Israel fundem-se, por obra magnífica de Deus, no Cristo ressurreto. Realidade que perpassa as mentes e corações de todos que tiveram a experiência de conviver com o eterno Deus, Nosso Senhor e Salvador Jesus, o Cristo de Deus. 


Agora órfãos e desafiados pelo Senhor hão de enfrentar um novo cenário, uma nova posição religiosa... longe do Mestre.


Duas dimensões se nos apresentam para caminharmos: 
(1) Quanto ao fazer dos homens: O que farão? Para onde irão? Como farão?
(2) Quanto ao prover dos céus:  O que virá do alto?


As respostas virão progressivamente, como o Senhor assim o desejar. 


A Ele honra, louvor e glória eternamente.

2 comentários:

  1. Israel ao longo da história se via como um povo exclusivo para Deus. Talvez não tenha sido muito agradável saber que o Mestre também escolhia para si muitos dentre os gentios. Nisso, o Senhor demonstrou o seu amor e misericórdia com todos, não somente com Israel.

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  2. Oi Genilda.

    De certa forma as promessas de Deus são exclusivas para Israel (descendentes de Abrão).

    Somos o povo que não era povo, que fomos chamados para causar ciúmes a Israel.
    Mas isto estava oculto em Deus, e Ele revelou a esta geração.

    Obrigado pela visita.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.