"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A solidão humana, Facebook e outros



Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. (1 Jo 2:16)

Não podemos negar, e é profético, a multiplicação do conhecimento por toda a terra. Da mesma forma, por toda a terra, o homem persegue com intensidade crescente meios de satisfação. Apenas assim justifica sua existência.
A busca por sensações, a busca pelo poder e a busca pelo conhecimento, esta é a única percepção e motivação que envolve a vida humana.
Todos buscam de alguma forma algo que lhes parece fora de seu cotidiano. Assim, esperneiam na direção das sensações, do reconhecimento de serem “senhores”, ou sabedores da verdade.
Nessa luta em busca do sentido de suas vidas, como medir a satisfação? Ou avaliar sua qualidade? Que sentimentos e variáveis estão relacionados à satisfação?
Não existem instrumentos naturais para tal aferição sem que sejam postas restrições quanto ao método utilizado, visto que envolve grande complexidade e subjetividade para sua mensuração.  Assim, a criação de artifícios para possibilitar a análise de satisfação trouxe soluções muito interessantes. 

Neste contexto temos os “Indicadores”, soluções que identificam e relacionam grandezas entre si com o propósito de mensurá-la. Ou seja, identificam-se variávies como população, internações, profissionais, óbitos etc. e por meio de operações matemáticas entre estas  chega-se a um Indicador que diz “o quanto de qualidade há no tema pesquisado”. Temos assim, uma forma de “traduzir ou encontrar a qualidade por meio de algo visível - quantitativo”.

Antes que todos abandonem a leitura, é preciso considerar o que realmente é a proposta do texto: avaliar a busca do homem em satisfazer-se. 

Um questionamento se faz evidente: Como encontrar um indicador para mensurar tal questionamento? 

Antes de partirmos para nosso campo de pesquisa, é oportuno tentar entender a satisfação por meio de suas causas, já que ela tem seu fim em si mesma.

É possível perceber que há um ciclo interminável: Insatisfação-satisfação.
O que faz com que as pessoas estejam incansavelmente em busca de satisfação? Atrevo-me a oferecer a Solidão como sua causa maior. A solidão pessoal, a solidão emocional, a solidão interior: a infelicidade de sentir, a infelicidade de poder, e de saber. Sempre queremos sentir “algo a mais”; queremos poder mais e saber mais. Não sentimos, somos ou sabemos o suficiente para acalmar nossos corações.
A busca pela satisfação é a face exposta da solidão. Logo, me permito (de novo) estabelecer que a busca pela satisfação, ou a busca pela felicidade é o nosso Indicador.  São manifestações da solidão não declarada, da infelicidade maquiada.

Para identificar grandezas associadas à solidão, sem sair por aí levando esse censo, vamos nos municiar da observação do cotidiano para estabelecer as manifestações da solidão humana, onde posso cometer erros, mas é por ela que ousarei.

Tenho lido e ouvido ex-dependentes (e atuais também) químicos de drogas lícitas ou não afirmarem que recorreram a elas por curiosidade, problemas, opção etc. Todas essas causas alegadas e outras mais têm como motivação a necessidade de satisfazer-se, a busca do bem-estar ou prazer: a felicidade. Sem, contudo, havê-la alcançado, a despeito de sua repetição sistemática. Assim, o consumo de drogas é um indicador de solidão. Na  incapacidade humana de satisfazer-se consigo mesmo está o "plus" via as diversas formas de álcool ou drogas para transformarem sua sensibilidade para sentirem ou perceberem o que não percebem. é uma declaração pública que sua realidade pessoal não oferece os meios para atingir a felicidade. 
A felicidade está fora da realidade "possível". Nenhum prazer há à parte do álcool ou da droga, nesta mesma linha vem o adultério, a homossexualidade etc. 

Abolida foram a moral, as regras, a natureza do macho e da fêmea, da honestidade. O racional prostrou-se à uma dimensão sub-humana... a farsa Darwiniana vindo pela contra-mão engoliu a todos. O caminho da satisfação impõe a autolatria como prioridade sem nenhum escrúpulo, é a solidão saindo do coração e se mostrando.  

Há um outro indicador muito adequado para avaliarmos a solidão humana: as redes sociais. O Facebook, mania tecnológica que bem poderia ser chamada, de Rede da Solidão Subliminar. Nela as pessoas constroem seus próprios cativeiros, reféns da solidão, e partem vorazmente na busca de "amigos".
Convidam-se aos borbotões, os números são espetaculares na construção da rede de amigos.
Há pessoas que em 4 meses de inclusão exibe a incrível marca de 500 amigos. Ou seja, 125 amigos por mês, quase 4 por dia, e todos os dias da semana.

É um instrumento de autopromoção. Estão em oferta de compaixão e atenção de seus pares!
Que necessidade é essa de sentir-se em meio à multidão de "amigos", senão a solidão?
Sem mesmo saber o que é amizade? Saem tateando em busca da felicidade sem saber onde achá-la?
A sutileza manda seus recados pela falsa sabedoria e a multidão sente-se sábia, altaneira. Não se percebe vazia, fútil e tola. 

Em nossa volta, olhamos e percebemos pessoas solitárias, aflitas... perdidas, presas aos ciclos e valores ditatoriais sem sentido e que se esvai. 

Reinventaram (artificializam) a amizade, pois perdidos em suas divagações supérfluas, já  nem mesmo sabem o que representa, seus valores, limites e responsabilidades.
  
Buscam em fileiras sem face amigos viscerais com sentimentos extremos, de necessidades intensas e freqüência ininterrupta. Cada segundo, a cada notícia sem importância suscita uma alegria que repousa em corações vazios. 

Saem na buscam de paz e nada encontram, aprofundam-se na solidão.  Assim como o álcool ou a droga experimentam o aconchego do Face, mas nada lhes afastará da solidão de suas almas... a não ser que ouçam.

Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. (Mt 11:28)

5 comentários:

  1. Excelente texto pastor!
    Essa busca interna do homem para sua satisfação pessoal afasta-o de seu criador.
    Deus o abençoe.

    ResponderExcluir
  2. Um coração sem Deus é um coração solitário, vazio.
    Obrigado amado irmão. Isto me ajuda a refletir mais sobre a condição do homem distante de Deus. sem Deus na vida o que lhe sobra? somente coisas vãs.
    Continue em sua excelente jornada de auxílio ao REINO.
    Rocha.

    ResponderExcluir
  3. Amados,

    a reflexão, apliquei-a primariamente a mim.
    Somos todos impelidos por esse turbilhão chamado dia a dia.
    Que o Senhor seja bondoso conosco - como tem sido.

    Em Cristo.

    ResponderExcluir
  4. Paulo,

    Não há facebook, twitter, orkut, etc, que livre o homem da solidão oriunda da falta de Deus. Os existencialistas outrora, como Jean Paul Sartre, já tentaram se fartar com o seu materialismo, não obtendo nada mais do que a mais dolorosa solidão, abandono, loucura e morte.

    Excelente texto!

    Grande abraço!

    Ricardo.

    ResponderExcluir
  5. Ricardo,

    obrigado pelo comentário.
    Concordo por completo com sua avaliação.
    Temo que tais "recursos" estejam abundando em nosso meio.
    Minha admiração

    ResponderExcluir

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.