"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 4 de junho de 2011

O jovem cristão e a influência do mundo - I




O texto escolhido (Ef 5.15-17) inicia com a palavra “portanto”, que bem poderia ser substituída por “consequentemente”. Isto conduz nossa mente para necessidade de entender que nossa leitura é a conclusão do contexto anterior.

Logo, somos forçados a empreender investigação no contexto anterior, pois apenas desta forma nos alinharemos à vontade do Espírito de Deus e evitaremos navegar por mares da nossa vontade, nosso sentimento e inteligência pessoal. Deixemos que o Senhor conduza nossas mentes em direção ao que é prefeito.

O que encontramos nos textos anteriores?

O v.11 diz que
“não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”.

É imperativo que busquemos entender o que seriam as obras infrutíferas das trevas. A idéia de descobri-la pelo uso de contraste é adequada. O v.8 permite-nos fazê-lo quando registra trevas e luz, e luz no Senhor, criando um claro contraste.
Temos, portanto, a autorização das Escrituras para o empreendimento, e assim o faremos. Cheguemo-nos, pois ao Senhor para o entendimento, para revestirmo-nos da verdade.

Para discorrer sobre a obra infrutífera das trevas precisamos retroceder no tempo e atentarmos para a grande mudança que impôs sobre toda a humanidade. À minha mente desce suave e trágica a abordagem feita à nossa mãe Eva:
“decerto que não morrerás, serás semelhante ao Altíssimo”.

A possibilidade de vantagem pessoal sem esforço tem acompanhado a humanidade deixando em seu caminho toda saga de catástrofes e desajustes pessoal. A desonra é parceira inseparável da desonestidade. 

Mais lemos: E viu a mulher “que a árvore era boa comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento”. Sucumbiu à provação, comeu e deu ao seu marido que também comeu... e morremos todos.

Desde então, vontade, sentimento e intelecto humanos impossibilitados estão de livremente dirigirem-se a Deus, fazerem e terem prazer em sua santa vontade.

Essa disposição fez a humanidade voltar-se para si mesma. Essa nova disposição interna não se permite contemplar a eternidade. Falam, mas dela nada entendem; presos à dimensão da morte, adaptaram-se à morte.

Buscam aqui e agora encontrar a felicidade, de resgatar, mesmo que tateando na escuridão do que lhes “sobrou”, querem resgatar a vida perdida por meio do “ter, sentir, e ser”: a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida.

Estabeleceram-se como a instância final do certo ou errado, moral ou imoral, separam-se completamente de Deus. Desconhecendo ou rejeitando a vontade e o caráter de Deus, passaram a ser e ter nos valores por eles criados o padrão da verdade, do prazer e da justiça. 

Rejeitam completamente ao Criador e Sustentador de todas as coisas, estão aptos a sentir prazer em realizar as obras infrutíferas das trevas. - Descritas (em parte) nos vv.3-6.

Assim é o sistema que chamamos de mundo, dele emanam verdades, pensamentos e condutas. As influências que chegam a todos, não apenas chegam, mas nos envolvem.

Agora, o que o Senhor diz em contrate às obras infrutíferas das trevas?

Lemos no v. 8 o termo “luz no Senhor”. Nesta mesma carta encontramos (2.10): ”fomos criados em Cristo Jesus”.

Os textos são complementares e constroem o ensino de nossa união com Cristo, com o propósito de sermos filhos da luz, em contraste com as obras infrutíferas das trevas.

E mais lemos (2.10):
“Criados em Cristo para boas obras, as quais Deus preparou (nomeou) para que andássemos nelas.”

Temos aqui que as obras dos filhos da luz foram determinadas pela mente e pelo caráter de Deus desde sempre. Sim, as obras frutíferas da luz são obras que realizamos em Cristo Jesus.

O texto nos oferece:
“somos feitura dele, criados em Cristo Jesus”.

Uma nova criação em Cristo, um ato regenerador de Deus para
“conhecermos o amor de Cristo que excede todo o entendimento, e sejamos tomados de toda a plenitude de Deus”. (Ef 4.19)

Sim, somos feitos por Deus, obra de sua vontade para transformar nosso sentimento, nossa vontade, nosso intelecto, vivermos à sua vontade. Sairmos de nossa verdade para verdade de Deus, de nossa justiça para justiça santa de Deus. 

Deus nos infundiu uma nova disposição para que desenvolvamos novo sentimento, nova vontade e novo intelecto. Para que possamos rejeitar as obras infrutíferas das trevas, resistirmos às influências deste mundo vil. 

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