"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ao Daniel

Daniel,

consternou-me seu e-mail. 

E aceito a liberdade nele oferecida para falar de algo que vai muito além do que as pessoas podem fazer neste momento. 

Sou crente (o que pode representar muito pouco neste mundo), contudo, esse fato altera todo o conhecimento e relação com a realidade que nos envolve. 

Não me refiro as megalomanias que envolvem o nome de Jesus, tampouco, às exibições de poder e milagres que fazem parte desse cardápio circense.

Refiro-me à compreensão dos valores efetivos que existem no mundo. Aflige-me, de certa forma, sua aflição, quando se percebe que não tens algo sólido, pessoal e ... principalmente confiável para um momento de dificuldades. 

Levei muitos anos sem saber quem era Jesus, pois católico de nascimento, espírita por observação, e totalmente soberbo e ignorante quanto à verdade dos fatos, conduzia minha vida como se dela fosse Senhor. 

E em dificuldades recorria ao um mantra confuso e ilusório apenas por ser minha "única alternativa". Isso não produzia qualquer alívio ou paz, era apenas uma retórica sem sentido em que estava envolvido. Mas mesmo assim, muitas coisas se resolviam, eu agradecia a um "deus qualquer" e voltava para meus "afazeres". 

Mas, graças a Deus - Deus mesmo! - um dia Ele me encontrou - com saúde, bom emprego, bem casado, sem problemas - e me mostrou sua bondosa e misericordiosa face. Descobri-me pecador, descobri-me distante dEle, e repentinamente uma onda de paz e consolo tomou-me... encontrei na cruz de Cristo meu descanso. 

Ele me fez entender que Cristo morrera em meu lugar, logo a morte não imporia sobre mim todo seu temor. Logo a eternidade estava diante de meus olhos, e a convicção de gozar as bem-aventuranças por toda a eternidade. Essa certeza tem me confortado frente aos problemas inerentes à vida. 

Espero, e orarei, que o Senhor tenha misericórdia, não apenas do amado, mas de todos que a Ele recorrerem com a certeza de sua fidelidade e poder. 

Pois, apenas nEle há tudo que o homem necessita. 

Paulo Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Línguas estranhas e o Livro de Atos dos Apóstolos


Apesar de agora estar nas prateleiras mais baixas do expositor das habilidades evangélicas, o dom de línguas por muito tempo representou o ápice de “poder e comunhão” com Deus. 

A cada urro vindo do púlpito - ou de qualquer lugar - despertava um intenso frenesi na multidão, que ávida por demonstração de poder, espraiavam suas “línguas estranhas” trazendo a euforia necessária – carnal - para reverberação dos “linguálatras” em meio a assembleia.


A reverência e a proclamação da palavra submetiam-se a balbúrdia circense em que era tomado o “culto a Deus”. Cada um fazia conforme seu próprio espírito concedia: gritos, gargalhadas, abraços, choros, dispunham da euforia em nome de Deus.  

Nas mentes  - e nos corpos suados - exalavam a soberba que, sem meias palavras, vociferavam o diagnóstico de morte a tudo que respirava ordem e decência.

Hoje, (espero, mas não sei) apenas um remanescente sobrevive ostentando a manutenção de tais poderes, a grande maioria daqueles “homens de deus” partiu para outro nicho espiritual ou mesmo volveu-se ao próprio vômito. 

São modismos evangélicos que fazem plantão em busca de "avivamento". Quem não lembra dos dentes de ouro? Da bênção de Toronto, com suas gargalhadas e quedas santas? A bolsa de valores M&M (Malafaia e Murdock) atribuindo o valor da alma humana? Fogueira santa? e muitos outros.

Percebe-se que o espírito de Balaão - a necessidade de projeção pessoal, o enriquecimento fácil e o desconhecimento do caráter de Deus - está presente em nosso meio, e ele contribui significativamente para essas e muitas outras “esquisitices evangélicas”.

Sim, mas e o dom de línguas  como experimentam e ensinam os pentecostais procede das Escrituras? 
Mister é questionar: As Escrituras oferecem suporte a tal prática? O que elas dizem sobre tal manifestação? Vejamos o dom de línguas nas páginas do livro de Atos dos Apóstolos.